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	<title>CNA - Central Nacional de Astrologia</title>
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	<description>Unindo céus e terras, compartilhando saberes</description>
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		<title>Convocação de assembléia geral</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Apr 2012 02:04:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Araês Caldas Farias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Edital de Convocação de Assembléia Geral da Central Nacional de Astrologia Este novo edital cancela e retifica o anterior, acatando novas sugestões de pauta para a Assembléia Extraordinária com nova data para 12 de maio de 2012. CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA PARA APROVAÇÃO DAS CONTAS ANUAIS E EXTRAORDINÁRIA PARA APROVAÇAO DE ALTERAÇÕES NO ESTATUTO [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Edital de Convocação de Assembléia Geral da Central Nacional de Astrologia</p>
<p>Este novo edital cancela e retifica o anterior, acatando novas sugestões de pauta para a Assembléia Extraordinária com nova data para 12 de maio de 2012.</p>
<p>CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA PARA APROVAÇÃO DAS CONTAS ANUAIS E EXTRAORDINÁRIA PARA APROVAÇAO DE ALTERAÇÕES NO ESTATUTO SOCIAL E CRIAÇÃO DE COMISSÕES TRANSITÓRIAS NA DATA DE 12 DE MAIO DE 2012.</p>
<p>São Paulo, 9 de abril de 2012.</p>
<p>Em conformidade com Capítulo IV, Parágrafo Segundo, Item I do estatuto ficam convocados todos os sócios da CNA – Central Nacional de Astrologia quites com a Tesouraria (ativos), a participarem da Assembleia Geral Ordinária para:<br />
Apresentação e aprovação das contas do ano de 2011.</p>
<p>Em primeira convocação às 14 horas e em segunda convocação às 14h30m.</p>
<p>Em seguida às 15h30m estão convocados igualmente todos os associados para a Assembleia Geral Extraordinária que irá deliberar sobre:</p>
<p>1. Aprovação das alterações do Estatuto Social; incluindo a mudança do endereço da sede social, e a diminuição de cargos eletivos, sem eliminação das referidas funções. Esse novo estatuto será elaborado por uma Comissão do Estatuto com 3 (três) associados a ser criada, no prazo máximo de 7 (sete) dias a partir desta convocação; esta Comissão trabalhará também com as colaborações voluntárias dos associados.</p>
<p>2. Aprovação de Comissão Transitória &#8220;Planejamento Estratégico&#8221;, que deverá trabalhar em conjunto com as regionais, para acolher ideias e sugestões de associados para serem analisadas e colocadas em prática pela diretoria em exercício durante a sua gestão.</p>
<p>3. Aprovação de Comissão Transitória &#8220;Site&#8221; com a finalidade de analisar, acolher propostas e propor melhorias para o Site da CNA, as propostas da comissão serão analisadas e executadas pela diretoria em exercício, respeitando o orçamento.</p>
<p>4. Assuntos Gerais.</p>
<p>Observando que, as comissões depois de formadas apresentarão cronograma de trabalho à diretoria e ao conselho deliberativo.</p>
<p>Em primeira convocação com a presença da maioria absoluta dos associados ativos ou às 16h00m em segunda convocação com pelo menos 1/3 dos associados ativos, em conformidade com o que determina o estatuto para este tipo de Assembleia.</p>
<p>As referidas Assembleias serão realizadas no dia 12/05/2012 no seguinte local: Edif. New Empire of Business na Rua Loefgreen, 1057, Vila Mariana – São Paulo – CEP: 04040-030</p>
<p>(Será realizada em São Paulo devido ser a regional com maior número de associados ativos)</p>
<p>Rodrigo Araês Caldas Farias<br />
Presidente da CNA</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Equinócio de Áries</title>
		<link>http://cnastrologia.org.br/site/blog/2012/03/20/equinocio-de-aries/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Mar 2012 15:48:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Araês Caldas Farias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Tempo de equinócio, instante de equinócio. Qual a relevância deste fato? Dia e noite iguais; Sol cruzando o plano equatorial. Equinócio de março tem para a astrologia importância total, inicia o ano novo zodiacal. Indo o Sol para Norte tem Primavera, se para o Sul Primavera também; seis meses além. Temos uma pista. Primavera será [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tempo de equinócio, instante de equinócio. Qual a relevância deste fato? Dia e noite iguais; Sol cruzando o plano equatorial.</p>
