Redação CNA – CNA Central Nacional de Astrologia | Hub > Conteúdo > Pesquisa > Estudos https://cnastrologia.org.br Unindo céus e terras e compartilhando saberes Tue, 02 Dec 2025 13:29:49 +0000 pt-BR hourly 1 https://cnastrologia.org.br/wp-content/uploads/2024/11/cropped-favi-32x32.jpg Redação CNA – CNA Central Nacional de Astrologia | Hub > Conteúdo > Pesquisa > Estudos https://cnastrologia.org.br 32 32 História, relevância cultural e o papel da CNA na astrologia https://cnastrologia.org.br/historia-relevancia-cultural-e-o-papel-da-cna-na-astrologia/ https://cnastrologia.org.br/historia-relevancia-cultural-e-o-papel-da-cna-na-astrologia/#respond Thu, 20 Nov 2025 17:17:12 +0000 https://cnastrologia.org.br/?p=10765 A astrologia acompanha a humanidade desde seus primeiros passos na compreensão do cosmos. Muito antes de ser vista como uma ferramenta espiritual, psicológica ou de autoconhecimento, ela nasceu da necessidade prática de observar os ciclos da natureza. Da Mesopotâmia aos smartphones, a astrologia transformou-se, expandiu-se e chegou ao Brasil com força cultural e histórica — uma trajetória na qual a CNA (Central Nacional de Astrologia) tornou-se peça-chave na organização, ética e profissionalização da área no país.

Linha do Tempo da Astrologia no Mundo

*• 4.000 a.C. — Mesopotâmia e Babilônia*
O berço da astrologia. Sacerdotes observavam os movimentos celestes para prever eventos climáticos, estações e acontecimentos importantes da vida social e política.

*• 3.000 a.C. — Egito Antigo*
A astrologia aproxima-se da espiritualidade e da vida cotidiana, marcando festividades e rituais ligados ao calendário astronômico.

*• Século IV a.C. — Grécia e Helenismo*
A astrologia ganha bases matemáticas e filosóficas. Filósofos como Pitágoras e Ptolomeu organizam conceitos que moldam o que conhecemos hoje como astrologia natal e horoscópica.

*• Império Romano*
Imperadores mantêm astrólogos em seus círculos de poder. A prática se populariza entre o povo e se torna parte da vida pública e militar.

*• Idade Média e Renascimento (séculos V a XV)*
A astrologia convive com a ciência, sendo ensinada em universidades europeias como parte da medicina e das ciências naturais.

*• Séculos XVIII–XIX — Declínio e Revolução Científica*
Com a ascensão do racionalismo e da ciência moderna, a astrologia perde espaço institucional, mas permanece viva no imaginário popular.

*• Século XX — Renascimento Moderno*
Movimentos psicológicos, como a psicologia analítica de Carl Jung, resgatam a astrologia como ferramenta de autoconhecimento. Revistas, rádio e TV levam os horóscopos ao grande público.


O Surgimento da Astrologia no Brasil

A astrologia chegou ao Brasil ainda no período colonial, trazida pela influência europeia, mas só ganhou força popular a partir da década de *1920*, com jornais e revistas que começavam a publicar horóscopos.

No século XX, especialmente entre as décadas de 1960 e 1980, o país viveu uma explosão cultural:

* *A contracultura* fortaleceu a busca por espiritualidade, autoconhecimento e terapias holísticas.
* A astrologia se tornou presença constante em jornais, rádios e programas de TV.
* Escolas de astrologia começaram a se formar, reunindo estudiosos e pesquisadores.

 

Principais Nomes da Astrologia no Brasil

Entre astrólogos que marcaram trajetória histórica no país, destacam-se:

* *Olavo de Carvalho* (antes da guinada política, foi referência reconhecida no estudo tradicional e helenístico).
* *Claudia Lisboa*, professora e divulgadora amplamente reconhecida.
* *Constantino Riemma*, um dos grandes autores e formadores contemporâneos.
* *Maria Eugênia de Castro*, referência em formação e divulgação acadêmica da astrologia.
* *Oscar Quiroga*, conhecido pelas colunas diárias de horóscopo.

Esses e muitos outros nomes ajudaram a consolidar escolas, cursos, métodos e alcançar espaços na mídia e no público geral.

 

A CNA – Central Nacional de Astrologia: O Marco Profissional

A busca por regulamentação, ética e reconhecimento profissional na Astrologia brasileira é uma jornada que se estende desde a década de 1970. Após várias tentativas de unificação, a fundação da Central Nacional de Astrologia (CNA), em 19 de agosto de 2005, no Rio de Janeiro, representou o ponto de virada e a consolidação da área no país.

A CNA nasceu da necessidade latente de uma entidade que representasse a Astrologia em âmbito nacional e que promovesse a união de astrólogos e estudantes, servindo como o marco da maturidade moderna da profissão.

A Longa Trajetória de Organização

A profissionalização da Astrologia começou a ganhar forma com o surgimento de associações e sindicatos regionais: a Associação Brasileira de Astrologia (ABA) em 1971, a Sociedade dos Astrólogos do Rio de Janeiro (SARJ) e o Sindicato de São Paulo (SAESP), ambos em 1980, e o Sindicato do Rio de Janeiro (SINARJ) em 1989.

Contudo, esforços para criar uma estrutura verdadeiramente nacional esbarraram em dificuldades. Propostas como a Rede Nacional de Astrologia (RNA), no início dos anos 90, e a União Nacional de Astrólogos (UNA), em 2002, não conseguiram se concretizar. Encontros importantes, como os Fóruns de Astrologia de São Paulo (2001-2002), promovidos por Robson Papaleo, ajudaram a pavimentar o caminho ao promoverem debates cruciais para a área.

O Papel Central da CNA

O nascimento da CNA, durante o 7º Simpósio Nacional de Astrologia do SINARJ, foi um passo decisivo, reunindo representantes de diversas regiões e entidades. Embora a proposta inicial de ser um “Conselho Nacional de Astrologia” não tenha encontrado respaldo jurídico (devido à falta de reconhecimento legal da profissão), a CNA assumiu a missão de organizar, integrar e fortalecer o campo.

Hoje, a Central Nacional de Astrologia se destaca por sua relevância histórica e atuação em cinco frentes cruciais:

Ética e Profissionalização: Estabelece códigos de conduta e boas práticas, diferenciando o trabalho sério do amadorismo.

Qualidade da Formação: Reconhece escolas e incentiva a formação sólida, alinhada a padrões de excelência.

Representatividade Nacional: Garante que a voz dos astrólogos seja ouvida em eventos, debates e no cenário público.

Valorização da Profissão: Luta por maior segurança jurídica e visibilidade, legitimando o astrólogo como um profissional especializado.

Pesquisa e Atualização: Apoia congressos, publicações e o intercâmbio de conhecimento entre praticantes e pesquisadores.

Com sua atuação contínua, a CNA consolida-se não apenas como uma associação, mas como a principal referência institucional para o exercício responsável e ético da Astrologia no Brasil.

 

A Astrologia no Brasil Hoje

* A astrologia tornou-se parte do cotidiano brasileiro, tanto no público geral quanto entre profissionais de psicologia, terapias integrativas, coaching e desenvolvimento pessoal.
* Nas redes sociais e plataformas digitais, novos astrólogos e estudiosos ganham público expressivo.
* Apps, podcasts e colunas digitais ampliaram o alcance da linguagem astrológica para milhões de brasileiros.
* A CNA segue como referência central na orientação, regulamentação interna, união entre escolas e atualização da prática profissional.

