Vênus e as eleições presidenciais nos Estados Unidos

27 de janeiro de 2011 Artigos, Diversos: até dezembro/2009, Internacionais Comentários desativados em Vênus e as eleições presidenciais nos Estados Unidos

Nesta edição, apresentamos a tradução na íntegra do último número do informativo ‘Astrologia Visual’ , de autoria de uma das maiores estudiosas contemporâneas das estrelas: Bernadette Brady. Os que estiverem interessados em saber mais sobre a autora, sobre o programa para cálculos Starlight ou ainda em receber sua newsletter inteiramente grátis, cliquem aqui

Sob o brilho de Vênus – um panorama astrológico das eleições presidenciais dos EUA e sua auto-imposta ligação com Vênus

Bernadette Brady M.A.

Os sistemas políticos bipartidários modernos poderiam parecer estranhos aos olhos do sacerdote-astrólogo da Mesopotâmia. Eles não estranhavam, no entanto, a noção de rivais procurando derrubar o rei e, assim, poderiam considerar o sistema bipartidário como um reino dominado por duas famílias em guerra, cada uma reclamando diferentes níveis de poder em épocas diferentes. Mas nossos antigos antepassados da astrologia teriam esquentado essa luta política nos EUA porque, ao contrário de outros países, as eleições presidenciais americanas têm estado ligadas por lei involuntariamente ao sempre importante e poderoso ciclo de Vênus. Este é um conceito que eles teriam considerado bastante lógico, já que permite ao partido ou à facção que receba as bênçãos de Vênus para ganhar a regência do reino. Vênus era a única deidade feminina em sua visão de mundo, e o poder dela, que era considerável, era sua capacidade de conceder brilho a qualquer estrela ou planeta próximos. Se o rei recebesse essa bênção, ele estaria protegido e fortalecido. Se, no entanto, ela preferisse dar a bênção ao seu opositor, o rei seria derrubado.

A adoção do ciclo de Vênus nos EUA

Acontece que o mandato de presidente nos EUA foi fixado, pelos fundadores da nação, em quatro anos, de maneira que, a partir de 1792, as eleições presidenciais foram realizadas a cada quatro anos, ocorrendo sempre em um ano divisível por quatro. Na época, a data das eleições nos diferentes Estados podia variar, desde que ocorresse em um período máximo de 34 dias antes da primeira quarta-feira de dezembro [1]. À medida que o tempo foi passando, no entanto, e as comunicações entre os Estados aumentando, ficou claro que os candidatos tinham vantagem em alguns Estados por terem vencido, anteriormente, em outros. Foi em decorrência que, em 1845, foi decidido que as eleições presidenciais a cada quatro anos ocorreriam no mesmo dia em todo o país. A data marcada foi a primeira terça-feira de novembro, o que entrelaçou o evento ao interessante ciclo de Vênus [2].

A cada oito anos Vênus retorna ao mesmo ponto no céu. Veja os planetas na época do seu aniversário de oito anos e perceberá que Vênus está perto do mesmo grau do Zodíaco de quando você nasceu. O mesmo ocorre no seu 16º. aniversário, no 24º. e assim por diante. Este ciclo regular de Vênus, quando ligado às eleições presidenciais americanas a cada quatro anos, significa que a cada segunda eleição consecutiva Vênus estará no mesmo ponto do Zodíaco. Na verdade, de uma eleição para outra, Vênus simplesmente alterna dois pontos zodiacais, desde 1792. Estes dois pontos são os primeiros graus de Libra e os graus médios de Sagitário.

Acrescente-se a isso o fato de que as eleições estão presas a um calendário: elas ocorrem entre os dias 2 e 8 de novembro – , e por isso o Sol, em todas elas, está nos graus médios de Escorpião. Quando se combina esses dois ciclos: as eleições a cada quatro anos e uma data a cada quatro anos -, Vênus, em qualquer eleição, terá apenas um entre dois aspectos com o Sol: ou estará em Sagitário, com uma boa distância do Sol, podendo ser vista como uma brilhante estrela vespertina; ou em Libra, também com uma boa distância do Sol, e então sendo vista como uma brilhante estrela matutina.

