Um homem da Renascença, Rodrigo Araês

12 de fevereiro de 2011 Artigos, Entrevistas Comentários desativados em Um homem da Renascença, Rodrigo Araês

Rodrigo Araês

Imperdível mergulho no mundo de um astrólogo que está na estrada há mais de 30 anos.

Multimídia, no dizer contemporâneo, Rodrigo se aproxima daquele ideal dos antigos renascentistas: formação a um só tempo rigorosa e generalizante, capaz de decodificar inúmeras linguagens, interessado em tudo que é do ser humano. Basta conferir: Engenheiro de formação se descreve também como “cantor de sambas, inclusive de breque, e de valsas do início do século XX”. Mestre em engenharia biomédica com formação em psicanálise,  lecionou de estatística a parapsicologia indo de uma a outra com igual paixão e entrega.

Rodrigo Araês é nome conhecido dos astrólogos brasileiros. Ativo e atuante, conta aqui um pouco de suas experiências em entrevista exclusiva concedida para Barbara Abramo para a  CNA. Rodrigo fala da sua trajetória, de sua busca espiritual, de suas pesquisas,de astrologia esotérica – sua especialidade e paixão –e também de poesia.

Cada testemunho dele é uma porta ou uma ponte para muitos campos do conhecimento, como faria um homem da Renascença. Aqui, Rodrigo mostra sua sensibilidade educada para os grandes temas contemporâneos. Professor de conceituadas universidades paulistanas, é prova viva da coexistência e da convivência entre o mundo simbólico e a mente racional do investigador que trabalha na trincheira da ciência.

Rodrigo tem perfil singular sim, sugerindo usos e aplicações da astrologia e de outros saberes porque acredita na transdiciplinaridade. Tanto assim que trabalhou para a publicação do Manifesto da Transdisciplinaridade de Basarab Nicolesco, editado pela escola TRIOM, de quem era sócio, há um ciclo completo de Júpiter (12 anos). Curioso pelo mundo que o cerca, dá dicas e toques para quem está trilhando a senda da busca espiritual, quem é astrólogo ou apenas interessado na arte astrológica.

Membro do Conselho Deliberativo da CNA, Central Nacional de Astrologia, Rodrigo já deu conferencia na AMORC, orienta o “Grupo de “Estudos de Transdisciplinaridade”, da USJT, do qual foi presidente do Comitê de Ética em Pesquisa na Área da Saúde. E ainda arranja tempo para ensinar meditação e Tradições Religiosas Orientais e Ocidentais, com forte ênfase em Alice Bailey e para escrever o capítulo sobre Escorpião em Astrologia, os doze portais mágicos.

Rodrigo “tenta fazer poesia”, como nos diz, talvez para descansar a mente. E com ela nos brinda ao final dessa entrevista: um verdadeiro renascentista!

Atenção: Rodrigo faz referencias a diversos autores, movimentos etc. Com a intenção de facilitar a compreensão de seu mundo, acrescentei notas explicativas a nomes, escolas, entidades etc. Estão elencadas como “nota da editora” (N. da E.) Já as notas escritas de próprio punho por Rodrigo Araês estão redigidas na primeira pessoa.

____________________________________

Você faz parte do panteão da astrologia brasileira, por muitas razões. Desde o início, esteve adiante de projetos no mínimo ousados, como a TRIOM, a aderência a uma linhagem esotérica da astrologia, divulgando os princípios dessa corrente no país. Como foi ser pioneiro nesse campo, no contexto em que você começou?
R.- Essa história de panteão é um horror – vou levar na brincadeira. Meu primeiro contato com astrologia data de 1968, através de meu falecido terceiro irmão Percival Arthur (que nasceu com Sol em Peixes, Ascendente Aquário, Lua em Touro). Foi meu primeiro mentor, não só em astrologia, mas também em outras áreas do conhecimento esotérico: Tarot, Magia, Cabala, etc. Ele praticava meditação, viagem astral e rituais de magia, seguindo Elifas Levi . Muito culto, contando com uma visão enciclopédica e globalizante, foi continuador e orientador de uma tradição familiar que se iniciou com meu avô materno e continuou com minha mãe (que nasceu com Lua conjunção Netuno no Ascendente em Câncer. (Uma nota curiosa é que Percival nasceu em 1939, no dia do 24º aniversário de minha mãe. Eu fui o sétimo de 14 filhos e nasci três dias antes de minha mãe completar 30 anos). Em 1969 participei por seis meses de um grupo de estudos sobre a obra Fragmentos de um Ensinamento Desconhecido . O contato com essa obra e com Lobsang Rampa , Castañeda , Paul Brunton  e Yogananda  abriram meu horizonte e resolvi não me filiar a nenhum grupo ou esquema que tirasse minha liberdade de seguir meu próprio caminho.

