CNA Central Nacional de Astrologia | Hub > Conteúdo > Pesquisa > Estudos https://cnastrologia.org.br Unindo céus e terras e compartilhando saberes Fri, 17 Apr 2026 15:33:15 +0000 pt-BR hourly 1 https://cnastrologia.org.br/wp-content/uploads/2024/11/cropped-favi-32x32.jpg CNA Central Nacional de Astrologia | Hub > Conteúdo > Pesquisa > Estudos https://cnastrologia.org.br 32 32 CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA ORDINÁRIA – AGO https://cnastrologia.org.br/convocacao-de-assembleia-ordinaria-ago/ https://cnastrologia.org.br/convocacao-de-assembleia-ordinaria-ago/#respond Fri, 17 Apr 2026 15:33:15 +0000 https://cnastrologia.org.br/?p=11082 CNA – CENTRAL NACIONAL DE ASTROLOGIA

CNPJ – MF 08.261.069º/0001-80

CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA ORDINÁRIA – AGO

 

Caro associado,

 

Em conformidade com o Estatuto em Vigor da CNA, ficam convocados todos os sócios da CNA – Central Nacional de Astrologia quites com a Tesouraria (ativos) a participarem da Assembleia Geral Ordinária – AGO, em primeira convocação às 13h00 e em segunda convocação às 13h30, no dia 18 de maio de 2026, ao vivo, via videoconferência, pelo link abaixo

AGO CNA – Prestação de Contas – 18-05-2026- 13h

Segunda-feira, 18 de maio · 13:00 – 15:00

Fuso horário: America/Sao_Paulo

Como participar do Google Meet

Link da videochamada: https://meet.google.com/nqh-dpwu-gim

Ou disque: ‪(BR) +55 11 4560-4336‬ PIN: ‪414 260 317‬#

Outros números de telefone: https://tel.meet/nqh-dpwu-gim?pin=2943323323535

Serão definidos presidente de mesa e secretário entre os presentes.

Serão tratados na Assembleia Geral Ordinária – AGO os assuntos abaixo:

  • Apresentação e aprovação das contas de 2025
  •  Assuntos gerais.

São Paulo, 17 de abril de 2025

Gil Stefani
Presidente da CNA
Gestão 2024-2027
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O céu nos Andes: astrologia cultural e cosmologia andina por Gabriela Luisa Gaieta Lunar – Astrologia Cultural e Decolonial https://cnastrologia.org.br/o-ceu-nos-andes-astrologia-cultural-e-cosmologia-andina-por-gabriela-luisa-gaieta-lunar-astrologia-cultural-e-decolonial/ https://cnastrologia.org.br/o-ceu-nos-andes-astrologia-cultural-e-cosmologia-andina-por-gabriela-luisa-gaieta-lunar-astrologia-cultural-e-decolonial/#respond Tue, 14 Apr 2026 17:36:45 +0000 https://cnastrologia.org.br/?p=11069 A introdução da astrologia na vida da maioria dos astrólogos chega quase sempre através da mesma narrativa: a ideia de que o saber astrológico surgiu na Mesopotâmia e se desenvolveu na Grécia, ganhando contornos através das tradições europeias.

É verdade que a astrologia ocidental, como a conhecemos hoje, é fruto desse desenvolvimento. Porém, ela não é a única interpretação possível do céu.

Para entender esse conceito, precisamos dar um passo para trás na história:

Enquanto o saber astral começava a ser estruturado em símbolos por povos da Mesopotâmia, como os Caldeus, considerados durante muitos anos os “astrólogos” da região, o céu também ganhava significado como parte fundamental de outras civilizações e territórios, como no atual Peru.

Hoje, graças à arqueoastronomia e à arqueologia, sabemos que o saber astral também se desenvolveu quase que contemporaneamente à Mesopotâmia na América do Sul, em uma das primeiras civilizações do Peru, cujo sítio arqueológico, Caral, ainda pode ser visitado.

 

Caral é o sítio arqueológico mais antigo do Peru e reúne diversos símbolos celestes. Localizada em uma região desértica, foi essencial para o desenvolvimento de algumas das civilizações mais importantes da América do Sul, entre elas aquelas que mais tarde dariam origem a um dos maiores impérios do continente: os Incas.

Astrologia e Astronomia Inca

Muito antes do surgimento do Império Inca, civilizações andinas como Chavín, Nazca e Mochica já observavam o céu com atenção e construíam templos alinhados aos astros. Esse conhecimento acumulado ao longo de séculos formou a base da astronomia que mais tarde seria aprofundada pelos Incas.

Entre os séculos XV e XVI, os Incas formaram o maior império da América pré-colombiana ao longo da cordilheira dos Andes e organizavam sua vida social, agrícola e espiritual profundamente conectada ao céu.

Em Cusco, capital do império, é possível visitar Koricancha, o templo mais importante dessa civilização, dedicado ao Sol, à Lua, às estrelas e ao planeta Vênus.

Quem caminha pelo templo que não conseguiu ser destruído pelos invasores espanhóis, pode observar relógios solares, janelas alinhadas com os solstícios e também observatórios astronômicos de chão, conhecidos como espelhos d’água.

Vênus sempre foi, para muitas civilizações antigas da América do Sul, um astro importante, envolto em mistérios. No Peru, a cidade andina de Huaraz tem seu nome associado a esse planeta, que em quéchua pode ser traduzido como “estrela da manhã”, fazendo referência à sua aparição em determinadas fases do ano.

Além de Koricancha, diversos sítios arqueológicos preservam esse conhecimento. Um exemplo é Ollantaytambo, cidade que ainda guarda seu passado inca e abriga um complexo arqueológico impressionante, erguido no formato da constelação de Sagittarius.

 

Os Incas buscavam replicar o céu na Terra. Para isso, desenvolveram sistemas que alinhavam os famosos caminhos incas às direções de estrelas e constelações observadas a olho nu. Esse tipo de organização espacial lembra técnicas modernas da astrologia locacional, como o Local Space.

Além desses sistemas sofisticados, os Incas também atribuíam grande importância ao Cruzeiro do Sul, constelação visível apenas no hemisfério sul e representada simbolicamente pela Chakana, a cruz andina.

No centro da espiritualidade inca estava o deus Sol, Inti, figura fundamental tanto na organização religiosa quanto no calendário agrícola.

Inti continua sendo central até hoje na cosmovisão andina. Sua importância é celebrada em um dos maiores festivais culturais da América Latina, realizado em 24 de junho no solstício de inverno do hemisfério sul: o Inti Raymi, a grande festa do Sol.

Constelações escuras do céu andino

Além do Sol, das estrelas brilhantes e dos ciclos planetários, os povos andinos também observavam outro elemento fundamental do céu límpido da América do Sul: a Via Láctea.

Em sua cosmovisão, ela era conhecida como Mayu, o Rio Celeste, uma travessia realizada pelos antepassados em direção ao mundo superior.

Entre os Lican-Antays, povo originário do deserto do Atacama, no atual norte do Chile, o céu também ocupava um papel central na compreensão do mundo. Para eles, o cosmos não é um espaço distante, mas um território profundamente conectado à terra, às montanhas e aos ciclos naturais que sustentam a vida no deserto.

Para entender a importância do céu no Atacama, é preciso lembrar que, devido às condições extremas de aridez, altitude e estabilidade atmosférica, essa região possui um dos céus mais limpos do planeta. A ausência de umidade e de poluição luminosa permite observar o firmamento com impressionante nitidez.

Uma das características mais fascinantes dessa observação celeste está na forma como as constelações eram identificadas. Diferente da tradição greco-romana, que conecta estrelas brilhantes para formar figuras, muitos povos andinos identificavam formas nas partes escuras da Via Láctea, criadas pelas nuvens de poeira interestelar que bloqueiam a luz das estrelas.

Entre as mais importantes estão:

  • Yakana — a Lhama, associada à fertilidade, proteção e abundância.
  • Kuntur — o Condor, ave sagrada que simboliza a comunicação entre o mundo terrestre e o mundo espiritual.
  • Mach’acuay — a Serpente, ligada ao movimento da terra, à transformação e aos ciclos naturais.

Essas constelações reforçam uma característica central da cosmovisão andina: o céu não é separado da terra. Assim, observar o céu no deserto do Atacama é também acessar um conhecimento ancestral que atravessa gerações, lembrando que o firmamento sempre foi, para muitos povos da região, uma forma de orientação, memória e pertencimento.

Astrologia decolonial como alternativa para o presente

Mais do que revelar curiosidades sobre o passado, observar o céu a partir dessas tradições nos convida a ampliar nosso próprio olhar sobre a astrologia. Reconhecer que diferentes povos construíram formas legítimas de interpretar o firmamento nos lembra que o céu nunca foi um território exclusivo de uma única cultura.

Nesse sentido, a astrologia cultural também se aproxima de uma perspectiva decolonial: quando ressaltamos cosmovisões como a andina, questionamos a ideia de que apenas as tradições europeias produziram leituras válidas do cosmos. 

Olhar para o céu dos Andes, portanto, é também um convite a reconhecer que assim como existem muitos céus, existem muitas maneiras de lê-los. 

