Assim na Terra como no Céu

9 de março de 2017 Astrologia Evolutiva, Astrologia Pacificadora, Astrologia Psicológica, Funcionamento da Astrologia, Princípios da Astrologia 1 comment

» A Astro-Logia sendo Astrologia – By miguel etchepare – Diretor Digital CNA

» O funcionamento da Astrologia elucidado a partir do I Ching, do Sagrado Feminino e de um Raio sobre um campo de golfe »

Um raio cai num gramado impecável, num campo de golfe gigantesco, muito bem cuidado. A planície está deserta. Ninguém para presenciar o evento em tempo real. O ser humano mais próximo -alguns quilômetros distante- revira-se na cama a cada trovão mais intenso, mas retoma rapidamente seu sono, em função do cansaço reinante. A tempestade elétrica avança noite adentro, já em clarões silenciosos… flashes esporádicos de pura luz!

O primeiro a notar o que havia acontecido no campo foi alguém retornando de férias, alguns dias depois da tempestade. De fato, nem estava ciente desta, pois não teria atingido a cidade da qual retornara de viagem. A princípio, as estranhas marcas no solo, vistas de perto, eram enigmáticas… mas um olhar mais acurado e em perspectiva revelaram o desenho: só a queda de um raio poderia ter causado este padrão fractal no gramado! Uma vista mais aérea revelaria o padrão auto-evidente e inconfundível de um raio, cujo traçado propagou-se pela Terra em absoluta semelhança como o faz pelo Céu!

Qualquer enigma associado ao surgimento de tais marcas no solo, foi rapidamente desvendado. Embora a eletricidade responsável por tais desenhos já tivesse dissipado suas forças, seu padrão eletrizante ainda podia ser sentido nos traços personalizados gravados no chão. O registro do raio ali caído na Terra revelava-se fiel em conteúdo e forma, conforme a percepção dos raios tais quais podem ser registrados no Céu. Da mesma forma como ‘a pele do tigre com suas nítidas riscas negras ressaltando sobre o fundo amarelo forma um padrão que pode ser reconhecido à distância’ e o olho pode distinguir este padrão e dizer ‘tigre’ -mesmo que a distância não permita a visão nítida de um tigre- o reconhecimento do padrão impresso na Terra pelo raio, possibilita dizer ‘raio’, uma vez que o registro de sua presença terrestre foi magicamente definido como um desenho de si mesmo!

Especulações tão amplas podem ser associadas a este evento, que daria para escrever livros e livros. Enquanto presença incorpórea no Céu, tal raio teria providenciado o registro de sua identidade na Terra, forjando uma imagem fiel de si mesmo e imprimindo no plano corpóreo da carne da Terra uma selfie auto-evidente, que reflete -inconfundivelmente- sua natureza incorpórea. O fantasma fugaz dos raios que percorre pelos caminhos de menor resistência imensidões eletrizantes no Céu, teria perpetuado um espectro fiel de sua imagem na concretude da Terra, que cedeu sua retina para imprimir um espelho da atividade originalmente celeste.

Assim na Terra como no Céu, este campo de golfe vem retratar de maneira tão clara o acontecimento de um evento meteorológico que pode ser desvendado e elucidado, mesmo por quem não estava presente no local na hora do seu acontecimento. Um raio caiu aqui e ninguém viu… mas alguém pode chegar posteriormente, observar o registro que o raio deixou e dizer: ‘um raio caiu aqui’… apenas pq o padrão deixado pelo raio na Terra corresponde ao padrão do raio, como o conhecemos no Céu!

Espera aí! Céu e Terra tem naturezas completamente diferentes! A propagação de um raio pelo Céu encontra um veículo de transmissão etéreo! O caminho que essas cargas percorrem no firmamento não é determinado por estradas definidas, percursos concretos ou vias delineadas e o desenho que se formará no Céu incorpóreo -dentro do âmbito atmosférico- jamais poderá ser reproduzido fielmente pela Terra, que possui corpo, massa e densidade absolutamente distintas do Céu. Você está me dizendo que, a pesar das diferenças intrínsecas entre Céu e Terra, o mesmo padrão gráfico q a propagação do raio deixa no Céu ficou estampado no campo de golfe, sobre a Terra?!