Percival morreu em 1970 e em 1973 me casei, comecei a trabalhar, aprendi a dirigir, operei as inimígdalas, coloquei óculos, e comecei a dirigir os grupos de estudos da minha família. Nada como um retorno de Saturno para assumir obrigações indeléveis. Por três anos relutei em assumir a direção deste grupo, herança desse meu irmão. Transformei um grupo espírita num grupo de estudos esotéricos, à custa da dissensão de 3/4 do grupo original; fomos de 60 para 15 – e não nos fizeram falta.

Desde o início, como dirigente do grupo, adotei uma postura de estudar sem abandonar a prática mística. Sempre achei que sem conhecimento a fé pode nos iludir. Em 1974 tomei contato com as obras de Alice Bailey ; inicialmente Um Tratado sobre Magia Branca e depois Iniciação Humana e Solar, mas no final deste ano comprei quase toda a obra em espanhol e comecei a recordar a Astrologia Esotérica (da mesma autora. Digo recordar, sem nenhuma pretensão, pois a sensação que tinha é que já conhecia praticamente toda a obra de Alice Bailey. Tive dificuldade com Um Tratado sobre o Fogo Cósmico que só consegui encarar em 2001.

Em 1975 ajudei a fundar uma Fraternidade e uma Sociedade de estudos esotéricos. Existia uma premência, que atribuí ao fato de nos reunirmos na casa dos meus pais e ter como vizinho um coronel da PM; eram os tempos de Médici . Depois descobri que naquele ano Urano tinha entrado em Escorpião, atingido meu ascendente, e retrogradado. Nesta retrogradação tudo aconteceu para facilitar a criação de nossa estrutura externa e interna.

Em 1976 comecei a dar aulas em três faculdades (MAUÁ, FATEC e FAAP ) num total de sete matérias diferentes; defendi meu mestrado, nasceu meu filho mais velho e conheci o Professor Raul Varella Martinez, então diretor da FATEC.

Estava cantando um samba de breque para a secretária dele quando ele surgiu e me perguntou se eu era o Prof. Rodrigo; como confirmei, disse que queria conversar comigo. Aquiesci e fomos para a sala dele. Dr. Raul (como o chamávamos, embora ele não gostasse do Dr) me disse que o Prof. Mário Pagliaricci  havia lhe informado que eu era interessado em assuntos incomuns, e me perguntou se conhecia astrologia. Expliquei que conhecia muito pouco da astrologia praticada pelos astrólogos profissionais e que meu interesse era Astrologia Esotérica. Ele me informou que desta astrologia ele não conhecia nada e nem sabia se funcionava, mas como percebeu que eu tinha uma forte influência de Escorpião e de Mercúrio, perguntou se podia fazer meu mapa. Por “acaso” estava com minha certidão de nascimento na minha pasta; algo que faço por hábito (depois tive dificuldade de encontrá-la novamente). Observando Dr. Raul senti atrás dele um disco solar, uma cruz e uma espada. Isso o impressionou muito, pois o símbolo do grau zodiacal  de seu ascendente tinha um globo, um compasso e um esquadro – caracterizando o astrólogo que ele era, e é. Meu mapa indicou Asc. Escorpião e Mercúrio combusto estacionário em Peixes (aviso aos incautos, Mercúrio em Peixes não dá burrice, mas dá uma distração danada).

Na semana seguinte tínhamos vestibular na FATEC e durante a minha função de fiscal de provas Dr. Raul me ensinou a calcular mapas astrológicos e me presenteou com um livro francês de efemérides e tábuas de casas. Os planetas tinham sua posição de 10 em 10 dias, a Lua de três em três, o que dava uma trabalheira para fazer os cálculos de interpolação planetária. No outro dia já tinha levantado quatro mapas que foram devidamente corrigidos. A partir deste dia comecei a interpretar de acordo com a Astrologia Esotérica e com o sistema sideral . Achava, pretensiosamente, que a Astrologia comum era muito fugaz para analisar o mapa de uma pessoa pelo plano da alma. Adotei o ayanamsa de Lahiri , pois sabia que o governo hindu o havia adotado quando da independência da Índia.

Dr. Raul ficou muito impressionado, pois obtinha informações precisas com um método do qual ele não tinha conhecimento mais formal. A partir desta visão complementar propus ao Dr. Raul que ele ensinasse astrologia para os 50 membros do meu grupo de estudos e que estudássemos supostos casos de reencarnação. Esta segunda proposta tinha sentido para mim, pois testaria algumas informações mediúnicas de que algumas pessoas teriam informações de que seriam reencarnação de parentes ou de alguém razoavelmente conhecido.

A Astrologia Esotérica, segundo Alice Bailey, afirma que o ascendente se mantém até sete encarnações seguidas; o ascendente seria um indicador do objetivo maior de uma vida e funcionaria como um Sol da possibilidade, em contraponto com o signo solar (que funcionaria como um Sol da probabilidade) que indicaria o estágio a que chegou a alma no domínio de sua personalidade. Trocando em miúdos: queríamos testar se o ascendente se mantinha enquanto que o signo solar poderia de outro signo. Tínhamos outras informações, como a de C. G. Jung , que acreditava que o mapa astrológico se mantém ativo até depois da morte do indivíduo. Tínhamos  os trabalhos de Edgar Cayce  e as especulações de Manly P. Hall   no seu Astrology and Reencarnation.  O problema é que as informações mediúnicas são muito duvidosas, para dizer o mínimo; neste ponto entra o meu contato com o Dr. Hernani Guimarães de Andrade , o maior parapsicólogo que o Brasil já teve e um dos mais respeitados pesquisadores do mundo nesta área.