 

por Gabriela Luisa Gaieta Lunar

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Marketing e Comunicação de um astrólogo: do mapa natal à marca pessoal por Iara Felix https://cnastrologia.org.br/marketing-e-comunicacao-de-um-astrologo-do-mapa-natal-a-marca-pessoal-por-iara-felix/ https://cnastrologia.org.br/marketing-e-comunicacao-de-um-astrologo-do-mapa-natal-a-marca-pessoal-por-iara-felix/#respond Wed, 11 Mar 2026 09:00:28 +0000 https://cnastrologia.org.br/?p=11009 Muitos astrólogos têm conhecimento técnico profundo. Mergulhar em livros, palestras e discussões entre pares é um habitat natural. Só que, em tempos de redes sociais, aprender a navegar por essas plataformas e divulgar seu trabalho para clientes e alunos virou parte do trabalho. No Brasil, esse cenário ganha ainda mais peso: segundo a DataReportal, o país tinha 150 milhões de identidades de usuários de redes sociais em outubro de 2025. Já no comparativo global publicado pela mesma plataforma em 2024, o Brasil aparece em  segundo lugar em tempo diário de uso da internet, com média de 9h13 por dia, acima da média global de 6h40.

É preciso reconhecer que a presença digital passou a influenciar diretamente a forma como as pessoas descobrem profissionais, acompanham conteúdos, se informam, constroem confiança, criam e mantém conexões e decidem a quem recorrer.

Muitas vezes vemos o termo “fazendo marketing” sendo usado de forma pejorativa. Eu, como publicitária de formação tradicional, e pós graduada em comunicação integrada de marketing, sempre me incomodo com isso, principalmente porque geralmente não é uma crítica ao marketing em si, e sim a uma comunicação ruim, ou a práticas antiéticas.

Um dos erros mais comuns é achar que marketing é fazer publicidade no Instagram ou vender gato por lebre, ou seja, ludibriar o consumidor. Segundo Kotler e Keller (2012) marketing pode ser entendido como o processo de  identificar e atender necessidades humanas e sociais, de forma lucrativa.

O objetivo do marketing é entender tão bem o público que a oferta faça sentido na vida real: ela encaixa, resolve um problema, organiza um desejo, facilita uma escolha. Em alguns casos, o marketing também ajuda a revelar demandas que ainda não estavam claras para a própria pessoa. Isso não precisa ter nada a ver com manipulação, e pode ser simplesmente o ato de nomear uma dor, dar linguagem para uma necessidade, oferecer um caminho. Dá para trabalhar uma ferramenta com ética, mesmo que vejamos pessoas que a utilizam de maneira errada. E como astrólogos, sabemos que isso também acontece com a própria astrologia, não é?

A própria origem do termo marketing aponta para uma lógica de mercado (market = mercado em inglês). Fazer marketing é estudar o seu mercado: o que você oferece, para quem você oferece, quem mais oferece coisas semelhantes, quem oferece coisas distintas que interessam ao público a quem você oferece e quais os desafios e oportunidades para o seu mercado no cenário atual.  A comunicação entra como a ponte, ela traduz valor em mensagem, presença e consistência.

Quanto melhor conhecemos o outro, melhor conseguimos oferecer o que ele precisa. E, se estamos falando também de astrologia, não temos justamente um mapa e padrões simbólicos e comportamentais nas mãos?A questão, então, pode ser menos sobre vender, e mais sobre comunicar com clareza, responsabilidade e intenção.

A disputa por atenção online é enorme e podemos culpar “algoritmos” e ficar com receio das mudanças constantes (e que virão cada vez com mais aceleração), ou ter mais clareza do que pretendemos e quais ferramentas temos a nosso dispor para isso. 

Um astrólogo pode atuar como uma empresa, mas antes disso ele é uma pessoa. Com seu mapa próprio, e querendo ou não, ele é uma marca pessoal. E por marca pessoal o que quero dizer é: há um conjunto de características, valores e forma de trabalhar que te tornam reconhecível. É a sua reputação administrada com intenção. O que as pessoas falam sobre você quando você não está na sala. 

Isso significa também que mesmo quando você acha que está só “falando de astrologia“, está registrando sinais sobre quem você é, como você se cuida, o que é importante pra você e se você parece saber o que está fazendo.

 

Faça esse exercício breve. Tente completar essa frase, do ponto de vista de outra pessoa, pensando em você mesmo(a) como astrólogo(a):  “Esse é o fulano (insira seu nome), ele é aquele que _______”

Como as pessoas lembram de você? Ao que elas te associam? Qual parte do seu trabalho é mais externalizado? Muitas vezes, um astrólogo quer se destacar como referência em astrologia locacional, mas está constantemente trazendo conteúdos mais básicos ou voltados para personalidade. O contrário também acontece. 

Entender, primeiramente, o que é importante pra você: seus talentos, seus gostos, suas ferramentas pessoais. Depois, descobrir e entender como comunicá-los para resolver as questões das pessoas. E é aí que entram as ferramentas práticas: onde você vai estar (não adianta querer se conectar com a Geração Z e só se expressar no Facebook ou criar um TikTok para atingir o público 60+), como vai aparecer e com que frequência.

Buscar seguir a sua autenticidade — e o seu mapa natal — sem vestir um personagem. Mas fazer também escolhas intencionais de como essa mensagem vai chegar. 

Se permitir a vulnerabilidade de se questionar e investigar o próprio mapa. Mercúrio pode te oferecer pistas com sua forma de expressão e tradução da sua complexidade. Seu Meio do Céu te ajuda a perceber direcionamentos sobre essa imagem pública e reputação. O Sol pode apontar temas centrais para você. Vênus inspirar sua estética, valores e formas de criar desejo. O Ascendente pode apontar sua forma de se colocar no mundo. A Lua sobre forma de se nutrir emocionalmente ao lidar com o público. E assim por diante, porque o mapa natal é um ecossistema, não um checklist. 

Assim como ler o mapa não é uma fórmula de copia e cola, entender uma comunicação mais autêntica também não é. E ela não é fixa. Você pode e deve se desenvolver, testar e analisar. 

Se abrir para lapidar essa sua mensagem e não se prender a resistências pessoais. Em um estudo de 2018 da Universidade de Princeton, Susan T. Fiske encontrou que os melhores comunicadores exibem uma combinação única de dois traços: cordialidade e competência. Segundo esse estudo, uma boa parte da impressão que temos do outro vem desses dois critérios. O quanto um profissional é visto como simpático, amigável, confiável e social, e o quanto ele é competente, eficiente, inteligente e cheio de recursos. São conceitos que parecem subjetivos mas não são tanto assim. Essas percepções são formadas pela comunicação transmitida — seja ela intencional ou não. Sua aparência, suas frases, seus assuntos escolhidos, as pessoas com quem você associa, tudo compõe essa mensagem registrada pelo interlocutor.

Antes de criar um post, ou realizar uma live, ou lançar um curso, se questione:

“Quem eu quero que receba essa mensagem? O que essa mensagem pretende gerar no outro?”

Quanto mais detalhada for a sua resposta, maior a chance de criar uma comunicação clara. 

Referências:

DATAREPORTAL. Digital 2026: Brazil. Disponível em: https://datareportal.com/reports/digital-2026-brazil

DATAREPORTAL. Digital 2024: Global Overview Report. Disponível em: https://datareportal.com/reports/digital-2024-global-overview-report

KOTLER, Philip; KELLER, Kevin Lane. Administração de Marketing. 14. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2012.

FISKE, Susan T.; CUDDY, Amy J. C.; GLICK, Peter. Universal dimensions of social cognition: warmth and competence. Trends in Cognitive Sciences, 2007.

 

por Iara Felix

Astróloga há 7 anos, publicitária e especialista em Comunicação Integrada de Marketing.

 

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Astrologia Tradicional, uma Linguagem Antiga Para o Presente – por Henrique G. Wiederspahn https://cnastrologia.org.br/astrologia-tradicional-uma-linguagem-antiga-para-o-presente-por-henrique-g-wiederspahn/ https://cnastrologia.org.br/astrologia-tradicional-uma-linguagem-antiga-para-o-presente-por-henrique-g-wiederspahn/#respond Wed, 04 Mar 2026 09:00:14 +0000 https://cnastrologia.org.br/?p=11004  

Eu tinha cerca de sete anos no final dos anos 60 e morávamos em Moema, um bairro residencial em São Paulo, à época, uma cidade com pouquíssimos edifícios. A iluminação das ruas à época permitia que se visse o céu. Frequentemente, meu pai me levava para a calçada para observar o céu e me ensinou a identificar várias constelações e suas estrelas.

Mais tarde, ingressei na Escola de Marinha Mercante e me formei Oficial de Náutica. O conhecimento adquirido na infância foi valioso numa época em que ainda não existia o GPS e a navegação era feita com o sextante, observando o Sol e as estrelas para obter a posição do navio. 