Eleições com estrela matutina ou eleições com estrela vespertina

Para o astrólogo/sacerdote da corte mesopotâmica essas eleições estabelecidas segundo um calendário de quatro anos foram feitas sob encomenda para Vênus. Com o alinhamento perfeito entre as duas, eles teriam considerado que a ligação era intencional e afortunada, e levaria Vênus a ser a deidade a escolher o vencedor, lançando seus raios sobre planetas vizinhos que representassem o rei ou seus inimigos. Quanto mais brilhante estivesse, maiores as boas graças que ela concederia e, com o sistema eleitoral americano, Vênus brilha em todas as eleições e poderá e irá conceder sua força e imprimatur (aprovação) ao rei ou ao seu rival na corte. Assim, o astrólogo/sacerdote, refletindo sobre essa disputa, gostaria de saber se Vênus era, antes de tudo, uma estrela matutina ou vespertina, pois isso muda a natureza de suas graças e, em segundo lugar, investigar a quem ela concedeu poderes com seus raios.

Classificação das eleições

A seguir, as datas das eleições foram divididas em Eleições de estrela matutina, com Vênus nos primeiros graus de Libra, ou Eleições de estrela vespertina, com Vênus nos graus médios de Sagitário.

Eleições de estrela matutina – os vencedores Vênus nos primeiros graus de Libra Eleições de estrela vespertina – os vencedores Vênus nos graus médios de Sagitário
Franklin Pierce 2 Nov 1852 Zachary Taylor 7 Nov 1848
Abraham Lincoln (1o. mandato) 6 Nov 1860 James Buchanan 4 Nov 1856
Ulysses Grant  (1o. mandato) 3 Nov 1868 Abraham Lincoln (2o. mandato) 8 Nov 1864
R. Hayes 7 Nov 1876 Ulysses Grant  (2o. mandato) 5 Nov 1872
Grover Cleveland (1o. mandato) 4 Nov 1884 James Garfield 2 Nov 1880
Grover Cleveland (2o mandato) 8 Nov 1892 Benjamin Harrison 6 Nov 1888
William McKinley (2o. mandato) 6 Nov 1900 William McKinley 3 Nov 1896
William Taft 3 Nov 1908 Theodore Roosevelt 8 Nov 1904
Woodrow Wilson (2o. mandato) 7 Nov 1916 Woodrow Wilson 5 Nov 1912
Calvin Coolidge 4 Nov 1924 Warren Harding 2 Nov 1920
Franklin D Roosevelt (1o. mandato) 8 Nov 1932 Herbert Hoover 6 Nov 1928
Franklin D Roosevelt (3o. mandato) 5 Nov 1940 Franklin D Roosevelt (2o. mandato) 3 Nov 1936
Harry Truman 1 Nov 1948 Franklin D Roosevelt (4o. mandato) 7 Nov 1944
Dwight Eisenhower (2o. mandato) 6 Nov 1956 Dwight Eisenhower 4 Nov 1952
Lyndon Johnson 3 Nov 1964 John F Kennedy 8 Nov 1960
Richard Nixon (2o. mandato) 7 Nov 1972 Richard Nixon 6 Nov 1968
Ronald Reagan (1o. mandato) 4 Nov 1980 Jimmy Carter 2 Nov 1976
George Bush 8 Nov 1988 Ronald Reagan (2o. mandato) 6 Nov 1984
Bill Clinton (2o. mandato) 4 Nov 1996 Bill Clinton 3 Nov 1992
George W Bush 2 Nov 2004 George W Bush 7 Nov 2000

Vênus como estrela matutina favorece aquele que detém a coroa

Vênus como estrela matutina era considerada mais independente, com desejo de trabalhar sozinha ou de conceder benefícios cheios de impulsividade, precipitação ou liberdade de pensamento. Geralmente isso não favorece um trabalho político em rede e acertos atrás das portas, necessários a um rival para chegar ao poder. Por isso, é raro que o rei ou o herdeiro escolhido pelo rei percam poder em uma eleição de estrela matutina. Houve no entanto duas datas desde 1900 quando isso aconteceu: na primeira eleição de Franklin D. Roosevelt, em 1933, quando ele tirou a Casa Branca das mãos dos republicanos (oponentes), e Ronald Reagan, em 1981, quando ele venceu os democratas. Todas as demais eleições, desde 1900, que tiveram Vênus como estrela matutina, resultaram em zero mudanças na “família” que ocupava a Casa Branca.

