Pesquisa – CNA Central Nacional de Astrologia | Hub > Conteúdo > Pesquisa > Estudos https://cnastrologia.org.br Unindo céus e terras e compartilhando saberes Tue, 11 Jan 2011 17:21:59 +0000 pt-BR hourly 1 https://cnastrologia.org.br/wp-content/uploads/2024/11/cropped-favi-32x32.jpg Pesquisa – CNA Central Nacional de Astrologia | Hub > Conteúdo > Pesquisa > Estudos https://cnastrologia.org.br 32 32 Projetos de Pesquisa https://cnastrologia.org.br/projetos-de-pesquisa/ Tue, 11 Jan 2011 17:21:59 +0000 https://cnastrologia.org.br/site/?p=380 por Alexey Dodsworth

Eis que finalmente chegamos a um dos pontos que, ao que parece, mais interessam aos associados da CNA: o incentivo à pesquisa.

Antes de tudo, faz-se necessário uma reflexão sobre o que vem a ser, efetivamente, pesquisa em Astrologia. Há um equívoco que associa a idéia de “pesquisa” necessariamente à idéia de “estatística”, mas em verdade existem muitos estilos possíveis de pesquisa, conforme veremos ao longo deste artigo.

Pesquisar é um procedimento metodológico sistemático, cujo objetivo é proporcionar respostas para problemas propostos. Esta metodologia engloba várias fases que devem ser planejadas. Pesquisar não se resume simplesmente a escrever sobre um assunto que se gosta, muito embora o gosto por um determinado assunto seja condição fundamental para aquele que se dispõe a tão importante trabalho.

O primeiro passo para a efetivação de uma pesquisa é a elaboração de um projeto. O projeto de pesquisa é um documento que explicita de forma clara quais os objetivos do pesquisador e quais as ações que serão executadas ao longo de um prazo previamente determinado. Muito embora algumas pessoas considerem que a elaboração de um projeto é algo que “limita” o fluxo criativo, este limite é assaz necessário, caso contrário a dissertação se torna prolixa, infinita e confusa. Um bom projeto de pesquisa precisa necessariamente ter um objeto bem delimitado que será abordado ao longo da dissertação. Sem a precisa delimitação deste objeto, não temos um projeto de pesquisa.

Estilos de Pesquisa

Conforme foi anteriormente citado, pesquisar em Astrologia não se resume a trabalhar com estatística. Isso é algo possível, mas não é o único estilo de pesquisa que existe. Vejamos alguns estilos possíveis:

Pesquisa Histórica: A pesquisa histórica tem por objetivo a concentração do pesquisador num determinado período e/ou personagem da história que tenha relação significativa com a Astrologia. Exemplo de possível pesquisa: “O caso dos gêmeos astrais na prática astrológica de Santo Agostinho”. Outro exemplo: “A Astrologia cristã de William Lilly: seus principais paradigmas”. Ou, ainda: “A presença da Astrologia na arte do século XVIII”; “Nietzsche e a Astrologia”, etc.

Pesquisa de Caso: Na pesquisa de caso, como o próprio nome diz, o astrólogo irá se concentrar num estudo particular de caso, com o fito de aplicar as regras astrológicas que domina com o intuito de demonstrar a relação entre tais regras e o caso estudado. Seguem alguns exemplos possíveis: “A sinastria de Sartre e Simone de Beauvoir”; “O mapa da cidade de Campinas”; “Esquizofrenia: estudo de caso”; “Análise astrológica do governo Lula”, etc.

Pesquisa Interdisciplinar: Na pesquisa interdisciplinar, o pesquisador estabelecerá relações entre a Astrologia e outras áreas do conhecimento humano. Para tanto, é recomendável que o pesquisador tenha conhecimento desta área cuja relação ele estabelecerá com a Astrologia, ou que pelo menos busque um orientador que o ajude nesta empreitada. Exemplos: “Astrologia e Homeopatia, um casamento profícuo”; “Astrologia e os conceitos de temperamento segundo a psicologia analítica de Carl Gustav Jung”; “Astrologia e Psicanálise: interseções e separações”; “A Astrologia como um instrumento de seleção em empresas”, etc.