 

Conclusão

Da Babilônia aos aplicativos de celular, a astrologia atravessou milênios reinventando-se, mas sempre carregando consigo o mesmo impulso humano primitivo: observar o céu para entender a vida.

No Brasil, essa história se fortaleceu especialmente a partir do século XX, gerando uma comunidade vibrante de estudiosos, consultores e interessados. Nesse processo, a *CNA tornou-se o principal símbolo da formalização e evolução da astrologia profissional*, garantindo que a prática siga crescendo com responsabilidade, seriedade e qualidade.

Seu papel ajuda a consolidar não apenas uma profissão, mas uma tradição cultural brasileira que une conhecimento ancestral, reflexão contemporânea e busca permanente por sentido.

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Planetas, estrelas e flores que curam https://cnastrologia.org.br/planetas-estrelas-e-flores-que-curam/ https://cnastrologia.org.br/planetas-estrelas-e-flores-que-curam/#respond Mon, 03 Nov 2025 13:46:54 +0000 https://cnastrologia.org.br/?p=5802 Quem de nós nunca olhou para o céu e ficou pensando sobre os segredos escondidos nas estrelas?
Quem de nós nunca se encantou diante da beleza de uma flor?
Se considerarmos a máxima “assim na terra como no céu”, temos uma pista. Desde a mais remota antiguidade, a Astrologia com as suas estrelas e planetas junto com as flores fazem parte do nosso mundo.
Muitas pessoas acreditam que a Astrologia se limita simplesmente a oferecer horóscopos de jornais para todas as pessoas indistintamente. Mas a Astrologia é muito mais do que isso: é também uma excelente ferramenta para o diagnóstico e entendimento das questões que envolvem a vida das pessoas. Neste caso, é uma forma de tratamento. Existe quem a denomine de Astrologia Terapêutica ou Astrologia Psicológica, ou ainda, como prefiro, Astroterapia, até porque uso a Terapia Floral neste processo.

Tudo tem início com o Mapa Natal da pessoa, que é produzido pelo astrólogo. O Mapa Natal é tão individual quanto a impressão digital ou o código genético, porque mostra a estrutura e a dinâmica da psique de cada um de forma extremamente detalhada, funcionando como um ponto de referência objetivo que contrabalança a subjetividade do processo terapêutico, acelerando a fase de diagnóstico e ajudando a criar empatia com a visão de mundo do cliente.

O Mapa Natal funciona como uma máquina do tempo dando um diagnóstico que permite ao terapeuta ter acesso aos eventos psicológicos que cobrem todo o período do nascimento até a morte. Por exemplo, podemos estudar os trânsitos de um cliente num determinado momento da sua vida e descobrir uma pista que nos leve a eventos traumáticos que podem ter ocorrido na infância, ou nos projetar ao futuro e apontar períodos onde o cliente estará mais propenso a se confrontar com novas crises. Tais projeções não só predizem uma crise generalizada, como também o tipo e a duração de uma crise específica. Portanto, um Mapa Natal ajuda o terapeuta tanto no diagnóstico como no prognóstico, pois além de mostrar a simbologia dos conflitos e complexos internos, ele também aponta as áreas e épocas de um provável crescimento.

Utilizo o Mapa Natal como uma ferramenta para ter um diagnóstico, porém não o interpreto quando estou fazendo um atendimento terapêutico. Se a pessoa desejar, poderemos fazê-lo num outro momento. Contudo, ele acelera enormemente a fase do diagnóstico da terapia e me ajuda a criar maior e mais rápida empatia com a visão de mundo do meu cliente – isto é, com o seu mito pessoal.
É chegada a hora das flores participarem do processo de cura…

 

Somando o amoroso auxílio das flores

Com a ajuda das Essências Florais, o processo se torna mais fácil, rápido e efetivo, porque elas são capazes de tocar todos os aspectos da experiência humana através da alma, acessando o que nos move. Como a flor na planta, a alma humana expressa a riqueza da experiência; dá cor, textura e sentimento. É a incursão na dor, na vulnerabilidade e na entrega, é a profundidade da experiência, a expansão da consciência.

As Essências Florais potencializam, mas cada um deve ser responsável pela própria cura, inclusive permitindo se curar. Floral não é um processo mágico onde tomamos algumas gotas e estamos curados. Nem é panacéia para todos os males. Só um Terapeuta Floral com profundo conhecimento sobre as essências poderá avaliar e indicar o uso da Essência Floral em cada caso, que na Astroterapia é mostrado pelo evento astrológico, intensificando o trabalho e acelerando o processo terapêutico.

Para facilitar a compreensão do funcionamento deste processo terapêutico a partir do Mapa Natal e utilizando Essências Florais, eis o relato de um caso: mulher, 68 anos na época em que iniciou a terapia, procurou-me porque estava com muitas dores devido ao reumatismo, artrite e ciática, com um quadro de pressão alta. A maior queixa era não conseguir mais fazer tricô, derrubava o que pegava, não tinha mais firmeza nas mãos e a ciática que dificultava o movimento das pernas. Vinha de uma severa linhagem de descendentes de alemães que fugiram para o Brasil na segunda guerra. Passou por muitas privações. Ao longo da vida foi a mediadora nas situações de tensão na família, na de origem e na que criou depois que casou. Controlava tudo, desde o que tinham de alimento até as economias, passando pelas emoções. O marido tinha falecido há 1 ano e morava com a única filha.

Olho o mapa e vejo diante de mim uma capricorniana, Ascendente Peixes e Lua em Libra. Plutão quadrado Lua oposto Sol. A rigidez, o auto sacrifício, a agressividade encoberta, a culpa, o excesso de encargos assumidos ao longo da vida, fez tudo para ser reconhecida e amada. Enfim… estava tudo ali.

Trabalhei com as essências do Bush Australiano, como a Little Flannel Flower para dar mais leveza, aprender a brincar, soltar a criança interior, a Sturt Desert Pea para deixar ir a mágoa profunda e a tristeza, Mountain Devil para a raiva e muitas outras essências, mas a Southern Cross e Dagger Hakea foram as grandes responsáveis pela mudança de postura e posterior liberação das dores. Ela iniciou o tratamento em novembro e em março do ano seguinte me disse que estava me preparando uma surpresa. Numa fria tarde do mês de maio, lá estava ela com um lindo casaco 7/8 todo em tricô com ponto irlandês, muito bem feito e por ela!!! Continuamos o trabalho durante 2 anos, sempre em sessões semanais, lidando e administrando cada uma de suas queixas. Depois da alta, volta e meia me visitava para, como ela mesma dizia “se exibir” com novas peças de tricô e reafirmar que nunca mais teve nenhuma das questões trabalhadas.

É importante lembrar: cada caso é um caso, tem suas próprias implicações, resultando na forma e fórmula adequadas para aquele momento e para aquela pessoa em particular. E isto só pode ser observado a partir das estrelas e dos planetas (Mapa Natal), com o amoroso auxílio das flores (Essências Florais), trazendo a cura neste processo que denominamos Astroterapia.

