Homenagens – CNA Central Nacional de Astrologia | Hub > Conteúdo > Pesquisa > Estudos https://cnastrologia.org.br Unindo céus e terras e compartilhando saberes Sun, 26 Jan 2020 14:50:51 +0000 pt-BR hourly 1 https://cnastrologia.org.br/wp-content/uploads/2024/11/cropped-favi-32x32.jpg Homenagens – CNA Central Nacional de Astrologia | Hub > Conteúdo > Pesquisa > Estudos https://cnastrologia.org.br 32 32 Homenagem Lydia Vainer https://cnastrologia.org.br/homenagem-lydia-vainer/ https://cnastrologia.org.br/homenagem-lydia-vainer/#respond Sun, 26 Jan 2020 14:50:51 +0000 https://cnastrologia.org.br/?p=7196 Ontem Miguel Etchepare, ex-diretor digital da CNA fez contato e informou haver um video da CNA, de Lydia Vainer, de 2015
Resgatado o Link, aqui está ele para que possam conhecer um pouquinho dessa extraordinária Astróloga, a quem prestamos esta homenagem. Em um mês, apenas os associados terão acesso a este conteudo.

Deborah Worthington – Presidente CNA

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O Mapa Astral de Assuramaya https://cnastrologia.org.br/o-mapa-astral-de-assuramaya/ Thu, 27 Jan 2011 16:17:33 +0000 https://cnastrologia.org.br/site/?p=1109 por Marilda Bourbon

Assuramaya era o sócio número 1 do SINARJ, tendo participado desde o inicio da fundação do nosso sindicato com garra e dedicação, como só ele sabia fazer em prol da sua amada Astrologia. Na gestão de Celisa Beranger foi agraciado com o titulo de Sócio Benemérito.

Nascido em 21/06/1929 às 22h00 em Apodi, Rio Grande do Norte, apresentava o Sol em Câncer, o Ascendente em Peixes e a Lua em Sagitário.

 Assuramaya: canceriano

Como todo canceriano, apresentava uma grande sensibilidade e apreensão de tudo o que ocorria à sua volta. O Sol em trígono com o Ascendente lhe dava a capacidade de mostrar o seu amor pelas coisas que lhe eram caras. O Sol em sextil com Netuno lhe deu a intuição e a oportunidade de desenvolver talentos e buscar conhecimentos que lhe ampliaram a visão da vida, a percepção humanitária e também a compreensão da natureza.

A oposição do Sol com Saturno o fez se conscientizar de suas limitações e buscar as suas qualidades para superá-las. A Lua conjunta a Saturno o fez muitas vezes brigar entre a emoção e a razão. A Lua em trígono com Marte o fez agir muitas vezes de forma impulsiva , confiante e idealista na luta por suas metas sociais. A quadratura de Júpiter com Netuno lhe conferiu fortes emoções e fantasias e aumentaram a sua capacidade de ser impulsivo.

A quadratura de Urano com Plutão o fez buscar o autoconhecimento para poder realizar transformações internas, que muitas vezes lhe ocasionaram intensos conflitos. Urano em trígono com o Meio do Céu o fez buscar novos conhecimentos e querer renovar a carreira com a qual se envolveu intensamente.

A quadratura do Nodo Norte (em Touro) com Marte o fez buscar as qualidades de força de vontade e vitalidade.

Para analisar com profundidade o mapa de Assuramaya, teríamos que ocupar todo o espaço do site da CNA, pois em tão poucas linhas seria totalmente impossível interpretar o Mapa natal de um canceriano com suas múltiplas facetas, com Ascendente Peixes – que o fez ser a pessoa sensível, mas ao mesmo tempo enérgica nas suas convicções, – com uma mente voltada para o amanhã (Lua em Sagitário). Nesse momento, me vem à lembrança o Dane Rudhyar, que na sua definição de Câncer nos diz: “O canceriano ou conta estória ou faz História.” Temos a certeza de que este canceriano fez História.

Ao analisar a progressão por “ponto-idade” do Método Huber, vemos que no dia 18/09/2007 o ponto-idade de Assuramaya passava sobre seu Urano, o que demonstrava uma grande modificação e ruptura com velhos sistemas e início de uma nova caminhada.

Marilda Bourbon é astróloga, vice-presidente do Conselho Deliberativo da CNA e presidente do SINARJ

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Homenagens a Valdenir Benedetti https://cnastrologia.org.br/homenagens-a-valdenir-benedetti-2/ Wed, 27 Jan 2010 16:21:13 +0000 https://cnastrologia.org.br/site/?p=1115 Prezados Colegas

Lamentamos noticiar o falecimento do nosso companheiro Valdenir Benedetti; nesta manhã de segunda-feira dia 13 de julho, vítima de um ataque cardíaco fulminante.

Deixa órfãos seus 4 filhos, e também todos seus alunos, clientes, amigos e companheiros de astrologia. Grande perda para todos, sentiremos sua falta.

Foi exemplar na sua postura sempre verdadeira e autêntica sem jamais fazer concessões e atuando a favor da astrologia, do saber, e principalmente da ação transformadora na vida de todas as pessoas que o conheceram.

Primou por sempre se dedicar a publicações em forma de coletâneas de autores e companheiros de astrologia, abrindo mão de publicações meramente pessoais. Dessa forma uniu exemplarmente astrólogos de diferentes visões em torno de temas relevantes para o saber da astrologia.

Muita paz para sua alma. As sementes de conhecimento e sabedoria que ele deixa, certamente vão frutificar no coração de todos.

Agradeço à vida a oportunidade de termos trilhado um bom caminho juntos e agradeço a oportunidade que a vida nos deu de compartilharmos uma delicada amizade.

Maurice Jacoel
Presidente

Colegas,

 Na foto: Atrás – Robson Papaleo, Mauricio Bernis, Renata da Triom, Ana Abbade, Paula Falcão. Na frente: Douglas Marnei à esquerda e Valdenir Benedetti no centro.
Fonte: Lucely Kerikian / Livraria Spiro

Escaneada por: Tereza Kawall
Enviada por: Ciça Bueno

Já faz mais de 90 dias que o Valdenir Benedetti fez a passagem para outro plano. Confesso que nós não tínhamos muitas coisas em comum, mas o que tínhamos em comum eram e ainda são de elevada importância, com destaque para a linha de compreensão a respeito da Astrologia, das técnicas astrológicas. Neste assunto nos respeitávamos mutuamente e também praticávamos uma sadia troca de conhecimentos e experiências, com certa freqüência.

