Astrologia Horoscópica – CNA Central Nacional de Astrologia | Hub > Conteúdo > Pesquisa > Estudos https://cnastrologia.org.br Unindo céus e terras e compartilhando saberes Thu, 19 Oct 2017 00:31:09 +0000 pt-BR hourly 1 https://cnastrologia.org.br/wp-content/uploads/2024/11/cropped-favi-32x32.jpg Astrologia Horoscópica – CNA Central Nacional de Astrologia | Hub > Conteúdo > Pesquisa > Estudos https://cnastrologia.org.br 32 32 Lua Nova de Libra: o equilibrista em meio ao vendaval https://cnastrologia.org.br/lua-nova-de-libra-o-equilibrista-em-meio-ao-vendaval/ https://cnastrologia.org.br/lua-nova-de-libra-o-equilibrista-em-meio-ao-vendaval/#respond Thu, 19 Oct 2017 00:31:09 +0000 https://cnastrologia.org.br/?p=6352

“The Balance”, de Christian Schloe

 

A cada encontro entre o Sol e a Lua temos uma perspectiva, um tom, um clima que se instaura. A partir de 19/10/’17, 17h11’ (horário brasileiro de verão), Brasília- DF, entraremos num novo mês lunar.

No mapa da teremos Urano em oposição exata à Lua Nova, marcando um período de reviravoltas, mudanças súbitas e acontecimentos imprevistos. Sabemos do potencial criativo, inusitado e por vezes violento de Urano, que rompe com padrões e inverte valores e posições estabelecidas. Com Urano, os objetivos planejados dificilmente alcançam a realização, ou a conclusão, sem termos antes de mudar totalmente o roteiro, agregar fatores antes não pensados que nos forçam a olhar para o outro lado e vislumbrar algo distinto, podendo estimular à perda de interesse ou à desistência do caminho anterior. Perder o interesse ou desistir pode ser mais fácil do que se ver obrigado a mudar radicalmente, aceitar uma mudança repentina, vinda “de fora”, nos pegando desprevenidos e desestabilizando a nossa zona de conforto. Urano, o astro que diz “tudo mudou”, é também aquele que é castrado em seu potencial, fértil e sem curso definido, o que cria e não cuida e tampouco administra aquilo que produz, o mais belo nas ideias, mas incapaz de fazer concessões. Tirânico destronado, louco varrido e anarquista. Também se apresenta como o astro que nos auxilia no despertar para as novas possibilidades, caminhos, mudanças e liberdade do espírito.

 

 

 

Podemos observar que a oposição Sol-Lua a Urano ocorre bem próxima à cúspide do eixo 2 / 8, o que indica para o Brasil um período de extrema instabilidade econômica e reveses envolvendo a economia e a administração de recursos, assim como os negócios feitos em parceria, impostos, bancos e o crédito. Há que se pensar numa nova via ou numa trajetória distinta da que estamos tomando nas decisões econômicas. Novos acordos e a possibilidade de repensar estratégias quanto aos rumos do país devem aparecer. Saturno em Sagitário aplicando-se ao último trígono com Urano, antes de ir a Capricórnio, indica a perspectiva de reorganização e aproveitamento de projetos viáveis para se recuperar o progresso, a credibilidade e a segurança, mas para que isso aconteça pode ser urgente mudar a via, o hábito, ter ousadia e coragem de lidar com o novo. Possivelmente o clima de “cortar as cabeças” ainda persistirá, pois a lunação a 26° de Libra ocorre muito próxima ao grau da oposição entre Júpiter e Urano, de setembro passado, o grau 27, também indicando um período tenso para o Judiciário, assim como de rebeldias, ousadia demasiada, desacatos e explosões violentas, concreta ou figurativamente falando.

Neste mesmo mapa, ainda vemos a presença de Marte exatamente na cúspide da casa 7, portanto em oposição exata ao Ascendente da lunação, predispondo a conflitos, contratempos e aborrecimentos em acordos internacionais e com os parceiros do país. Separações comerciais e desentendimentos podem surgir.

O jogo de cintura, negociação e flexibilidade são as chaves para atravessarmos este período.