 

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Convocação de Assembléia Geral Ordinária | Maio 2025 https://cnastrologia.org.br/convocacao-de-assembleia-ordinaria-maio-2025/ https://cnastrologia.org.br/convocacao-de-assembleia-ordinaria-maio-2025/#respond Mon, 28 Apr 2025 13:15:49 +0000 https://cnastrologia.org.br/?p=10872 CNA – CENTRAL NACIONAL DE ASTROLOGIA
CNPJ – MF 08.261.069º/0001-80

CONVOCAÇÂO DE ASSEMBLEIA ORDINÁRIA – AGO

Caro associado,

Em conformidade com o Estatuto em Vigor da CNA, ficam convocados todos os sócios da CNA – Central Nacional de Astrologia quites com a Tesouraria (ativos) a participarem da Assembleia Geral Ordinária – AGO, em primeira convocação às 14h00 e em segunda convocação às 14h30, no dia 29 de maio de 2025, ao vivo, via videoconferência, com link enviado meia hora antes. Serão definidos presidente de mesa e secretário entre os presentes. 

Serão tratados na Assembleia Geral Ordinária – AGO os assuntos abaixo:

  • Apresentação e aprovação das contas de 2024   
  • Assuntos gerais.


São Paulo, 28 de abril de 2025.


Gilseane Stefani
Presidente da CNA 

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Quando a alma quer a perfeição https://cnastrologia.org.br/quando-a-alma-quer-a-perfeicao/ https://cnastrologia.org.br/quando-a-alma-quer-a-perfeicao/#respond Thu, 19 Sep 2024 21:57:11 +0000 https://cnastrologia.org.br/?p=6288 No filme Cisne Negro (Darren Aronofsky, 2010) Nina (Natalie Portman) é uma gentil e delicada bailarina, muito comprometida com sua arte e tecnicamente perfeita. Ela participa de uma companhia de balé de Nova York que ensaia para apresentar O Lago dos Cisnes, de Tchaikovsky, e para adquirir o papel principal se vê sob extrema pressão. Acontece que Nina se encaixa perfeitamente na delicadeza do Cisne Branco, mas não nas qualidades de malícia e sensualidade do Cisne Negro, que são mais características de sua rival Lily (Mila Kunis). A pressão que Nina se coloca e também por seu instrutor para ser perfeita para o papel faz com ela perca noção da realidade, entre em um surto psicótico e comece a apresentar delírios e sinais de violência consigo e com os outros. Toda a pureza e delicadeza de antes dão espaço a uma perversa, perturbada, mas ainda assim perfeita, bailarina.

 

Nina, no começo do filme é a personificação do signo de Virgem: pura, inocente, buscando a técnica perfeita. Mas que lhe falta alma, sentimento, emoção, o que ela irá resgatar da forma mais difícil. Na verdade, todas as característica do Cisne Negro sempre existiram dentro de Nina, mas para isso é preciso haver uma mutação e transformação de suas qualidades de Cisne Branco. Em outras palavras, por trás da fachada perfeita e pura que Nina se colocava antes existe seu oposto, seu lado mais destrutivo, imperfeito e impuro, mas que precisou ser resgatado para que ela não perdesse o principal papel de sua vida. Para os leitores mais conhecedores de astrologia podem associar essa energia muito com a de Escorpião, mas não é à toa que o símbolo de Virgem e Escorpião são muito parecidos, assim como os mitos associados aos signos  – como o de Perséfone, a delicada filha de Deméter que raptada por Hades acaba por se tornar sua esposa no submundo – estão muito presentes na narrativa do filme e, de certa forma, nesta Lunação.

 

Ao observar o Mapa do momento de Lua Nova em Virgem, pode-se resgatar então todas as qualidades do signo descritas na figura de Nina, por exemplo. A dedicação, a técnica, o perfeccionismo, o aprimoramento daquilo que se presta a fazer. Mas que sombra isso oculta, o que vem atrelado a essa energia? Aí podemos ver o dispositor Mercúrio, domiciliado em Virgem, em conjunção separativa a Marte, oposição exata a Netuno e trígono a Plutão. Marte com Mercúrio já traz um clima de tensão no ar e o trígono com Plutão reforça a necessidade de ser o melhor possível naquilo que faz, de se esforçar ao máximo e alcançar os resultados que imagina. Mas até onde esse imaginário é real e saudável? Até que ponto se está cego ao que faz na realidade, e não importa o que faça nunca estará bom o suficiente, sempre precisará lutar por mais serviço, mais perfeição, mais detalhes para se atingir um patamar divino inalcançável. No filme, Nina viveu isso em seu treinamento para se tornar o Cisne Negro, criou imagens e situações em sua mente que a levaram a ser cada vez mais perfeita para o papel mas acabaram por afundá-la no mar de seu inconsciente, encontrando ali o conteúdo mais renegado que nada tinha a ver com com a imagem da Nina perfeita de antes.

E então passamos para o momento da Lua Cheia, que acontece no signo de Áries e configura um T-Square entre Mercúrio (que passou para Libra) e Plutão (em Capricórnio), ponto focal do aspecto. O dispositor Marte também está em contato com Plutão (trígono), além de Saturno (quadratura) e Netuno (oposição) e uma conjunção exata a Vênus em Virgem. O aspecto de T-Square com ponto focal em Plutão parece o momento do nascimento do Cisne Negro na narrativa, o momento que Nina assume tal personagem e perde totalmente o controle de si e da realidade. A própria Lua em Áries e Marte em tensão com Saturno e Netuno traz uma volatilidade para o momento, uma energia de alguma forma pressionada, contida, incompreendida, uma grande névoa que faz tanta pressão que uma hora pode romper para a consciência e levar todo seu conteúdo.

 

Mas como isso pode se aplicar na prática? Quem sabe não existe aí uma grande sombra pessoal e social prestes a eclodir neste ciclo Lunar? Algo que se tenta reprimir por ser “feio” e “imperfeito”, mas sempre esteve presente de alguma maneira, ou ainda adormecido. O lado inocente e puro de Virgem é importante para se analisar e servir da melhor maneira, mas sem entrar em contato com o que está por detrás dessa fachada, sempre estará insatisfeito. E aí que entra o signo entre Virgem e Escorpião, Libra, a balança, o signo em que estará o Sol e Mercúrio no momento da Lua Cheia. A própria Vênus em conjunção exata ao dispositor da Lua, Marte, mostra como trabalhar as relações pode ser um caminho importante para se entender esse outro lado da psique individual. Mesmo socialmente temos um cenário de pré-guerra, terrorismo, intolerâncias sociais muito condizentes com a oposição Júpiter-Urano, ativa durante praticamente todo este ciclo Lunar. E como observado na Lunação passada estamos sob efeitos de um forte Eclipse Solar que aconteceu no final de Leão e já teve seus impactos físicos e sociais no mundo no período próximo à última Lua Cheia. Sua energia segue numa crescente e atingirá o ponto alto na Lunação de Escorpião, em Novembro. Parece que agora o terreno está sendo preparado, que é o momento propício para se analisar e avaliar a situação que ocorrer para evitar maiores danos e perdas lá na frente e buscar ter muita diplomacia, saber trabalhar o equilíbrio das relações buscando também um equilíbrio da psique.

Portanto, que área necessita agora um pouco mais de atenção e cuidado? Onde se pode aperfeiçoar? O setor que contém Virgem no Mapa traz todo essa bagagem, em que se pode viver sob a plástica do perfeito e da técnica, mas que por trás esconde um verdadeiro drama, um cenário em que poderá ser encenado o Baile dos Cisnes e ali deve saber viver sob a identidade do Cisne Branco, mas também identificar onde e quando surge o Cisne Negro. Começar a olhar para essa sombra é adquirir mais consciência de quem é e das novas possibilidades que ela pode trazer, podendo até servir para aperfeiçoar, mais verdadeiramente, o que for preciso. E tudo bem errar e tentar novamente. O que não dá certo é viver sob a ilusão da perfeição e ser algo que demanda muita energia. Viva mais o que funciona, e mesmo que haja pequenas falhas, encare como espaço e oportunidade para aprender e crescer.