Sim! É isso que estou te dizendo!

E compreender a simplicidade deste processo -q permeia todo o funcionamento da Astrologia- é o propósito derradeiro deste artigo.

Raios Originais National Geographic

O único motivo pelo qual a Terra pode reproduzir fielmente em sua planície o mesmo paradigma que a propagação do raio registra no Céu é devido a que -em sua condição de manifestação suprema do Receptivo- pode corresponder plena e harmoniosamente aos impulsos do Criativo…

E estes impulsos originais do Criativo não são mais do que a ‘vontade do Céu’ que, caso não encontrasse uma correspondência receptiva aqui embaixo, não teria meios de manifestar a plenitude de sua perfeição enquanto puro pensamento abstrato Criativo.

Em virtude da essência destas considerações, assim como a nomenclatura de ‘Receptivo’ e ‘Criativo’ terem originalmente sua sabedoria baseada no I Ching, irei necessariamente citar alguns trechos específicos do ‘Livro das Mutações’ que serão distinguidos ‘com esta cor no texto’. Deste modo, será possível intercalar ‘as citações’ preservando sua integridade e autoria, junto aos conceitos que as desdobram, uma vez que certas passagens do I Ching são obscuras demais para a compreensão ocidental e eventualmente demandam estes esclarecimentos.

Hex 2 - O Receptivo

No I Ching, o Hexagrama ‘O Receptivo’ é composto exclusivamente por linhas abertas ao meio, como símbolo mais representativo do poder primordial maleável e receptivo da energia Yin. O atributo do hexagrama é a devoção e sua imagem, a Terra. É o perfeito complemento do Criativo, a contraparte, não seu oposto, pois o Receptivo não combate o Criativo, mas o completa. Representa a natureza em contraste com o espírito, a Terra em contraste com o Céu, o espaço em contraste com o tempo e o feminino-maternal em contraste com o masculino-paternal.

 

 

Hex 1 - O Criativo

Já o Hexagrama ‘O Criativo’ é composto exclusivamente por linhas inteiras, como símbolo mais significativo da força primordial criativa atribuída à energia Yang. Essas linhas correspondem à energia que, em sua forma primordial, é luminosa, forte, espiritual, ativa. O hexagrama é integralmente forte em sua natureza e, por estar livre de toda fraqueza, tem como essência a energia. Sua imagem é o Céu. Sua força nunca é limitada por condições determinadas no espaço e por isso é concebida como movimento. O tempo é a base desse movimento. Portanto, o hexagrama inclui também o poder do tempo e o poder de persistir no tempo, ou seja, a duração. 

 

Como pode ser observado já a partir das suas representações gráficas, os hexagramas do I Ching vinculados à Terra e ao Céu possuem atributos muito específicos e complementares, inerentes às energias Yin e Yang que simbolizam. Em relação ao universo, o hexagrama ‘O Criativo’ expressa a atividade criativa e poderosa da Divindade. Verdadeiramente grande é a sublime condição do Criativo: a ele todas as coisas devem sua origem. Esse poder permeia todo o céu. 

Toda manifestação observável no Universo 3D e sujeita à fisicalidade e às leis q governam este Universo 3D, corresponde à concretização de um plano originalmente concebido na pura abstração de um impulso do Criativo. Nada pode vir a existir sem a anuência deste poder celeste. A energia criadora que permeia todo o céu, movida por ela mesma e por um mistério que só pode ser associado a uma Inteligência Superior, é a responsável pelo impulso primordial que antecede o vir à existência de cada partícula desta criação.  Grande em verdade é o poder gerador do Criativo; a ele todos os seres devem seu começo. O céu revela o movimento forte e incessante que, por sua própria essência, faz com que todas as coisas surjam no momento devido.

yin-yang-sol-lua-receptivo-criativo

É justamente nesta transição entre o puro pensamento Yang Criativo abstrato e o surgimento concreto no mundo visível da Criação, que entra o poder feminino e Receptivo da Terra… pronto a acolher o impulso celeste primordial e transformá-lo em parte do Universo 3D. É a energia primordial Yin Receptiva do Sagrado Feminino, inerente à Terra, quem acolhe a semente originada pelo Criativo e procede ao parto necessário para inserir os impulsos do Céu dentro da Criação. O instante apropriado ao nascimento não só estará imbuído da sincrônica perfeição que irá caracterizar esse segundo como o momento preciso no qual o vir-a-ser deste impulso do Criativo ganhará vida -em absoluta concordância com um contexto maior- mas este instante também carregará em si os códigos temporais celestes, que posteriormente se revelarão como a sublime intenção do Criativo ao promover a existência deste impulso, acolhido pelo Receptivo.