Tínhamos em comum também a busca pelo desenvolvimento espiritual. O Valdenir trilhava um caminho paralelo ao que procuro seguir, na busca de mais luz na consciência e de seguir o Mestre, o guia espiritual.

Tínhamos em comum ainda a crença de que a CNA é a entidade de congregação dos astrólogos brasileiros. Ele estava engajado no movimento, sem cargo oficial, mas dedicado, trabalhando, defendendo, participando, opinando e, por conta disso tudo, favorecendo o crescimento da CNA.

Assim, nada mais justo para com sua memória, neste momento, que ele seja homenageado de forma perpétua, como Associado Benemérito da CNA: como se diz, uma homenagem póstuma, um reconhecimento. Porque, além desse engajamento junto à CNA, o Valdenir sempre foi um daqueles que organizaram eventos importantes para a transmissão do conhecimento astrológico e também para a divulgação da Astrologia positiva, da Astrologia como ferramenta de autoconhecimento.

Mexia sim, com sua irreverência, com a compreensão de diversas pessoas. Incomodava algumas, mas fazia com que todas que o escutavam, refletissem: a respeito de si mesmas, a respeito da Astrologia e da prática astrológica, a respeito da vida, dos relacionamentos e de muitas outras profundas e valiosas reflexões.

Fez de sua vida como astrólogo um diferencial, uma referência. Trouxe certamente um tanto de pessoas para o estudo e a prática da Astrologia. Fez, mesmo que ele próprio não soubesse que estava fazendo, com que algumas pessoas mudassem sua compreensão a respeito do saber astrológico e da própria vida.

Com esta homenagem, na qualidade de Associado Benemérito, o Valdenir passa a figurar num rol de expoentes da Astrologia Brasileira.

Além desta perpétua homenagem, que acontece em nível simbólico e quiçá espiritual, o Valdenir será também homenageado pelos colegas no IV Circuito, em todos os locais onde ele acontecerá no Brasil: nos locais onde seus parentes puderem estar presentes, faremos a homenagem para que eles possam presenciar o reconhecimento da categoria.

Por fim, expresso meu sentimento de gratidão ao Valdenir, por ter contribuído com o crescimento da prática astrológica no Brasil.

Maurício Bernis
Presidente do Conselho Deliberativo da CNA

Aqui me encontro sentado olhando para esta página em branco e me perguntando o que dizer do Val; o que posso escrever em relação a ele que seja realmente significativo, diferente, interessante?

Poderia dizer do campo de sua atuação real como astrólogo. Foi e será sempre pelas suas obras que ficam um excelente astrólogo, professor dinâmico e contundente. Instigante, querendo sempre levar a astrologia a um lugar diferenciado; rompendo com tabus e modelos estáticos. Sempre em busca de uma Astrologia autêntica que possa ser um instrumento de transformação. Sua atitude inquieta e curiosa; seu desassossego para com a vida e com tudo que se afirmasse como verdade permanente fez com que imprimisse nos seus alunos, amigos e parceiros de trabalho e principalmente nos seus clientes um questionamento e um impulso em busca do verdadeiro ser de cada um.

Sua capacidade de agregar, produzir sempre eventos em que compartilhava o espaço de trabalho com seus pares; de olho em algo maior, a própria Astrologia.

Valdenir durante um tempo em São Paulo estabeleceu o fim da tarde de sexta-feira como um espaço de bate-papo astrológico; todos nós que lá estávamos aprendíamos muito com as nossas trocas de conhecimentos e debates espontâneos que surgiam.

Participou de todo o processo de criar uma entidade nacional de astrologia nos moldes da AFAN internacional, foi a famosa tentativa de criar a RNA; rede nacional de astrologia; no final dos anos 80, inicio dos 90. Participou intensamente sempre questionando e incrementando os debates com sua visão crítica e instigante.

Poderia dizer como foi importante compartilhar sua amizade, fomos vizinhos de bairro durante um bom tempo, nos encontrávamos nos primeiros bares da Vila Madalena, compartilhávamos nossa teorias astrológicas, compartilhamos os filhos, as amizades comuns que se formaram e permaneceram desde então. Através dele conheci o astrólogo Vanderlei Vernily e sua proposta de uma Astrologia Concreta, foi uma boa influencia que perdura até hoje no meu trabalho.

Val estava nesta época deixando sua carreira de fotógrafo e se dedicando exclusivamente à Astrologia; através do encontro com Val, o campo da Astrologia se abriu para mim.

Viajávamos juntos e numa certa ocasião brincamos e nos divertimos imaginando como seria fazer uma astrologia das vidas futuras em contraposição a astrologia de vidas passadas. O bom humor sempre esteve presente na vida do Val; às vezes um humor caustico ácido. Lembro com gratidão o apoio que ele me deu quando comecei junto com a… Em 1987 o projeto de fazer uma escola de astrologia que se diferenciasse criando um campo de debates e interação entre astrólogos de diferentes visões. Ele foi um dos professores sempre presente e colaborativo.

Poderia dizer também que ele encarnou o espírito de uma época em que se queria mais do que uma técnica, do que um saber aplicado da astrologia. Mas, uma busca por conhecer e investigar a alma e suas variadas manifestações através da astrologia. Valdenir praticou sempre o recomeço. A desconstrução e reconstrução tanto da prática e do saber da Astrologia como também de si próprio.

Em nenhum momento se acomodou ou se entregou a nenhum tipo de situação ou conformismo. Sempre esteve disposto a questionar, dialogar. Valorizou os amigos e sempre Incentivou e apoiou a todos.

Lembro como foi ágil criando um evento destinado a arrecadar fundos para auxiliar o nosso colega Ademar Eugênio de Melo, que se encontrava muito doente e hospitalizado.

Grande amigo é difícil aceitar sua partida repentina, imediata. Estivemos juntos nos últimos dois eventos da CNA (Central Nacional de Astrologia) no Rio de Janeiro no dia 06 de junho; e no dia 04 de julho em São Paulo; não sabíamos, mas era uma despedida.

Na madrugada do dia 13 as 02h30min da manhã no Twitter trocamos mensagens que resultaram numa brincadeira e numa última mensagem, em que ele simplesmente escrevia: “rsrsrs”

Foi sua despedida; uma amiga poetisa ao saber disso escreveu para mim:

ENFIM… EM CASA.

– 13 de julho de 2009
um Amigo ganhou,
apenas por se lembrar,

mais um riso
de Um Irmão-Amigo que
“Enfim… chegou em casa”.