Conheci o Dr. Hernani graças a um amigo comum, Sr. Edgar, que trabalhava com ele no Ministério de Minas e Energia, e a quem dei aulas de Física, Matemática, Química e Biologia, quando éramos colegas de curso científico. Dr. Hernani me recebeu muito bem – aliás, conhecia seus dois filhos – e me presenteou com o opúsculo “Jacira e Ronaldo, um caso que sugere reencarnação”. Agora tínhamos um caso detalhadamente explicado, com datas e locais indicados. Descobrimos depois que para proteger Jacira ele mudou o nome e o local de nascimento, e que havia algumas imprecisões que ele corrigiu na segunda edição.  Dr. Hernani era um geminiano gentleman que agradeceu muito nossas correções.

Em 1978 praticava Astrologia Esotérica como assistente do Dr. Raul e continuava com o grupo de estudos. Nesse ano aparecem no nosso curso Willy Wirtz e Dr. Juan Alfredo Cesar Müller, de saudosa memória . Dr. Müller presidia a ABA, nos convidou para participar do 1º Primeiro Simpósio de Astrologia e pediu que nos associássemos à ABA . Embora aceitando apresentar nossos estudos (meu e do Dr. Raul) sobre reencarnação, nós recusamos nos associar à ABA. . Eu me recusei por não conhecer a astrologia comum e portanto não me julgar competente para ser astrólogo. Dr. Raul, por ser diretor da FATEC, não quis expor publicamente sua ligação com a astrologia naquela época. Diga-se, de passagem, que posteriormente o Dr. Raul ministrou um curso de astrologia na PUC com Dr. Müller. Essa recusa nos custou caro no meio astrológico da ABA. No dia do 1º Simpósio apresentei meu trabalho pela manhã, fui intensamente aplaudido, por astrólogos como Antonio Carlos Harres, Olavo de Carvalho, Luis Pellegrini e Salvatore de Sálvio, entre outros que vim a conhecer naquela manhã. Mais tarde, Vera Facciolo criticou nossa postura de não nos integrarmos à ABA, afirmando que éramos engenheiros convencidos e com vergonha de nos intitularmos astrólogos. O que ela falou tinha alguma dose de verdade. Mas nem eu nem o Dr. Raul estávamos presentes, e acho que deveríamos ter direito de defesa, o que não ocorreu.

Depois disso, mais do que nunca me voltei para a astrologia esotérica e passei a interpretar muitos mapas, inclusive de astrólogos, dentro dessa perspectiva. Lentamente fui me aproximando da astrologia ocidental e conseguia numa mesma leitura utilizar as duas metodologias. Durante nove anos atendi de graça até o dia em que quase enfartei – Plutão passando pelo meu ascendente – era minha Alma me chamando.  A partir daí, fui obrigado a diminuir minha atividade como professor universitário, comecei a dar aulas de astrologia e de Tarô, na Astrocenter, escola concebida e dirigida por Marylou Simonsen e Carlos Alberto Botton .

Concomitantemente continuei usando os conhecimentos da Astrologia Esotérica em palestras e na leitura de mapas de pessoas que eu achava que possuíam uma consciência mais ampla. Aprendi a duras penas que não podia exigir dos consulentes que eles se voltassem para uma visão espiritual; cada um tinha seu tempo e sua vida. Mas me reservei o direito de só ler mapa de pessoas que despertavam minha atenção intuitiva, mesmo que às vezes eu me desse mal.

Durante muitos anos falei sozinho sobre essa vertente da astrologia, mas isso não me perturbou. Algo dentro de mim sempre me indicou este caminho, e a confiança no Tibetano  jamais diminuiu, muito pelo contrário.

Não cheguei a ser uma voz clamando no deserto porque sabia que no exterior já existiam vários astrólogos com essa postura.

Onde – em que campo e dimensão – a astrologia e a disciplina do conhecimento e do método cientifico podem dialogar? Existe a chance de uma interlocução válida, ou acha melhor esquecer e cada disciplina ficar estanque em seus “domínios de cognição” específicos?
R – Como pesquisador, militando na área de engenharia biomédica, nunca me incomodou a aparente discrepância entre meus estudos ocultistas e a prática e a teoria na área de ciências exatas. Sempre achei que não existiam limites entre um e outro; se a ciência comum não conseguia explicar a astrologia, problema desta ciência. Nunca deixei de mesclar meus conhecimentos de Física (fui professor de Eletromagnetismo e matéria afins por mais de trinta anos), de Matemática, Teoria de Sistemas, Redes Neurais, Sistemas Especialistas, Estatística, matérias médicas – dei aulas de anatomia e fisiologia para engenheiros por 16 anos, além de ter estudado Histologia, Bioquímica, Farmacodinâmica – com a astrologia. Está tudo interligado. A divisão disciplinar é o resultado de uma miopia mental que levou à fragmentação do conhecimento, e a considero como subproduto da hipertrofia da razão humana em detrimento de processos superiores de intuição e inspiração. Como diz Osho : A razão tirou o homem do paraíso.