O plano mais alto do Céu já vem intrinsecamente codificado sob a criptografia celeste temporal oculta no interior do instante em que veio à luz a manifestação corpórea de sua intenção. Embora, a princípio, estas considerações pareçam sofisticadas e de difícil compreensão, a lei imutável que governa estes segredos, não é complexa. Muito pelo contrário. É extremamente simples de absorver, em sua essência. Basicamente, ela reza » ‘No início estão as sementes de tudo que se seguirá!’ Pois é precisamente no início da manifestação de algo que residem as sementes potenciais de tudo aquilo que virá a seguir e que se desdobrará, conforme um movimento progressivo, que levará o potencial destas sementes até a plenitude de sua forma.

Grãos de areia ampliados 250x

Grãos de areia ampliados 250 vezes no microscópio

A beleza desta codificação é que cada instante no tempo é absolutamente único. Assim como um grão de areia ou um floco de neve preservam sua pegada digital que os diferencia de qualquer outro, cada partícula do momento chamado ‘agora’ nunca se repete! O fluxo ininterrupto do tempo -sob o comando celeste do Criativo- é de tal ordem que cada instante carrega consigo um componente de exclusividade que o torna único, caracterizando-o com uma configuração ímpar que jamais irá ser idêntica a uma anterior. Ao contemplarmos o movimento do Céu, podemos encontrar uma concordância com este mesmo critério nas órbitas planetárias. As significativas diferenças de ritmo de translação entre os planetas definem que uma mesma configuração nunca venha a se repetir, privilegiando-a como totalmente singular.

 

O raio cavalgando a imensidão do Céu  -antes de atingir a Terra- é o exemplo perfeito para o celeste impulso Criativo. Ele já vem carregado da índole que irá expressar sua natureza essencial. Ele traz consigo o projeto potencial que, na plenitude do vir-a-ser para o qual já fora concebido, irá se transformar numa descarga elétrica poderosa… contudo, enquanto sua  presença se limitar a seu veículo incorpóreo celeste, sua manifestação não passa de uma abstração… de uma concepção inteligível etérea… de uma ideia. O começo de todas as coisas jaz, por assim dizer, no além, na condição de idéias que estão ainda por se realizar. É isto que reconhecemos como Céu. É isto que o elemento Água pode intuir, sutilmente presente, do outro lado do véu. É isto que o coração pode pressentir, como a existência de uma realidade espiritual. 

 

Mas o Criativo tem também o poder de dar forma a esses arquétipos das idéias. Isso é claramente indicado na palavra “sucesso”. Este processo é representado por uma imagem da natureza: as nuvens passam, a chuva atua, e todos os seres individuais fluem para as suas formas próprias. O curso do Criativo modifica e modela os seres até que cada um alcance sua verdadeira e específica natureza, e os mantém, então, em concordância com a grande harmonia. Assim o Criativo se revela como o que favorece ou propicia através da perseverança.

O estado próprio ao Criativo não é o repouso, e sim o contínuo movimento e desenvolvimento. Através desta força todas as coisas pouco a pouco se modificam até que se transformam por completo em suas manifestações. Assim, em seu curso, as estações e todos os seres vivos se modificam e alternam. Deste modo, a cada coisa é dada a natureza que lhe corresponde e que, do ponto de vista divino, chama-se ‘destino’.

No estado de repouso o Criativo é uno e quando em movimento é reto; por isso produz o que é grande. No estado de repouso o Receptivo é fechado e quando em movimento se abre; por isso produz o que é vasto.