Bastará que relembre e relembre e relembre e…

Mouna Moura

Maurice Jacoel

Sobre o ocorrido:

O Mauricio (Bernis) e eu chegamos lá no prédio dele logo após o passamento: recebemos a notícia pela médica (do pronto-socorro chamado), que tentou ajudá-lo, mas não teve jeito. Ainda está muito difícil falar sobre ele, porque parece que assim a gente ‘reconhece’ que ele se foi… e é ainda tão estranho…

Fiquei lá desde então, procurando ajudar (e o Maurício tb); chegaram a ex-mulher, dois filhos dos dois, mais o atual marido dela, que iria providenciar o ‘atestado de óbito’, pra liberar o corpo — que será velado no Cemitério de Vila Assunção, na Av. da Saudade, em Sto. André, onde a família tem um jazigo.

Conforme me disseram a filha e a nora, o sepultamento deverá ser amanhã de manhã, provavelmte às 10 horas .

Cheguei aqui em casa e vi as mensagens todas… e o que dá pra dizer é na direção do que o Alex já expressou…

Limitando-me então à parte prática: consultei o mapa, e tenho a impressão de que é mais fácil chegar lá, entrando por S.Bernardo, e acessando a Av. Pereira Barreto, em direção a Sto. André; o cemitério fica à direita (não longe dali), salvo engano logo após a passagem do limite de municípios. (Eu conheço o cemitério citado, e já fiz esse caminho antes, foi adequado).

Abraços muito tristes,
Marco Aurélio
Conselheiro – CNA

Algumas Mensagens enviadas (editadas):

Pra mim, a perda foi dupla: numa cartada só, perdi um referencial astrológico [Valdenir foi o grande inspirador dos meus estudos de Astrologia, quando eu tinha apenas 13 anos e gostava de ler o que ele escrevia] e perdi um amigo. Para muitos de vocês, Val também era um amigo, e um amigo MESMO.

Estou evidentemente triste, mas fico muito, muito feliz por ter tido a oportunidade de ter um amigo como o Val. Quem estiver em Sampa, aguarde notícias sobre o velório, para que nós possamos nos reunir e prestar uma homenagem não apenas ao grande nome da Astrologia brasileira que se vai, mas também ao grande amigo que ele foi de muitos de nós.

Sei que nosso encontro será triste, mas façamos um esforço para emitir boas vibrações, vibrações de alegria e gratidão por ele.

Na verdade, não perdemos um amigo. Nós tivemos a oportunidade de tê-lo como amigo! Por um espaço de tempo que – pelo menos para mim, felizmente – foi bem longo. Poderia ter sido mais longo…

Alexey Dodsworth
Diretor Técnico da CNA

Que choque! Que lição de vida e de astrologia! […] Pêsames para a família e comunidade astrológica, Agora, ele é uma estrela fixa, também.

Fernando / Nando Boston

Que tristeza, estou tão chocada que nem sei o que dizer ou fazer! Só chorar e lamentar essa perda, confiando que Deus sabe o que faz.

Estávamos tão contentes com a nova tarefa dele na CNA…e esperávamos por ele aqui em agosto…

Gicele Alakija

Estou muito, muito triste, mesmo. Ainda ontem eu solicitei segui-lo no Twitter e pensei comigo mesma, como ele encontrava tempo para ser tão atuante e antenado nas novas midias.

Suas colocações sempre tão sensatas e altamente inteligentes vão nos fazer muita falta. Muita mesmo.

Val, obrigada pelas lições inesquecíveis e cheias de bom humor.

Que voce nos acompanhe com sua luz inextinguível, pois você agora também é parte do nosso céu.

Divani Mogames Terçarolli

Nossa, muito triste.

Um mestre que se vai.

Dificil até de escrever algo, e dificil ainda mais é associar tristeza com a alegria do Valdenir.

Guilherme Salviano

Meus sentimentos extensivos a todos os seus e familiares de Valdenir Benedetti.

Sua obra estará imortalizada no legado que deixou a todos nós.

Que ele seja eternizado na forma de constelação…

Andréa Maluf

Valdenir era meu professor. Na 4 feira passada tinhamos uma aula marcada. Ele cancelou dizendo estar muito cansado e com a pressão alta. Falei com ele no dia seguinte, e ele disse estar se sentindo melhor. Marcamos para esta 3 feira. Perdi um mestre. Estou chocada com a noticia, e tristissima. Valdenir era uma cabeça que sabia pensar por si, tinha um conhecimento quase inesgotável, e o mais maravilhoso nele é que estava sempre disposto a partilhar. Foi um professor que sabia estimular, insentivar e instigar seus alunos. Nossa comunidade sofre hoje uma das suas maiores perdas.

May Publio Dias

Caros companheiros,

estou chocada e muuuuuuuuito triste!!!

Por favor, quem souber de algo, avise-nos.

Como ficaremos sem alguém tão amoroso, lúcido, justo e generoso, que fez travessia tão especial na nossa Astrologia?

Ciça Bueno

[…] Estou muito triste, para mim foi um choque.

Eu lembro que ele me comentou no episódio da morte do Michael

“Eu estou triste, até chorei. {…} MJ foi importante”

Você também foi importante, Val.

Vai deixar saudades, e legado.

Será que tem internet aí onde você está, para você ler esse e-mail?

Giane Portal

Estou chocada e muito triste, que ele descanse em Paz e continue emitindo sua Luz onde estiver.

Titi Vidal

Ficamos muito tristes com a noticia desta subita partida de nosso amado colega Valdenir. No entanto, creio que esta seja a melhor maneira de partir. Agora ele estará integrado novamente com o Todo fazendo parte das estrelas. Meus pesames para a familia.

Graziella Marraccini

Nossa,fiquei chocada! Não porque a morte me cause espanto, mas por ter ido assim,tão de repente!

O Val me fez ver astrologia de outra forma.

Eu corria às bancas para comprar tudo q ele escrevia na Ed. Três…na revista Planeta, no especial Astrologia Hoje e na coleção de André Barboult. Foi meu mestre,aprendi muito com ele, embora o tenha conhecido só muito depois…

Sou muito agradecida por te-lo como amigo, professor e me será sempre uma pessoa muito querida.

Um capricorniano de fibra!

Muita luz e amor pra vc, Val!