<p>Equinócio de março tem para a astrologia importância total, inicia o ano novo zodiacal.</p>
<p>Indo o Sol para Norte tem Primavera, se para o Sul Primavera também; seis meses além.</p>
<p>Temos uma pista. Primavera será a primeira verdade? Ou será o primeiro verão? A “vera” de primavera vem de “vers”,verão em latim. Primavera seria o primeiro verão, o que o antecede. Mas a palavra “vers” também está vinculada a “ver”, enxergar, da mesma forma que verdade. Verdade é aquilo que se vê, e só podemos ver às claras, no escuro não. Verdade (“aletheia”, em grego) é o que se manifesta aos olhos do Corpo e do Espírito. Primavera, Verão, fazem com que o mundo fique luminoso, Outono (estio, decadência) e Inverno (restringir, hibernar), deixa o mundo escuro, lúgubre, insalubre.</p>
<p>È <em>vero</em> que Primavera se compara à manhã de cada dia. O Sol nasce, a verdade se anuncia, nada mais está escuro, ninguém fica indeciso. Tudo é feito às claras, a traição não se oculta, se declara. E no nascer do dia o solo se orvalha, fica fecundo. O amor do Sol à Terra-Lua se declara, a Terra fica molhada. O Yoni se transfigura (a Terra é um verdadeiro Templo da Sabedoria, o Templo de Jade). Como uma amante ela se prepara recebendo os raios fecundantes. É tempo de semeadura. O tremor da maré de água e terra se acentua; tsunami de alta envergadura. O Yin e o Yang se juntam, num êxtase sublime. E o Sol, sobranceiro, nada deixa no meio. O trabalho é executado nos mínimos detalhes, e à noite o Sol se recolhe, fatigado.</p>
<p>A Terra semeada, útero encantado, agora intocado.</p>
<p>Compare com o casal amante: se orvalha e se acasala. Ficam úmidos, se preparam, para no cálice se depositar o fruto do amor a acalentar.</p>
<p>Em Áries e Touro temos a semeadura. Época de fecundação, páscoa, alegria. O que é semeado na Primavera é recolhido no Outono, no estio, guardado para o Inverno, tempo de fastio.</p>
<p><img src="http://cnastrologia.org.br/site/wp-content/uploads/2012/03/cna.png" alt="Cuarta plancha" width="186" height="278" /></p>
<p>Os alquimistas sabiam disso, vejam do “Mutus Liber” a figura mostrada. No lusco-fusco, Sol e Lua presentes, o casal recolhe o orvalho cadente Esta água nutridora é o solvente da matéria a ser elaborada na divina Alquimia. Carneiro e Touro visíveis ao fundo indicam que a Primavera é propícia para essa colheita. Não tentem fazê-la em outra época, o Chumbo não será convertido, e para Ouro se tornar. Semente implantada sem a devida umidade, bom fruto não fará. Saturno, Sol não se tornará.</p>
<p>Os antigos sabiam de coisas há muito esquecidas, tinham respeito por esses ciclos queridos, abandonados por ritualistas novadios. Pobre Astrologia, pobre Alquimia, praticadas hoje por ignorantes que, autoproclamados sábios, principiantes são.</p>
<p>Quando o Sol varre os céus no dia-a-dia, vai da casa doze até a um, sem porfia. Meio dia está no zênite, seis horas no poente. O ponto de equinócio, num movimento similar, a precessionar, vai de Peixes, via Aquário, até Áries sem vacilar. Acautelem-se os egoístas. Aquário vem chegando, a humanidade se conscientizando, nossos irmãos clamam por um mundo melhor não desigual.</p>
<p>Ou teremos de esperar mais vinte e cinco mil anos para a redenção final?</p>
<p>Que fique a idéia de que quando o Sol cruza o equinócio o ano se fecunda. Tudo brota, renasce. O ano é um respirar. Na Primavera-Verão é tempo de inspirar, Outono-Inverno tempo de exalar. Assim bate o coração na sístole-diástole. Expansão-recolhimento é desdobrar do Ser, a essência da Vida, o Paraíso onde morte não existe.</p>
<p>Que os Astros nos protejam!</p>
<p>Rodrigo Araês</p>
<p>São Paulo, 10/02/2012 &#8211; 13h00m.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Astrologia, Caos e Transdisciplinaridade</title>