Os dois únicos desafios bem-sucedidos ao “trono” desde 1900 em eleições com estrela matutina

Franklin D Roosevelt, em 1933
Vênus iluminava Júpiter e Marte, com
a estrela-rainha Regulus.
Ronald Reagan, em 1981
Vênus iluminava a Lua, Saturno e Júpiter.

Vênus como estrela vespertina favorece aquele a quem ela ilumina

Este é o tipo de eleição que tem grande possibilidade de mudança de quem detém o poder na corte. A situação não garante a mudança, mas, como uma estrela vespertina, Vênus é muito mais ativa em termos de rede e cooperação em trabalho de equipe e, portanto, suas bênçãos estão mais de acordo com a natureza da política, concedendo potencialmente ao rival sorte e habilidades necessárias ao sucesso. O candidato simbolizado pelo planeta ou estrela que recebe a luz da brilhante estrela vespertina tende a alcançar a vitória.

Vênus favorece o rival: um olhar sobre outras eleições com estrela vespertina

 O acadêmico chega ao trono – Júpiter e Mercúrio

Em 1912 Woodrow Wilson concorreu à Casa Branca pelos democratas, numa eleição sob a estrela vespertina, enquanto Vênus iluminava Júpiter e Mercúrio (ver imagem à direita). Ele era um acadêmico que, dois anos antes, se tornara presidente da Universidade de Princeton. Aqui, Vênus favoreceu o estudioso, o erudito. O Sol, que sempre simboliza o rei ou, neste caso, o partido dominante, estava conjunto a Marte (no alto da constelação de Libra) e os republicanos (partido dominante) estavam sendo destroçados por um racha entre Roosevelt e Taft.

 O rei morre em um eclipse e o editor (Mercúrio) vence

Em 1920 Warren Harding recuperou a Casa Branca para os republicanos numa eleição sob a estrela vespertina. Vênus iluminava Mercúrio (ver imagem à direita) – Warren Harding era um editor em uma pequena cidade, um reflexo da associação Vênus/Mercúrio – enquanto, ao mesmo tempo, o rei (Sol) estava a 3 graus do eixo nodal; e era temporada de eclipses, o que significava um momento de ameaça mortal ao rei

Vitória do soldado (Marte) , enquanto o rei está machucado…

Em 1952 Dwight Eisenhower, o bem-sucedido general da Segunda Grande Guerra, recuperou a Casa Branca para os republicanos, numa eleição sob a estrela vespertina, quando Vênus iluminava Marte e Mercúrio (ver imagem abaixo), enquanto Saturno (outro indicador do rei) estava em conjunção com Netuno (Saturno e Netuno estão um pouco acima de Spica), uma combinação que refletiu a aposentadoria do presidente democrata Harry S. Truman e sua decisão de não concorrer a um segundo mandato.

O herdeiro do trono assume o trono (Júpiter), enquanto o rei está confuso.

Em 1960 ocorreu a eleição seguinte sob a estrela vespertina, quando John F. Kennedy foi em busca da Casa Branca para os democratas. Na época, Vênus iluminava Júpiter, como na vitória de Woodrow Wilson. Com Wilson, o simbolismo de Júpiter era sua formação acadêmica; com Kennedy era sua juventude, seu título extra-oficial de “herdeiro do trono”, quando comparado a seu oponente, Richard Nixon, um republicano linha-dura e anticomunista. Ao mesmo tempo, o Sol (o herdeiro do rei, que era, naquele momento, o Partido Republicano) estava sentado com Netuno numa situação parecida com a que deu a vitória a Eisenhower contra os democratas. Isso também pode ser visto em relação a Kennedy, que usava o novo meio de comunicação (televisão) pela primeira vez, e o herdeiro do rei não.