Júnia Caetano

Val, querido

Lembro-me de quantas vezes você contou a história de uma nossa amiga astróloga que se foi repentinamente num acidente de automóvel na Dutra. Você contava: “eu estive com ela e ela estava linda e feliz, no dia seguinte foi visitar uns parentes na sua cidade e na volta sofreu um acidente e morreu. Eu fui ao velório dela e vendo-a senti um arrepio muito forte e como uma voz que me disse: poderia ter sido você, a vida é frágil efêmera e transitória. Daí pensei nas tantas coisas que fazia pensando que a vida era algo que não se acaba. Naquele dia, mudei minha maneira de viver e vivi cada momento como se fosse o último da minha vida”.

Assim você viveu, Val, como se cada momento fosse o último e nos deu o seu melhor.

E nós, que agora te perdemos fisicamente, e tanta falta sentiremos de você, estamos muito tristes por não ter mais esse mestre que nos ensinou e ensinava a cada momento a ver a vida de uma forma completamente diferente do que recebemos formatado de nossos pais, família, escola, estado e instituições.

Você estava sempre atento às armadilhas e prisões que nos impúnhamos por condicionamentos externos, coisas que não faziam parte da nossa essência mas que fazíamos em prejuízo da nossa felicidade e liberdade.

Val, você foi e será sempre a pessoa que mais me ajudou nos momentos mais importantes da minha vida. Vai ser muito triste para mim, não tê-lo mais “à mão” para rir e para chorar, mas principalmente para me aconselhar e me dar os puxões de orelha que você com tanto amor me dava e tanto me fazia crescer e ser quem sou hoje. O que mais admirava em você é que você vivia cada palavra que falava. Não conheci ninguém mais íntegro.

Val, que falta você vai me fazer…! Agradeço ao Universo por ter um dia me dado você de presente e peço a esta mesma força que o acolha e te trate tão bem quanto você me tratou.

Um grande beijo

Rose Villanova

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O nome de uma estrela! https://cnastrologia.org.br/o-nome-de-uma-estrela/ Wed, 27 Jan 2010 16:19:26 +0000 https://cnastrologia.org.br/site/?p=1113

Ao mestre, com carinho…

Foi o Professor Waldyr Fücher quem me iniciou na Astrologia. Com seu jeito sério, quase sacerdotal, ele fazia questão de que tivéssemos uma atitude de seriedade e respeito durante as aulas. Lembro-me de ouvi-lo dizer que “A Astrologia não é para quem quer, é pra quem merece”.

Ele não gostava de que usássemos palavras estrangeiras como T-square ou Midpoints, achava que no Brasil tínhamos que falar português e assim me acostumei a dizer “quadratura em T, Ponto Leste” etc. Também costumava corrigir quem dizia que um planeta estava “enquadrado” por outro dizendo, meio bravo, que então seria melhor colocar uma moldura e pendurá-lo na parede.

Quando aceitei o convite para dar aulas na Regulus, ele me cumprimentou, sorridente: Benvinda à família Regulus! Ao receber o primeiro cheque de pagamento ele disse, brincando, que eu devia emoldurar e pendurar na parede o meu primeiro pagamento como professora de Astrologia. Ele me presenteou com vários livros, nos quais eu fazia questão de que ele assinasse, ou escrevesse uma dedicatória, sempre concisa, algo seca, mas eu sabia que ele gostava de mim. Sua criação germânica não era dada a demonstrações de afeto, mas seu profundo amor pela Astrologia sempre transpareceu, ou melhor, transbordava copiosamente, e ele nunca abriu mão de ensinar iniciantes para, com toda a certeza, imprimir neles como imprimiu em mim, sua imensa paixão e reverência pela Astrologia.

Divani Terçarolli é astróloga e relações públicas. É Diretora da AstroBrasil e professora da Escola Régulus, em São Paulo.

Colaboradora de diversos sites e revistas, é conferencista nacional atuando intensamente pela divulgação da Astrologia.

O Professor!

O Professor Waldyr é um ícone da Astrologia brasileira! Um exemplo de conduta e atitude profissional. Pessoalmente foi quem me deu a primeira oportunidade e incentivo. Não é um professor, é o Professor!

Maurício Bernis

Maurício Bernis é presidente da CNA.

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 Antonio Bola Harres

Perpetuando a Astrologia

Quando Uranós, o céu constelado foi separado de Gaia pela foice de Cronos-Saturno, do sangue e do esperma do falo castrado de Uranós nasceu, nas espumas do mar, Afrodite-Vênus. Foi assim que, através do feminino e da arte, o céu, com sua fecundidade incessante, manteve-se presente na Terra.

Assim, os portadores de contato entre Vênus e Urano são naturalmente inclinados à arte de unir o céu e a Terra através da leitura escrita das estrelas. Waldyr – abro mão do título tão merecido de professor porque aqui se expressa antes de mais nada um amigo – tendo seu nascimento espelhado num trígono entre os astros relacionados a Touro e Aquário entre os signos de Câncer e Peixes, nas Casas III e X, sendo o signo de Touro o seu Ascendente, tem por destino disseminar e perpetuar a Astrologia.

A Lua na casa VII em Sagitário, sendo relacionada a Vênus, confirma claramente o importante papel inspirador e incentivador de sua esposa. Sendo a Lua por sua vez relacionada a Júpiter, no signo de Aquário, na Casa IX, temos o retorno de toda a conexão inicial de Vênus e Urano novamente confirmada, num círculo que evidencia, pelas Casas que ocupam esses astros, a dedicação de Waldyr à prática de um aconselhamento e ensino pautado por valores éticos e filosóficos elevados que se mantém na Escola Régulus, hoje capitaneada por seu filho Alexandre.

É preciso destacar ainda que Urano, no nascimento de Waldyr, encontra-se no portal da Casa XI, em conjunção à estrela Scheat, que assinala dons intelectuais de quem pensa a Astrologia, sempre em busca de novos enfoques e horizontes.

Sendo também eu um portador de Júpiter em Aquário, mas na casa oposta à de Waldyr, na III, um inesperado episódio nos uniu para substituir um palestrante ausente em um dos encontros de Astrologia que ocorreram na década de 80 em Curitiba.

Desde então firmou-se ali uma sólida amizade e a minha grande admiração pelo esforço de Waldyr em conciliar e democratizar a comunidade astrológica brasileira, objetivo que foi alcançado com a criação da CNA; onde ele merecidamente foi agraciado com o título de Sócio Benemérito e seu nome inscrito na Via Láctea dos grandes astrólogos brasileiros.

Antonio “Bola” Harres é astrólogo, jornalista e Diretor Social da CNA.