		<link>http://cnastrologia.org.br/site/blog/2012/01/27/astrologia-caos-e-transdisciplinaridade/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 20:01:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Araês Caldas Farias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Diversos: a partir de janeiro/2010]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta é uma transcrição sumária da palestra que dei no Rio de Janeiro no 13º. Simpósio do SINARJ. Acrescentei algumas explicações que foram verbalizadas e coloquei a transcrição total, acrescentando o que estava pronto mas não houve tempo hábil para falar.  ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-2289" src="http://cnastrologia.org.br/site/wp-content/uploads/2012/01/estrela-dos-magos.gif" alt="" width="280" height="285" /></p>
<p>Prólogo:<br />
A conversa a seguir aconteceu em Benares em 1982. É um trecho da primeira leitura de mapa na vida do autor, feito por um astrólogo Hindu. Apesar de a Astrologia hindu ter a fama de ser uma das mais precisas do mundo, nem sempre eles confiam.</p>
<p> Astrólogo: Você irá escrever alguns livros.<br />
 James T. Braha: O quê?<br />
 Astrólogo: Você irá escrever alguns livros.<br />
 J. T. B. : Você tem certeza?<br />
 Astrólogo: Sim.<br />
 J. T. B. : Quantos?<br />
 Astrólogo: Uns poucos, cinco ou seis.<br />
 J. T. B.: Você tem certeza?<br />
 Astrólogo: Sim.<br />
 J. T. B. : Mas você tem certeza? Eu posso acreditar que a resposta é positiva?<br />
 Astrólogo: Meu caro amigo, Astrologia não é uma ciência absoluta.<br />
 J. T. B. : Ahhhhhh&#8230;<br />
 Astrólogo: Mas você irá escrever livros!<br />
Extraido do livro: “Ancient Hindu Astrology&#8230;” de J. T. Braha</p>
<p>INTRODUÇÃO:</p>
<p>A Astrologia é um conhecimento tradicional cuja origem se perde nas brumas do tempo.<br />
Menosprezada pelos adeptos de uma visão científica, continua ativa e praticada por milhões de pessoas no mundo inteiro.<br />
Só a Índia possui mais de 25 milhões de praticantes.<br />
Uma utilização clássica da Astrologia é a indicação dos talentos de uma pessoa. Por talentos, entenda-se habilidades e caráter.<br />
Segundo Viktor D. Salis, na Grécia arcaica só se dava o nome a uma criança depois de analisar seu mapa e verificar quais os seus talentos.<br />
Yukteswar, guru de Yogananda, tinha suas razões quando afirmava:</p>
<p>“Uma criança nasce naquele dia e naquela hora em que os raios celestiais estão em harmonia matemática com o seu karma individual. Seu horóscopo é um retrato desafiador, revelando seu passado inalterável e seu provável resultado futuro, mas a carta natal somente pode ser corretamente interpretada por pessoas de sabedoria intuitiva: essas são poucas.”<br />
SWAMI SRI YUKTESWAR , no livro Autobiografia de um Yogui, de Yogananda.</p>
<p>Kepler, astrônomo do século XVI, mais famoso em seu tempo como astrólogo do que como matemático, afirmava: “Os astros inclinam, não obrigam”.</p>
<p>Jung costumava levantar o mapa astral de seus pacientes.</p>
<p>A Astrologia antiga utilizava apenas sete planetas, que eram dispostos numa estrela de sete pontas seguindo a sequência do maior passo (Lua) até o menor, Saturno. As implicações dessa disposição são muitas: indicam os dias da semana, as horas dos dias, o regente do ano, e até o Pai Nosso! É aqui que a Astrologia se torna um instrumento da Magia e Alquimia.</p>
<p>Trabalha também com doze signos, casas, aspectos, regências etc. Não vou me entender sobre isso, pois este simpósio é de Astrologia, para astrólogos, com uns poucos leigos.</p>
<p>A posição de um planeta varia de acordo com a sua órbita em torno do Sol, órbita que não é calculada analiticamente. É um problema de solução analítica impossível. Existem soluções particulares para três corpos, o que não é o caso, o que se faz são observações ao longo do tempo e as devidas correções das perturbações orbitais.<br />
Mesmo nos tempos atuais, o cálculo aproximado da posição tem um limite de tempo e espaço.</p>
<p>As estrelas também mudam lentamente de posição ao longo dos séculos e milênios.<br />
O início do zodíaco tropical, o chamado ponto γ, (zero de Áries), é outro fator complicador. O posicionamento deste ponto em relação às estrelas indica o início das grandes eras. A posição do ponto varia pela equação aproximada dada a seguir:<br />
p = 5.028,796195 + 2,2108696×T + termos de ordem mais elevadas. (T em milhares anos, p, variação do ponto γ, em segundos de arco).</p>
<p>O termo constante dessa velocidade corresponde a um ciclo de aproximadamente 25.772 anos.<br />
Essas variações não impedem a utilização da Astrologia num curto período, mas coloca em dúvida sua extrapolação para períodos maiores (mapas de 2000 anos AC).<br />