Pesquisa Técnica: A pesquisa técnica tem por objetivo testar criteriosamente técnicas específicas utilizadas em Astrologia, sejam elas antigas ou modernas. Exemplos: “Aplicação de Eris nas cartas natais”; “A técnica do alcohoden”; “Diferenças substanciais entre quadratura e oposição”; “Utilização de aspectos menores”; “Aplicação de Sirius em mapas natais”, etc. Eventualmente, a pesquisa técnica poderá se confundir com pesquisa histórica, quando o tema abordado for uma técnica antiga.

Pesquisa Científico – Estatística: O mais ousado dos estilos de pesquisa é também o mais perigoso, pois tem a pretensão de provar, nos moldes da ciência oficial, a funcionalidade da Astrologia. Um exemplo muito conhecido deste tipo de pesquisa é aquele realizado por Michel de Gauquelin, que verificou a presença de planetas angulares em mapas de atletas, filósofos, etc. É recomendado a quem procurar realizar este tipo de pesquisa que já se tenha alguma experiência com procedimentos estatísticos e científicos oficiais.

Com o acima exposto, pretendi sugerir que cada associado da CNA que deseje efetivamente enveredar pelo caminho da pesquisa procure verificar o estilo com o qual mais se identifica. Muito em breve a CNA terá novidades muito boas no sentido do incentivo e viabilização destas pesquisas. Num próximo artigo, exporemos as normas técnicas necessárias para a elaboração dos projetos de pesquisa.

Alexey Dodsworth é Diretor Técnico da CNA

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Sobre a aplicação de Estatística em Astrologia: alguns comentários https://cnastrologia.org.br/sobre-a-aplicacao-de-estatistica-em-astrologia-um-pequeno-comentario/ Thu, 14 Oct 2010 17:22:52 +0000 https://cnastrologia.org.br/site/?p=382 por Rodrigo Araês

Em março deste ano resolvi, por interesse profissional (sou professor da disciplina “Probabilidade, Estatística e Processos Estocásticos”), assistir uma aula de Estatística do prof. dr. Júlio César Rodrigues Pereira no curso de pós-graduação em cardiologia do IDPC- Instituto. Dante Pazzanese de Cardiologia. Aula muito interessante, clara e objetiva. Dr. Júlio nos contou a seguinte história:

“- Fui procurado por um médico da Santa Casa que iria defender tese de doutorado em Medicina. O motivo de sua procura foi que, por insistência do orientador, ele deveria dar um tratamento estatístico aos seus dados para torná-los mais científicos. Perguntei qual era a casuística, tempo de pesquisa e a que conclusões ele já tinha chegado. Disse que pesquisava o assunto há mais de dez anos, tinha centenas de casos e com tratamentos bem-sucedidos, pois aliava a pesquisa à prática médica. Era conhecido, no Brasil, como um dos maiores especialistas no assunto. Perguntei a ele, em seguida: `Doutor, e se a estatística mostrar que o senhor está errado?´ Sua resposta foi clara: `Doutor Júlio (os médicos e advogados sempre se tratam de doutor), isso é impossível, e, mesmo que fosse possível, nada neste mundo irá mudar o que penso depois de tantos anos de pesquisa e resultados positivos na área´. Respondi: `Doutor, não perca seu tempo com estatística (e acho que nem o dele), neste caso ela não vai provar nada. Confie mais no seu trabalho e diga ao seu orientador que o que ele está querendo é uma perda de tempo´.”

Toda a platéia riu. Dr. Júlio completou: “Não queiram tirar da estatística o que ela não pode dar. Quando o assunto se refere a seres humanos é necessário tomar muito cuidado. Vejo aplicações de estatística em trabalhos médicos que não têm sentido”.

No meu primeiro dia de aula deste ano, lancei uma moeda para cima e perguntei aos meus alunos qual era a probabilidade de dar cara ou coroa. Os que responderam falaram que era de 50%. Retruquei: “Como é que vocês sabem?”