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Inspirado em uma estrela https://cnastrologia.org.br/inspirado-em-uma-estrela/ Wed, 27 Jan 2010 16:18:30 +0000 https://cnastrologia.org.br/site/?p=1111

Nesta edição, a Via Láctea homenageia o primeiro sócio benemérito da CNA, o Professor Waldyr Bonadei Fücher, que em breves palavras, nos conta a sua trajetória até tornar-se, inspirado na estrela Régulus, fundador e líder de uma das mais importantes escolas de Astrologia do país.

Em setembro de 1965, fui convidado por minha irmã a conhecer uma pessoa muito especial, o prof. W. F. Bader, grande conhecedor da Astrologia.

Por não acreditar na influência dos astros no ser humano, nunca havia tido interesse na Astrologia. Nesse dia, ele interpretou o meu mapa astrológico. Por obra do destino ou influência planetária, posso afirmar que, naquele momento, iniciei-me na Astrologia. Disse-me fatos que só eu sabia, como exemplo, a maneira como eu me comportava durante os exames escolares. Disse também que, no futuro, eu seria professor de Astrologia e que a maioria dos alunos seriam do sexo feminino.

Aconselhou-me a freqüentar a Fraternidade Rosacruciana de São Paulo, onde dei início aos meus estudos astrológicos. Lendo muito, percebi que o assunto era muito sério e interessante. Continuando os estudos passei a freqüentar o Instituto Paulista de Astrologia, até terminar todo o programa curricular.

Em 1975, registrei-me como profissional liberal e passei a lecionar a matéria em aulas particulares e em grupos, em diversos locais, criando assim uma escola, com fichas de inscrição de alunos, presença, certificados etc.

Procurando um nome para a escola ele surgiu em uma reunião familiar e de amigos :poderá ser o nome de uma estrela! Então, verificando a relação, concluímos que “Regulus” estava justamente em conjunção com o Sol e Netuno do meu mapa e em conjunção com a Lua e o MC de minha esposa. Assim surgiu a ” Escola Regulus “, cujo símbolo foi depois desenhado por um amigo.

Ao aposentar-me, minha esposa incentivou-me a ter um local próprio, onde poderia atender clientes, dar aulas. Desta idéia surgiu o nascimento da Regulus como uma empresa, o que foi muito interessante. Numa noite, minha esposa teve uma visão onde seria esse local de trabalho. Ao voltarmos de uma escola, na avenida Indianópolis, onde eu dava aulas de astrologia, deparamos com uma propaganda imobiliária de venda de conjuntos para escritório. Estávamos na avenida Vinte e Três de Maio e minha esposa disse: “Será esse o local onde você irá trabalhar”.

No dia seguinte, fomos até o local verificar e, dentre os 280 conjuntos lá existentes, escolhemos o conjunto 71-E, que compramos em novembro de 1980.

Em 1981, iniciamos as primeiras turmas e, em pouco tempo, ampliamos a escola comprando o outro conjunto do andar. Atualmente dispomos de quatro salas de aulas, três de atendimentos, recepção, secretaria, além de espaço para a livraria.

Waldyr Bonadei Fücher
Novembro de 2007

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História no Céu Austral https://cnastrologia.org.br/historia-no-ceu-austral/ Wed, 27 Jan 2010 16:16:18 +0000 https://cnastrologia.org.br/site/?p=1107 Capítulo do livro “Astrologia no Brasil” – Os Caminhos da História no Céu Austral

Marilha Maneschy Suzuki

“Hoje a minha religião é a busca do saber e a prática do bem. Meu templo é meu coração. Meu guru é minha consciência desperta. Sou um cidadão do cosmo em busca da perfeição, minha família é a humanidade, minha pátria é o universo, meu dia é a eternidade e minha vida é a luz do firmamento”

 Assuramaya: vida dedicada à Astrologia

Não podemos deixar de reconhecer a importância de Assuramaya, um Laboratorista do Ministério da Saúde, cearense, radicado na cidade do Rio de Janeiro. A partir de sua atividade profissional, dedicou-se ao estudo dos ciclos lunares e suas influências sobre os seres vivos. Seguindo e aprofundando suas pesquisas, tornou-se um grande conhecedor dos estudos clássicos da Astrologia. Em 1957, começou a trabalhar como jornalista dos Diários Associados; no Diário de Notícias e no Correio da Manhã Assuramaya foi o responsável pela publicação dos horóscopos. Promoveu o primeiro congresso de Astrologia realizado no país, em 1971. No ano seguinte, Assuramaya publicou o primeiro manual de Astrologia lançado no Brasil, pela editora Renes.

Com a falência do grupo empresarial fundado por Assis Chateaubriand, Assuramaya passou a publicar sua coluna astrológica no Jornal O Dia, no qual manteve durante dez anos a coluna “Assim Fala Assuramaya”. Nesta, ele abordava temas referentes à cultura, Historia, mensagens de grandes mestres, biografias e, como não poderia deixar de ser, um horóscopo. Procurado por diversas personalidades interessadas no conhecimento de seus mapas astrológicos, Assuramaya tem orgulho em afirmar que, a pedido de Dona Laura, mãe de Roberto Carlos, fez nos anos 1960 o Mapa Astrológico do famoso cantor e compositor.

Sua popularidade no meio artístico proporcionou-lhe momentos pitorescos e interessantes, como quando era convidado a participar de programas de debates na televisão, por exemplo, no Programa Flávio Cavalcanti, da extinta Rede Tupi de Televisão, e no Programa Jota Silveste, da antiga Rede Record. Suas atividades artísticas incluem uma experiência na Rádio Nacional, quando manteve um programa matinal diário até o ano de 1976, batendo recordes de audiência segundo o IBOPE. Em 1978, passou a ministrar cursos na Faculdade Estácio de Sá, permanecendo lá até o ano de 1982. Naquela escola, Assuramaya fundou o Centro de Pesquisas Astrológicas.

Um grande estudioso da Astrologia, Assuramaya possui um imenso acervo de obras estrangeiras, principalmente francesas, datadas do século passado. Seu grande mestre, não só da Astrologia, mas principalmente de filosofia de vida, foi, sem dúvida, o monge tibetano Ananda. É o portador da carteira número um do Sindicato dos Astrólogos.

Assuramaya é escritor e possui vários livros de Astrologia publicados. Para ele, a Astrologia não é uma religião, não é jogo de búzios, nem cartomancia, nem quiromancia. A Astrologia, para ele, influi na vida das pessoas e no seu comportamento, pois é necessário estudar profundamente a Física, a Astronomia e a Matemática para entender os mecanismos que afetam os seres humanos e a influência dos astros sobre as pessoas.

