Tensão na fronteira entre Rússia e Ucrânia e Astrologia Mundial

4 de abril de 2022 no comments

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  • Introdução.

Uma das grandes contribuições da Astrologia Mundial é a definição de ciclos nos seus diversos aspectos (sociais, econômicos, políticos etc.). Nela, é necessária a avaliação cíclica dos planetas geracionais, sociais e das lunações (especialmente dos eclipses), além da análise dos trânsitos planetários do mapa da nação em questão e do seu governante. Assim, passamos pelos seguintes processos: (a) identificar a ocorrência cíclica; (b) mostrar a possibilidade e a realidade da sua ocorrência; e, (c) deixar claro para a sociedade que o ciclo tem início, meio e fim.

Por isso, a identificação de ciclos na Astrologia Mundial não é nada fácil e os resultados dos estudos são de grande complexidade e profundidade. A análise depende muito do intérprete (que, neste caso, é o astrólogo), de seu conhecimento técnico, histórico entre outros que vão além da astrologia. 

Neste momento bem conturbado, aceitamos o desafio de abrir a discussão a respeito da invasão russa no território ucraniano (tendo como base os aspectos astrológicos que atingem principalmente o mapa astrológico da Rússia), com foco na repetição cíclica que identificamos nesse artigo.

Abordaremos aqui o ciclo de Urano e de Netuno, além de mencionar os eclipses. Não abordaremos os demais ciclos entre os diversos planetas, além de lunações e trânsitos. Tentaremos fazer isso futuramente aplicando o Índice Cíclico de Gouchon-Barbault[1]

Seguiremos, assim, com a avaliação dos ciclos aqui mencionados iniciando pela apresentação dos fatos históricos.

  • Um breve relato histórico da Rússia, Ucrânia e da Criméia.

Antes de iniciar o estudo astrológico do conflito, é importante termos as bases históricas dos países envolvidos. Não somos historiadores, mas devemos usar a história para demonstrar os eventos importantes para a construção dos ciclos.

No século XIII, com a evolução da região e dos estados eslavos orientais, houve a formação de uma nação conhecida como Rus Kievana (quando a Rússia e a Ucrânia não possuíam fronteiras), a antecessora da Rússia e Ucrânia modernas. O Rus abrangia uma grande área que se espalhava por toda Belarus, o Centro e o Noroeste da Rússia europeia e a metade setentrional da Ucrânia, motivo pelo qual todos esses três países reivindicam a Rus Kievana como as origens do seu Estado (BUSHKOVITCH, 2014, p. 25)[2].

Com a invasão do povo mongol de 1240[3], ocorreu a desintegração do Rus de Kiev. O domínio mongol permaneceu até 1480[4], quando Ivan III, o Grande, expulsou definitivamente os mongóis, derrotando Khan Akhmed, mediante aliança com o Reino da Crimeia[5]. Daí nasceu o processo de expansão territorial russo.

Em 1648[6], o Estado cossaco (parte do território ucraniano), precisou do apoio de Moscou para conter os crescentes contra-ataques aos cossacos pelo povo polaco-lituano. A Rússia apoiou, pois tinha interesses claros no território da Ucrânia (sua política expansionista para manter sua influência a oeste[7]). 

O conflito só teve fim com o Tratado de Pereyaslav, de 1654[8]. O tratado, contudo, não atendeu todas as demandas dos cossacos, principalmente no tocante à autonomia perante a Rússia[9] e, conforme adverte Ribeiro, durante o reinado de Catarina, a Grande, entre 1762-1796, que o processo de expansão do Império Russo para as terras ucranianas alcançou seu apogeu: Catarina ampliou o império a oeste, repartindo a Polônia com a Prússia e a Áustria, “o que colocou quase todo o território ucraniano e a integralidade de Belarus nas mãos da Rússia” (ADAM, 2008, p. 30)[10].  

Mantendo a política expansionista, em novembro de 1853, o Império Russo sob o comando de Nicolau I, atacou o Império Otomano[11], massacrando a armada turca na Batalha de Sinope, provocando uma comoção na França e no Reino Unido, que temiam a projeção da Rússia no Oriente Médio e no Mediterrâneo Oriental (Idem, p. 80). A Guerra da Crimeia iniciou-se em 5 de outubro de 1853, no sul da Rússia e nos Bálcãs. Segundo Hendler e Novelli[12], a Guerra da Crimeia foi um dos acontecimentos mais importantes do século XIX. Ela gerou transformações econômicas, políticas, militares e sociais, repercutidas no mundo inteiro. 