Quando surgiu aqui no Brasil o movimento da Transdisciplinaridade , engajei-me na hora. Percebi mais tarde que alguns dos fundadores deste movimento tinham dificuldade de realmente serem transdisciplinares, pois escamoteavam a parte espiritual. Num grupo de estudos transdisciplinares que oriento a espiritualidade não é abandonada e cheguei a ensinar astrologia a este grupo como um exemplo de transdisciplinaridade; astrologia é uma ciência, uma arte, uma filosofia e uma espiritualidade, onde não existem partes estanques, tudo está ligado a tudo. Entre o micro e macrocosmos não há separação. A coerência quântica, Akáshica, ou o nome que se queira dar, subjaz em todos os níveis.

Fale um pouco da astrologia esotérica: qual o state of art agora? Quem são os profissionais que melhor a representam lá fora, que tipo de pesquisa/estudo tem ou foi feito recentemente levando em conta os postulados e hipóteses da astrologia esotérica?
R – Podemos dizer que a atenção consciente deste mundo que supomos racional é a “primeira atenção”, a que coloca nossa consciência no mundo dos mitos, dos símbolos, da criatividade, é a “segunda atenção”; para utilizar uma linguagem xamânica. Temos de funcionar nas duas atenções. A primeira nos leva a um mundo focado na personalidade, objeto da astrologia usual, a segunda nos leva a uma astrologia centrada na alma, objeto desta “astrologia esotérica” de A. Bailey e com a qual tenho mais afinidade.

A astrologia esotérica é chamada astrologia dos Sete Raios. Neste último livro que o Valdenir Benedetti organizou e do qual fiz o prefácio, existe um texto de Oscar Quiroga que está apoiado nesta astrologia. Aconselho a leitura, mas para um entendimento maior aconselharia o estudo profundo dos três primeiros volumes de Um Tratado Sobre os Sete Raios e um estudo informativo do livro Iniciação Humana e Solar, todos de Alice Bailey.

Existiu uma revista de astrologia publicada pelo Dr. Douglas Baker na qual Dr. Roberto Assagioli – psicólogo fundador da psicossíntese –  publicou alguns artigos sobre astrologia esotérica, segundo informações do próprio Dr Baker. Baker produziu muitos livros sobre esta vertente da astrologia, inclusive comentando o uso de Florais de Bach. Uma discípula de Assagioli, Dra. Angela La Sala Batá, escreveu vários livros utilizando a configuração de pacientes através dos sete raios.

Outro autor muito conhecido é Alan Oken, cujo livro Astrologia e os Sete Raios foi traduzido para o português (Ed. Nova Fronteira), além de Torkom Saradayrian , que também tem traduzido para o português um livro que fala das meditações de Lua cheia com foco nos sete raios.

Conheci Torkom aqui em São Paulo e lembro que perguntei a ele se o Tibetano trabalhava com astrologia tropical ou sideral; já que eu achava que a sideral era mais apropriada para verificar o caminho do Eu interno, o caminho do Ser. Pareceu-me que ele não conhecia muito a confecção de mapas, mas me deu uma informação preciosa. Ele me disse que parecia que era para se usar as duas (tanto assim que existe no programa de calculo astrológico Solar Fire  um sistema de calculo sideral do ayanamsha denominado Djwhal Khul – nome do Tibetano). Porem, para mim, o mais interessante é que segundo Torkom mais de 60% do que foi escrito sobre astrologia esotérica não foi publicado. Torkom morreu nos anos 90 e não tenho como confirmar esta afirmação.

Baker, Assagioli e Torkom foram amigos de Alice Bailey; se consideravam discípulos do Tibetano, o Mestre de Bailey. Outro amigo de Bailey foi Dane Rudhyar, mas não me lembro dele utilizar claramente os conceitos expressos na astrologia esotérica de Bailey. O que se observa em sua obra é um sentido de amplidão espiritual difícil de encontrar na maioria dos astrólogos.

Hoje em dia o maior divulgador desta astrologia é o australiano Philip Lindsay. Seu livro Soul Cycles of the Seven Rays – Esoteric Astrology & Initiation é uma bela compilação e clarificação do tema. Ele tem outros livros, mas um dos que li é decepcionante para quem estudou a obra de Bailey, é pura redundância. Outro autor muito interessante foi-me trazido pela Nádia Oliveira, professora de astrologia esotérica da Escola Gaia e minha co-discípula. Trata-se de Michael D. Robbins, cujo livro The Tapestry of the Gods tem como subtítulo “The Seven Rays: Na Esoteric Key to Understanding Human Nature”. Este livro é um enorme compêndio e tem informações e especulações preciosas sobre o tema. Nádia, esta buscadora incansável, me arrumou também um curriculum de uma escola trans-himalaica que se apóia na teosofia e em Alice Bailey. É uma escola virtual e nos deu uma coceira danada de fazer algo semelhante no Brasil.