Temos quatro formas básicas de encarar as probabilidades, teoria que é base da estatística: 1. o método clássico (foi o fundamento da resposta deles, baseados em Pascal, Fermat, Laplace e outros); 2. o método freqüencialista (von Mises) – jogo a moeda infinitas vezes e vejo a convergência; 3. o método axiomático de Kolmogorov – hoje considerado o ideal; 4. o método intuitivo, método que chamo de “achismo”, utilizado com sucesso em sistemas especialistas – leva em conta a heurística dos especialistas.

É muito fácil, para um manipulador, escolher dentro destes métodos um enfoque que leve a resposta para onde ele quiser.

O que tenho observado ao longo destes anos dando suporte a pesquisa na área médica é que é muito fácil manipular os dados – e sei por verificação própria e por leitura que os cientistas não são tão confiáveis, pois são tão humanos quanto nós. Já no início dos anos 70, houve um simpósio na Unesco sobre a responsabilidade social dos cientistas, colocando o dedo na ferida das pesquisas irresponsáveis. O livro lançado com os anais do congresso é preocupante. Durante décadas, pesquisas estatísticas, muitas bem elaboradas e fundamentadas, comprovaram que o cigarro não ocasionava danos aos seres humanos (sem comentários!). Sabemos dos desastres do “desfolhante laranja” no Vietnã, pesquisa patrocinada pelo exército americano, e dos múltiplos desastres provocados pela indústria farmacêutica. No ano passado fui indagado por uma jornalista da revista “Bons Fluidos” sobre os efeitos da irradiação dos celulares nos seres humanos. Entrei em diversos sites para saber das últimas pesquisas – elas invariavelmente diziam que os celulares não faziam mal algum. Ora, fui professor durante 30 anos de eletromagnetismo, e tenho mestrado em engenharia biomédica; fica difícil engolir essa notícia sabendo que quem tem marca-passo não deve usar celular, e que mesmo em pessoas sãs ele altera o eletrocardiograma.

Como membro de um comitê de ética em pesquisa na área da saúde, tive conhecimento de práticas em pesquisas mundiais de arrepiar os cabelos de carecas. Devido a isso acho muito difícil alguém aceitar uma pesquisa estatística astrológica feita por pessoas da área. O astrofísico português João Magueijo relata em seu livro “Mais rápido que a velocidade da luz” a dificuldade de publicar suas conclusões em revistas conceituadas, porque ele contrariava a teoria da relatividade de Einstein. Seu livro relata inclusive uma crítica mordaz de Einstein a um astrofísico russo que comprovou, a partir das próprias equações de Einstein, que o universo era expansivo, e não constante, como pressupunha Einstein. Depois ele se desculpou, tinha cometido um erro de álgebra. O meio científico é um meio igual a qualquer outro. Político, burocrático, detrator, invejoso e maledicente. Existem maravilhosas exceções, como em qualquer meio, mas não é fácil mudar os paradigmas existentes.

O que escrevi acima se deveu a um pedido de ajuda, feito pela doutora Elenir, na lista de debates da CNA, para uma pesquisa sobre astrologia empresarial. Escrevi, na época, para Dra. Elenir:

“Sou professor de estatística e temo pelo tamanho do trabalho e da amostra, daquilo que você pretende. Gauquellin utilizou 35 mil mapas em seu estudo, se não me falha a memória, e ele era estatístico prático de carteirinha. Não me interessa essa trabalheira. Depois de levantar e analisar por volta de 3 mil mapas nesta vida, confesso que estou mais do que satisfeito com os resultados das minhas leituras. Por outro lado, você quer provar que a astrologia é uma ciência exata e, como já escrevi antes, estou convencido de que ela não é. Faltam-me conhecimentos e argumentos científicos para provar que a astrologia é uma ciência, no sentido moderno do termo. Mas, como disse Confúcio, “um sábio não tem idéias”, ou seja, não se fixa a idéia alguma.

Mas vá em frente. Se você conseguir provar, ganhará a minha profunda admiração. Aplaudirei de pé. Os modelos antigos, paradigmas, segundo Kuhn, estão aí para serem derrubados. Às vezes é necessário que a velha geração, como eu, morra, para que sejam feitas mudanças. A programação linear foi descoberta por um aluno que não sabia que um determinado problema era considerado sem solução.