O cerco de Sebastopol – pintura de Franz Roubaud – 1904

Em 30 de março de 1856, com a assinatura do Tratado de Paris de 1856 e a derrota do Império Russo contra as forças otomanas, inglesas e francesas, terminou a guerra. Os efeitos da Guerra da Criméia e a autocracia dos czares russos, deu ensejo aos movimentos sociais e políticos na Rússia, que culminaram nas Revoluções de 1917 (conhecida também como Bolchevique), e no desejo de autonomia ucraniana. Em 1922, com o surgimento da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), a Ucrânia tornou-se uma República Soviética.

A Crimeia também foi palco de disputas. A península tornou-se uma república autônoma dentro da República Socialista Federativa Soviética da Rússia. Durante a Segunda Guerra Mundial, foi ocupada por alemães, romenos e italianos. Foram três anos de ocupação – entre 1941 e 1944, com o objetivo de deter as rotas para o Cáucaso e da costa norte do Mar Negro. O território foi retomado em 1944[13], sendo anexado pela República Socialista Soviética, mas agora, parte da Ucrânia.

Com a dissolução da União Soviética em 1991, a Rússia se viu sem uma parte estrategicamente importante do seu território com a independência da Ucrânia (e Crimeia), dentre outros países. Desde a dissolução da União Soviética em 26/12/1991, a Rússia e a Ucrânia vêm travando disputas que culminou na recente anexação da Crimeia pela Rússia em 2014, antes território autônomo pertencente à Ucrânia. 

Sobre isso, o professor de História Angelo Segrillo, em entrevista para o Jornal da USP (https://jornal.usp.br/atualidades/guerra-pela-peninsula-da-crimeia-e-improvavel-mas-tensao-deve-perdurar/), comentou que: a península da Crimeia fez parte da Rússia até 1954, quando Nikita Khrushchov, primeiro-ministro da então União Soviética, transferiu a região para a Ucrânia. (…) No final de 2013, a população pró-Ucrânia, através de uma série de protestos contra a influência russa no país, derrubou o governo de Viktor Yanukovich, que tinha o apoio da população pró-Rússia e de Putin. Em 2014, foi estabelecido um governo provisório, reconhecido pelos EUA. A situação gerou uma crise política e social, com disputas entre os apoiadores da Rússia e os apoiadores da Ucrânia. (…) os interesses russos e ucranianos na Crimeia se devem principalmente a uma questão estratégica. (…) No caso dos EUA, o interesse é geopolítico, com a possibilidade de exercer influência em uma região que faz fronteira com a Rússia, um de seus antagonistas.

Victoria Helena Guimarães, no seu trabalho de conclusão de curso de Relações Internacionais, demonstra a forte ligação entre os povos envolvidos neste conflito[14]: com a dissolução da URSS, em 1991, a Crimeia tornou-se uma república autônoma dentro Ucrânia. (…) Conforme Lunkes e Pinto (2014), em 16 de março de 2014, realizou-se uma votação na Crimeia para que seus habitantes pudessem escolher se preferiam pertencer à Rússia ou continuar na Ucrânia, o que mostra o forte enraizamento histórico-cultural do leste ucraniano à Rússia. 

Assim, após a Revolução Ucraniana no final de 2013 (Euromaidan[15] ou Primavera Ucraniana), houve a anexação da Crimeia pela Rússia, por meio da assinatura do acordo intergovernamental em 18 de março de 2014 (apesar da Ucrânia não reconhecer a legitimidade desse processo).

Desde então o conflito e as tensões entre os países não terminaram. Até que, em 24/02/2022, o presidente Vladimir Putin anunciou a invasão à Ucrânia. Nenhum país se moveu para fornecer militares à Ucrânia, com receio de uma escalada do conflito. Com isso, até hoje quando finalizamos esse artigo, em 05/03/2022, a situação continua piorando, apesar de algumas tentativas de cessar-fogo e de negociações infrutíferas entre os países.

Feita essa introdução histórica, fica claro que as disputas entre essas nações vai além da história recente do fim da URSS. Remonta, na verdade, à origem dos povos e vem se transformando pelo menos uma a duas vezes por século, acompanhando os trânsitos planetários dos planetas mais lentos.