Com base na experiência da TRIOM, o que você diria aos astrólogos interessados em tocar um projeto de escola e centro de estudos hoje em dia? Quais as semelhanças e diferenças entre a época que você começou, e agora? E que erros, se eles existem, não cometeria agora?
R.- Primeiro olhe seu mapa. Se não tiver liderança espiritual e material é melhor não criar uma escola. Esta conjugação de influências exige uma consciência mais elevada. Normalmente as escolas se fixam em torno do eu pessoal do fundador. Um astrólogo professor (se não for professor esqueça) que formar uma sociedade em que for parte minoritária está fadado a ficar atrelado a uma visão pragmática e se tornar vítima do fascínio do mundo. É difícil para os sócios apegados excessivamente ao plano material, mesmo que se julguem espiritualistas, aceitarem uma postura mais economicamente desprendida. Enquanto não se conseguir montar uma sociedade onde todos atuem como grupo, atingirem uma relativa maestria e estarem sujeitos à vontade da alma e não da personalidade, é melhor que o astrólogo seja o caput e tome as rédeas material e espiritualmente.

Hoje em dia todos os processos estão atrelados ao poder econômico; Urano, o grande regente do Sétimo Raio, rege a economia, e como regente da futura era de Aquário está tomando conta dos processos educacionais, sociais, religiosos, etc.

Quando o amor estiver mais disseminado sobre o planeta este problema se resolverá, e até lá temos de aprender a lidar com isso da melhor forma possível.

Escola GLS – Giz, Lousa, Saliva, estão com data marcada para acabar; assim como livros, discos e tudo mais. Com a internet os direitos autorais, o desejo de posse, estão sendo sutilmente minados, e isto é o resultado da influência de Plutão (Primeiro Raio – Vontade ou Poder) e Urano, pelo menos.

Os seres humanos têm de se conscientizarem de que a qualidade tem que vir antes da quantidade. Qualidade é uma prerrogativa do Ser (Alma ou Eu Real), quantidade é uma necessidade do ter (Personalidade).

Como convive, dentro de você, o rigor racionalista do Rodrigo cientista e a poesia, o mito, o simbolismo e a linguagem da astrologia, que também têm a aritmética e a trigonometria? Alguma vez você já entrou em choque consigo mesmo?
R- Desde que nasci estou em choque comigo mesmo. Nunca consegui entender direito o que estou fazendo aqui. Alguns que me precederam, como Fernando Pessoa, me ajudaram muito, mas esse mundo é decididamente irreal, de tão racional.

Poesia, mito, simbolismo são realidades hieráticas que estão impregnadas no Ser da humanidade. Sonho com o dia em que abandonemos a linguagem escrita foneticamente, ou pelo menos que ela perca essa valorização excessiva, e voltemos a nos expressar por símbolos mágicos. Graças a Deus o analfabetismo está grassando e mais do que nunca precisamos de meios de comunicação que libertem o ser humano deste cipoal de publicações, com essa preocupação maníaca de tudo medir, tudo pesar, tudo comprar.

O Ser Humano tem, urgentemente, de desenvolver a telepatia, a intuição, se quiser escapar à mentira hipnótica do mundo em que está preso. A astrologia é uma chave, mas sem um astrólogo intuitivo esta chave perde a poesia, o símbolo, o mito. Cai na astrologia de caderneta, sem criatividade, sem beleza, sem Eros.

Não creio que o que falei acima ocorra em menos de vinte anos, no mínimo.

O livro impresso vai acabar, ou pelo menos diminuir sua importância, assim como as revistas e publicações científicas e populares.

Você acha que existe um mercado editorial para a astrologia no Brasil? Se sim, qual o impacto da internet nesse mercado?
R- As pessoas parecem que lêem cada vez menos. Querem tudo muito mastigado. Quem tem coragem de enfrentar um livro como Astrologia racional do A. Weiss ? O mercado é pequeno nesta área e não é por falta de títulos. As estantes de astrologia nas livrarias maiores são pequenas e nas menores a vendagem de livros de astrologia é pouca. Devido à presença maciça de apostilas as vendas diminuíram demais. Quando lecionei na faculdade de engenharia nunca admiti apostilas e nunca as fiz. Um profissional, de qualquer área, tem de ler, não só para se atualizar, e em astrologia esse não é bem o caso, mas principalmente para melhorar seu senso crítico e desenvolver a criatividade. Leia e medite. Leia e faça um esforço de perceber as ligações, as nuances.

A internet está dificultando o mercado de livros astrológicos. Sai um livro e no dia seguinte ele já foi escaneado e colocado em um site para quem quiser copiar. Isto é ruim? Não creio. O modelo capitalista de direitos autorais nas áreas mais restritas está falido e não sei o que vai acontecer.