Trabalhei como piloto por dez anos, viajando por quase todo os mares, maravilhando-me diariamente com o espetáculo dos Astros no céu. Ainda recém-formado, comecei a estudar Astrologia, uma vez que esta se propõe a atribuir significado aos Astros e seus movimentos. Desta forma, combinei o conhecimento astronômico com o saber astrológico, constatando que de fato, a Astrologia é uma linguagem, que busca interpretar as mensagens que os deuses, representados principalmente pelos Luminares e planetas, procuram nos enviar simbolicamente.

Aprendi Astrologia Tradicional mesmo sem saber que existiam outras possibilidades de interpretação do céu. Aos poucos, fui aprendendo outras formas de ler e analisar o céu, porém, em razão de outros estudos que realizei em paralelo à Astrologia, contribuindo para a minha formação, mantiveram-me sempre no eixo da Astrologia Tradicional.

É Horst Oochmann, em “O Instinto Geométrico”, que afirma que embora a Astrologia tenha surgido na Suméria em cerca de 12.000 aec, é pouco provável que tenha se mantido incorruptível até 1.700 aec, quando Hamurabi mandou organizar o conhecimento Astrológico então existente. A base do conhecimento Astrológico hoje existente começou a ser estruturada na Grécia e no Egito entre os séculos III aec e I ec, acompanhando o desenvolvimento científico e tecnológico então alcançado. 

O período da Escola de Alexandria foi um cadinho de enorme importância para a Astrologia, na medida em que reuniu os saberes de vários astrônomos/astrólogos de diferentes formações. Este compartilhamento fez brotar a Cabala, que é um saber astrológico codificado, mas também possibilitou o desenvolvimento posterior da Astrologia entre os árabes graças à trigonometria. Foram os árabes que introduziram a Astrologia na Europa no início do século X. Os astrólogos europeus se debruçaram sobre uma vasta literatura astrológica árabe e grega, reinterpretando-a a partir da cultura do Ocidente e com uma visão cristã.

Se tomarmos de uma forma crítica, o que denominamos atualmente por Astrologia Tradicional corresponde principalmente ao saber astrológico produzido entre os árabes entre os séculos V e VIII, antes de ingressar na Europa.

Mas o que é esta Astrologia Tradicional proveniente daqueles astrônomos/astrólogos árabes?

É preciso considerar que o povo árabe em geral é bastante religioso, razão pela qual encontramos em seus textos originais uma profunda reverência a Allah e agradecimentos pela inspiração concedida a cada capítulo ou tema tratado. Esta atitude vem ao encontro do impacto do maravilhamento que o céu nos proporciona, quando o compreendemos, mesmo que não inteiramente.

Estes mestres do passado nos legaram um sistema de interpretação simples e organizado ao estabelecer a relação entre os eventos no céu e aqueles da Terra. Mas também nos legaram um saber consistente que serve como caminho para nos reconectarmos com o Universo através da autoconsciência.

Este sistema tem como ponto de partida o Horizonte e o Zénite, referências do Espaço Local e consequentemente, atribui às Casas Astrológicas e especialmente ao Ascendente grande importância. 

Costumo dizer que o sistema de interpretação árabe é “casófilo”. Porém, os atores principais são os Astros. Utilizam-se apenas os sete Astros visíveis. O sistema de Dignidades Essenciais Maiores confere a estes Astros força e modo quanto à sua expressão e manifestação nas Casas Astrológicas. As Dignidades Menores conferem outros detalhes como cooperação e participação.

É preciso ressaltar que em Astrologia Tradicional, Astros, Signos e Casas Astrológicas tem papéis distintos e não tem significados intercambiáveis. Porém, muitos dos significados e atribuições dos Signos Astrológicos ocorrem também em decorrência dos Astros que os governam.

A combinação destas informações permite um nível de detalhamento bastante preciso sobre a qualidade e a intensidade dos acontecimentos prometidos no gráfico astrológico que está avaliado.

Os aspectos astrológicos tem a função de indicar se os acontecimentos acima preditos ocorrerão ou não e qual o seu desfecho, correspondendo a uma espécie de diálogos entre os Astros/deuses.

E por fim, as Dignidades Acidentais indicam o grau de importância das informações descritas até o momento.

Estas três etapas correspondem o que Morin de Villefranche, astrólogo francês do século XVI, menciona como as três etapas da interpretação de qualquer gráfico astrológico: avaliar, ponderar e julgar. 

Este astrólogo, em Astrologia Galica, Tomo XXI, reuniu todos estes passos como um sistema. Henry Selva, astrólogo judeu do início do século XX, organizou as informações que hoje conhecemos como “As 112 Determinações de Morin”. 

Em termos atuais, podemos afirmar que a Astrologia Tradicional, através das interpretações que realiza, busca fazer com que o indivíduo seja um(a) melhor gestor(a) de sua própria vida e para isso, dirige o olhar de sua interpretação tanto para o mundo dos acontecimentos cotidianos, como também, para as esferas de desenvolvimento da consciência através da relação com as Hierarquias Celestiais. Propõe-se a oferecer caminhos e soluções tanto na esfera dos acontecimentos mundanos, mas também, na esfera metafísica, independentemente de sua compreensão à respeito.

Hoje, o adulto olha para o céu com o mesmo maravilhamento da criança ao lado do pai, mas com a compreensão que todos aqueles pontinhos de luz representam, interrogando qual é a mensagem dos deuses para aquela ocasião.

 

por Henrique G. Wiederspahn

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Astrologia Psicológica: Uma Jornada de Autoconhecimento – por Márcia Ferreira https://cnastrologia.org.br/astrologia-psicologica-uma-jornada-de-autoconhecimento-por-marcia-ferreira/ https://cnastrologia.org.br/astrologia-psicologica-uma-jornada-de-autoconhecimento-por-marcia-ferreira/#respond Wed, 25 Feb 2026 13:11:38 +0000 https://cnastrologia.org.br/?p=10969 Introdução: Um Convite à Jornada Interior

 

Dentre as várias vertentes que existem na astrologia, a linha que apresentamos é a da Astrologia Psicológica, a qual se concentra na psicodinâmica interna do indivíduo na interpretação de um mapa. Visa ajudar as pessoas a compreenderem sua própria composição psicológica e como estas estão demonstradas pelo alinhamento entre o micro e o macro-cosmos. Somente quando integramos nossas diferentes partes é que nos tornamos “senhores em nossa própria casa”, ou seja, em nossas vidas.

A Astrologia Psicológica não é apenas um sistema de conhecimento, mas um convite à transformação. Ao embarcar nesta jornada, você não está apenas aprendendo sobre símbolos e técnicas, mas sim se engajando em um processo profundo de autoconhecimento e desenvolvimento, e de retorno à sua essência. É o que sempre repetimos por aqui: A astrologia nos ajuda a compreender quem podemos nos tornar”.

A Astrologia Psicológica não busca prioritariamente prever eventos externos ou determinar o destino, apesar de também utilizar previsões comumente. Ao invés disso, ela oferece um mapa simbólico da sua psique, uma ferramenta poderosa para compreender suas motivações profundas, potenciais inatos, desafios de desenvolvimento e de fases de vida.

Integramos o rigor da tradição e técnica astrológica com os insights profundos da psicologia junguiana e da psicanálise, criando uma abordagem que honra tanto a sabedoria ancestral quanto o conhecimento contemporâneo sobre a psique humana.

 

O Mapa e a Jornada

O mapa natal não é o território em si, mas uma representação simbólica que pode orientar sua exploração. Como qualquer mapa, ele mostra características do terreno, possíveis caminhos e pontos de referência, mas não determina como você escolherá navegar por ele.

Portanto, o mapa natal revela padrões psíquicos com os quais você nasceu, mas como você escolhe expressar e desenvolver essas energias permanece no reino do livre-arbítrio e da conscientização.

Como Jung observou: “Até tornarmos o inconsciente consciente, ele dirigirá nossas vidas e nós o chamaremos de destino.”

A Astrologia Psicológica oferece uma linguagem para tornar consciente o que antes era inconsciente, transformando “destino” em uma melhor escolha consciente.

Astrologia Psicológica – Breve Histórico

A Astrologia Psicológica nasceu da integração entre a tradição astrológica milenar e os avanços da psicologia profunda, particularmente os trabalhos de Dane Rudhyar e de Carl Gustav Jung, mas também estabelece interfaces com outras visões, como as da Psicanálise, Mitologia e de outros saberes.  Com essa inclinação psicológica, visa o auto-conhecimento e a obtenção de insights, e faz eco com a astrologia que foi praticada pessoalmente por Jung, um dos pioneiros da astrologia profunda.

Liz Greene é a maior referência na Astrologia Psicológica no mundo contemporâneo, e recentemente escreveu o livro “Jung, o Astrólogo”, com tradução para o português de Márcia Ferreira. Neste levantamento histórico, ela teve acesso aos arquivos pessoais de Jung, obtidos com a permissão dos descendentes de sua família. Nestes arquivos particulares fica comprovado o seu grande interesse por astrologia: foram encontrados declarações publicadas, cartas e materiais sobre astrologia, e também várias encomendas que ele próprio fez de mapas de várias pessoas para diversos astrólogos da época, assim como encomendas de seu próprio mapa, e de mapas que ele mesmo delineava, e isso tudo em diferentes épocas de sua vida. Greene nos mostra o quanto o comprometimento de Jung com a astrologia foi duradouro e o quanto contribuiu como base para a construção de sua própria teoria psicológica.