 

 

 

No mapa da Lua Cheia (04.11.’17, 03h22’ H. V., Brasília- DF), a ênfase no eixo das posses e recursos continua, mas com perspectivas mais resolutivas e até mesmo otimistas. Aqui temos o clímax de todo o período, que será altamente voltado para a administração e busca por estabilidade, tendo de consertar o que estiver inseguro e assegurar aquilo que já se conquistou. Podemos viver ou ter notícias de mais aumentos de impostos e taxas por parte do Governo, o que obviamente não será algo muito bem recebido. Neste mapa, Vênus e Urano fecham uma oposição exata, sendo que seu último encontro (conjunção) foi no início de junho de 2017, aos 27° de Áries. Sabemos que Vênus além de simbolizar a valorização, o prestígio, a capacidade para acordos e potencial para parcerias, simboliza as artes e a expressão feminina, principalmente. Urano aponta para ter calma com os gastos e com o real poder aquisitivo, pois a impetuosidade para comprar e a probabilidade de instabilidade ainda é real e vem por vias imprevistas. Incentivos às artes, às exposições etc. serão discutidos e podem sofrer com mudanças. Netuno se apresenta na cúspide da sétima casa e pode indicar confusão e desnorteio, assim como parcerias onde haja mais expectativas e promessas, do que realmente são capazes de cumprir. Seriedade, pés no chão e mais clareza em documentos, contratos, acordos e associações são necessárias.

 

 

 

Como inspiração, vale a pena lembrar do som de Gilberto Gil (Lua em oposição a Saturno e Urano) e Caetano Veloso (Marte em quadratura exata a Urano) e carregar esta canção como conselho para o mês:

 

Divino Maravilhoso

 

 

(Music video by Gal Costa performing Divino Maravilhoso. (C) 2013 Universal Music Ltda)

 

Atenção ao dobrar uma esquina
Uma alegria, atenção menina
Você vem, quantos anos você tem?
Atenção, precisa ter olhos firmes
Pra este sol, para esta escuridão

Atenção
Tudo é perigoso
Tudo é divino maravilhoso
Atenção para o refrão
É preciso estar atento e forte
Não temos tempo de temer a morte

Atenção para a estrofe e pro refrão
Pro palavrão, para a palavra de ordem
Atenção para o samba exaltação

Atenção
Tudo é perigoso
Tudo é divino maravilhoso
Atenção para o refrão
É preciso estar atento e forte
Não temos tempo de temer a morte

Atenção para as janelas no alto
Atenção ao pisar o asfalto, o mangue
Atenção para o sangue sobre o chão

Atenção
Tudo é perigoso
Tudo é divino maravilhoso
Atenção para o refrão
É preciso estar atento e forte
Não temos tempo de temer a morte

(Compositores: Gilberto Gil / Caetano Veloso)

]]>
https://cnastrologia.org.br/lua-nova-de-libra-o-equilibrista-em-meio-ao-vendaval/feed/ 0
O astrólogo que escreve horóscopos. https://cnastrologia.org.br/o-astrologo-que-escreve-horoscopos/ Wed, 12 Jan 2011 16:47:29 +0000 https://cnastrologia.org.br/site/?p=828 por Oscar Quiroga

No mês de abril de 1986 levei um susto quando me convidaram para escrever a recém-criada coluna de horóscopo do jornal ‘O Estado de São Paulo’, e ao mesmo tempo me senti aliviado quando me informaram que a escreveria na qualidade de ‘ghost writer’. O susto derivou do fato de que ninguém nasce preparado para escrever colunas de horóscopo, e nem tampouco há cursos que preparem para este ofício. O alívio veio de que, nos meios astrológicos, pelo menos de então, ele era visto como de quinta categoria, um atentado contra a seriedade da Astrologia, pelo que, mascarado como escritor fantasma, me refugiei no anonimato, para não ser execrado nos meios astrológicos.

Entre sustos e alívios, e dado não ser possível se nascer sabendo como se escreve um horóscopo de jornal, fui logo lendo revistas e jornais do mundo inteiro, adotando a mesma linguagem para cumprir minha função, tipo: “Marte transita no âmbito familiar, previna-se contra discussões” — e blablablás deste tipo.

Depois de poucos meses, a pessoa para a qual eu escrevia na qualidade de “fantasma” passou por diversas transformações em sua vida pessoal, e não quis mais levar em frente esse ofício, o que provocou mais um susto, pois a partir de então eu teria de dar as caras, assinar o horóscopo com meu próprio nome (curioso, nem me passou pela cabeça inventar um pseudônimo, penso agora).