Outro problema é a venda de livros na língua inglesa. Como o inglês é o esperanto que Zamenhof não conseguiu emplacar, fica difícil concorrer com o mercado de livros em inglês, pela ação da Amazon e Barnes & Nobles. A idéia de livro pontual pode ser uma saída, mas o mercado ainda é insignificante e não sei se irá crescer.

Rodrigo e Nostradamus

O que move sua esperança em continuar participando tão ativamente e dando tanto exemplo de fé e entusiasmo, ao estar nas primeiras fileiras da CNA?
R- Sou um professor, desde que me entendo por gente. Tive milhares de alunos nas mais diversas áreas. Agora com mais de 60 anos resolvi atuar de maneira mais abrangente. Nunca gostei de associações, a começar do CREA (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura), mas elas fazem parte desta realidade aparente em que vivemos e resolvi me colocar a disposição da CNA para passar algum conhecimento ou estimular meus confrades astrólogos dentro de uma visão mais espiritual.

Não me move o dinheiro envolvido na prática astrológica, e não creio que mude esta postura, mas me mobiliza o Ser humano que está por trás de cada um de nós. A astrologia esotérica é iniciática por natureza e iniciação quer dizer caminhar para dentro (de si). Os astrólogos mais jovens são entusiastas, fecundos, e apontam para um altruísmo que é uma certeza de melhores tempos.

Tenho filhos de 30 anos e sempre orientei a eles e a seus colegas num sentido da busca da essência. Isto sempre foi uma linha de menor resistência para mim, pois orientei, quase sempre sem cobrar nada – muito pelo contrário, pagando se fosse o caso – grupos de estudos esotéricos por 33 anos, metodicamente. Parei um pouco em 2006, mas fui voltando lentamente. Esta volta significou uma mudança de postura. Sou agora apenas um colaborador e não mais um déspota esclarecido.

Exatamente por você ter estado tanto tempo na trincheira da astrologia, adquiriu uma enorme experiência e visão aguda sobre os fatos. Então, qual o cenário que você desenha em termos de carreira e adesão á profissão, para os novos astrólogos e os que estão chegando ao mercado?
R- Olhe seu próprio mapa. Não entre nessa área se você não nasceu astrólogo. Astrologia ou se aprende em três meses ou vai demorar toda a vida. Não se torne, e isso vale para qualquer profissão, um iludido ou um enganador. Estarás lidando com pessoas carentes em vários níveis: físico, emocional, mental e espiritual. Você não é melhor que ninguém. Lembre-se que quanto mais evoluídos maiores são os nossos deveres, mas os direitos são os mesmos. Não transforme sua atividade num palco egocêntrico e utilitarista. Adquira uma visão intuitiva: medite, entre em contato com o Ser interno, seja ético, tenha bom senso, não dê informações que as pessoas não têm condições de lidar. Estude tudo o que for possível, a prática sem teoria é pobre, é nefasta, é funesta. Aconselho a seguir os quatro compromissos toltecas, transmitidos pelo xamã Don Miguel Ruiz conforme Os Quatro Compromissos  :

Seja Impecável no Verbo
Não leve nada para o lado pessoal
Não Interprete, atenha-se aos fatos.
Faça tudo da melhor maneira possível

Você acha importante que os astrólogos brasileiros estreitem o diálogo e a troca com os de outros países? Quais e como? Que tipo de convênio poderia existir?
R – Em 2000 dei uma palestra sobre Transdisciplinaridade para 600 professores da Universidade São Judas Tadeu -USJT, e ao final disse o seguinte: “Universidade vem da palavra “universo” que quer dizer voltar para a unidade. Não concebo uma Universidade, que Egon Schaden  chama de “Encontro das Idéias”, onde as Faculdades estejam isoladas umas das outras. Não consigo acreditar numa Faculdade em que as disciplinas não estejam interligadas e integradas. E não posso admitir disciplinas em que os professores não se conversem, não tenham respeito um pelo outro, não se amem.” Isto se aplica à CNA, à ABA e a SINARJ. É inacreditável que existam esses clubes que se isolem uns dos outros dentro de uma mesma atividade. Senti uma tristeza imensa quando houve o problema com as diretorias da CNA e tristeza ainda maior quando astrólogos importantes, sábios, se deixaram levar pela personalidade e cessaram o diálogo . Da mesma maneira que acho nosso planeta pouco evoluído por não ter um único governo, mas com todos os países e todas as suas funções preservadas, acho que aceitarmos a verdade seja de onde ela vier é fundamental para o processo civilizatório. Vamos estreitar laços com o mundo todo, pertencemos ao mundo, o mundo não pertence a nós.

Qualquer convênio que não fira a dignidade de cada grupo, povo ou nação é válido, é necessário. Mas se não procuramos primeiro a integração dentro de nós não conseguiremos nada permanente que venha de fora. O mundo é o que nós somos. Se formos íntegros, nosso mundo é integro – Visibilia ex Invisibilibus (O Visível vem do Invisível).


Você dá cursos? Onde? endereço, telefone, email para contato.