O resultado é uma disciplina que utiliza o mapa natal não como um oráculo para prever o futuro, mas como um mapa simbólico da psique, revelando potenciais, desafios e caminhos de desenvolvimento pessoal.

Por exemplo, não dizemos que “Marte causa agressividade” como um raio advindo do céu, ou que “Vênus determina como você ama”. Em vez disso, entendemos que esses planetas representam funções psicológicas e arquétipos universais que se manifestam de maneiras únicas em cada indivíduo, de acordo com sua posição no mapa natal e suas relações com outros elementos.

Jung descobriu que certos símbolos e padrões aparecem consistentemente nos sonhos, mitos e expressões artísticas de diferentes culturas ao redor do mundo. Chamou esses padrões de “arquétipos”, ou seja, imagens primordiais que habitam o que ele denominou de “inconsciente coletivo”, e reconheceu que os símbolos astrológicos representam esses mesmos arquétipos universais, como símbolos de tais processos arquetípicos originados no inconsciente coletivo. Segundo ele, o simbolismo dos signos, dos planetas e das constelações confunde-se com a própria origem da humanidade. Civilizações distintas, ao longo do tempo, sempre reconheceram esses padrões simbólicos e estabeleceram relações entre os movimentos celestes e os acontecimentos terrestres. Assim, essa linguagem arquetípica pode ser compreendida como um “pano de fundo” psíquico, que se manifesta de forma única em cada indivíduo, moldando o que ele denominou de Imagens Arquetípicas.

O Sol, a Lua, Vênus, Marte e outros corpos celestes não são apenas objetos físicos no espaço, mas também símbolos poderosos que ressoam com aspectos fundamentais da experiência humana.

Na Astrologia Psicológica, utilizamos a compreensão de que a astrologia não se trata de

influências planetárias, mas sim de afinidades, ou através do que Jung chamou de simpatia ou sumpatheia. Utilizamos esses símbolos, portanto, como uma linguagem para compreender a complexidade da psique.

E ainda, através de seus estudos mais tardios, Jung acrescentou o conceito de sincronicidade, onde existiria uma coincidência significativa entre os “eventos sincronísticos”, os quais não poderiam ser explicados pela lei da causalidade, pois esta não respeita as leis da probabilidade do acaso. Haveria portanto uma coerência arquetípica subjacente conectando os eventos, de outra forma desconectados, e essa concepção compunha a sua compreensão sobre o funcionamento da astrologia, isto é, a estrutura psíquica do indivíduo prestes a nascer estaria desta forma significantemente paralela às posições dos planetas no céu naquele momento. E é exatamente esta natureza dual do arquétipo que aparece no mapa astrológico fazendo a ponte entre o caráter interno e os eventos externos que refletem este caráter!

Finalizo então com as reflexões desses pensadores de diferentes épocas:

“O caráter do homem é o seu destino.” 

Heráclito

“Destino não é algo que acontece a nós, mas algo que se revela através da maneira como nos tornamos quem somos.”

Dane Rudhyar

 

Por Márcia Ferreira

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Conjunção Saturno e Netuno: 2026- Para onde vamos, quando o objetivo sumiu? https://cnastrologia.org.br/conjuncao-saturno-e-netuno-2026-para-onde-vamos-quando-o-objetivo-sumiu/ https://cnastrologia.org.br/conjuncao-saturno-e-netuno-2026-para-onde-vamos-quando-o-objetivo-sumiu/#respond Wed, 18 Feb 2026 13:13:49 +0000 https://cnastrologia.org.br/?p=10959 A conjunção de Saturno e Netuno é um dos ciclos mais significativos da astrologia, ocorrendo aproximadamente a cada 36 anos e sempre acompanhada de um turbilhão coletivo. Em 2025 e 2027, esses dois planetas se encontram novamente, marcando um ponto de virada: uma estrutura está derretendo para que algo novo possa emergir. Algo está se dissolvendo. Ainda não sabemos exatamente o quê.

Já ouviu falar em Tecno-Feudalismo? Para alguns, essa seria a próxima etapa pós-neoliberalismo, o modelo econômico que vivemos desde a privatização massiva de instituições públicas, iniciada após a queda do Muro de Berlim e consolidada com a crise de 2008. Para outros, estamos entrando em algo ainda mais inédito: um espaço onde categorias como “Estado”, “trabalho”, “poder” e até “realidade” estão sendo profundamente questionadas. De uma coisa temos certeza: estamos em um ponto de mutação histórica.

Antes do divã, vamos para o astrologuês:

Saturno representa as estruturas: bancos, governos, leis, disciplina e limites. Netuno representa o sonho, a política, o astral, a espiritualidade, a dissolução e o coletivo invisível. Quando esses dois planetas se encontram, ocorre um movimento profundo: aquilo que já não faz mais sentido é dissolvido (Netuno), enquanto um novo modelo de mundo começa a ser lentamente construído (Saturno).  Essa conjunção acontece em Áries, o primeiro signo do zodíaco, arquétipo da força, da ação, o empurrão para começar a vida. Isso indica que o ciclo Saturno–Netuno, de 2025 a 2061, terá um início quente, marcado por crises de identidade nacional e rupturas ideológicas. Algo novo quer nascer no inconsciente coletivo.

“O inconsciente é a política.” – Lacan

A primeira vez que escrevi sobre essa conjunção foi em 2023. Eu não fazia ideia de que, em 2026, estaríamos vivendo em um mundo onde criar vídeos perfeitos estaria ao alcance de um simples prompt. A polarização já ocorreu. Saturno e Netuno se encontram a zero grau de Áries, e desta vez sem retorno. Tudo aponta para um cenário em que a polarização não tem mais volta. A pergunta agora é outra: para onde vamos? E o que podemos fazer?

Quando faltam pontos em comum entre as pessoas, os símbolos, canais que colam as bases da sociedade (Saturno), começam a se dissolver. Por toda parte vemos uma guerra cultural, uma disputa pelas cores nacionais. E não estamos falando de futebol aqui. O lado que tende a prevalecer é aquele que conseguir agregar, juntar, diluir (netuniar) a cultura, a fé, inventando um novo normal. Ainda é muito cedo para opinar com certeza. Com Urano em Gêmeos e Plutão em Aquário revolucionando os meios de comunicação e os avanços tecnológicos na velocidade de um ciclone uraniano, ainda estamos dentro do liquidificador na velocidade 3X.

O novo normal só começará a se estabelecer de fato por volta de 2042, quando ocorrer a oposição entre Netuno e Saturno no eixo Touro–Escorpião.

O que podemos esperar desse novo ciclo?

Para responder, é preciso olhar para o passado. O conhecimento astrológico não surge do nada. Saturno e Netuno não se encontravam em Áries desde 1702–1703. Naquele período, diversos acontecimentos marcaram o início de uma nova ordem mundial:

  • o início da Guerra de Sucessão Espanhola, que redesenhou o poder na Europa;
  • a criação da cidade de São Petersburgo, marco da modernização do Estado russo;
  • rebeliões religiosas e levantes populares contra regimes opressores, como a Revolta dos Camisards;
  • a lenda dos 47 Rōnin no Japão, que cristalizou ideais de honra, sacrifício e valores eternos.

Esses eventos mostram como essa conjunção tende a provocar a quebra de estruturas antigas, o surgimento de novos poderes, revoltas contra injustiças e projetos ousados guiados por valores transcendentes. Os momentos mais marcantes desse ciclo ocorrerão entre 2025 e 2026, durante a conjunção, e entre 2042 e 2043, quando Saturno e Netuno formarão uma oposição no céu.

 

2025–2027: dissolvendo o velho, invocando o novo

A conjunção Saturno–Netuno acontece exatamente no grau 0 de Áries em fevereiro de 2026, mas seus efeitos já são sentidos em 2025. Netuno entra em Áries em março de 2025, Saturno em maio do mesmo ano, e ambos seguem juntos até a primavera de 2027. O último encontro entre esses dois gigantes foi em 1989, em capricórnio, e coincidiu com a queda do muro de Berlim e outros eventos históricos

 

Vale lembrar que a última passagem de Netuno por Áries, entre 1861 e 1875, coincidiu com um dos conflitos mais marcantes da história dos Estados Unidos: a Guerra Civil Americana, iniciada em abril de 1861. Foi um período de estremecimento político, redefinição da identidade nacional e luta por valores fundamentais, temas arianos ligados à liderança e ao conflito, fundidos a ideais profundos, tanto de combate à escravidão quanto espirituais.

Esse momento histórico exemplifica como o céu pode antecipar fases de dissolução de velhas estruturas (Netuno) e explosões de ação em nome de ideais (Áries). Um espelho poderoso do que vemos se desenrolar.

 

Como diz a astróloga Anna Maria Costa Ribeiro:

 

“Ultrapasse os robôs, multiplique-se. Netuno em Áries e Plutão em Aquário vêm aí.”