 

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CNA elege nova diretoria para triênio 2024-2027 https://cnastrologia.org.br/cna-elege-nova-diretoria-para-trienio-2024-2027/ https://cnastrologia.org.br/cna-elege-nova-diretoria-para-trienio-2024-2027/#respond Fri, 16 Aug 2024 16:11:57 +0000 https://cnastrologia.org.br/?p=10223 Gil Stefani assume como presidente, Cinira Palotta como vice-presidente, Denise Boschetti como diretora financeira, Álvaro Domingues como diretor secretário geral e Douglas Marnei assume como presidente do Conselho Fiscal

A CNA Central Nacional de Astrologia elegeu no último dia 12 de julho de 2024, em Assembleia Geral Extraordinária e Assembleia Geral Eletiva o novo corpo diretivo para a Gestão 2024 – 2027. Gil Stefani assume como presidente, Cinira Palotta como vice-presidente, Denise Boschetti como diretora financeira, Álvaro Domingues como diretor secretário geral e Douglas Marnei assume como presidente do Conselho Fiscal

“Nosso objetivo é ampliar cada vez mais o espaço da astrologia no Brasil, trazer mais documentação da história já escrita por muitos astrólogos e incentivar o crescimento da classe junto às escolas de astrologia existentes. Vamos apoiar nossos associados e buscar uma expressão mais relevante na imprensa”, afirma Gil Stefani, presidente da CNA para a gestão 2024-2027.

Conheça a nova diretoria da CNA

Gil Stefani,  presidente da CNA

Astróloga há mais de 25 anos, Gil Stefani estudou em Londres na Faculty of Astrological Studies e é palestrante de eventos como Cirhttps://br.pinterest.com/mapaastralcomgilstefani/cuito da CNA e CINASTRO e é membro do ISAR, International Society for Astrological Research. Jornalista e empresária, Gil Stefani trabalhou por seis anos como diretora financeira e diretora de núcleo de comunicação em gestões anteriores da CNA, entre 2012 e 2018. Assumiu como presidente da CNA para a gestão 2024 e 2027. 

Cinira Palotta, vice-presidente 

Cinira A. Palotta é bióloga especialista em Cuidados Integrativos.  Atua como astróloga profissional desde 1986. Estudou com Adônis Saliba, Waldir Fucher, Hanna Optiz e Antônio Facciollo Neto. Em 1989 acrescentou aos atendimentos de astrologia indicação de terapia floral de Bach. É professora de yoga e meditação desde 1984. Foi diretora técnica do SAESP, Sindicato dos Astrólogos do Estado de São Paulo. Leciona astrologia desde 1991,  e em 2018 e 2019 foi professora do Instituto Paulista de Astrologia. Autora do livro – O que os astros me ensinaram sobre a vida, publicado em Portugal. É vice-presidente da CNA para a gestão 2024-2027.

Denise Boschetti, diretora financeira

Astróloga há 30 anos, estudou no Centro de Pesquisas Astrológicas Hermes até 1996 (Astrologia natal, Direções secundárias, Astrologia infantil e Sinastria) No início dos anos 2000 estudou Astrologia Mundial no Instituto Paulista de Astrologia (IPA). É graduada em Comunicação Social, trabalhou com Educação e Educomunicação até 2010. Desde 2018 passou a estudar Psicanálise, atividade que exerce desde final de 2022). Participou de Lives na CNA, foi integrante do Fórum de Astrologia Mundial em 2023 por alguns meses. Foi Coordenadora da Regional São Paulo da CNA entre 2022-2024, quando assumiu a Diretoria Financeira da CNA para gestão 2024-2027.

Alvaro Domingues, diretor secretário geral

Alvaro Domingues, é oraculista, atua há mais 30 anos com interpretação de sonhos, Tarot, Runas e Astrologia. Também é terapeuta holístico e trabalha com Reiii e Mesas Radiônicas. Criador do Tarot Psiônico de Ação Pulsada e do Tarot Simbólico, é analista corporal certificado pelo Corpo Explica. Escritor e poeta, autor do livro Sombras e Sonhos, que reúne contos de fantasia e ficção científica, cuja temática principal são os sonhos.

Douglas Marnei, presidente do Conselho Fiscal

Formado em Arquitetura e Urbanismo, é Astrólogo, pesquisador e estudioso da mitologia. Escritor do livro “O Anel do Nibelungo – O conflito entre o amor e o poder”, da editora Appris, Curitiba, 2017. Possui um canal no Youtube – Douglas Marnei – no qual desenvolve uma série chamada “As Estrelas e os Astros”, que fala de Hollywood, do Cinema Mudo e de grandes estrelas como Greta Garbo, Marlene Dietrich, Gloria Swanson, Vivien Leigh, Katharine Hepburn e Joan Crawford.

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Convocação de Assembleia Geral Extraordinaria e Assembleia Geral Eletiva – 2024 https://cnastrologia.org.br/convocacao-de-assembleia-geral-eletiva-eleicoes-2024-2/ https://cnastrologia.org.br/convocacao-de-assembleia-geral-eletiva-eleicoes-2024-2/#respond Wed, 12 Jun 2024 17:51:46 +0000 https://cnastrologia.org.br/?p=10182 Clique aqui e veja a convocação de assembleia geral extraordinária e assembleia geral eletiva da CNA.

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Assim na Terra como no Céu https://cnastrologia.org.br/assim-na-terra-como-no-ceu-astro-logia-sendo-astrologia/ https://cnastrologia.org.br/assim-na-terra-como-no-ceu-astro-logia-sendo-astrologia/#comments Sat, 09 Mar 2024 18:00:05 +0000 https://cnastrologia.org.br/?p=5774 » A Astro-Logia sendo Astrologia – By miguel etchepare – Diretor Digital CNA
» O funcionamento da Astrologia elucidado a partir do I Ching, do Sagrado Feminino e de um Raio sobre um campo de golfe »

Um raio cai num gramado impecável, num campo de golfe gigantesco, muito bem cuidado. A planície está deserta. Ninguém para presenciar o evento em tempo real. O ser humano mais próximo -alguns quilômetros distante- revira-se na cama a cada trovão mais intenso, mas retoma rapidamente seu sono, em função do cansaço reinante. A tempestade elétrica avança noite adentro, já em clarões silenciosos… flashes esporádicos de pura luz!

O primeiro a notar o que havia acontecido no campo foi alguém retornando de férias, alguns dias depois da tempestade. De fato, nem estava ciente desta, pois não teria atingido a cidade da qual retornara de viagem. A princípio, as estranhas marcas no solo, vistas de perto, eram enigmáticas… mas um olhar mais acurado e em perspectiva revelaram o desenho: só a queda de um raio poderia ter causado este padrão fractal no gramado! Uma vista mais aérea revelaria o padrão auto-evidente e inconfundível de um raio, cujo traçado propagou-se pela Terra em absoluta semelhança como o faz pelo Céu!