Desejo muito boa sorte. Você é uma mulher de muita coragem e determinação. Gostei da sua postura!”

Posteriormente a dra. Elenir, escreveu o seguinte, na lista de debates da CNA:

“Mas acho que podemos evoluir ainda mais… agora, entrando numa área que sempre relegou os estudos superiores a um plano de subalternidade, quase de ridicularização”.

Não posso aceitar este tipo de postura. Existem astrólogos matemáticos, astrofísicos, engenheiros, filósofos, médicos, advogados, etc. Astrólogos que não fariam feio aos antigos astrólogos como Morin, Regiomantono, Kepler e Newton . E estou falando só do Brasil. Pessoas do mais alto grau de cultura e sabedoria, mas, como em todas as áreas, compartilhando a astrologia com ignorantes e despreparados. Como diziam antigamente: “Quem burro nasce, togado ou não, burro morre!” Também não creio que, como já fizeram Choisnard e Gauquellin, uma pesquisa vá mudar a aceitação da astrologia no meio “científico”, o dono da verdade. Se duvidar, leia Paul Feyerabend que, em seu livro “Diálogo sobre o método”, comenta sobre um abaixo-assinado contra a astrologia que possuía a assinatura de uma plêiade de prêmios Nobel, que evidentemente não conhecia nada sobre o assunto. Como Feyerabend escreve: “Imagine que são iletrados desta espécie que decidem o que se deve e o que não se deve ensinar nas nossas escolas; iletrados de tal espécie proclamam com arrogante desprezo que as velhas tradições, nunca estudadas nem compreendidas, devem ser erradicadas, independentemente da importância de que se revestem para todos aqueles que querem viver segundo seus cânones”. O mesmo Feyerabend diz: “Temos que separar a Ciência do Estado, tal como foi feito com a religião”. (Meu Deus! E os fundamentalistas? Irão aceitar a astrologia?).

A astrologia tem, de uma história conhecida no Ocidente, mais de 5 mil anos. Qual outra forma de conhecimento permaneceu por tanto tempo? Como me informou um ex-adido cultural francês doutorando em escrita cuneiforme, numa conversa aqui em São Paulo : “O que os sumérios escreviam como suposição astrológica os hititas informavam como certeza”.

Qual conhecimento tem 2500 anos de registro de dados e confirmação de eventos? Essa forma mesquinha de se analisar o conhecimento a partir de medidas – só se conhece o que pode ser medido – é recente e duvido que perdure por mais cinqüenta anos. Os movimentos de criação dos modelos de estudos interdisciplinares e transdisciplinares, além da moderna visão da complexidade de Morin (Edgar Morin) dão sustentabilidade ao que digo.

Como disse antes para a dra. Elenir, e falo agora para todos: Façam pesquisa, mas não contem com a aceitação pelo atual establishment.

Parodiando Tom Cathcart e Daniel Klein, no preâmbulo do livro “Platão e um ornitorrinco entram num bar…*”:

Estes são meus princípios, se não gostarem tenho outros.

* e o barman olha para Platão com um olhar esquisito. “O que posso fazer?” – retruca Platão, “dentro da caverna ela era muito mais engraçadinha”.

Rodrigo Araês é astrólogo especialista em Astrologia Esotérica e membro do Conselho Deliberativo da CNA.

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A Pesquisa e os Textos Possíveis https://cnastrologia.org.br/a-pesquisa-e-os-textos-possiveis/ Thu, 14 Oct 2010 16:56:14 +0000 https://cnastrologia.org.br/site/?p=841 Todos concordamos que é muito interessante ver a pesquisa como tópico dos mais votados entre os visitantes do site da CNA. Os motivos individuais para tal escolha não devem variar muito. Por outro lado, o que se entende por ela, sim.

Já percebeu isso? Experimente perguntar ou conversar a respeito do assunto e você terá surpresas. Poderá constatar que há dela muitas representações dispersadas pela imaginação popular. A figura de um indivíduo descabelado, com guarda-pó, em meio a frascos de vidros e numa sala meio empoeirada é personagem de cinema em que ciência e pesquisa se apresentam de forma caricatural.