Enquanto o Criativo protege as coisas, isto é, do alto ele “as cobre”, o Receptivo as carrega, como fundamento que sempre subsiste. Sua essência é o ilimitado acordo com o Criativo. Esta é a causa de seu sucesso. Enquanto o movimento do Criativo dirige-se para adiante em linha reta e seu estado de repouso é a imobilidade, o repouso do Receptivo é o fechar-se e seu movimento, o abrir-se. No estado fechado, de repouso, ele abrange todas as coisas, como um imenso seio materno. No estado aberto, de movimento, ele dá entrada à luz celestial, com a qual a tudo ilumina. Esta é a fonte de seu sucesso, que se manifesta no sucesso dos seres. Enquanto o sucesso do Criativo consiste no fato de os seres individuais receberem suas formas específicas, o sucesso do Receptivo faz com que essas formas prosperem e se desdobrem.

 

 

E apenas porque a natureza, em suas incontáveis formas, corresponde aos incontáveis impulsos do Criativo, que ela pode realizá-los. A riqueza da natureza jaz em seu poder de alimentar todos os seres, e sua grandeza em seu poder de lhes conceder beleza e esplendor. Assim ela faz prosperar tudo que vive. Enquanto o Criativo gera os seres, estes são partejados pelo Receptivo.

Perfeita, em verdade, é a condição sublime do Receptivo. Todos os seres lhe devem seu nascimento, porque ele recebe o elemento celestial com devoção. A grandeza do Receptivo é definida como perfeita. Perfeito é aquilo que alcança o ideal. Isso significa que o Receptivo depende do Criativo. Enquanto o Criativo é o princípio gerador ao qual os seres devem seu começo, já que dele se origina a alma, o Receptivo é o que parteja, é o que acolhe em si a semente celestial e dá aos seres a forma corpórea.

Em sua riqueza, o Receptivo é portador de todas as coisas. Sua essência está em harmonia com o ilimitado. Em sua amplitude ele abrange todas as coisas e em sua grandeza a tudo ilumina. Através dele todos os seres individuais alcançam o sucesso.

Mesmo no interior do indivíduo esta realidade aparece na coexistência do mundo espiritual com o mundo dos sentidos. Não se deve, entretanto, ver aqui um real dualismo, pois existe entre os dois princípios um relacionamento claramente definido em termos hierárquicos. O Receptivo em si é, evidentemente, tão importante quanto o Criativo, mas o atributo da devoção define a posição desse poder primordial em relação ao Criativo.

 

Raio no campo de golf - Assim na Terra

 

O raio que a Terra capturou no campo de golfe estava em pleno movimento…. e assim foi perpetuado, igualmente em movimento. A Terra registrou a imagem do comportamento do raio em plena propagação de movimento. De fato, ao acolher o raio do Céu e recebe-lo em sua carne, este continuou se movimentando e propagando sua força de ação pela Terra, imprimindo nos sulcos desta seu próprio movimento, tal genuína cicatriz, que viria a representar fielmente o seu espectro de ação, nos mesmos moldes em que cavalga o Céu. O que este raio originário do Céu encontrou ao deparar-se com a Terra foi um campo pleno de expressão no qual, sem alterar sua própria natureza, pode continuar a ser raio, abandonando porém sua natureza incorpórea celeste, ao tempo em que o acolhimento receptivo da Mãe Terra Natureza e sua essência útero-corpórea decretou sua extinção como evento celeste, imortalizando seus passos derradeiros num registro imagético que abrange toda sua extensão de vida, do começo ao fim.

Será que vc consegue captar a simplicidade e a humildade do poder receptivo da Terra que abrigou um raio em seu seio e como tal deu à Luz um simples raio?