Qualquer enigma associado ao surgimento de tais marcas no solo, foi rapidamente desvendado. Embora a eletricidade responsável por tais desenhos já tivesse dissipado suas forças, seu padrão eletrizante ainda podia ser sentido nos traços personalizados gravados no chão. O registro do raio ali caído na Terra revelava-se fiel em conteúdo e forma, conforme a percepção dos raios tais quais podem ser registrados no Céu. Da mesma forma como ‘a pele do tigre com suas nítidas riscas negras ressaltando sobre o fundo amarelo forma um padrão que pode ser reconhecido à distância’ e o olho pode distinguir este padrão e dizer ‘tigre’ -mesmo que a distância não permita a visão nítida de um tigre- o reconhecimento do padrão impresso na Terra pelo raio, possibilita dizer ‘raio’, uma vez que o registro de sua presença terrestre foi magicamente definido como um desenho de si mesmo!

Especulações tão amplas podem ser associadas a este evento, que daria para escrever livros e livros. Enquanto presença incorpórea no Céu, tal raio teria providenciado o registro de sua identidade na Terra, forjando uma imagem fiel de si mesmo e imprimindo no plano corpóreo da carne da Terra uma selfie auto-evidente, que reflete -inconfundivelmente- sua natureza incorpórea. O fantasma fugaz dos raios que percorre pelos caminhos de menor resistência imensidões eletrizantes no Céu, teria perpetuado um espectro fiel de sua imagem na concretude da Terra, que cedeu sua retina para imprimir um espelho da atividade originalmente celeste.

Assim na Terra como no Céu, este campo de golfe vem retratar de maneira tão clara o acontecimento de um evento meteorológico que pode ser desvendado e elucidado, mesmo por quem não estava presente no local na hora do seu acontecimento. Um raio caiu aqui e ninguém viu… mas alguém pode chegar posteriormente, observar o registro que o raio deixou e dizer: ‘um raio caiu aqui’… apenas pq o padrão deixado pelo raio na Terra corresponde ao padrão do raio, como o conhecemos no Céu!

Espera aí! Céu e Terra tem naturezas completamente diferentes! A propagação de um raio pelo Céu encontra um veículo de transmissão etéreo! O caminho que essas cargas percorrem no firmamento não é determinado por estradas definidas, percursos concretos ou vias delineadas e o desenho que se formará no Céu incorpóreo -dentro do âmbito atmosférico- jamais poderá ser reproduzido fielmente pela Terra, que possui corpo, massa e densidade absolutamente distintas do Céu. Você está me dizendo que, a pesar das diferenças intrínsecas entre Céu e Terra, o mesmo padrão gráfico q a propagação do raio deixa no Céu ficou estampado no campo de golfe, sobre a Terra?!

Sim! É isso que estou te dizendo!

E compreender a simplicidade deste processo -q permeia todo o funcionamento da Astrologia- é o propósito derradeiro deste artigo.

Raios Originais National Geographic

O único motivo pelo qual a Terra pode reproduzir fielmente em sua planície o mesmo paradigma que a propagação do raio registra no Céu é devido a que -em sua condição de manifestação suprema do Receptivo- pode corresponder plena e harmoniosamente aos impulsos do Criativo…

E estes impulsos originais do Criativo não são mais do que a ‘vontade do Céu’ que, caso não encontrasse uma correspondência receptiva aqui embaixo, não teria meios de manifestar a plenitude de sua perfeição enquanto puro pensamento abstrato Criativo.

Em virtude da essência destas considerações, assim como a nomenclatura de ‘Receptivo’ e ‘Criativo’ terem originalmente sua sabedoria baseada no I Ching, irei necessariamente citar alguns trechos específicos do ‘Livro das Mutações’ que serão distinguidos ‘com esta cor no texto’. Deste modo, será possível intercalar ‘as citações’ preservando sua integridade e autoria, junto aos conceitos que as desdobram, uma vez que certas passagens do I Ching são obscuras demais para a compreensão ocidental e eventualmente demandam estes esclarecimentos.

Hex 2 - O Receptivo

No I Ching, o Hexagrama ‘O Receptivo’ é composto exclusivamente por linhas abertas ao meio, como símbolo mais representativo do poder primordial maleável e receptivo da energia Yin. O atributo do hexagrama é a devoção e sua imagem, a Terra. É o perfeito complemento do Criativo, a contraparte, não seu oposto, pois o Receptivo não combate o Criativo, mas o completa. Representa a natureza em contraste com o espírito, a Terra em contraste com o Céu, o espaço em contraste com o tempo e o feminino-maternal em contraste com o masculino-paternal.

 

 

Hex 1 - O Criativo

Já o Hexagrama ‘O Criativo’ é composto exclusivamente por linhas inteiras, como símbolo mais significativo da força primordial criativa atribuída à energia Yang. Essas linhas correspondem à energia que, em sua forma primordial, é luminosa, forte, espiritual, ativa. O hexagrama é integralmente forte em sua natureza e, por estar livre de toda fraqueza, tem como essência a energia. Sua imagem é o Céu. Sua força nunca é limitada por condições determinadas no espaço e por isso é concebida como movimento. O tempo é a base desse movimento. Portanto, o hexagrama inclui também o poder do tempo e o poder de persistir no tempo, ou seja, a duração. 

 

Como pode ser observado já a partir das suas representações gráficas, os hexagramas do I Ching vinculados à Terra e ao Céu possuem atributos muito específicos e complementares, inerentes às energias Yin e Yang que simbolizam. Em relação ao universo, o hexagrama ‘O Criativo’ expressa a atividade criativa e poderosa da Divindade. Verdadeiramente grande é a sublime condição do Criativo: a ele todas as coisas devem sua origem. Esse poder permeia todo o céu. 

Toda manifestação observável no Universo 3D e sujeita à fisicalidade e às leis q governam este Universo 3D, corresponde à concretização de um plano originalmente concebido na pura abstração de um impulso do Criativo. Nada pode vir a existir sem a anuência deste poder celeste. A energia criadora que permeia todo o céu, movida por ela mesma e por um mistério que só pode ser associado a uma Inteligência Superior, é a responsável pelo impulso primordial que antecede o vir à existência de cada partícula desta criação.  Grande em verdade é o poder gerador do Criativo; a ele todos os seres devem seu começo. O céu revela o movimento forte e incessante que, por sua própria essência, faz com que todas as coisas surjam no momento devido.

yin-yang-sol-lua-receptivo-criativo

É justamente nesta transição entre o puro pensamento Yang Criativo abstrato e o surgimento concreto no mundo visível da Criação, que entra o poder feminino e Receptivo da Terra… pronto a acolher o impulso celeste primordial e transformá-lo em parte do Universo 3D. É a energia primordial Yin Receptiva do Sagrado Feminino, inerente à Terra, quem acolhe a semente originada pelo Criativo e procede ao parto necessário para inserir os impulsos do Céu dentro da Criação. O instante apropriado ao nascimento não só estará imbuído da sincrônica perfeição que irá caracterizar esse segundo como o momento preciso no qual o vir-a-ser deste impulso do Criativo ganhará vida -em absoluta concordância com um contexto maior- mas este instante também carregará em si os códigos temporais celestes, que posteriormente se revelarão como a sublime intenção do Criativo ao promover a existência deste impulso, acolhido pelo Receptivo.

O plano mais alto do Céu já vem intrinsecamente codificado sob a criptografia celeste temporal oculta no interior do instante em que veio à luz a manifestação corpórea de sua intenção. Embora, a princípio, estas considerações pareçam sofisticadas e de difícil compreensão, a lei imutável que governa estes segredos, não é complexa. Muito pelo contrário. É extremamente simples de absorver, em sua essência. Basicamente, ela reza » ‘No início estão as sementes de tudo que se seguirá!’ Pois é precisamente no início da manifestação de algo que residem as sementes potenciais de tudo aquilo que virá a seguir e que se desdobrará, conforme um movimento progressivo, que levará o potencial destas sementes até a plenitude de sua forma.