R  Estou dando um curso de Astrologia Esotérica propriamente no meu escritório, onde também ministro um curso sobre Iniciação Humana e Solar. Todos esses cursos são baseados nos ensinamentos de Alice A. Bailey. Além disso, dou um curso de Taro, na perspectiva esotérica, junto com minha grande e antiga amiga Lita Forbes Malta.

Oriento dois outros grupos de estudo – um sobre Transdisciplinaridade, para um grupo remanescente da USJT e que não está aberto, pois nos reunimos na casa de uma das professoras do grupo. Outro grupo estuda A Escola dos Deuses de Stefano Elio D’Anna , e está em meu escritório. Não está fechado, mas o acesso não é muito simples. É uma Entrada Aberta ao Palácio Fechado do Rei, parafraseando o título de um livro do alquimista Irineu Filaleto, autor muito bem cotado por Fulcanelli e outros alquimistas do mesmo porte.

Para contatos, usar o e-mail rodrigoaraes@gmail.com (mas aviso que sou lento para responder. Respondo rápido só quando meu Eu manda).

Quanto a atendimentos atendo se meu “grilo falante” me obrigar. Se forem assuntos simples, ou comerciais, procurem astrólogos mais competentes na astrologia usual do que eu. Normalmente só atendo por indicação ou por ligação direta.

Não costumo informar quando vou começar um curso – eles começam quando for a ocasião. Acho que poderia informar pela CNA.

Que recado/dica/toque você daria aos leitores?
R . Amem. Amem seu corpo, sua emoção, sua mente e seu espírito. A astrologia não é panacéia e o triunfo no mundo não é para fracos ou curiosos. Ler o mapa com todo mundo não resolve o problema da vida, quem tem que resolver somos nós!

Num recado mais preciso eu diria:

O jejum é o alimento do corpo.
O silêncio é o alimento da mente
A vontade é o alimento do Ser.

“Dreamer ”

Rodrigo e a esposa Silvia.