Poderia ter ficado uma cratera fumegante indecifrável após a queda do raio. Poderia a Terra dizer: ‘Já que um raio eletrizante caiu aqui, vamos registrar o desenho de um elétron circundando um núcleo, assim isto fornecerá um enigma coerente que cientistas poderão decifrar mais tarde e alguns anos depois concluir que caiu um raio’. Ou ‘vamos desenhar aqui um enigmático crop circle simbolizando o tunelamento quântico dos elétrons que desaparecem  e misteriosamente reaparecem em outro local, de modo a exercitar a capacidade de resolver charadas do pensamento científico mais criativo!’. Não. O Céu disse ‘Raio em movimento’… e a Terra disse ‘Raio em movimento’. O Céu disse simplesmente: ‘Raio’… e a Terra, disse simplesmente:  ‘Raio’. Provavelmente, o evento acontece inúmeras vezes em montanhas, florestas e outras superfícies irregulares, não possibilitando um registro impecável e tão auto-evidente como na planície bem cuidada de um campo de golfe. Mas neste caso, a natureza Receptiva da Mãe Terra optou por valer-se da lisura de um gramado perfeito e fazer dele uma lousa em branco, que permitisse reproduzir com fidedignidade, em pleno âmbito terrestre, um evento celeste. O Céu registrou sua selfie do relâmpago no espelho da Terra… e esta não só acolheu a iniciativa e o espelhou, como também cristalizou o registro e o fixou à sua pele.

Wood LightNão quero abusar da licença poética que tal evento inspira na minha percepção. Por favor, não me mal-entenda! Sei que para as mentes mais cartesianas, tal reprodução na superfície da Terra não passará da rara assinatura de descargas elétricas ramificadas e arborescentes, conhecidas como ‘Figuras de Lichtenberg‘, em função do físico alemão Georg Christoph Lichtenberg que, além de as ter descoberto, estudou seu comportamento sobre alguns sólidos isolantes, inclusive no corpo de vítimas de raios. Quando raios caem na areia, por vezes deixam o registro de incomuns esculturas tubulares vitrificadas -devido à fusão da sílica- conhecidas como ‘Fulguritos’, que também possuem a exata forma do raio ao atingir o solo e por ele se espalhar. Quer dizer, obviamente existem as leis físicas que justifiquem o comportamento e o registro posterior de uma descarga elétrica sobre um sólido não condutor, como a Terra…

Mas não é esse o ponto aqui, hoje. O objetivo é justamente abstrair, por um instante, e abrir-se à Receptividade suprema do Feminino Sagrado simbolizado pela Terra, capaz de acolher a iniciativa do Céu chamada ‘Raio’ e expressá-la em sua plenitude, sem nada acrescentar ou subtrair. Há um modelo intrínseco explícito de forma escancarada neste maravilhoso exemplo -que pessoalmente aguardo há décadas- e que quando compreendido e colocado em prática, na própria existência, irá possibilitar a aceitação do próprio destino supremo, tão anelado por cada um de nós. Somente quando personificada esta humildade da Terra em aceitar e incorporar os impulsos do Criativo, nos mesmos moldes em que o campo de golfe acolheu este raio, é que poderá ser aceito e acolhido o destino melhor, codificado temporalmente no instante em que você respirou por primeira vez e o presente da Vida -amarrado pelo laço do Tempo- te trouxe à existência.

Neste início de tudo, reside o segredo. As sementes potenciais de tudo o mais que virá a seguir, foram elegantemente codificadas para abrigar a intenção deste momento único no tempo, refletindo uma configuração igualmente única no tempo, presente nos posicionamentos celestes observáveis no cenário que hospeda teu veículo corpóreo.

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Os luminosos códigos temporais do Criativo foram sutilmente escondidos no âmago de cada uma de tuas células, de modo que o impulso celeste que originou tua existência te acompanhasse constantemente ao longo dela. Assim, ao sentir saudades de tua origem Divina e ao sentir-te impelido em busca desse Céu -impresso no mais profundo do teu DNA- bastaria apenas voltar-se para dentro e entender…. ouvir o chamado do teu destino maior… entrar no reino do teu coração, que é TEU… e conhecer o melhor do plano Celeste que foi concebido oportunamente ao tempo do teu próprio vir-à-existência!

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Em virtude de algum feedback obtido em Grupos online de Astrologia e também advindo de interações IRL, me foi possível constatar -para meu absoluto desgosto- muita gente jovem justificando suas frustrações nos aspectos resistivos do seu Mapa Natal, incriminando seus horóscopos ‘ferrados’, ‘zoados’ -e outros adjetivos pejorativos- como responsáveis pelas suas mazelas e sofrimentos e colocando a coisa em tal perspectiva negra, como se esses fardos kármicos devessem ser carregados ao longo de toda uma existência, com uma atitude de conformidade ou resignação. Em certo ponto, parece que a globalização da informação astrológica, ao invés de contribuir com o autoconhecimento, disseminou uma ‘proteção das próprias desculpas’ que se tornou um refúgio massivo, lugar comum para justificar os motivos pelos quais a vida não vai pra frente. Sorry… mas isso não é Astrologia. Em algum ponto do percurso a informação foi tergiversada e distorcida na conveniência do comodismo.