 

Esse período exige de nós:

  • coragem para abandonar velhas certezas;
  • visão para sonhar novas possibilidades;
  • coragem para sonhar e manter a esperança;
  • lutar pelos próprios ideais e pelo meio ambiente (Netuno);
  • estrutura para construir o que ainda não existe (Saturno).

 

O simbolismo de Saturno e Netuno em Áries

 

A última vez que Saturno transitou por Áries foi entre 1996 e 1998, uma fase marcada por transformações globais intensas. Nesse período, tensões relacionadas ao desarmamento do Iraque prepararam o terreno para conflitos futuros, culminando na Guerra do Iraque em 2003. Ao mesmo tempo, houve avanços importantes em controle de armas e direitos civis: o Acordo da Sexta-feira Santa, em 1998, encerrou décadas de conflito na Irlanda do Norte; nos Estados Unidos, foi implantado o sistema de checagem de antecedentes do FBI e aprovadas leis mais restritivas após tragédias domésticas.

Esses acontecimentos ilustram bem Saturno em Áries: impulsos de ação são canalizados pela necessidade de estruturar, disciplinar e regular. Foi um momento em que o mundo tentou transformar conflitos antigos em soluções institucionais duradouras. Quando Saturno encontra Netuno em Áries, surge uma mistura intensa entre a urgência do novo (fogo cardinal) e a tensão entre realidade e ideal.

O risco? Messianismos, guerras motivadas por crenças, utopias destrutivas. 

A potência? Tornar sonhos realidade. Agir em nome de um ideal coletivo com responsabilidade.

Encarnar uma nova liderança espiritual e social, baseada na ação e não apenas no discurso.

Tá, e daí?

Enquanto isso, acredito que, para nós astrólogos, o momento é de usar realmente a tecnologia a nosso favor: tornar a Astrologia mais pop e viral. O que não significa superficial. Significa criar novos pontos em comum e se diluir na nova cultura.

 

Texto por Vinícius Franco (ZodiacVini.com), astrólogo e analista junguiano

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Ver-se como Empresa: Astrologia como Ferramenta de Diagnóstico, Estratégia e Posicionamento Profissional – por Patrícia Ungarelli https://cnastrologia.org.br/ver-se-como-empresa-astrologia-como-ferramenta-de-diagnostico-estrategia-e-posicionamento-profissional-por-patricia-ungarelli/ https://cnastrologia.org.br/ver-se-como-empresa-astrologia-como-ferramenta-de-diagnostico-estrategia-e-posicionamento-profissional-por-patricia-ungarelli/#respond Thu, 12 Feb 2026 08:00:47 +0000 https://cnastrologia.org.br/?p=10937
  • Introdução

  • Astrologia além do mapa: uma ferramenta de decisão

    Durante séculos, a astrologia foi utilizada como instrumento de orientação estratégica por líderes, governantes e gestores. No entanto, ao longo do tempo, perdeu espaço no discurso institucional, sendo empurrada para o campo da crença ou da curiosidade. Hoje, vivemos um movimento inverso: a retomada da astrologia como ferramenta de diagnóstico, planejamento e tomada de decisão, especialmente no campo profissional e empresarial. Movimento particularmente sensível entre astrólogos recém-formados, que chegam ao mercado munidos de técnica, mas ainda inseguros quanto à aplicação prática, ao posicionamento profissional e à construção de uma atuação consistente.

    Este artigo propõe uma reflexão fundamental para astrólogos em diferentes momentos da carreira: você se vê como um negócio?

    1. O conceito de “ver-se como empresa”

    Astrologia aplicada à vida real e ao mercado

    Ver-se como empresa não significa mercantilizar a alma, mas assumir responsabilidade estratégica sobre a própria trajetória profissional.Esse é, talvez, o maior desafio dos novos astrólogos: sair do lugar de estudante — onde tudo ainda é permitido, testado e protegido — e entrar no lugar de profissional, onde escolhas geram consequências.

    Todo negócio nasce de quatro pilares fundamentais — e o mesmo vale para uma carreira astrológica:

    • realização de propósito
    • autonomia e independência
    • metas financeiras
    • aprendizado contínuo

    Quando esses pilares não são trabalhados conscientemente, o astrólogo tende a oscilar entre excesso de teoria, insegurança prática, medo de se expor ou dificuldade em cobrar pelo próprio trabalho. Esses pilares estão claramente refletidos no mapa natal quando olhamos para ele não apenas como cálculo matemático ou narrativa simbólica, mas como estrutura funcional de talentos, recursos e desafios.

     

    1. O mapa natal como diagnóstico estratégico

    O Triângulo da Individualidade como base do negócio pessoal

    Na Astrologia Empresarial, o mapa deixa de ser apenas descritivo e passa a ser operacional.

    Para o astrólogo em início de carreira, essa mudança de olhar é decisiva: não basta saber “descrever significados” ou “interpretar símbolos” — é preciso saber aplicar esse conhecimento em contextos reais, com pessoas reais e demandas concretas. Não é apenas descrever o que há no céu, mas é empenhar-se num esforço constante em relacionar o céu com a terra e vice-versa.

    O Triângulo da Individualidade (casas 1, 5 e 9) revela:

    • identidade profissional
    • capacidade de liderança
    • visão de futuro
    • posicionamento diante do mercado

    Quando esse triângulo não é reconhecido e ativado, o profissional tende a copiar modelos externos, repetir discursos prontos ou sentir que “ainda não está pronto” — mesmo após anos de estudo. Em vivemos o advento das “redes sociais”, armadilha perfeita para criar sistemas comparativos, jogar a autoestima no fundo do poço, promover cópias infinitas de feeds, de modelos prontos de marketeiros de plantão, sendo a maioria completamente ignorante das nossas reais necessidades profissionais, do nosso trabalho, da nossa profundidade de conhecimento.

    Quando está alinhado, o trabalho passa a ser extensão da identidade, e o astrólogo ganha autoridade natural, sem precisar provar nada.

     

    1. Sol, Lua e Ascendente: o tripé do posicionamento profissional

    Quem você é, o que te move e como você se apresenta

    No contexto empresarial — e na construção da carreira astrológica — esse tripé é fundamental:

    • Sol representa a essência, a missão e o propósito do negócio
    • Lua mostra o que sustenta emocionalmente essa missão, o que te motiva
    • Ascendente revela como essa combinação é percebida pelo mercado, como você atua e se comporta

    Entre astrólogos recém-formados, é comum observar um Sol potente, uma Lua insegura e um Ascendente ainda pouco integrado, gerando medo de se posicionar, dificuldade de comunicação e sensação de não pertencimento ao mercado.

    A pergunta-chave emerge:

    👉 Você está alimentando o seu Sol com aquilo que realmente te nutre — ou com expectativas herdadas, comparações e modelos idealizados de sucesso?

    Essa incoerência é uma das principais causas de desgaste profissional precoce.

     

    1. Mentalidade, materialidade e emoção nos negócios

    Os quatro triângulos de casas como mapa de gestão pessoal

    O mapa natal pode ser lido como um verdadeiro organograma estratégico, algo extremamente valioso para quem está começando e precisa estruturar rotina, atendimento, oferta e posicionamento.

    Os quatro triângulos revelam onde o profissional flui e onde trava:

    • Individualidade (1, 5, 9): liderança e protagonismo
    • Materialidade (2, 6, 10): recursos, rotina e carreira
    • Mentalidade (3, 7, 11): comunicação, parcerias e rede
    • Emoção (4, 8, 12): segurança emocional e vínculos inconscientes

    Sem essa leitura integrada, muitos astrólogos acabam presos a ciclos de entusiasmo inicial seguidos de frustração, abandono de projetos ou sensação de que “a astrologia não dá dinheiro”, quando na verdade o que falta é estratégia alinhada à própria natureza.

    1. Profissionalização do astrólogo

    Postura, posicionamento e responsabilidade

    A retomada do prestígio da astrologia não virá apenas por regulamentação, inserção no mundo acadêmico, mídia, mas por maturidade profissional.

    Isso inclui:

    • compreender o mercado sem perder a profundidade do conhecimento
    • comunicar valor com clareza
    • assumir responsabilidade pelas escolhas feitas
    • estruturar serviços coerentes com o próprio momento de carreira

    Para astrólogos em início de jornada, esse processo raramente acontece sozinho. Ele exige orientação, troca, supervisão e, principalmente, um espaço onde seja possível errar, ajustar e amadurecer com consciência.

    Entre as especializações astrológicas, temos uma que abrange essas necessidades profissionais, não apenas para nós mesmos, profissionais em Astrologia, mas qualquer outro em qualquer área. A Astrologia Empresarial não é “mapa para empresário”. É uma consultoria estratégica com base profunda nos fundamentos astrológicos, aplicada com ética, visão e método.

    1. Conclusão

    “Ser antes de Ter”. 

    No mundo dos negócios — e da astrologia — a realização não nasce do acúmulo, mas do alinhamento.