____________________________________

NOTAS

Elifas Levi: Abade Alphonse-Louis Constant que, sob o pseudônimo de Elifas Levi Zaed, foi um grande ocultista do século XIX. É autor de vários livros que povoaram  meu início de percurso nesta busca esotérica. Entre eles: Dogma e Ritual de Alta Magia e Chave dos Grandes Mistérios. Papus, genro de Mem Philippe de Lyon foi um seu continuador.
Fragmentos de um Ensinamento Desconhecido: Já editada em português pela Editora Pensamento, e de autoria do autor russo P.D. Ouspensky, versa sobre as experiências que viveu como aluno de George Ivanovitch Gurdjieff, fundador da filosofia denominada Quarto Caminho.  (N.da E.)
Lobsang Rampa: Pseudônimo de Cyril Hoskins, autor e divulgador do ensinamento de lamas tibetanos. Livros publicados em português. (N.da E.)
Castañeda: Escritor latino americano que relatou nos anos 60 e 70 do século 20 suas experiências com mescalina e ensinamentos sagrados dos índios Yaque. Seus livros estão publicados em português. (N.da E.)
Paul Brunton: Pseudônimo de Raphael Hurst, escritor e místico da primeira metade do século 20. (N.da E.)
Yogananda:Paramahansa Yogananda, mestre indiano que divulgou no ocidente, na primeira metade do sec 20, as técnicas do krya yoga e as regras da formação de um iogue em Autobiografia de um Iogue, publicado no Brasil. (N.da E.)
Alice Bailey: Alice La Trobe Bateman, herdeira e divulgadora da Teosofia, movimento espiritualista fundado por Helena Blavatsky na primeiras décadas do sec. 20, foi contatada pelo mestre tibetano Djwal Khul e a partir daí escreveu diversas obras, algumas delas traduzidas e publicadas em português. (N.da E.)
Médici: General Emilio Garrastazu Medici, presidente militar do Brasil no auge do período 1969-1974, um dos mais duros do regime militar. O mais duro ditador brasileiro parido pela revolução de 1964. Por receio de sua política repressora nosso grupo criou uma Sociedade de Estudos Esotéricos Universais- SEEU, em 1975. Com isso pretendi proteger a casa dos meus pais, onde eram feitas as nossas reuniões.
MAUÁ, FATEC e FAAP: Instituto Mauá de Tecnologia, Faculdade de Tecnologia de São Paulo e Fundação Armando Álvares Penteado, respectivamente, instituições de ensino universitário em São Paulo. (N.da E.)
Prof. Mário Pagliaricci: Professor da faculdade, com diversos títulos publicados sobre eletrotécnica.  (N.da E.)
Grau zodiacal: Graus Simbólicos de Hitschler, relacionados aos graus zodiacais, que transcrevem em parte o simbolismo do clarividente Janduz . (N.da E.)
Sistema sideral: Leva em conta a precessão dos equinócios e alinha o zodíaco com as estrelasç há diversas maneiras e métodos de calcular a diferença entre a posição tropical do zodíaco e a sideral, daí o comentário de Rodrigo sobre sua preferência pelo método Lahiri, utilizado oficialmente na Índia e reajustado a cada ano. (N.da E.)
Ayanamsa: diferença longitudinal entre o zodíaco tropical e o sideral. Para Lahiri, v. nota 12. (N.da E.)
C. G. Jung: Psiquiatra suíço, fundador da Psicologia Analítica. Primeiro foi discípulo de Freud e depois se tornou independente dele. Sua extensa obra contém estudos de Alquimia, Taoísmo e Astrologia. Existem vários astrólogos que lêem mapas seguindo uma orientação psicológica Junguiana. Tenho minhas ressalvas.
Edgar Cayce: Edgar Evans Cayce, espiritualista e clarividente, chamado de o Profeta Adormecido – atuou na primeira metade do sec 20, no EUA. Um caso suis generis dentro da mediunidade. Seu mapa possui no meio do céu uma conjunção de Plutão, Lua, Netuno. Em estado de transe manifestava uma suposta encarnação antiga como hierofante. Foi o único médium a obter licença da Associação Americana de Medicina para tratar de pacientes que não mais respondiam aos métodos da medicina tradicional. Em transe falava de mapas astrológicos e comentava sobre a vida passada dos consulentes. As anotações das consultas, feitas por assistentes, chegam a mais de 30.000 casos. Existe uma fundação nos EEUU que cuida desse acervo: http://www.edgarcayce.org/
Manly P. Hall: Astrólogo norte-americano, autor de vários trabalhos publicados na área. (N.da E.)
Dr. Hernani Guimarães de Andrade: Escritor falecido em 2003, parapsicólogo, pesquisador em psicobiofisica, publicou títulos sobre o tema da reencarnação. (N.da E.)
Juan Alfredo Cesar Mueller: Psicólogo, pesquisador e divulgador da astrologia juntamente com outros métodos terapêuticos alternativos, atuou em São Paulo nos anos 60-70 do sec. 20. (N.da E.)
ABA: Associação Brasileira de Astrologia – sediada em SP.  Associação Brasileira de Astrologia. É a mais antiga do Brasil, e bem poderia ter sido a única associação brasileira, não fosse pela postura detratora de seus fundadores, em relação a qualquer pessoa que discordasse de suas opiniões. É uma pena, mas acho que isso é um problema mundial. Tem muitos méritos, inclusive a de tentar dar um mínimo de legitimidade à nossa ocupação. (N.da E.)
Carlos Alberto Botton: Para mais informações v. entrevista com Carlos Alberto Boton no site da CNA. (N.da E.)
Tibetano: Entidade espiritual a que algumas correntes ocultistas e espiritualistas computam ensinamentos transmitidos aos seres humanos. V. também Teosofia, Alice Bailey, Helena Blavatsky entre outros. (N.da E.)
Osho: Osho foi de longe o mais controverso e divertido dos mestres vindos do oriente. Sua filosofia básica, que ficou impressa na minha memória, era: “Sou uma pessoa de gostos muito simples. Gosto do melhor.” Curto muito seus livros, e aconselho a ler. Títulos que mais me cativaram: Nem água, nem Lua, Meditação a Arte do Êxtase, Tantra a Suprema Compreensão. Seu conhecimento era enciclopédico e sua maneira de ver o mundo me trouxe muito esclarecimento. Foi considerado um mestre libertino e isso lhe custou perseguições, a ponto de ter sido preso nos EUA; a meu ver injustamente. Osho é um titulo reverencial pelo qual Bhagwan Sri Rajnish era conhecido. (N.da E.)
Transdisciplinaridade: Movimento que visa a integração de muitos saberes, iniciado nos anos 70 na Europa. (N.da E.)
Torkom Saradayrian: Musico, educador, espiritualista oriental que viveu nos EUA e publicou mais de 120 títulos sobre espiritualidade, astrologia etc. Faleceu em 1997.  (N.da E.)
Solar Fire: Programa de cálculo astrológico por computador bastante conhecido, produzido pela Alabe, inc.
Astrologia racional: Adolfo Weiss sistematizou nessa obra ensinamentos o College de France, importante corrente francesa. Traduzida em espanhol pela Editorial Kier de Buenos Aires. Sem tradução em português. (N.da E.)
Os Quatro Compromissos: Dom Miguel Ruiz, Ed Best Seller. (N.da E.)
Egon Schaden: Antropólogo da FFLCH-USP especialista no povo guarani, publicou diversos títulos que são referencia na área. (N.da E.)
Problema com as diretorias da CNA: A esta altura Rodrigo se refere a um desentendimento que envolveu alguns membros da então cúpula da recém criada entidade. (N.da E.)
A Escola dos Deuses: Titulo de um romance do reitor da Escola Europeia de Economia sobre a aventura da libertação interior do medo e da duvida. Pro-Libera editora. (N.da E.)
Dreamer: O nome do mensageiro-curador personagem de A Escola dos Deuses v.nota anterior. (N.da E.)

Sobre o Autor

CNA (Central Nacional de Astrologia)