Saturno empurra o antigo herdeiro – Lyndon Johnson – para o lado

Em 1968, ocorreu outra eleição sob a estrela vespertina e, desta vez, Vênus, brilhante e dominando o céu, cedeu sua posição no céu noturno apenas a Saturno (ver a imagem abaixo, Saturno e Vênus são os dois únicos planetas no céu noturno). Agora, Vênus concedia suas bênçãos ao republicano “duro na queda” e anticomunista Richard Nixon, que assumiu o trono para os republicanos, enquanto o Sol tentava fugir de Netuno (não aparece).

O sulista assume, graças ao voto negro (Netuno iluminado)

 Em 1976, a eleição seguinte sob a estrela vespertina ocorreu com Vênus iluminando Netuno (ver à direita) e um sulista democrata chegou à Casa Branca. Jimmy Carter, com um imenso apoio dos Estados negros do Sul, chegou em Washington como um forasteiro. Seu opositor, o presidente Gerald Ford, que concorria à reeleição, era o Sol cercado por Marte e Urano – símbolos do rei enfrentando problemas sérios.

 Vênus assume a Casa Branca

Foi Bill Clinton que venceu a eleição seguinte sob a estrela vespertina, em novembro de 1992, e removeu o republicano George Bush. Nessa eleição, Vênus brilhava no céu e só iluminou Mercúrio (seu parceiro freqüente no céu), portanto parece que se concentrou naquele que tinha um mapa natal regido por Vênus e que era famoso pelo charme.

 Vitória do corajoso: Plutão é iluminado por Vênus

Na eleição seguinte sob a estrela vespertina, “Bush, o jovem”, G. W. Bush, retomou o lugar do pai em 7 de novembro de 2000. Foi uma eleição disputada e, com Vênus iluminando Plutão, ela abençoou o que tinha mais dinheiro, mais poder, mais advogados e mais força

[Nota de interesse: das 28 eleições presidenciais desde 1900, em dez ocorreram mudanças no partido governante e, entre estas dez, oito foram eleições sob a estrela vespertina. Assim, há um histórico de 28.5% das vezes em que mudanças ocorreram sob a estrela vespertina contra 7% das vezes em que as mudanças foram em eleições sob a estrela matutina.]

A eleição sob estrela vespertina de 2008: uma visão astrológica

Portanto, agora temos outra eleição sob a estrela vespertina. A “família” que rege a Casa Branca é a republicana e, para nesta eleição, o rei está se aposentando e o herdeiro escolhido quer chegar ao trono. Há, certamente, a “família” rival que, nesta eleição, é a democrata e, como sempre, o rival tem a pretensão de chegar ao poder.

Como um astrólogo/sacerdote, você olha para o céu em busca de Vênus. Se o rei está sob ameaça, isso não é bom para os republicanos. Se Vênus ilumina um planeta, qual é ele e quem ele simboliza, o herdeiro do rei ou seu rival? Seguindo nossa mentalidade mesopotâmica, podemos fazer a seguinte pergunta aos céus: “O herdeiro escolhido pelo rei pode chegar à Casa Branca ou seu rival vai derrubá-lo? Qual das duas famílias da corte chegará ao trono?”

O céu para a Eeleição sob a Estrela Matutina em 4 de novembro de 2008.

A eleição de 2008, sob a estrela vespertina

No momento da eleição, Vênus estará mais uma vez iluminando Plutão, mas de maneira diferente da que ocorreu na eleição de 2000: também há um Júpiter distante, mas brilhante no fim de Sagitário (ver imagem acima). Se Vênus conceder poder aos dois planetas – o que é questionável, já que as orbes são grandes -, isso então simboliza uma vitória por avalanche de votos para o jovem “herdeiro do trono”, uma ascensão abrupta à Casa Branca, onde o peso do mandato levará um enorme poder às mãos de Obama. Tal poder poderá ser uma droga inebriante para qualquer político, portanto, o jovem rival terá de lembrar que ele não é um César, não é um deus, mas apenas um ser humano.