    Antes de perguntar quanto quero ganhar, é preciso perguntar:

    • Quem eu sou como profissional?
    • Que tipo de astrólogo estou me tornando?
    • Como quero ser percebido?
    • Estou vivendo meu próprio Sol ou tentando caber em expectativas alheias?

    Ver-se como empresa é, antes de tudo, um rito de passagem, assumir a responsabilidade de viver o próprio mapa com estratégia, consciência e maturidade.

    “Quando o astrólogo compreende o próprio mapa como estrutura do seu negócio, sua prática ganha direção, consistência e autoridade natural.”

     

    por Patricia Ungarelli

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    O lado escuro de Vênus – por Elizabeth Nakata https://cnastrologia.org.br/o-lado-escuro-de-venus-por-elizabeth-nakata/ https://cnastrologia.org.br/o-lado-escuro-de-venus-por-elizabeth-nakata/#respond Mon, 02 Feb 2026 13:00:58 +0000 https://cnastrologia.org.br/?p=10922 O lado escuro de Vênus

    por Elizabeth Nakata

     

    O planeta Vênus frequentemente é associado a beleza, refinamento, benefícios recebidos, senso estético apurado, diplomacia e conciliação. Rege dois signos do zodíaco, Touro e Libra. Em Touro mostra seu lado sensorial através do exercício de três sentidos – tato, olfato e paladar – buscando conforto nas escolhas. Em Libra mostra seu lado estético através dos dois sentidos restantes – visão e audição. Uma das funções principais de Vênus é a das escolhas, e é aqui que veremos seu lado negro se manifestando.

    O conceito de sombra e luz planetária nas interpretações astrológicas é bastante conhecido entre os astrólogos. Planetas e signos têm esses dois atributos que são mostrados como se fosse uma escala que começa na iluminação total e, gradativamente, vai esmaecendo até chegar ao escuro total. Em última instância podemos dizer que o escuro são os defeitos enquanto a luz são as qualidades. Nas análises facilmente identificamos e relacionamos planetas benéficos apenas com as qualidades edificantes e os planetas maléficos com os defeitos desprezíveis. Nos esquecemos que o conceito maniqueísta de bom e mau não se aplica a planetas, signos ou aspectos planetários. Talvez por esse vício associamos Vênus e Júpiter, por exemplo, a eventos e assuntos agradáveis, a prêmios e gratificações recebidos, mas, realinhando o foco analítico, encontraremos ambos como agentes de eventos não tão edificantes ou agradáveis. Nesse artigo serão mostradas algumas pistas para detectar o lado negro de Vênus.

    Como responsável pelas escolhas, o planeta Vênus será acionado todas as vezes em que nos deparamos com situações onde existe a necessidade de fazer uma opção. Escolhas significam tomar partido entre duas ou mais opções. Nesses momentos é como se estivéssemos trilhando um caminho único e, repentinamente, nos deparássemos com uma bifurcação onde precisaríamos escolher entre pegar o caminho da direita, o da esquerda ou simplesmente retornar sobre os próprios passos, desistindo de seguir em frente. Escolhas são feitas baseadas em nossa cartela emocional pois procuramos satisfazer desejos e, para tanto, usamos todo o conhecimento consciente e as motivações inconscientes para exercer o direito de escolha. Temos uma configuração de Vênus (escolhas), Lua (emoções e motivações inconscientes), Mercúrio (análise da situação, conhecimento prévio adquirido e método de ação), Sol (ego colocado em funcionamento que ordenará a ação) e Marte (ação propriamente dita). Esses são os planetas pessoais envolvidos em todo o processo venusiano de escolha.

    Relutamos em olhar para Vênus e associar com ações más, pois o que primeiro nos vêm à mente é amor, beleza, bom gosto, bons modos e equilíbrio. Uma das imagens usadas para o signo de Libra é a da Justiça, de olhos vendados com a balança na mão, indicando que as decisões dessa deusa não se pautam pelas aparências, pela visão (as aparências enganam). Se tirarmos um dos cinco sentidos, seremos mais justos em nossas escolhas? Com os olhos cobertos ficaremos à mercê da audição, e argumentos baseados em falácias poderão, sim, nos induzir a uma escolha injusta. Precisamos, portanto, estar de posse dos cinco sentidos venusianos para exercer o direito de escolha, seja ela focada no lado negro ou no claro.

    A escolha de Páris já nos mostra Vênus agindo com seu lado garota má. Éris, a deusa da discórdia, em vingança por não ter sido convidada para um casamento no Olimpo, surge no meio do banquete e joga uma maçã de ouro com a inscrição “para a mais bela”. A maçã rola e para entre Hera, Afrodite e Atena. Cada uma reclama para si o título de mais bela e pedem a Zeus que decida qual deve ser premiada. Ele não quer complicações pois Hera é sua esposa, Atena sua filha e Afrodite é a beleza personificada. Sabiamente chama Hermes e manda que ele acompanhe as três até Páris, um belo rapaz mortal, dando-lhe a incumbência de decidir. Páris, percebendo que escolhendo apenas uma incorreria na ira das outras duas, declina, mas Hermes avisa que é uma ordem a ser obedecida sem discussão. Hera informa que se escolhida lhe dará reinos e riquezas materiais. Atena oferece a vitória em todas as batalhas justas. Afrodite acena com o amor da mais bela mortal. Páris olha para as três e avalia as ofertas. Aceitar riquezas e um grande reino significa ter as outras duas unidas para tirar-lhe o poder. Aceitar a vitória nas batalhas significa ter as outras duas unidas guerreando eternamente contra ele. Pareceu que a escolha do amor da mais bela mortal seria inofensivo a si próprio, e decide por Afrodite. Ela sabia que a paixão e o desejo são capazes de cegar e induzir a uma escolha que, posteriormente, se mostrará inadequada, ou com consequências desastrosas. O final da história é bastante conhecido, quando ele se apaixona por Helena, a mulher mais bela dentre as mortais, casada com o rei Menelau e esse amor será o estopim para a guerra de Tróia.

    Quando olhamos o Mapa Natal, como detectar a Vênus funcionando no lado negro ou no oposto? Uma das dicas é a retrogradação. Vênus retrógrado indica que as escolhas da pessoa podem ser inadequadas, mas não necessariamente escolhas más. Uma vez que esse planeta tem como uma das funções primordiais decidir, quando em movimento retrógrado indica que a pessoa tende a optar por coisas, pessoas e situações que não lhe trarão bons resultados posteriores, ou que não são as corretas para si. A comida inadequada causa danos à saúde. O relacionamento inadequado traz frustrações. Outra dica é Vênus em signos de terra (Touro, Virgem e Capricórnio). Segundo Ptolomeu, em Touro está no domicílio noturno, e na triplicidade diurna nos três signos de terra. Em Virgem está em queda. A análise por signo diz como Vênus expressa o sentimento, mas quem agirá será Marte, de acordo com esse plano traçado previamente. Convém olhar se Vênus está em conjunção com estrela fixa. Olhar também as qualidades primitivas dos planetas e características dos signos. Ptolomeu diz que Vênus é quente (masculino) e úmido (feminino). Ibn Ezra, Lilly, Abu Ma’shar, Bonatti e Al Biruni dizem que Vênus é frio (feminino) e úmido (feminino). Quanto à posição em relação ao Sol, temos Vênus ocidental ou oriental, Lúcifer-Phosphorus-Estrela da Manhã ou Vésper-Hesperus-Estrela da Tarde.

    Podemos olhar para esses fatores descritos acima no Mapa Natal, mas sabemos que as análises não são feitas tirando de seu contexto planetas, signos e aspectos e elaborando teorias ou conclusões. O Mapa é um todo, e assim deve ser analisado.

    Voltando à mitologia, temos o relato da tragédia de Medeia onde os dois lados de Vênus estão bem mostrados. O rei Esão, pai de Jasão, teve o trono da Tessália usurpado pelo irmão Pélias. Jasão cresce e decide reaver o trono que era seu por direito. Quando Jasão reivindica-o, recebe a missão de ir até a Cólquida, onde está o velocino de ouro, e retornar com ele para retomar o trono. Eetes é o rei da Cólquida e tem uma filha, Medeia. Como não tinha intenção de entregar o velocino, dá algumas missões impossíveis para Jasão realizar, a fim de recuperar o tosão de ouro. Medeia sabe das intenções do pai, mas apaixona-se por Jasão e resolve ajudá-lo. Mesmo vencendo todas as provas, Medeia sabe que o pai não pretende deixar Jasão partir com o velocino. Pegam o velocino e fogem, mas Medeia rapta o irmão mais novo, levando-o na Argos. Aqui começa a se mostrar a face escura de Vênus, pois ao começar a perseguição dos soldados de Eetes em seus barcos ela mata o irmão e esquarteja-o, lançando os pedaços ao mar. Os barcos dos soldados se dispersam, na captura de todos os pedaços do corpo, para levá-los de volta ao rei, que os juntaria para poder enterrá-lo de acordo com o costume real. Com isso a Argos se adianta, ganha tempo e chega ao destino em segurança.