Superada esta fase, e não se confirmando nenhum vaticínio trágico ou de execração pública, o pior ainda estava por vir. Um ano depois, em abril de 1987, eu estava literalmente de saco cheio de escrever esta coluna, não achava graça nenhuma nesses textos, me parecia que informavam muito pouco. Grande crise! O que fazer agora? Simplesmente desistir? Ou, por acaso, aproveitar o ensejo e começar a escrever do jeito que a mim parecia que iria fazer algum sentido?

Escolhi a segunda opção, e iniciei uma nova fase deste ofício de escritor de horóscopos, partindo da hipótese de que os eventos cósmicos, que a Astrologia estuda, têm de, necessariamente, se disseminar em multidões de seres humanos para se manifestar. Ou por acaso não é que, a cada momento, nascem centenas de indivíduos humanos que, do ponto de vista astrológico, terão o mesmo mapa natal? Esta teoria se arraigou muito bem em minha consciência, — não feriu a intuição nem tampouco me parece um delírio, — porém, como transformá-la em palavras? Como escrever, em pouco espaço, algo que faça sentido a muitos? Como tornar um mesmo evento significativo para as diferentes e particulares individualidades, sem tirar de ninguém o direito a se considerar único e original? Eis que me deparei com o fato de que o ofício de escrever horóscopos sintetiza dois trabalhos num só: o de natureza técnica, que é astrológico, (o cálculo dos eventos e a noção de sua natureza), agregando-se a este o trabalho literário, que é o de encontrar a linguagem que comunique da melhor maneira possível estes eventos também ao maior numero possível de pessoas. Novo desafio, estudar literatura! E vem ao meu auxílio o Fernando Pessoa (graças ao Altíssimo ele existiu!), de quem mamei um pouco da arte da literatura subjetiva. Só subjetivamente se consegue ampliar o foco, sem por isso divagar ou cair no lugar comum. É mito afirmar que tudo que for subjetivo é, também, vago. Não há nada de vago, por exemplo, numa emoção, pois mesmo esta sendo absolutamente subjetiva, ninguém poderá confundir raiva com alegria. Auxiliaram-me, também, alguns gregos desconhecidos, versados na arte da epigrafia, a escrita de frases curtas e sintéticas. Da epigrafia provêm, por exemplo, os epitáfios e provérbios, sendo os primeiros aquelas frases escritas nas lápides para descrever como foi a vida de alguém. De alguma forma, os textos dos horóscopos lembram os epitáfios, já que também são destinados a descrever a experiência de vida em poucas palavras.

Enfim, explico tudo isto para manifestar a vocês a riqueza oculta por trás de um ofício que foi visto com maus olhos durante décadas, mas que atualmente começa a encontrar seu devido lugar, pois se a Astrologia tem algo verdadeiramente importante a dizer, sua mensagem é para nossa espécie humana como um todo, e não para cada um de nós em particular.

É por isso que me soa falsa essa afirmação muito comum que se faz, quando se tenta resgatar a seriedade da Astrologia, a de que o estudo seria verdadeiro ou representativo apenas quando feito através de uma leitura individual, pois as leituras genéricas, como as de horóscopo de jornal, seriam apenas isto, meramente genéricas. Ora, neste caso não me parece que possa haver alguma confusão de quem veio primeiro, se a espécie humana ou o indivíduo. Do ponto de vista universal somos, antes de mais nada, o grupo humano, que se perpetua através dos tempos em manifestações individuais. Por que a Astrologia não poderia importar-se mais com o grupo do que com o indivíduo? E no caso de importar-se mais com o grupo, assim como se estuda a Astrologia das Nações, se pode também estudar para sintetizar, dia a dia, numa mensagem genérica, aquilo que faça sentido aos indivíduos pois, evitando-se os detalhes, que são da alçada do que é particular em cada um de nós (e por isso livremente escolhido), a escrita do horóscopo se focaliza naquilo em que todos estivermos em comunhão.

O trabalho do Astrólogo que escreve horóscopos é digno de representar o que de mais sério haja nos meios astrológicos, principalmente de acordo com o espírito do tempo atual, pelo qual, finalmente, está caindo a ficha de que o grupo é mais importante do que o indivíduo.

Oscar Quiroga é astrólogo autodidata e psicólogo, nascido na Argentina e radicado no Brasil desde 1978. Quiroga mantém colunas de Astrologia horoscópica em alguns dos maiores jornais do país, o que lhe valeu em 2007 ter sido laureado pela Academia de Letras do Distrito Federal com o título de imortal ocupando a Cadeira Especial de Letras Astrológicas.

]]>