Mas se a luz de Vênus não chegar até Júpiter, aí o foco será a luta bruta de poder de Plutão. A eleição será vencida pela “família” com mais dinheiro, poder e coragem. Acrescente-se a este quadro o fato de que o herdeiro do rei que se aposenta não está sendo prejudicado por Marte. Ao contrário, Marte se expressa como John McCain, o soldado.

É fácil perceber o poder de uma vitória de Júpiter/Plutão como o jovem concorrente, Obama, mas se for uma luta de socos como a eleição de 2000 – a última sob a estrela vespertina em que Vênus iluminou Plutão -, então a vitória será daquele que tiver mais dinheiro e poder.

A vitória será mais doce porque vai durar 12 anos

Para encerrar, seja que partido chegar à Casa Branca, ele não permanecerá apenas até depois da eleição de 2012, mas também na de 2016. A eleição de 2012 terá Vênus matutina iluminando uma conjunção Sol-Saturno, que concederá suas bênçãos ao rei. Na de 2016, que será uma eleição sob estrela vespertina, Vênus mais uma vez iluminará Saturno, sem qualquer ameaça ao rei. Assim, a Astrologia Visual indica que o partido governante se manterá na Casa Branca durante pelo menos 12 anos. Pode haver mudança de presidentes a qualquer momento, mas a “família” que vencer esta eleição de 2008 vai tirar o grande prêmio.

Reis ou presidentes, trata-se apenas de poder e rivalidade, que é a intriga de qualquer corte real. Pouca coisa mudou desde que a Astrologia surgiu entre os rios do crescente fértil.

[1] A primeira quarta-feira de dezembro era a data marcada para uma reunião do Colégio Eleitoral, que tinha como propósito eleger o presidente.

[2] O ciclo de quatro anos das eleições presidenciais também engloba o padrão jupiteriano, mas este não é o objetivo, pois Júpiter não volta exatamente ao mesmo ponto a cada 12 anos

SIMPATIA VERSUS EXCESSO DE CONFIANÇA
OS MAPAS DE JOHN MCCAIN E BARACK OBAMA

Darrelyn Gunzburg

Na newsletter de julho de 2008 da Astrologia Visual nós olhamos o potencial das figuras celestes perto do horizonte na hora do nascimento. Na seqüência, podemos considerar o horizonte não apenas da perspectiva de uma única história, mas também como uma união de imagens, reunidas pelo nascimento da pessoa. Talvez o astrólogo/sacerdote da Mesopotâmia não usasse as mesmas palavras, mas nós podemos perguntar quem governa os horizontes Oriental e Ocidental, quem abençoa a maneira pela qual somos vistos no mundo e o que está sendo catalisado em nós nas relações com os outros? Como um exemplo, eu me concentrei nos dois candidatos à Presidência dos EUA, já que são dois personagens que estão todos os dias nos noticiários.

John McCain nasceu em 29/agosto/1936, às 9.00 am, em Coco Solo, Panama.
Nasceu com as constelações de Virgem ascendendo e Cetus, a baleia, se pondo no Oeste.

John McCain – A Virgem e o monstro do mar: a nobreza (dignidade) nascida da dor

O horizonte de McCain mostra duas constelações, ambas na posição vertical. Isso nem sempre acontece, já que a posição depende da latitude do local do nascimento. Ambas as imagens, no entanto, se mostram ’em pé’, um conceito de decência e honestidade.