Um dos primeiros pesquisadores de Astrologia no Brasil do século passado, preocupado com a escassez de pessoas interessadas no assunto, Assuramaya adquiriu, fim dos anos 1960, o acervo bibliográfico da viúva do ilustre Astrólogo Botelho de Abreu, seu conhecido.

Segundo Assuramaya, em 1936 aconteceu o primeiro movimento Astrológico e científico no Brasil. Havia na França, nessa época, um Astrólogo muito culto e famoso, chamado Don Neroman, que se estabelecera naquele país. Don Neroman foi mestre de Demétrio de Toledo, cônsul brasileiro em Paris na década de 1940, e muito respeitado por suas previsões astrológicas, sobretudo para o presidente Getúlio Vargas.

Quando voltou da França, Demétrio fundou, segundo depoimento de Assuramaya, a primeira escola de Astrologia no Brasil, a Escola Sombra e Luz, que editava uma revista com o mesmo nome. Essas atividades permitiram a popularização da Astrologia e formaram várias outras pessoas, como o mestre João Romariz. Este por sua vez, ministrou diversos cursos, formando uma geração de Astrólogos que se projetaria futuramente no cenário brasileiro. Outra pessoa importante na formação de Assuramaya foi Ullo Getzel, um Astrólogo alemão radicado no Rio de Janeiro. Desse mestre, Assuramaya fez um curso por correspondência, em apostilas.

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Homenagens a Assuramaya https://cnastrologia.org.br/homenagens-a-assuramaya/ Wed, 27 Jan 2010 16:15:19 +0000 https://cnastrologia.org.br/site/?p=1105  Assuramaya: cidadão do Cosmo

Caminhando para a Luz!

Nosso amado Assuramaya, na terça-feira, 18 de setembro, deixou seu corpo terreno e foi trabalhar nas esferas celestiais.

Ele sempre disse:

“Eu sou um Cidadão do Cosmo caminhando para a Luz!
Eu sou uma Centelha vibrante no corpo de Deus diferenciada. Eu sou uma célula divina no Corpo de meu Pai, buscando a perfeição no Caminho do Eterno.
Tudo o que há lá fora, até no mais remoto infinito, existe dentro de mim.
Eu sou o Ser mais perfeito do Universo, porque fui feito à semelhança de Deus. Nada existe no Cosmo mais fascinante do que eu: eu sou a síntese completa da Totalidade…
A consciência do Eterno é a minha felicidade.
Eu sou um Cidadão do Cosmo caminhando para a Luz!
Minha Pátria é o Universo, minha Família é a Humanidade, meu dia é a Eternidade, minha vida é a Luz do Firmamento, meu amor é a harmonia das Esferas Celestiais. Todas as mães do mundo são minhas mães, todas as crianças do mundo são meus filhos, todos os humanos são meus irmãos.
Minha mãe é a Mãe Divina, a Mãe de todos os seres…
Eu nasci no Corpo Divino e para lá estou regressando, nessa maravilhosa corrida de obstáculos que são as vidas sucessivas, lutando, sofrendo, clamando, compreendendo, realizando, entrando dentro de mim… Chegando mais perto de Deus.
Eu creio na Eternidade, nas reencarnações sucessivas, no nascimento do EGO, na morte que é a Ressurreição. Eu creio na Vida Eterna, em Deus que me criou e que me abriga em Seu Corpo Divino.
Eu creio na Mãe Divina, em cujo Ventre generoso nasci.
Eu creio na Humanidade, eu creio na evolução de todos os seres.
Eu creio na palavra de meu irmão!
Eu creio nas Escrituras, nos Vedas, na Bíblia, no Corão. Eu creio na palavra dos grandes iniciados e nas mensagens dos mestres.
Eu creio nas Hierarquias Celestiais e na Sabedoria das Leis Imutáveis.
Eu creio que o Mal é o Bem em perigo, precisando de minha ajuda. E por isso devo estar alerta, corrigindo, acertando, evoluindo.
Eu creio que amanhã serei muito melhor do que hoje, por isso creio no Futuro: no meu futuro, no futuro de meu irmão, no futuro da Humanidade.
Eu sou um Cidadão do Cosmo caminhando para a Luz!
Minha vontade é a Evolução, meu amor é a Harmonia, meu objetivo é a Perfeição.
Quem sou eu? Eu sou o ESPÍRITO DIVINO, a mais fascinante Criação Divina…”

Regina O’Donnel
Esposa de Assuramaya

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Marca que não se apagará

Quando soube, em 2004, que Assuramaya completaria 50 anos de Astrologia naquele ano, então presidente do SINARJ – Sindicato dos Astrólogos do Estado do Rio de Janeiro, apresentei proposta à Assembléia para que ele, que muito se orgulhava de ser o sócio de número 1 da instituição, ganhasse o título de benemérito. Por unanimidade, a proposta foi aprovada.

Organizamos então uma homenagem na abertura do Simpósio, em agosto daquele ano, para a entrega de uma placa comemorativa. Acompanhado de sua inseparável Regina, Assuramaya compareceu com muita alegria e, além de receber a homenagem, participou dos três dias do Simpósio.

Agora, três anos depois, Assuramaya nos deixou, mas estou certa de que a marca por ele impressa na Astrologia brasileira não se apagará.

Celisa Beranger

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Encantamento pela vida

Era a Astrológica de 2005, na Escola Gaia em São Paulo. Eu fazia uma palestra, em que falava da Academia grega, de aspectos da crise do conhecimento e da contemporaneidade. Tudo isso tendo por objetivo entender a importância da construção do saber astrológico e da formação do astrólogo.

Depois de mais da metade de minha fala, ao expressar uma conclusão, tive a surpresa de ouvir um grito ou algo assim na platéia. Era a expressão de concordância que me deixou mobilizada e, parece-me, a todos que lá estavam. A memória me falha nos detalhes que nem são relevantes neste momento. Mas, ficou, entretanto, a sensação boa de alguém solidário e generoso na expressão. Era ele, o Assuramaya, manifestando-se como criança, livremente, alto e bom som, partilhando comigo sua alegria na comunhão de idéias.

Ele era assim, como uma criança cheia de energia. Nervoso, inteligente, espontâneo e vivaz.

Disse Guimarães Rosa que não morremos, mas ficamos encantados. Mas, e nos casos em que as pessoas já são encantadas? Quem conheceu Assuramaya, entende o que estou dizendo. Era uma figura pequena, de cabelos e barbas longas, olhinhos pequenos e apertados. Usava longas roupas e parecia realmente vindo de algum tempo ou espaço que não o comum.