    Retornam a Tessália e Pélias recusa-se a devolver o trono. Medeia usa suas artimanhas, enganando as filhas do rei, dizendo que deveriam matar e esquartejar a pessoa que queriam ver rejuvenescida, entregando os pedaços a ela que faria a mágica. As moças matam o pai e, ao perceberem que foram enganadas, se suicidam.

    Jasão e Medeia tiveram filhos, e foram morar em Corinto. Lá, o rei Creonte resolve casar sua filha Creusa com Jasão. Para tanto, Jasão repudia Medeia e os filhos. Antes de sair da cidade, Medeia envia um vestido e joias enfeitiçados para Creusa. Ao usá-los seu corpo começa a queimar. O pai tenta salvá-la e também é incendiado. Medeia completa sua vingança contra Jasão matando os filhos que tivera com ele. O que era amor e devoção ao amado, a Vênus iluminada, cede a vez ao amor traído, magoado e enraivecido, a Vênus sombra. Afeição e ódio são as duas faces da mesma moeda chamada amor. A paixão existe nas duas faces, ama-se e odeia-se apaixonadamente.

    No dia 19 de maio de 2012, em São Paulo, Brasil, ocorreu um assassinato que ficou conhecido como o caso Yoki. O empresário Marcos Kitano Matsunaga, de 42 anos, foi morto por sua mulher, Elize Araújo Kitano Matsunaga, de 30 anos, que ele conhecera quando ela se prostituía e estavam casados desde outubro de 2009. Tiveram uma filha em 2011. Elize, que vivia um conto de fadas, saindo da prostituição e se casando com um empresário rico, descobre, no início de 2012, que estava sendo traída. Sua vida muda e, com receio de ser prejudicada financeiramente em um divórcio, planeja o assassinato. Ela confessou tê-lo matado com um tiro de pistola na cabeça, e em seguida esquartejou o corpo, limpou a cena do crime, colocou os pedaços do corpo em uma mala e foi se desfazendo deles em locais diferentes.

    As semelhanças entre esse assassinato e a história de Medeia são muitas. O crime por amor, a traição, filhos sacrificados pelos atos da mãe, o esquartejamento, os pedaços do corpo sendo lançados em locais diferentes (na tragédia para ganhar tempo, e na vida real para despistar a polícia e também ganhar tempo).

    Elize Matsunaga nasceu em 29 de novembro de 1981, às 15:30h, em Chopinzinho, PR, Brasil. Tem Vênus ocidental em Capricórnio (frio e seco), signo que faz contas no relacionamento. Está no domicílio e termos de Saturno, face do Sol, em conjunção com Deneb Okab, da natureza de Marte e Júpiter, indicando figura de autoridade com capacidade para tomar decisões. Predominância de Fogo e Cardinal que confere iniciativa e entusiasmo. Marte em Virgem que executa com método, assepsia e precisão. Vênus é vespertina, Hesperus, feminina.

    Outro crime famoso foi o caso Fritzl, quando Josef Fritzl construiu alguns cômodos no porão de sua casa, raptou a própria filha de 11 anos e trancou-a lá, mantendo uma relação incestuosa. O caso chocou o mundo e tem semelhanças com o mito do rapto de Perséfone por Hades. Os dados de nascimento dele, 09 de abril de 1925, em Amstetten-AUS. Também tem Vênus ocidental, vespertina em Touro (frio e seco), nos termos de Júpiter e face de Saturno.

    Vênus tem, portanto, seu lado escuro, menina má. Quando na zona iluminada ela ama, mas se algum evento a empurra para o lado sombra, ela machuca e mata.

    por Elizabeth Nakata – Astróloga brasileira, jornalista, professora, consultora e palestrante – www.elizabethnakata.com


    (
    Artigo publicado originalmente em inglês no boletim da NCGR em 2013)

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    Perspectivas astrológicas para o ano de 2026 – por Denise Boschetti https://cnastrologia.org.br/perspectivas-astrologicas-para-o-ano-de-2026-por-denise-boschetti/ https://cnastrologia.org.br/perspectivas-astrologicas-para-o-ano-de-2026-por-denise-boschetti/#respond Tue, 27 Jan 2026 18:27:58 +0000 https://cnastrologia.org.br/?p=10896 Perspectivas astrológicas para o ano de 2026

    por Denise Boschetti

     

    Para analisar as tendências do ano eu utilizo 3 mapas: o do Periélio (momento em que a Terra está mais próxima do Sol) do dia 3/1/2026 nosso planeta atinge maior velocidade orbital por segundo. O mapa da Lua nova em Aquário (17/2/2026), que marca também o início do ano novo chinês e o mapa do Equinócio de Áries (20/3/2026). Esses 3 mapas mostram as perspectivas do ano.

    Periélio – 03/01/2026

    No mapa do PeriélioSaturno e Netuno estão na Casa 11 indicando que o poder legislativo ainda encontrará dificultadores, impedimentos e confusões geradas por desinformação e notícias falsas, que continuam confundindo a sociedade e todos os envolvidos, mas também haverá capacidade de empregar as leis necessárias, pois Saturno e Netuno estão em trígono com Júpiter.

    O Sol, Vênus e Marte no MC e Plutão na Casa 9 também favorecem a justiça, o STF, para aplicar leis em defesa da soberania nacional e para reorganização da segurança pública, de modo a melhorar as defesas do país. Provável mudança ou criação de um Ministério específico para segurança pública, que hoje está vinculado ao Ministério da Justiça.

    Além disso, é muito favorável para o comércio exterior, abertura de novos mercados, reativação de parcerias comerciais e até acordos favoráveis com os EUA, pois há um stellium incluindo Vênus na Casa 9.

    Favorece também o turismo interno e a Educação, pois Júpiter e Lua estão em Câncer na Casa 3 e o Sol em conjunção com Vênus na Casa 9, o que pode representar políticas educacionais que serão favoráveis tanto para a Educação básica quanto superior.

    Lua Nova em Aquário em 17/02/2026

    O mapa da Lua nova em Aquário, além da lunação há um stellium na Casa 11, novamente um movimento no poder Legislativo, muitas competições, disputas mas é uma posição  favorável para impulsionar os projetos futuros do país e é provável que o Legislativo esteja muito atuante e tomando posições firmes em defesa da soberania nacional e da Constituição.

    Urano na Casa 2 em sextil com a conjunção Saturno – Netuno e em quadratura com Lua e Sol é indicativo de reformas econômicas, que ainda vão causar atritos, discordâncias, mas que são favoráveis para a reindustrialização, para a recuperação e organização industrial, tão necessária,  do Brasil.

    Essa Lua nova cai no ASC do mapa da Independência, o que é prenúncio de muitas transformações no país, na disposição da sociedade de se mobilizar e reformulação de muitos conceitos e inovações que beneficiem o país como um todo.

    Equinócio – 20/03/2026

    E finalmente o mapa do Equinócio de Áries, que tem o Sol e Marte em conjunção com o MC, o que parece favorecer e dar sustentação aos projetos do Executivo e também é provável uma organização ativa dos militares em defesa do país e favorável ao governo ou maior investimento e preparo dos profissionais d que atuam na Segurança pública.

    Marte trígono com Júpiter poderá indicar a melhor formação educacional e profissional de novos aspirantes à carreira militar e melhoria na estrutura da Polícia Federal. Como Saturno também está em conjunção com o Sol pode indicar certo pessimismo, cansaço pelos dificultadores que se apresentarem, nesse primeiro trimestre, mas como Marte se aproxima do MC haverá forte impulsionamento e agilização de muitas ações e projetos governamentais.

    Júpiter na Casa 2 em trígono com Mercúrio é muito favorável para restauração da economia e aumento das atividades comerciais. Saturno em conjunção com Netuno no início de Áries em conjunção com Plutão natal do mapa da Independência continua provocando conflitos econômicos por diferentes interesses, visões políticas e também  religiosas.

    Além da conjunção Saturno e Netuno, que é a influência mais marcante do ano, ocorrerão 2 grandes conjunções em Áries: Marte e Saturno e Marte e Netuno, ambas em Abril de 2026, o que é fator tensionante, clima de expectativa de conflitos, que requeiram enfrentamento militar.  Também pode trazer revoltas, problemas com as relações exteriores e também podem ocorrer fortes secas. Brasil precisará organizar suas defesas de território e redobrar atenção nas questões ambientais.

    As outras grandes conjunções: 

    Marte e Plutão em Janeiro, no signo de Aquário tende a trazer revelações bombásticas, provavelmente sobre o crime organizado e a ligação com políticos; revelação de trabalho escravo, racismo e corrupção, pois acontece na Casa 12 do mapa da independência. 

    Marte e Urano em Julho no signo de Gêmeos ocorre na Casa 4 do Brasil podendo causar  problemas ambientais, que afetem a agricultura, ventanias, ciclones, talvez sentirmos os impactos de terremotos em países vizinhos. Também tende a ativar a oposição política, trazendo preocupações com violência e também rupturas.

    Marte e Júpiter em Novembro no signo de Leão afeta Casa 7/8 do país e pode perturbar as finanças, calor intenso, espalhar doenças contagiosas, incêndios, greves e escândalos religiosos

    Essas grandes conjunções têm efeito por um período de 2 anos e nesse ano, caem em signos de fogo e ar e tendem a acentuar os problemas climáticos e ambientais, trazendo muito movimento e inovações em 2026, mas também conflitos por território e mortandade.