Grãos de areia ampliados 250x

Grãos de areia ampliados 250 vezes no microscópio

A beleza desta codificação é que cada instante no tempo é absolutamente único. Assim como um grão de areia ou um floco de neve preservam sua pegada digital que os diferencia de qualquer outro, cada partícula do momento chamado ‘agora’ nunca se repete! O fluxo ininterrupto do tempo -sob o comando celeste do Criativo- é de tal ordem que cada instante carrega consigo um componente de exclusividade que o torna único, caracterizando-o com uma configuração ímpar que jamais irá ser idêntica a uma anterior. Ao contemplarmos o movimento do Céu, podemos encontrar uma concordância com este mesmo critério nas órbitas planetárias. As significativas diferenças de ritmo de translação entre os planetas definem que uma mesma configuração nunca venha a se repetir, privilegiando-a como totalmente singular.

 

O raio cavalgando a imensidão do Céu  -antes de atingir a Terra- é o exemplo perfeito para o celeste impulso Criativo. Ele já vem carregado da índole que irá expressar sua natureza essencial. Ele traz consigo o projeto potencial que, na plenitude do vir-a-ser para o qual já fora concebido, irá se transformar numa descarga elétrica poderosa… contudo, enquanto sua  presença se limitar a seu veículo incorpóreo celeste, sua manifestação não passa de uma abstração… de uma concepção inteligível etérea… de uma ideia. O começo de todas as coisas jaz, por assim dizer, no além, na condição de idéias que estão ainda por se realizar. É isto que reconhecemos como Céu. É isto que o elemento Água pode intuir, sutilmente presente, do outro lado do véu. É isto que o coração pode pressentir, como a existência de uma realidade espiritual. 

 

Mas o Criativo tem também o poder de dar forma a esses arquétipos das idéias. Isso é claramente indicado na palavra “sucesso”. Este processo é representado por uma imagem da natureza: as nuvens passam, a chuva atua, e todos os seres individuais fluem para as suas formas próprias. O curso do Criativo modifica e modela os seres até que cada um alcance sua verdadeira e específica natureza, e os mantém, então, em concordância com a grande harmonia. Assim o Criativo se revela como o que favorece ou propicia através da perseverança.

O estado próprio ao Criativo não é o repouso, e sim o contínuo movimento e desenvolvimento. Através desta força todas as coisas pouco a pouco se modificam até que se transformam por completo em suas manifestações. Assim, em seu curso, as estações e todos os seres vivos se modificam e alternam. Deste modo, a cada coisa é dada a natureza que lhe corresponde e que, do ponto de vista divino, chama-se ‘destino’.

No estado de repouso o Criativo é uno e quando em movimento é reto; por isso produz o que é grande. No estado de repouso o Receptivo é fechado e quando em movimento se abre; por isso produz o que é vasto.

Enquanto o Criativo protege as coisas, isto é, do alto ele “as cobre”, o Receptivo as carrega, como fundamento que sempre subsiste. Sua essência é o ilimitado acordo com o Criativo. Esta é a causa de seu sucesso. Enquanto o movimento do Criativo dirige-se para adiante em linha reta e seu estado de repouso é a imobilidade, o repouso do Receptivo é o fechar-se e seu movimento, o abrir-se. No estado fechado, de repouso, ele abrange todas as coisas, como um imenso seio materno. No estado aberto, de movimento, ele dá entrada à luz celestial, com a qual a tudo ilumina. Esta é a fonte de seu sucesso, que se manifesta no sucesso dos seres. Enquanto o sucesso do Criativo consiste no fato de os seres individuais receberem suas formas específicas, o sucesso do Receptivo faz com que essas formas prosperem e se desdobrem.

 

 

E apenas porque a natureza, em suas incontáveis formas, corresponde aos incontáveis impulsos do Criativo, que ela pode realizá-los. A riqueza da natureza jaz em seu poder de alimentar todos os seres, e sua grandeza em seu poder de lhes conceder beleza e esplendor. Assim ela faz prosperar tudo que vive. Enquanto o Criativo gera os seres, estes são partejados pelo Receptivo.

Perfeita, em verdade, é a condição sublime do Receptivo. Todos os seres lhe devem seu nascimento, porque ele recebe o elemento celestial com devoção. A grandeza do Receptivo é definida como perfeita. Perfeito é aquilo que alcança o ideal. Isso significa que o Receptivo depende do Criativo. Enquanto o Criativo é o princípio gerador ao qual os seres devem seu começo, já que dele se origina a alma, o Receptivo é o que parteja, é o que acolhe em si a semente celestial e dá aos seres a forma corpórea.

Em sua riqueza, o Receptivo é portador de todas as coisas. Sua essência está em harmonia com o ilimitado. Em sua amplitude ele abrange todas as coisas e em sua grandeza a tudo ilumina. Através dele todos os seres individuais alcançam o sucesso.

Mesmo no interior do indivíduo esta realidade aparece na coexistência do mundo espiritual com o mundo dos sentidos. Não se deve, entretanto, ver aqui um real dualismo, pois existe entre os dois princípios um relacionamento claramente definido em termos hierárquicos. O Receptivo em si é, evidentemente, tão importante quanto o Criativo, mas o atributo da devoção define a posição desse poder primordial em relação ao Criativo.

 

Raio no campo de golf - Assim na Terra

 

O raio que a Terra capturou no campo de golfe estava em pleno movimento…. e assim foi perpetuado, igualmente em movimento. A Terra registrou a imagem do comportamento do raio em plena propagação de movimento. De fato, ao acolher o raio do Céu e recebe-lo em sua carne, este continuou se movimentando e propagando sua força de ação pela Terra, imprimindo nos sulcos desta seu próprio movimento, tal genuína cicatriz, que viria a representar fielmente o seu espectro de ação, nos mesmos moldes em que cavalga o Céu. O que este raio originário do Céu encontrou ao deparar-se com a Terra foi um campo pleno de expressão no qual, sem alterar sua própria natureza, pode continuar a ser raio, abandonando porém sua natureza incorpórea celeste, ao tempo em que o acolhimento receptivo da Mãe Terra Natureza e sua essência útero-corpórea decretou sua extinção como evento celeste, imortalizando seus passos derradeiros num registro imagético que abrange toda sua extensão de vida, do começo ao fim.

Será que vc consegue captar a simplicidade e a humildade do poder receptivo da Terra que abrigou um raio em seu seio e como tal deu à Luz um simples raio?

Poderia ter ficado uma cratera fumegante indecifrável após a queda do raio. Poderia a Terra dizer: ‘Já que um raio eletrizante caiu aqui, vamos registrar o desenho de um elétron circundando um núcleo, assim isto fornecerá um enigma coerente que cientistas poderão decifrar mais tarde e alguns anos depois concluir que caiu um raio’. Ou ‘vamos desenhar aqui um enigmático crop circle simbolizando o tunelamento quântico dos elétrons que desaparecem  e misteriosamente reaparecem em outro local, de modo a exercitar a capacidade de resolver charadas do pensamento científico mais criativo!’. Não. O Céu disse ‘Raio em movimento’… e a Terra disse ‘Raio em movimento’. O Céu disse simplesmente: ‘Raio’… e a Terra, disse simplesmente:  ‘Raio’. Provavelmente, o evento acontece inúmeras vezes em montanhas, florestas e outras superfícies irregulares, não possibilitando um registro impecável e tão auto-evidente como na planície bem cuidada de um campo de golfe. Mas neste caso, a natureza Receptiva da Mãe Terra optou por valer-se da lisura de um gramado perfeito e fazer dele uma lousa em branco, que permitisse reproduzir com fidedignidade, em pleno âmbito terrestre, um evento celeste. O Céu registrou sua selfie do relâmpago no espelho da Terra… e esta não só acolheu a iniciativa e o espelhou, como também cristalizou o registro e o fixou à sua pele.