Não dá para duvidar, ele vivia em estado de encantamento.

Essa é a imagem que guardarei dele: o mestre a nos ensinar, além do grande amor pela Astrologia, o encantamento pela vida.

Ana González

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Memórias do Professor Assuramaya

O Professor Assuramaya deixou-nos um perfume de doçura, pois além de seu conhecimento geral das antigas tradições astrológicas e esotéricas, bem como da coragem própria de todo pioneiro que abre os caminhos para aqueles que virão depois, sua característica dominante era a universalidade de seu amor. Com certeza, o mundo ficou melhor com a sua passagem nesta Terra, e ele mereceu seu lugar no céu.

Que a luz perpétua brilhe sobre ele.

Ricardo Lindemann

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Juntando-se às estrelas

A Astrologia no Brasil está de luto pela partida do Prof. Assuramaya, essa boa alma que vai deixar uma saudade enorme em todos nós que compartilhamos da sua energia, sabedoria e amor.

Na presidência do SINARJ tive a honra de tê-lo como nosso associado nº 1. Ele sempre abrilhantou o Sindicato com suas idéias e participação nos simpósios que realizamos. Na direção do Astro*Timing e do Jornal Universus, tive a presença marcante de Assuramaya em cursos, palestras e artigos, trazendo sua marca inconfundível. Assuramaya parte como um cometa, deixando atrás de si um rastro de luz e juntando-se às estrelas que tanto amava.

Otávio Azevedo

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Amigos

Assuramaya, caranguejos, iguais a você, do fundo de um lago vêem na superfície da água — e refletidas esfericamente, — as margens de areias, inteiras paisagens, as cadeias de montanhas azuladas pelas distâncias e todo o céu que uma alma é capaz de conter. Cabras montanhesas, iguais a mim, agarram-se firmemente às navalhas que os ventos cortam nos cumes de basaltos e granitos e, lá do alto, contemplam o mesmo mundo que um caranguejo vê do foco de seu convexo, prateado, líquido espelho.

O tempo dos caranguejos é contado pelo arfar da Lua, pela contração e retração diária das marés; pela seiva que se recolhe e se eleva em raízes, troncos e ramos e no ovo que de mês em mês, na mulher, um homem é capaz de fecundar . O tempo da cabra montanhesa é o do crescimento lento de um osso, conta-se nos círculos concêntricos com que os troncos escrevem suas memórias, nas sementes com que os malas, rosários e terços marcam o ritmo das preces e mantras e nas camadas de pedras e seixos em que a Grande Avó Terra forja suas velhas histórias.

Eu e você, Assuramaya, somos apenas dois extremos de uma mesma percepção: fatiamos o infinito agora em passado, presente e futuro e nele continuamos amigos (e)ternos.

Antonio Bola Harres

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Um marco na história da Astrologia

A fraternidade astrológica perde um baluarte. Ele deixou o plano Terra em 18/ 09/ 2007. Da eterna paz celestial há de emanar inspiração para o trabalho dos astrólogos.

Na forma simples de suas explanações, nos livros de Astrologia que nos legou, formou muitos discípulos, muitos astrólogos do Brasil. Ensinou-nos o valor de escrever sobre o saber astrológico. A literatura astrológica cresceu sob a influência de seu exemplo. Hoje, astrólogos-escritores são respeitados pela sua profundidade e riqueza.

Foi o autor intelectual do SINARJ. Incentivou o crescimento do Sindicato. Acreditou no pioneirismo da diretoria, da qual fui a primeira presidente. Ele abriu a ata de fundação, como o sócio nº1. Assuramaya se orgulhava do SINARJ – atualmente, uma referência internacional em Astrologia e uma força em movimento pelos astrólogos.

Nos últimos momentos de vida, mais uma honraria. Mereceu o título de benemérito da CNA. Com o aplauso de todos, pelas benesses à Astrologia, campo de estudo ao qual dedicou a existência com amor. Justas homenagens ao Prof. Assuramaya! Como tributo, seus admiradores o homenageiam com respeito e saudade.

Therezinha Gouveia

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Entrevista com Assuramaya https://cnastrologia.org.br/entrevista/ Wed, 27 Jan 2010 16:13:54 +0000 https://cnastrologia.org.br/site/?p=1102

Edil Carvalho, um dos idealizadores do Projeto Memória da Astrologia generosamente nos cedeu a gravação que fez com Assuramaya em 2004. Se você tem acesso de Internet de banda larga, acesse aqui para fazer o download de aúdio da entrevista. Abaixo, Edil nos conta suas impressões daquele encontro.

Entrevistando Assuramaya

Antes de tudo, preciso dizer: entrevistar uma personalidade como o Assuramaya é indiscutivelmente estar diante de um mito, com todas as conseqüências que isto implica – inclusive a reverência. Reverência pelo fato dele fazer parte da história da Astrologia no Brasil mas, sobretudo, pelo fato da Astrologia tê-lo feito, isto é, ter se incorporado em sua pessoa de tal maneira que ele acabou se tornando uma testemunha, sempre viva, da Astrologia de nossa época.

Talvez num futuro não muito distante a pessoa Assuramaya se transforme numa lenda, revestida da áurea dos sábios e personificada por uma barba que minha imaginação já se encarregou de tornar maior e mais branca. Talvez ele até já seja uma lenda. Seja como for, foi com esse Assuramaya com que me deparei e foi ele que entrevistei, e cujo espírito bem humorado e travesso muito me espantou. Quisera chegar a sua idade com toda essa vivacidade, e com toda uma paixão intacta pela Astrologia.

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Juan Alfredo César Müller https://cnastrologia.org.br/juan-alfredo-cesar-muller/ Wed, 27 Jan 2010 16:12:51 +0000 https://cnastrologia.org.br/site/?p=1099

Psicólogo, homeopata e astrólogo foi idealizador, fundador e presidente da gestão inaugural da primeira associação de astrólogos surgida em nosso país. Em 1978, criou e presidiu o I Colóquio Brasileiro de Astrologia em São Paulo, evento que deu início a realização de congressos brasileiros unindo profissionais, estudantes e pesquisadores de vários estados da federação.

Lá estiveram presentes alguns dos mais renomados astrólogos do país, tais como Maria Eugênia de Castro, Emma Costet de Mascheville, Zeferino Pina Costa, Waldyr Bonadei Fücher, Rodrigo Araês, Olavo de Carvalho, Marylou Simonsen. Secretariou o evento o professor Willy Wirz, pesquisador e professor de Astrologia.