A imprecisão se torna muito grande.</p>
<p>Complemento à Introdução:</p>
<p>Segundo G.I. Gurdieff ,estamos sujeitos a sete influências:<br />
1. A hereditariedade em geral.<br />
2. As condições e o meio no momento da concepção.<br />
3. A combinação da irradiação de todos os planetas de seu sistema solar durante sua formação no seio de sua procriadora.<br />
4. O nível das manifestações conscientes de seus procriadores &#8211; enquanto eles mesmos não tenham alcançado a idade de um ser responsável.<br />
5. A qualidade de existência consciente dos seres de seu círculo imediato.<br />
6. A qualidade das ondas de pensamento formadas na atmosfera que o rodeia &#8211; e isto, igualmente, até sua maioridade; em outros termos, os desejos e os atos cheios de bondade sinceramente manifestados pelos &#8220;seres do mesmo sangue&#8221;. E, finalmente:<br />
A qualidade de seus próprios seres, quer dizer, dos esforços conscientes que eles cumprem para transmutar em si todos os dados necessários à obtenção de uma Razão objetiva.</p>
<p>Onde está o Caos?</p>
<p>SISTEMAS CAÓTICOS:</p>
<p>Os fenômenos de “caos determinista” ou de “complexidade” referem-se a muitos sistemas existentes na natureza, cujo comportamento vai mudando com o transcorrer do tempo (sistemas dinâmicos).<br />
Segundo Poincaré, existem dois tipos de sistemas dinâmicos: os não-integráveis e os integráveis.</p>
<p>Diz Prigogine &#8211; Essa classificação parece abstrata, mas de fato ela corresponde a algo bem simples: todo sistema dinâmico compreende uma &#8220;energia cinética&#8221; e uma &#8220;energia potencial de interação&#8221;. Nos &#8220;sistemas integráveis&#8221;, pode-se eliminar essa energia potencial e obter um sistema formado de partículas independentes, enquanto nos &#8220;sistemas não-integráveis&#8221; a &#8220;interação&#8221; é irredutível e indispensável para compreender o comportamento do sistema.</p>
<p>Tais fenômenos aparecem quando os sistemas se tornam extremamente sensíveis a suas condições iniciais de posição, velocidade etc., de modo que alterações muito pequenas em suas causas são capazes de provocar grandes diferenças nos efeitos.</p>
<p>No entanto, os pesquisadores descobriram que os sistemas dinâmicos, nessas condições, apresentam estruturas de regularidade coletiva, embora não seja possível diferenciar o comportamento individual de cada um de seus componentes.</p>
<p>“O pensamento complexo não despreza o simples, mas critica a simplificação.”<br />
Frase de Edgar Morin.</p>
<p>O desenho a seguir, tirado do livro de E. Lorenz, mostra que pequenas variações iniciais mudam completamente a trajetória de uma descida de esqui, simulada num computador.</p>
<p>Lorenz, e outros, descobriram que, apesar da instabilidade, existe uma tendência de os sistemas caóticos se sentirem atraídos para um ou mais estados. São os “Atractores”. A figura a seguir ilustra um caso do “Atractor de Lorenz”.</p>
<p>SISTEMAS CAÓTICOS &#8211; ASTROLOGIA<br />
Como poderíamos inserir o conceito de complexidade e de Caos em Astrologia:<br />
poderíamos considerar que um mapa astral poderia ter indicadores catastróficos?</p>
<p>Alguns exemplos iniciais.</p>
<p>“A definição de Ascendente, Meio-do-Céu e Vertex podem ser muito simples para os astrólogos tecnicamente inclinados, mas são muito mais complexos do que se pensa, mesmo em latitudes “normais”.<br />
Robert Hand</p>
<p>A. Volguine pergunta:<br />
A Revolução Solar deve ser calculada a partir da posição tropical ou sideral do Sol?</p>
<p>Certos mapas indicam posições em que fica difícil evitar uma catástrofe, ou um “des-astre” (dos astros). Como explica René Thom: uma fronteira catastrófica é fácil definir, o difícil é saber para onde vai o sistema. Na figura abaixo passar do claro para o escuro significa oscilar entre duas formas completamente: diferentes:</p>
<p>Seria a Astrologia caótica? Poderíamos considerar que os signos Solar, Lunar, Ascendente e MC, seriam poderosos atractores que condicionariam o comportamento de um ser humano, preso à mecanicidade existencial, ao longo de sua vida? E, nesta visão, como veríamos o livre-arbítrio ou a escolha das trajetórias existenciais?</p>
<p>Um planeta atua em nós por imagem ou por algo mais real? É só um corpúsculo ou poderíamos considerá-lo também como uma onda, pelo menos em termos da evolução da espécie humana como um todo?</p>