    Ao longo do ano, a cada Lua nova vamos observando se as perspectivas apresentadas no mapa do equinócio se confirmam.

    Os eclipses funcionam como disparadores de algum acontecimento. Em Março haverá um eclipse lunar a 13 graus de Virgem em conjunção com o Sol do Brasil, o que pode trazer perturbações internacionais, seja pelas intervenções dos EUA na América latina ou em assuntos  do Brasil.

    Ocorrerão 4 eclipses no ano:

    • 17 de fevereiro- eclipse solar em Aquário, 
    • 3 de março eclipse lunar em Virgem 
    • 12 de Agosto eclipse solar em Leão 
    • 28 de Agosto eclipse Lunar em Peixes

    As direções secundárias para o Brasil também mobilizam Sol, Marte, Mercúrio, Vênus, Urano e Netuno e o MC, confirmando as análises acima e indicando um ano de muito movimento e agilização de projetos e medidas necessárias para reconstrução do país.

     

     

    * por Denise Boschetti – Astróloga e Psicanalista. Atualmente é diretora financeira da CNA, para a gestão 2024-2027.

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    História, relevância cultural e o papel da CNA na astrologia https://cnastrologia.org.br/historia-relevancia-cultural-e-o-papel-da-cna-na-astrologia/ https://cnastrologia.org.br/historia-relevancia-cultural-e-o-papel-da-cna-na-astrologia/#respond Thu, 20 Nov 2025 17:17:12 +0000 https://cnastrologia.org.br/?p=10765 A astrologia acompanha a humanidade desde seus primeiros passos na compreensão do cosmos. Muito antes de ser vista como uma ferramenta espiritual, psicológica ou de autoconhecimento, ela nasceu da necessidade prática de observar os ciclos da natureza. Da Mesopotâmia aos smartphones, a astrologia transformou-se, expandiu-se e chegou ao Brasil com força cultural e histórica — uma trajetória na qual a CNA (Central Nacional de Astrologia) tornou-se peça-chave na organização, ética e profissionalização da área no país.

    Linha do Tempo da Astrologia no Mundo

    *• 4.000 a.C. — Mesopotâmia e Babilônia*
    O berço da astrologia. Sacerdotes observavam os movimentos celestes para prever eventos climáticos, estações e acontecimentos importantes da vida social e política.

    *• 3.000 a.C. — Egito Antigo*
    A astrologia aproxima-se da espiritualidade e da vida cotidiana, marcando festividades e rituais ligados ao calendário astronômico.

    *• Século IV a.C. — Grécia e Helenismo*
    A astrologia ganha bases matemáticas e filosóficas. Filósofos como Pitágoras e Ptolomeu organizam conceitos que moldam o que conhecemos hoje como astrologia natal e horoscópica.

    *• Império Romano*
    Imperadores mantêm astrólogos em seus círculos de poder. A prática se populariza entre o povo e se torna parte da vida pública e militar.

    *• Idade Média e Renascimento (séculos V a XV)*
    A astrologia convive com a ciência, sendo ensinada em universidades europeias como parte da medicina e das ciências naturais.

    *• Séculos XVIII–XIX — Declínio e Revolução Científica*
    Com a ascensão do racionalismo e da ciência moderna, a astrologia perde espaço institucional, mas permanece viva no imaginário popular.

    *• Século XX — Renascimento Moderno*
    Movimentos psicológicos, como a psicologia analítica de Carl Jung, resgatam a astrologia como ferramenta de autoconhecimento. Revistas, rádio e TV levam os horóscopos ao grande público.


    O Surgimento da Astrologia no Brasil

    A astrologia chegou ao Brasil ainda no período colonial, trazida pela influência europeia, mas só ganhou força popular a partir da década de *1920*, com jornais e revistas que começavam a publicar horóscopos.

    No século XX, especialmente entre as décadas de 1960 e 1980, o país viveu uma explosão cultural:

    * *A contracultura* fortaleceu a busca por espiritualidade, autoconhecimento e terapias holísticas.
    * A astrologia se tornou presença constante em jornais, rádios e programas de TV.
    * Escolas de astrologia começaram a se formar, reunindo estudiosos e pesquisadores.

     

    Principais Nomes da Astrologia no Brasil

    Entre astrólogos que marcaram trajetória histórica no país, destacam-se:

    * *Olavo de Carvalho* (antes da guinada política, foi referência reconhecida no estudo tradicional e helenístico).
    * *Claudia Lisboa*, professora e divulgadora amplamente reconhecida.
    * *Constantino Riemma*, um dos grandes autores e formadores contemporâneos.
    * *Maria Eugênia de Castro*, referência em formação e divulgação acadêmica da astrologia.
    * *Oscar Quiroga*, conhecido pelas colunas diárias de horóscopo.

    Esses e muitos outros nomes ajudaram a consolidar escolas, cursos, métodos e alcançar espaços na mídia e no público geral.

     

    A CNA – Central Nacional de Astrologia: O Marco Profissional

    A busca por regulamentação, ética e reconhecimento profissional na Astrologia brasileira é uma jornada que se estende desde a década de 1970. Após várias tentativas de unificação, a fundação da Central Nacional de Astrologia (CNA), em 19 de agosto de 2005, no Rio de Janeiro, representou o ponto de virada e a consolidação da área no país.

    A CNA nasceu da necessidade latente de uma entidade que representasse a Astrologia em âmbito nacional e que promovesse a união de astrólogos e estudantes, servindo como o marco da maturidade moderna da profissão.

    A Longa Trajetória de Organização

    A profissionalização da Astrologia começou a ganhar forma com o surgimento de associações e sindicatos regionais: a Associação Brasileira de Astrologia (ABA) em 1971, a Sociedade dos Astrólogos do Rio de Janeiro (SARJ) e o Sindicato de São Paulo (SAESP), ambos em 1980, e o Sindicato do Rio de Janeiro (SINARJ) em 1989.

    Contudo, esforços para criar uma estrutura verdadeiramente nacional esbarraram em dificuldades. Propostas como a Rede Nacional de Astrologia (RNA), no início dos anos 90, e a União Nacional de Astrólogos (UNA), em 2002, não conseguiram se concretizar. Encontros importantes, como os Fóruns de Astrologia de São Paulo (2001-2002), promovidos por Robson Papaleo, ajudaram a pavimentar o caminho ao promoverem debates cruciais para a área.

    O Papel Central da CNA

    O nascimento da CNA, durante o 7º Simpósio Nacional de Astrologia do SINARJ, foi um passo decisivo, reunindo representantes de diversas regiões e entidades. Embora a proposta inicial de ser um “Conselho Nacional de Astrologia” não tenha encontrado respaldo jurídico (devido à falta de reconhecimento legal da profissão), a CNA assumiu a missão de organizar, integrar e fortalecer o campo.

    Hoje, a Central Nacional de Astrologia se destaca por sua relevância histórica e atuação em cinco frentes cruciais:

    Ética e Profissionalização: Estabelece códigos de conduta e boas práticas, diferenciando o trabalho sério do amadorismo.

    Qualidade da Formação: Reconhece escolas e incentiva a formação sólida, alinhada a padrões de excelência.

    Representatividade Nacional: Garante que a voz dos astrólogos seja ouvida em eventos, debates e no cenário público.

    Valorização da Profissão: Luta por maior segurança jurídica e visibilidade, legitimando o astrólogo como um profissional especializado.

    Pesquisa e Atualização: Apoia congressos, publicações e o intercâmbio de conhecimento entre praticantes e pesquisadores.

    Com sua atuação contínua, a CNA consolida-se não apenas como uma associação, mas como a principal referência institucional para o exercício responsável e ético da Astrologia no Brasil.

     

    A Astrologia no Brasil Hoje

    * A astrologia tornou-se parte do cotidiano brasileiro, tanto no público geral quanto entre profissionais de psicologia, terapias integrativas, coaching e desenvolvimento pessoal.
    * Nas redes sociais e plataformas digitais, novos astrólogos e estudiosos ganham público expressivo.
    * Apps, podcasts e colunas digitais ampliaram o alcance da linguagem astrológica para milhões de brasileiros.
    * A CNA segue como referência central na orientação, regulamentação interna, união entre escolas e atualização da prática profissional.

     

    Conclusão

    Da Babilônia aos aplicativos de celular, a astrologia atravessou milênios reinventando-se, mas sempre carregando consigo o mesmo impulso humano primitivo: observar o céu para entender a vida.

    No Brasil, essa história se fortaleceu especialmente a partir do século XX, gerando uma comunidade vibrante de estudiosos, consultores e interessados. Nesse processo, a *CNA tornou-se o principal símbolo da formalização e evolução da astrologia profissional*, garantindo que a prática siga crescendo com responsabilidade, seriedade e qualidade.

    Seu papel ajuda a consolidar não apenas uma profissão, mas uma tradição cultural brasileira que une conhecimento ancestral, reflexão contemporânea e busca permanente por sentido.

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