Quem tem o dom ou domina a arte de saber interpretar os códigos temporais contidos numa configuração astrológica, com todos os significados inerentes à sua simbologia, sabe que no âmago do mais intrincado aspecto de Saturno reside tamanha benção que, quando conquistada pela consciência, irá traduzir-se em privilégio imensurável e esplendor para o possuidor do aspecto. Fases críticas e uma maturação dolorosa podem vir a acompanhar o desenvolvimento de tal aspecto até isto acontecer, mas SEMPRE existe uma oitava mais elevada onde a manifestação do aspecto ou da configuração encontra uma expressão sublime, que transcende toda a dor envolvida em sua conquista e justifica todos os percalços do caminho, fazendo-os parecer pequenos perante tamanha consecução.

 

Nenhuma configuração astrológica -devidamente abordada- servirá como justificativa para alguém proteger suas desculpas, refugiar-se na autocompaixão, ou autossabotar determinada área de sua vida, em função de acreditar num Mapa ‘bugado’. Se teu Mapa Celeste, ao tempo de teu vir-a-Ser, dizia ‘raio‘… e você olha para isto e diz ‘curto-circuito‘, claro que você irá viver um constante curto-circuito, uma vez que será isso que você personifica, incorpora e atrai! Se teu Mapa Celeste dizia ‘raio’… e você insiste em escrever na lousa em branco de tua existência a palavra ‘bug‘, é claro que você irá viver permanentemente bugad@, uma vez que aquilo que você personifica, incorpora e atrai, será sempre um bug!!! Justamente pq a convicção de estar vivendo um bug vem da tua própria percepção, de dentro de você!

Todas as dificuldades presentadas por um Mapa Natal sugerem desafios que irão colocar à prova o livre arbítrio humano, único fator determinante do grau de evolução individual. Se você quer usufruir da manifestação da oitava mais elevada de algum aspecto do teu Mapa, primeiro precisa acreditar que você merece isso, e depois, precisará fazer por merecer. Não há limites para tua evolução. É você quem determina até onde quer crescer e até onde quer transformar teu destino para que as sementes potencias que abrigam tuas melhores possibilidades possam florescer.

Quando o Céu concebeu teu projeto, as forças eram de tal ordem que um desequilíbrio universal iminente tornou-se relevante o bastante, ao ponto de te trazer para a existência. O impulso celeste que foi capaz de decidir que a tua existência era necessária para promover a restauração do equilíbrio, de alguma forma avaliou as forças reinantes e concluiu que era premente que alguém como você viesse a materializar-se no plano da existência física 3D deste Universo, de modo a promover a equidade destas forças.

Você foi bolado e concebido, em termos de projeto celeste, de acordo com um plano superior, inteligente e perfeito, sensível o suficiente como para perceber o impacto que o vazio de você significava para este universo. Alguém como você, com todas tuas prerrogativas, teus medos, teus potenciais, teus defeitos, teu sorriso e aquilo que faz acontecer o teu sorriso, era absolutamente necessário para restaurar o equilíbrio universal, sob o risco de que a carência deste Ser, dentro do plano superior do Criativo, colocasse em xeque forças que talvez estejam além de tua compreensão…. mas, de alguma forma, você foi bolado, criado e concebido para vir preencher este vácuo relevante do Universo 3D.