Wood LightNão quero abusar da licença poética que tal evento inspira na minha percepção. Por favor, não me mal-entenda! Sei que para as mentes mais cartesianas, tal reprodução na superfície da Terra não passará da rara assinatura de descargas elétricas ramificadas e arborescentes, conhecidas como ‘Figuras de Lichtenberg‘, em função do físico alemão Georg Christoph Lichtenberg que, além de as ter descoberto, estudou seu comportamento sobre alguns sólidos isolantes, inclusive no corpo de vítimas de raios. Quando raios caem na areia, por vezes deixam o registro de incomuns esculturas tubulares vitrificadas -devido à fusão da sílica- conhecidas como ‘Fulguritos’, que também possuem a exata forma do raio ao atingir o solo e por ele se espalhar. Quer dizer, obviamente existem as leis físicas que justifiquem o comportamento e o registro posterior de uma descarga elétrica sobre um sólido não condutor, como a Terra…

Mas não é esse o ponto aqui, hoje. O objetivo é justamente abstrair, por um instante, e abrir-se à Receptividade suprema do Feminino Sagrado simbolizado pela Terra, capaz de acolher a iniciativa do Céu chamada ‘Raio’ e expressá-la em sua plenitude, sem nada acrescentar ou subtrair. Há um modelo intrínseco explícito de forma escancarada neste maravilhoso exemplo -que pessoalmente aguardo há décadas- e que quando compreendido e colocado em prática, na própria existência, irá possibilitar a aceitação do próprio destino supremo, tão anelado por cada um de nós. Somente quando personificada esta humildade da Terra em aceitar e incorporar os impulsos do Criativo, nos mesmos moldes em que o campo de golfe acolheu este raio, é que poderá ser aceito e acolhido o destino melhor, codificado temporalmente no instante em que você respirou por primeira vez e o presente da Vida -amarrado pelo laço do Tempo- te trouxe à existência.

Neste início de tudo, reside o segredo. As sementes potenciais de tudo o mais que virá a seguir, foram elegantemente codificadas para abrigar a intenção deste momento único no tempo, refletindo uma configuração igualmente única no tempo, presente nos posicionamentos celestes observáveis no cenário que hospeda teu veículo corpóreo.

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Os luminosos códigos temporais do Criativo foram sutilmente escondidos no âmago de cada uma de tuas células, de modo que o impulso celeste que originou tua existência te acompanhasse constantemente ao longo dela. Assim, ao sentir saudades de tua origem Divina e ao sentir-te impelido em busca desse Céu -impresso no mais profundo do teu DNA- bastaria apenas voltar-se para dentro e entender…. ouvir o chamado do teu destino maior… entrar no reino do teu coração, que é TEU… e conhecer o melhor do plano Celeste que foi concebido oportunamente ao tempo do teu próprio vir-à-existência!

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Em virtude de algum feedback obtido em Grupos online de Astrologia e também advindo de interações IRL, me foi possível constatar -para meu absoluto desgosto- muita gente jovem justificando suas frustrações nos aspectos resistivos do seu Mapa Natal, incriminando seus horóscopos ‘ferrados’, ‘zoados’ -e outros adjetivos pejorativos- como responsáveis pelas suas mazelas e sofrimentos e colocando a coisa em tal perspectiva negra, como se esses fardos kármicos devessem ser carregados ao longo de toda uma existência, com uma atitude de conformidade ou resignação. Em certo ponto, parece que a globalização da informação astrológica, ao invés de contribuir com o autoconhecimento, disseminou uma ‘proteção das próprias desculpas’ que se tornou um refúgio massivo, lugar comum para justificar os motivos pelos quais a vida não vai pra frente. Sorry… mas isso não é Astrologia. Em algum ponto do percurso a informação foi tergiversada e distorcida na conveniência do comodismo.

Quem tem o dom ou domina a arte de saber interpretar os códigos temporais contidos numa configuração astrológica, com todos os significados inerentes à sua simbologia, sabe que no âmago do mais intrincado aspecto de Saturno reside tamanha benção que, quando conquistada pela consciência, irá traduzir-se em privilégio imensurável e esplendor para o possuidor do aspecto. Fases críticas e uma maturação dolorosa podem vir a acompanhar o desenvolvimento de tal aspecto até isto acontecer, mas SEMPRE existe uma oitava mais elevada onde a manifestação do aspecto ou da configuração encontra uma expressão sublime, que transcende toda a dor envolvida em sua conquista e justifica todos os percalços do caminho, fazendo-os parecer pequenos perante tamanha consecução.

 

Nenhuma configuração astrológica -devidamente abordada- servirá como justificativa para alguém proteger suas desculpas, refugiar-se na autocompaixão, ou autossabotar determinada área de sua vida, em função de acreditar num Mapa ‘bugado’. Se teu Mapa Celeste, ao tempo de teu vir-a-Ser, dizia ‘raio‘… e você olha para isto e diz ‘curto-circuito‘, claro que você irá viver um constante curto-circuito, uma vez que será isso que você personifica, incorpora e atrai! Se teu Mapa Celeste dizia ‘raio’… e você insiste em escrever na lousa em branco de tua existência a palavra ‘bug‘, é claro que você irá viver permanentemente bugad@, uma vez que aquilo que você personifica, incorpora e atrai, será sempre um bug!!! Justamente pq a convicção de estar vivendo um bug vem da tua própria percepção, de dentro de você!

Todas as dificuldades presentadas por um Mapa Natal sugerem desafios que irão colocar à prova o livre arbítrio humano, único fator determinante do grau de evolução individual. Se você quer usufruir da manifestação da oitava mais elevada de algum aspecto do teu Mapa, primeiro precisa acreditar que você merece isso, e depois, precisará fazer por merecer. Não há limites para tua evolução. É você quem determina até onde quer crescer e até onde quer transformar teu destino para que as sementes potencias que abrigam tuas melhores possibilidades possam florescer.

Quando o Céu concebeu teu projeto, as forças eram de tal ordem que um desequilíbrio universal iminente tornou-se relevante o bastante, ao ponto de te trazer para a existência. O impulso celeste que foi capaz de decidir que a tua existência era necessária para promover a restauração do equilíbrio, de alguma forma avaliou as forças reinantes e concluiu que era premente que alguém como você viesse a materializar-se no plano da existência física 3D deste Universo, de modo a promover a equidade destas forças.

Você foi bolado e concebido, em termos de projeto celeste, de acordo com um plano superior, inteligente e perfeito, sensível o suficiente como para perceber o impacto que o vazio de você significava para este universo. Alguém como você, com todas tuas prerrogativas, teus medos, teus potenciais, teus defeitos, teu sorriso e aquilo que faz acontecer o teu sorriso, era absolutamente necessário para restaurar o equilíbrio universal, sob o risco de que a carência deste Ser, dentro do plano superior do Criativo, colocasse em xeque forças que talvez estejam além de tua compreensão…. mas, de alguma forma, você foi bolado, criado e concebido para vir preencher este vácuo relevante do Universo 3D.