Fica claro também que a questão geopolítica está sempre em transformação, com o uso do poder (Plutão). Mas teríamos alguma outra força planetária por trás dessas mudanças? É isso que pretendemos analisar no item a seguir.

  • Da análise sob o aspecto da Astrologia Mundial – há um padrão entre esses eventos?

Inicialmente é importante uma advertência de que, tanto na Astrologia Mundial quanto na Astrologia Individual, os planetas não causam os fatos. Eles, na verdade, nos afetam e, com isso, de uma forma bem simplista de explicar, agimos diante as suas interferências. Uns mais, outros menos. 

Com base no relato histórico, podemos separar algumas datas entre aquelas que a Rússia teve uma derrota, e as que a Rússia logrou êxito nas suas conquistas.

No quadro abaixo, listamos os eventos históricos onde a Rússia passou por crises:

Ano Fato Aspectos entre os planetas lentos Eclipses na região 

(Ucrânia e Rússia)

1856 Derrota na Guerra da Criméia Conjunção – Netuno e Júpiter (Peixes) Sem eclipses na região
1917 Revolução Russa Conjunção – Netuno e Saturno (Leão) 23/01/1917 e 19/06/1917 – Eclipse Solar Parcial
1991 Dissolução da URSS Conjunção – Netuno e Urano (Capricórnio) Sem eclipses na região

 

=&7=& E quando Netuno estava em Peixes (1856), a Rússia teve um revés na guerra.

Netuno, regente do signo de Peixes, pode causar ou implicar nas variadas (des)ilusões de um povo, quanto aos fatores da nação (aqui podemos citar os fatores políticos, econômicos, territoriais, estatais, regionais, produtivos, sociais e espirituais).

Os ideais nascidos dali, movimentaram todas as erupções sociais ocorridas no país. Houve um avanço significativo nos anseios do povo que buscou expandir seus direitos e suas conquistas levando até à Revolução Bolchevique.

No eventos de expansão da Rússia tivemos as seguintes formações planetárias:

Ano Fato Aspectos entre os planetas lentos Eclipses na região 

(Ucrânia e Rússia)

1798 Invasão à Ucrânia Quadratura – Urano (Virgem) e Saturno (Gêmeos) (1796);

Oposição – Urano (Virgem) e Júpiter (Peixes) (1797)

Sem eclipses na região
1853 Guerra da Criméia Tripla Conjunção – Saturno (Touro), Urano (Touro) e Plutão (Áries) (1852) 11/12/1852 – Eclipse Solar Total
2014 Revolução Ucraniana, Queda do Presidente da Ucrânia e Anexação da Crimeia Quadratura – Urano (Áries) e Plutão (Capricórnio);

Oposição – Júpiter (Escorpião) e Plutão (Capricórnio)

Sem eclipses na região
2022 Invasão à Ucrânia Quadratura – Saturno (Aquário) e Urano (Touro) 10/06/2021 – Eclipse Solar Anular

 

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Um PRESENTE DE FINAL DE ANO pra todos vocês – Semana Astrológica CNA

Um PRESENTE DE FINAL DE ANO pra todos vocês – Semana Astrológica CNA

23 de novembro de 2021 no comments

VEM AÍ… A SEMANA ASTROLÓGICA CNA!

12 a 19/12 – às 20:00

Grandes nomes da astrologia brasileira reunidos em 8 MESAS AO VIVO. Uma mesa por dia.

NOMES CONFIRMADOS !!!

Maurice Jacoel, Maria Eunice de Souza, Mauricio Bernis, Elizabeth Nakata, Kim Bins, Camila Colaneri, Luana Rodrigues, Fernanda Federman, Carlos Falcao, Carlos Hollanda, Roxane Sales, Daniela Rossi, Titi Vidal, Patricia Valente, Fernando Guimarães, Waldemar Falcão, Graziela Marraccini, Antonio Brito, Denise Dinigre, Fabrizio Ranzolin, Gicele Alakija, Gil Stefani.

Em breve maiores informações… mas ANOTEM NA AGENDA !!! DE 12 a 19/12… GRATUITO, INTERATIVO.. NO YOUTUBE DA CNA ou PELA PÁGINA DA CNA NO FACEBOOK.

FIQUEM ATENTOS À NOSSA DIVULGAÇÃO!

Um abraço da CNA (Central Nacional de Astrologia)

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