A constelação de Virgem, a grande deusa da fertilidade no céu, governa seu horizonte Oriental no momento do nascimento, portanto, McCain é visto como pessoa nobre e digna. A constelação de Cetus, a baleia, governa seu horizonte Ocidental no momento do nascimento, e ascende confrontando sua traseira. É, portanto, este grande e desconhecido animal das profundezas que está catalisado nele nos relacionamentos com outros, e que ele tenta incorporar a si mesmo. Seu cartão de embarque para a Presidência é colorido pelo histórico de aviador naval, que teve de enfrentar Cetus nas obscuras profundezas da tortura, como prisioneiro de guerra no Vietnã – e sobreviveu. McCain vem de família de militares: seu pai e seu avô paterno foram almirantes de quatro estrelas da Marinha dos EUA[1]. Como um homem de guerra, ele incorporou esses temas e os trouxe das profundezas para a luz do dia, para que pudessem ser vistos com mais clareza.. McCain é conhecido por seu trabalho de restabelecimento de relações diplomáticas com o Vietnã nos 1990s e por sua convicção de que a guerra no Iraque deve chegar a uma bem-sucedida conclusão nos 2000s. Ele apresenta a nós, o público, o nobre e digno guerreiro ferido.

Pode-se dizer que McCain combate o caos e a confusão dos temas coletivos da humanidade, inicialmente como uma vítima e, depois, como um protagonista (Cetus); portanto é visto como uma pessoa que tem conhecimento e insight de forma a dar nobreza à dor (Virgem). McCain pode, assim, involuntariamente, despertar sentimentos de solidariedade, mais do que qualidades de liderança.

Barack Obama nasceu em 4/agosto/1961, às 19:24, em Honolulu, Hawaii.
Nasceu com a constelação de Capricórnio ascendendo e Leão se pondo no Oeste.

Barack Obama – A cabra do mar e o leão: proteção dentro da lei

As imagens da constelação no horizonte de Obama também são verticais. A constelação de Capricórnio – a grande cabra do mar doadora da lei e educadora – no céu governa o horizonte Oriental no momento de seu nascimento. Obama, portanto, é visto como uma força estabilizadora, alguém que educa seu povo e traz a ordem.

A constelação de Leão governa seu horizonte Ocidental no momento do nascimento, da mesma forma que suas patas dianteiras avançam para tocar o solo, dando uma base à constelação. É esse grande leão que protege as preciosas águas do Nilo, doador da vida. Também tem ligação com Sekhmet, a esfinge-leoa, que era “uma agressora ativa que representava o pai contra seus inimigos” [2] e símbolo de soberania. Ambas são catalisadas nele e em suas ligações e naquilo que ele tenta incorporar como seu. Seu cartão de embarque para a Presidência é colorido pelo histórico de advogado, que tentava trazer mudanças para as organizações de base. Graduado pela Universidade de Columbia e pela Faculdade de Direito de Harvard, Obama trabalhou como um organizador comunitário e praticou Direito Civil ao mesmo tempo em que ensinava a Constituição na Faculdade de Direito da Universidade de Chicago (1997-2004), antes de se eleger senador pelo Estado de Illinois, de 1997 a 2004.[3]

Pode-se dizer que Obama busca trazer soberania (autoridade) às suas relações (Leão), para proteger seu povo com leis que estabilizem e dêem firmeza à sociedade (Capricórnio). Ele pode, portanto, sofrer de uma arrogância resultante de orgulho ou paixão excessivos, já que tem uma combinação que reflete os Césares de Roma.

Em resumo…

Os candidatos exibem de maneiras amplamente diferentes seu entusiasmo e suas razões para chegar à Presidência e cada um tem uma nêmesis: solidariedade versus arrogância resultante de orgulho ou paixão excessivos.

[1] http://en.wikipedia.org/wiki/John_McCain – acessado em 5/09/2008.

[2] Brady, Bernadette (2008). Star and Planet Combinations, Bournemouth: Wessex Astrologer.

[2] http://en.wikipedia.org/wiki/Barack_Obama – acessado em 5/09/2008.

O software que permite trabalhar com todo o céu é Starlight, e pode ser explorado no site de Zyntara, onde há inclusive sessões on line.

Sobre o Autor

CNA (Central Nacional de Astrologia)