Caso tua existência não fosse realmente necessária, você não estaria aqui. Nada que não tenha uma específica função, missão ou propósito maior, acaba por engano vindo a Ser. Tudo no Universo tem sua razão de Ser. A maior e mais fidedigna prova disto, está na Natureza. Enquanto algo tem função e contribui ao equilíbrio do todo, estará lá… e a Natureza dará um jeito de tornar perene ou preservar tudo aquilo que tiver uma razão de Ser. Quando deixa de ter utilidade ou função, a Natureza o descartará, impiedosamente, nem que para isto seja mister a extinção de toda uma espécie -como a dos dinossauros- por meio de um único meteoro. Os impulsos celestes por trás da concepção criativa que origina todos os Seres e posteriormente os mantém dentro do âmbito do Universo 3D são perfeitos e além da nossa compreensão. Contudo, te é possível compreender que o plano maior oriundo do alto só promove a concepção daquilo que necessariamente tem uma razão de Ser. Tão relevante, ao ponto deste impulso Criativo do Céu optar por te dar uma existência… impulso este que a sagrada feminilidade da Terra, na sua condição Receptiva suprema, acolheu. Não há erro neste plano. Não há engano aqui. Nenhum bug permeia estes movimentos superiores. Todas as mutações necessárias do Yin e Yang aconteceram sob exclusiva supervisão celeste, que garante que o tempo e o espaço que marcaram o início de tua existência sejam apropriados e perfeitos, conforme um plano superior. Você não é um descuido ou um acidente cósmico! (embora sua mãe já possa ter te falado o contrário). Os códigos temporais presentes na configuração astrológica única e exclusiva que irão permear toda tua existência estão bem longe de caracterizar-se como um bug!

rosto feminino and nature

Em síntese, teu Mapa Astrológico é a imagem mais representativa do impulso celeste Criativo que concebeu o plano de tua existência. Ele é o raio, cavalgando a imensidão do Céu. E você, é como a Terra. Você É a Terra!

Será que você vai continuar por aí querendo desenhar hieróglifos e figuras desconexas e incompreensíveis?

Quando é que você terá a humildade e a receptividade suficientes para ser como esse campo de golfe e dizer: ‘Já que Céu mandou um raio, vou desenhar um raio!’?

No nível mais elevado do desenvolvimento, todo ornamento é descartado. A forma não mais oculta o conteúdo, mas o manifesta em plenitude. A graciosidade suprema não consiste no adorno externo da matéria e sim na simplicidade e adequação da forma.

O princípio Yang é o conteúdo… e o princípio Yin, a forma.

O raio impresso no campo de golfe não mais oculta o seu conteúdo. A forma escolhida pela Terra para retratar aquela iniciativa celeste, encontra sua mais fidedigna expressão na simples imagem do conteúdo que acolhe personificar. Ao expressar em sua própria carne os contornos do raio oriundo do Céu, a forma da Terra decide manifestar em plenitude o movimento celeste para o qual abandonou seu estado de repouso e abriu-se para receber sua semente, em total acordo com este movimento. A forma agora revela o conteúdo, sem nada acrescentar ou subtrair. A expressão terrena agora, adquire uma característica sublime, pois reflete e incorpora a plenitude do conteúdo celeste, em absoluta sincronia de movimento e intenção, na qual não é mais possível distinguir diferenças entre o impulso celeste e o acolhimento terrestre, uma vez que o plano vindo do alto sincronizou-se em perfeita concordância com a forma de expressão terrestre. A forma, tornou-se o conteúdo… e é isto que a torna sublime. O plano superior foi aceito… o sucesso absoluto é simbolizado por esta sincronia entre o Plano Superior e sua manifestação aceita no Universo… e este casamento de Céu e Terra pacifica toda existência.

Portanto, tenta extrair uma simples lição deste exemplo de receptividade e dá O passo que pode vir a pacificar tua existência também. Seja lá o que for que estiver oculto no teu Mapa Astrológico (deixa um bom profissional elucidar isso) como código temporal do impulso Criativo que te trouxe à existência, certamente é algo bom… certamente sempre carrega a possibilidade de uma oitava superior de expressão -enquanto você estiver por aqui- e certamente abriga possibilidades inusitadas de manifestação sublime, que você só pode vislumbrar nos sonhos mais ousados do teu coração. De certa forma, decorrente de você personificar um impulso Criativo que te trouxe à existência, presume-se a obrigação de, ao menos, você tentar descobrir qual a intenção suprema do plano mais alto ao promover este raio chamado você! Muito mais válido do que andar por aí suplicando migalhas de atenção, lamentando que ninguém te quer, seria compreender em teu coração que como Ser você já foi aceito no seleto club daqueles que vieram à existência… e que isto é uma honra, um privilégio e uma benção! É inquestionável que você já faz parte do Club da Criação! E deverias lembrar-te disto toda vez que surgir qualquer necessidade de pertencimento!