Além dessa, temos outras não tão extremadas e que estão bem próximas de nós. Por exemplo, a de que só há pesquisa se houver estatística. Ou então, que só se faz pesquisa da boa na academia. Ou então a de que não se faz pesquisa estudando e fazendo palestras. Estas últimas são formas adequadas de veicular conhecimento e também devem ser consideradas como pesquisa.

Mas a pesquisa, qualquer que seja ela, precisa de mais. Na verdade, o mundo da pesquisa encarada de forma geral, está entre todos os que estudam muito e também entre nós, astrólogos. O que falta então?

Falta a documentação, os textos que servem de prova desse movimento de busca por conhecimento. Essa talvez seja uma das maiores dificuldades: gerar textos. Se perguntarmos aos palestrantes e professores astrólogos quantos textos eles escreveram ou publicaram, teremos surpresas. Quase nada, em sua maioria. E, paradoxalmente, eles pesquisaram muito enquanto se preparavam para suas aulas e palestras.

As publicações mais recentes estão longe de tirar o atraso em relação ao que o astrólogo brasileiro é capaz de produzir. Mas, estamos no caminho certo, buscando ampliar as oportunidades de pesquisa, para daí, publicá-las marcando o terreno andado e indicando a produção do nosso conhecimento. Podemos tornar, assim, mais visível para o público o que já sabemos a respeito da qualidade da Astrologia brasileira.

Os textos são um grande desafio e conferem transparência a tudo o que o estudioso acumula de informação e de construção intelectual. O modelo acadêmico tem aparecido como aquele a ser atingido, o único, mas existem muitos gêneros apropriados de texto que podem cumprir a necessidade de expressar as idéias aprendidas e pesquisadas.

Podemos citar, entretanto, entre outros gêneros, os artigos de jornal, revistas e de site, o livro de muitos autores ou de responsabilidade de um só autor e até o blog que também pode ter essa função. Por fim, há os tipos de textos dissertativos de natureza científica – dentre os quais se incluem os modelos acadêmicos – que podem ter várias formas dependendo da instituição em que forem apresentados. Há regras que a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) determina como adequadas. Cada instituição educacional, em geral, estuda tais regras e indica como deverão ser suas monografias.

Portanto, são muitas as possibilidades e essa escolha depende do que se quer comunicar, ou seja, dos objetivos do autor. A partir daí, um conjunto de dados estudados ou pesquisados poderá ganhar a forma de um artigo ou a de uma tese completa, com justificativa, objetivos, metodologia etc., tudo aquilo que compõe um texto dissertativo de cunho científico.

O próximo aspecto a ser considerado é a qualidade dessas pesquisas e desses textos. E estarem publicados em algum veículo de comunicação ou em papel impresso, não significa que texto e pesquisa devem ser incondicionalmente aceitos. Especialmente em se tratando de textos da Internet, sua aceitação é aspecto controverso.

O leitor deverá identificar a propriedade dos dados coletados e também a qualidade da produção escrita. Os textos deste site apresentam informações adequadas? A bibliografia indicada é fonte segura? Os posts deste blog são pessoais demais? Este artigo, quanto aos argumentos, é coerente, coeso e lógico?

Essa ação discriminativa me parece importante no mundo contemporâneo de tantas mídias. Entre o trabalho de estudo e de construção de conhecimento, que é a pesquisa, e o seu produto, que são os textos em sua variedade, temos, portanto um universo enorme de aprendizagem. Cabe a nós, o público, usufruir dele em seus múltiplos aspectos.

E também cabe a cada um de nós a tarefa de produzir a nossa parte de pesquisa e de textos. Participemos desse universo!

ANA GONZÁLEZ

OBS: A CNA dispõe deste espaço para propiciar uma troca a respeito de todos os aspectos relacionados à pesquisa. Faça seus comentários e mande suas dúvidas e sugestões. Este espaço foi criado para você!