Caso tua existência não fosse realmente necessária, você não estaria aqui. Nada que não tenha uma específica função, missão ou propósito maior, acaba por engano vindo a Ser. Tudo no Universo tem sua razão de Ser. A maior e mais fidedigna prova disto, está na Natureza. Enquanto algo tem função e contribui ao equilíbrio do todo, estará lá… e a Natureza dará um jeito de tornar perene ou preservar tudo aquilo que tiver uma razão de Ser. Quando deixa de ter utilidade ou função, a Natureza o descartará, impiedosamente, nem que para isto seja mister a extinção de toda uma espécie -como a dos dinossauros- por meio de um único meteoro. Os impulsos celestes por trás da concepção criativa que origina todos os Seres e posteriormente os mantém dentro do âmbito do Universo 3D são perfeitos e além da nossa compreensão. Contudo, te é possível compreender que o plano maior oriundo do alto só promove a concepção daquilo que necessariamente tem uma razão de Ser. Tão relevante, ao ponto deste impulso Criativo do Céu optar por te dar uma existência… impulso este que a sagrada feminilidade da Terra, na sua condição Receptiva suprema, acolheu. Não há erro neste plano. Não há engano aqui. Nenhum bug permeia estes movimentos superiores. Todas as mutações necessárias do Yin e Yang aconteceram sob exclusiva supervisão celeste, que garante que o tempo e o espaço que marcaram o início de tua existência sejam apropriados e perfeitos, conforme um plano superior. Você não é um descuido ou um acidente cósmico! (embora sua mãe já possa ter te falado o contrário). Os códigos temporais presentes na configuração astrológica única e exclusiva que irão permear toda tua existência estão bem longe de caracterizar-se como um bug!

rosto feminino and nature

Em síntese, teu Mapa Astrológico é a imagem mais representativa do impulso celeste Criativo que concebeu o plano de tua existência. Ele é o raio, cavalgando a imensidão do Céu. E você, é como a Terra. Você É a Terra!

Será que você vai continuar por aí querendo desenhar hieróglifos e figuras desconexas e incompreensíveis?

Quando é que você terá a humildade e a receptividade suficientes para ser como esse campo de golfe e dizer: ‘Já que Céu mandou um raio, vou desenhar um raio!’?

No nível mais elevado do desenvolvimento, todo ornamento é descartado. A forma não mais oculta o conteúdo, mas o manifesta em plenitude. A graciosidade suprema não consiste no adorno externo da matéria e sim na simplicidade e adequação da forma.

O princípio Yang é o conteúdo… e o princípio Yin, a forma.

O raio impresso no campo de golfe não mais oculta o seu conteúdo. A forma escolhida pela Terra para retratar aquela iniciativa celeste, encontra sua mais fidedigna expressão na simples imagem do conteúdo que acolhe personificar. Ao expressar em sua própria carne os contornos do raio oriundo do Céu, a forma da Terra decide manifestar em plenitude o movimento celeste para o qual abandonou seu estado de repouso e abriu-se para receber sua semente, em total acordo com este movimento. A forma agora revela o conteúdo, sem nada acrescentar ou subtrair. A expressão terrena agora, adquire uma característica sublime, pois reflete e incorpora a plenitude do conteúdo celeste, em absoluta sincronia de movimento e intenção, na qual não é mais possível distinguir diferenças entre o impulso celeste e o acolhimento terrestre, uma vez que o plano vindo do alto sincronizou-se em perfeita concordância com a forma de expressão terrestre. A forma, tornou-se o conteúdo… e é isto que a torna sublime. O plano superior foi aceito… o sucesso absoluto é simbolizado por esta sincronia entre o Plano Superior e sua manifestação aceita no Universo… e este casamento de Céu e Terra pacifica toda existência.

Portanto, tenta extrair uma simples lição deste exemplo de receptividade e dá O passo que pode vir a pacificar tua existência também. Seja lá o que for que estiver oculto no teu Mapa Astrológico (deixa um bom profissional elucidar isso) como código temporal do impulso Criativo que te trouxe à existência, certamente é algo bom… certamente sempre carrega a possibilidade de uma oitava superior de expressão -enquanto você estiver por aqui- e certamente abriga possibilidades inusitadas de manifestação sublime, que você só pode vislumbrar nos sonhos mais ousados do teu coração. De certa forma, decorrente de você personificar um impulso Criativo que te trouxe à existência, presume-se a obrigação de, ao menos, você tentar descobrir qual a intenção suprema do plano mais alto ao promover este raio chamado você! Muito mais válido do que andar por aí suplicando migalhas de atenção, lamentando que ninguém te quer, seria compreender em teu coração que como Ser você já foi aceito no seleto club daqueles que vieram à existência… e que isto é uma honra, um privilégio e uma benção! É inquestionável que você já faz parte do Club da Criação! E deverias lembrar-te disto toda vez que surgir qualquer necessidade de pertencimento!

Essa simplicidade que surge da pura receptividade torna-se o germe de toda multiplicidade existente no espaço.

A Terra está em repouso. Ela não age por si mesma, mas permanece sempre receptiva às influências do céu. Assim, sua vida torna-se inesgotável e eterna. O homem também pode alcançar a eternidade desde que não se vanglorie, pretendendo realizar tudo sozinho, por meio de suas próprias forças, mas tranqüilo e constante, saiba manter-se receptivo aos impulsos que a ele emanam das profundezas das forças criativas.

O Criativo produz as sementes invisíveis de todo vir a ser. Estas sementes são, a princípio, puramente espirituais; por isso, sobre elas não é possível se exercer qualquer ação ou procedimento; nesse âmbito é o conhecimento que age de forma criadora. Enquanto o Criativo atua no mundo do invisível, tendo como campo o espírito e o tempo, o Receptivo opera sobre a matéria distribuída no espaço, e completa as coisas concluídas e concretizadas. Aqui acompanha-se o processo de geração e procriação até suas últimas profundezas metafísicas.

Fantásticas são as considerações que podem ser extraídas da simples imagem de um raio sobre a Terra. Tua existência aqui na Terra é tão fugaz quanto esse raio caindo na Terra. Não perca tempo e, já que está aqui, desenhe um raio enquanto ainda tem chances!

Alguns dirão: ‘os raios nem sempre caem do céu… por vezes o desequilíbrio elétrico entre as cargas positivas da base da nuvem e das cargas negativas dispersas na superfície faz com que o raio percorra a direção contrária, de baixo para cima‘. OK OK. Concordo plenamente…. e isto me  lembra oportunamente de te dizer algo que você precisa saber e considerar enfaticamente ao longo desta caminhada: Aquilo que você procura, também está procurando por você. O preenchimento que você procura, está à tua procura também, louco para te preencher. A felicidade que você procura, também está procurando intensamente por você, ávida para pode tornar-te feliz. Como você quiser chamar aquilo que você mais procura, está à tua procura também -assim como as cargas do raio descendo e subindo querem se encontrar- pois criptografado nos códigos celestes que marcaram o portal de tuas origens, está escrito que em algum momento teu livre arbítrio poderia voltar-se para a realização do teu destino mais sublime e -por muita bondade- o universo de possibilidades latentes foi quanticamente arranjado para contemplar esta probabilidade suprema! Nunca pense, sequer por um instante, que teu destino melhor está fugindo de você… pois a cada pequeno passo que você der em direção a ele, ele dará 10.000 na tua direção!

 

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    Abraço a todos!

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miguel etchepare – Diretor Digital da CNA [2015~2018]

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