Essa simplicidade que surge da pura receptividade torna-se o germe de toda multiplicidade existente no espaço.

A Terra está em repouso. Ela não age por si mesma, mas permanece sempre receptiva às influências do céu. Assim, sua vida torna-se inesgotável e eterna. O homem também pode alcançar a eternidade desde que não se vanglorie, pretendendo realizar tudo sozinho, por meio de suas próprias forças, mas tranqüilo e constante, saiba manter-se receptivo aos impulsos que a ele emanam das profundezas das forças criativas.

O Criativo produz as sementes invisíveis de todo vir a ser. Estas sementes são, a princípio, puramente espirituais; por isso, sobre elas não é possível se exercer qualquer ação ou procedimento; nesse âmbito é o conhecimento que age de forma criadora. Enquanto o Criativo atua no mundo do invisível, tendo como campo o espírito e o tempo, o Receptivo opera sobre a matéria distribuída no espaço, e completa as coisas concluídas e concretizadas. Aqui acompanha-se o processo de geração e procriação até suas últimas profundezas metafísicas.

Fantásticas são as considerações que podem ser extraídas da simples imagem de um raio sobre a Terra. Tua existência aqui na Terra é tão fugaz quanto esse raio caindo na Terra. Não perca tempo e, já que está aqui, desenhe um raio enquanto ainda tem chances!

Alguns dirão: ‘os raios nem sempre caem do céu… por vezes o desequilíbrio elétrico entre as cargas positivas da base da nuvem e das cargas negativas dispersas na superfície faz com que o raio percorra a direção contrária, de baixo para cima‘. OK OK. Concordo plenamente…. e isto me  lembra oportunamente de te dizer algo que você precisa saber e considerar enfaticamente ao longo desta caminhada: Aquilo que você procura, também está procurando por você. O preenchimento que você procura, está à tua procura também, louco para te preencher. A felicidade que você procura, também está procurando intensamente por você, ávida para pode tornar-te feliz. Como você quiser chamar aquilo que você mais procura, está à tua procura também -assim como as cargas do raio descendo e subindo querem se encontrar- pois criptografado nos códigos celestes que marcaram o portal de tuas origens, está escrito que em algum momento teu livre arbítrio poderia voltar-se para a realização do teu destino mais sublime e -por muita bondade- o universo de possibilidades latentes foi quanticamente arranjado para contemplar esta probabilidade suprema! Nunca pense, sequer por um instante, que teu destino melhor está fugindo você… pois a cada pequeno passo que você der em direção a ele, ele dará 10.000 na tua direção!

 

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miguel etchepare – Diretor Digital da CNA [2015~2018]

ॐॐॐॐॐॐ Este artigo poderá ser oportunamente incrementado ou atualizado a cada informação relevante ॐॐॐॐॐॐ

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Sobre o Autor

Atual Diretor Digital da CNA » Gestão 2015~2018 - A pesar de trabalhar com Astrologia profissionalmente desde 1983, no meu coração me considero um astrólogo diletante... pois faço isso desde um lugar de extremo prazer. O ponto mais alto disto é quando a interpretação culmina com um belo ato terapêutico... sinal de que as sementes da transformação foram devidamente plantadas. É assim q meu papel plutoniano se expressa nesta transição biosfera»noosfera, na qual, a pesar das arquetípicas diferenças individuais e os diversos caminhos escolhidos, Somos Todos Um! @>-->---

One comment

  1. armanda lima
    Posted on mar 25, 2017 at 6:44 PM

    Miguel, eu já tinha uma grande admiração por Si mas quando li este texto, a minha admiração aumentou.
    Muito obrigada por tudo o que me fez pensar e por toda a força que me transmitiu com este texto
    Para mim foi uma grande Terapia e mostrou-me mais uma vez o quanto Somos Uno neste Universo
    Bem Haja 🙂

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