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Podemos sonhar https://cnastrologia.org.br/podemos-sonhar/ Tue, 12 Oct 2010 16:58:29 +0000 https://cnastrologia.org.br/site/?p=844 A primeira enquete realizada pelo site da CNA registrou, com uma votação expressiva de quase 35%, a demanda de investimento na área da pesquisa.

Tal votação moveu a diretoria do CNA a entender mais de perto a questão – o que é pesquisa, para quê e como deve ser desenvolvida, além de outras questões recorrentes destas. Necessário se torna compor um quadro de intenções e atitudes para responder a essa expectativa.

Longo foi o caminho da pesquisa desde sua origem. Da curiosidade natural do homem que o impele à busca de respostas, até seu significado no contexto complexo da cultura contemporânea, são muitos os conceitos e imagens que temos dela. Atualmente, juntam-se a essa variedade, aspectos mais amplos, como os profissionais e relativos ao mundo globalizado em que vivemos.

Ela organiza o conhecimento das áreas da cultura humana. Dá visibilidade junto ao público e empresta consistência aos campos do conhecimento, com repercussões nas áreas profissionais. Tais aspectos podem ser importantes para a construção da imagem da Astrologia que nós desejamos. É muito bom, então, que o interesse pela pesquisa esteja surgindo com essa força dentro de nossa comunidade.

Alguns grupos de pesquisa têm se desenvolvido aqui e ali. Publicações de teses acadêmicas em nível de mestrado e doutoramento acontecem. Instituições abrem espaço para a pesquisa da Astrologia (Universidade de Brasília). Departamentos de pesquisa se organizam (Escola Gaia de Astrologia/ SP).

O CNA chega e também se propõe a engrossar essa boa disposição de refletir os temas e questões astrológicas de forma organizada. Dispõe-se também a divulgar as notícias dos trabalhos que vêm se desenvolvendo.

A coordenação deste trabalho no site está a cargo de Renato Quintino, Diretor Técnico. Com satisfação, aceitei o convite para colaborar nessa área, em que posso colocar minha experiência acadêmica e pedagógica a serviço da Astrologia.

O que é pesquisa? A resposta a esta pergunta já seria motivo para extensa resposta. O levantamento de hipóteses, a escolha da bibliografia a ser consultada, os registros de leitura, a produção do texto, cada uma destas fases requer uma paciência e habilidades especiais. Sem contar a pesquisa de campo.

O trabalho não é simples, mas, nós, astrólogos, em geral, somos pesquisadores por natureza. Então, conhecemos as dificuldades de todos esses passos. Em conjunto, partilhando as descobertas e as dificuldades, cada uma dessas etapas poderá ser mais enriquecedora para todos nós ao empreender esta tarefa. Muito importante, neste momento é pensarmos em desenvolver uma cultura de pesquisa dentro do nosso já grande trabalho de reflexão intelectual, dentro de um conceito de pesquisa que seja compatível com as nossas possibilidades.

São poucos os critérios básicos que, inicialmente, merecem nosso cuidado:

1) o compromisso com uma pesquisa que seja liberta de ideologias limitadoras, podendo assim abrigar a diversidade de idéias que representa melhor a natureza humana e a grandeza da Astrologia;

2) a utilização de uma metodologia de cunho científico que promova sempre o respeito e a seriedade pelo conhecimento que elaboramos.

Outros critérios poderão ser pensados à medida que esta proposta de trabalho no site se organizar.

O espaço está aberto! Mande sua participação. Conte suas notícias. Fale-nos a respeito de sua reflexão e atividades sobre o assunto. O CNA quer unir os esforços dos vários pesquisadores que já existem atuantes em nosso território.

Para finalizar, faço uma pergunta. Lanço um convite. Que tal se cada regional da CNA desenvolvesse um plano de trabalho de pesquisa próprio? Se isso puder ocorrer, teremos, dentro de um tempo, um painel nacional de pesquisa organizada de acordo com as variadas particularidades de cada região.

Tal painel além de ser interessante para termos um mapa dos interesses e vocações da Astrologia brasileira, com certeza, concorreria para o bem maior da Astrologia.

Ou seja, podemos sonhar. Por que não?

Ana Gonzales é astróloga, professora, pesquisadora em leitura, produção de textos e Mercúrio.

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