Nascido em Buenos Aires, Argentina, em 29/06/1927 às 14h30m, originário de família suíça é tetraneto de Johann Müller de Königsberg – o célebre astrólogo, prelado e matemático alemão Regiomontanus, nascido a 6 de junho de 1436. Regiomontanus dirigiu seu próprio observatório astronômico, editou efemérides de 30 anos e criou um dos doze sistemas de cálculos de casas astrológicas, que leva seu nome. Criou um dos fundamentos da trigonometria e escreveu comentários sobre o Almagesto.

Müller estudou na Suíça, onde se formou psicólogo na Universidade de Zurique. Foi aluno de Jung, que o obrigou a cursar a cadeira livre de Astrologia para que pudesse receber seu diploma. Segundo contava Müller, Jung lhe obrigou a estudar Astrologia para que aprendesse a não criticar algo que não tivesse estudado. Talvez Jung conhecesse a ascendência de Müller e tenha por isso percebido o papel importante que a Astrologia teria em sua trajetória. Vejam a comparação entre os mapas de Regiomontanus e Müller. São notáveis os contatos quase exatos existentes entre Netuno, em ambos os mapas quase no mesmo grau de Leão, bem como a conjunção de Plutão de Regiomontanus com conjunção de Lua e Plutão do nascimento de Müller.

Assim, através de Müller, a Astrologia nacional compartilha raízes profundas com a tradição européia, tanto através de Regiomontanus quanto de Karl Gustav Jung, responsável pela reabertura da cátedra de Astrologia na Universidade de Zurique. Vejam no mapa astral de Müller, Aquário na casa IV, assinalando suas raízes astrológicas, com Urano recebendo conjunção de Júpiter e o trígono de Mercúrio e o trígono exato do Ascendente. Urano encontra-se em quadratura à conjunção de Urano e Netuno em Capricórnio na casa XI do mapa do Grito do Ipiranga, o que é consistente com sua atuação pioneira e impulsionadora à Astrologia Nacional.

Fixou-se em São Paulo em 1952. Foi membro do Conselho Holos Brasil, filiado à Universidade Holística de Paris. Fundou e presidiu a Sociedade Brasileira de Szondi. Ministrou, juntamente com o Prof. Raul Varella e com a colaboração de Olavo de Carvalho e Antonio Carlos Harres, o primeiro curso de extensão em Astrologia para formandos em Psicologia na PUC de São Paulo, em 1979. Participou como palestrante de vários eventos promovidos pela Escola Júpiter em São Paulo e SARJ no Rio de Janeiro.

Faleceu por volta das 18h do dia 01/07/1990 em SP, quando o Ascendente entrava em conjunção com Saturno em Capricórnio, repetindo aspecto semelhante ao seu nascimento, com o Ascendente em conjunção a Saturno em Sagitário.

Na próxima assembléia geral em agosto deste ano, Juan Alfredo César Müller será proposto para patrono da CNA.

Testemunho de Maria Eugênia de Castro

Dr. Juan Alfredo César Müller foi um marco importante na história da Astrologia no Brasil e na Europa. Com a força de sua autoridade científica, conhecimento profundo do assunto e elegância natural, soube fazer-se ouvir na defesa de nossa causa.

Continuamos precisando de muitos “Dr. Müller” para esclarecer o público, afastar os preconceituosos e dar a devida respeitabilidade ao nosso movimento. Espero que a CNA consiga coroar esse trabalho, no qual desde 1994, venho me empenhando com todo entusiasmo.

Testemunho do Prof. Raul Varella Martinez

Em meados dos anos 70, pelo interesse astrológico comum, conheci Juan Alfredo César Müller. Nessa época ele morava na Serra da Cantareira e eu era Diretor da Faculdade de Tecnologia de São Paulo, que ficava no trajeto consultório-residência dele. Isso permitiu que me visitasse algumas vezes no meu local de trabalho, para conversarmos sobre Astrologia e sobre alguns assuntos técnicos e técnico-industriais.

Creio que foi no final de fevereiro, ou no início de março de 79, que me convidou para auxiliá-lo na parte matemática do curso de extensão universitária que iria ministrar na PUC-SP. Estava me convidando para substituir o amigo comum Zeferino Pina Costa, que tinha que viajar na ocasião, para atender a exigências profissionais, como engenheiro de uma das redes de televisão do país.

Psicólogo Clínico altamente conceituado, o Dr. Müller utilizava princípios astrológicos no diagnóstico e tratamento de pacientes. Falava fluentemente o português, o espanhol, o alemão, o francês e o inglês. Além disso, conhecia profundamente os tratamentos homeopáticos, assim como alguns princípios alquímicos. Por sua coragem profissional, por seu caráter e por seus conhecimentos, o Dr. Müller é um marco na história da Astrologia nacional.

Raul Varella Martinez é engenheiro, astrólogo e foi professor responsável por cursos anuais de Extensão Universitária, em Astrologia, no Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista.

Livros Publicados por Juan Alfredo César Müller

 Alquimia Moderna, 1968, SP, Ed. Cuppolo;
 A Magia da Vida, 1972, SP;
 Astrologia na Psicoterapia, com outros autores, 1980, RJ, Ed. Hipocampo, 1980;
 O que é Astrologia, 1985, SP, Ed. Brasiliense;
 A Máscara da Serenidade, 1986, SP, Ed. Speculum;

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Antônio Oliveira Rodrigues https://cnastrologia.org.br/antonio-oliveira-rodrigues/ Wed, 27 Jan 2010 16:11:37 +0000 https://cnastrologia.org.br/site/?p=1097 Devemos ao português Antônio Olívio Rodrigues, através da fundação do Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento em 1909 – www.circuloesoterico.org.br/default.asp – a primeira difusão em grande escala do saber astrológico em nosso país.

“AOR”, conforme se tornou conhecido Rodrigues pela sigla de seu nome nos círculos místicos, nasceu em 5 de outubro de 1879, quando Júpiter saía da conjunção ao Urano do descobrimento do Brasil, assinalando seu papel expansivo para a Astrologia nacional.

O teto da sala de meditações do Círculo Esotérico, que ainda mantém suas dependências à Rua Rodrigo Silva no centro de São Paulo, foi decorado com uma imagem egípcia rodeada de um belo circulo zodiacal. O fotógrafo Fábio Praça reconstituiu, através de retoque em computador, a beleza original da decoração, cujo detalhe ilustra a página de abertura deste site.

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