<p>PAUSA PARA REFLEXÃO</p>
<p>“Esse espermatozóide que eu me tornara parecia-se com um complexo microcosmo, um universo em si mesmo. Eu sentia os processos bioquímicos no nucleoplasma e visualizava os cromossomos e até mesmo a estrutura molecular do DNA. A configuração arquetípica primordial das moléculas de DNA era entremeada com imagens holográficas de várias formas de vida.<br />
As configurações fisioquímicas pareciam estar intimamente ligadas com impressões filogenéticas primordiais, recordações ancestrais, mitos e imagens arquetípicas, tudo isso coexistindo na mesma matriz infinitamente complexa. A bioquímica, genética, história natural e mitologia pareciam estar inextricavelmente interligadas e ser apenas aspectos diferentes do mesmo tecido cósmico tão complexo.<br />
A corrida dos espermatozóides também parecia ser governada por algumas forças externas que determinavam seu destino final. Eu senti QUE TINHA ALGO A VER COM A HISTÓRIA E COM AS ESTRELAS E CONCLUÍ QUE REPRESENTAVAM INFLUÊNCIAS CÁRMICAS E ASTROLÓGICAS MISTERIOSAS.” (grifo e caixa alta meus).<br />
Retirado do livro ‘Quando o Impossível acontece’ de Stanislav Grof.</p>
<p>Aonde realmente começa a influência astrológica? Se essa experiência for levada ao pé da letra, a Astrologia baseada apenas no mapa de nascimento torna-se incipiente e caótica, no sentido determinístico.</p>
<p>TRANSDISCIPLINARIDADE:</p>
<p>Seguindo Basarab Nicolescu, com intervenções de minha parte:</p>
<p>A Transdisciplinaridade se justifica por meio das seguintes bases:</p>
<p>A) Retomada do conceito da descontinuidade dos fenômenos da natureza, abandonando portanto a causalidade local, por uma causalidade mais ampla.</p>
<p>A idéia da continuidade está intimamente ligada a um conceito chave da física clássica: a causalidade local.<br />
As causas das influências astrológicas são desconhecidas. Na realidade ainda não se sabe como os Planetas, Signos, Estrelas e Constelações atuam sobre nós. Temos uma causalidade não local.</p>
<p>Uma consequência direta cultural e social deste conceito da causalidade é achar que o Universo é uma grande máquina. Isto, segundo Prigogine, só vale para sistemas dinâmicos integráveis.</p>
<p>B) Adoção do indeterminismo quântico.</p>
<p>O conceito de determinismo é crucial na história das idéias. Pelas equações da Física Clássica, se soubermos as posições e as velocidades dos objetos físicos num dado instante, podemos prever suas posições e velocidades.<br />
Laplace chegou a afirmar que não precisara da hipótese de Deus para escrever seu livro de Mecânica Celeste. O demônio de Laplace poderia descrever o futuro a partir do estado presente. Isso me lembra os astrólogos deterministas, que negam fanaticamente o livre-arbítrio do ser humano.</p>
<p>Apesar de a Astrologia aparentemente trabalhar a partir do macroscópico, o fato é que a variação de tempo pode ser infinitesimal. Fica difícil falar em Quântica em sistemas macros; Goswami diz que se pode. Não sabemos também se podemos relativizar a aproximação planetária em relação à distância e tamanho dos planetas.</p>
<p>Poderíamos considerar que os aspectos transitórios geram uma onda com um determinado tom que subiria enquanto temos um aspecto partil aplicativo e desceria quando o aspecto fosse separativo (como uma sirene de ambulância)? E os aspectos natais? Criariam uma tensão gerando um acorde que poderia se modificar pelos trânsitos, progressões, e mudança de local de vida?</p>
<p>A cada signo e a cada planeta fazemos corresponder um órgão, ou sistema fisiológico. Partindo do pressuposto de que cada órgão tem uma freqüência de ressonância, tanto mecânica como eletromagnética, devido à sua impedância característica, os astros e signos (ou constelações) produziriam uma vibração que os vincularia a esses órgãos?<br />
Essas vibrações viriam pelo espaço/tempo tetradimensional ou através de outras dimensões que ultrapassam o nosso conhecimento técnico/científico, apesar de as modernas teorias de Física falarem de 11 dimensões (a teoria das super-cordas)?</p>
<p>Está demonstrado, segundo se saiba, que pequenas vibrações eletromagnéticas atuam sobre nós; campos magnéticos mil vezes abaixo da variação do campo da Terra modificam a permeabilidade iônica do tecido nervoso cerebral.<br />
Podemos esperar que pequenas harmonias e desarmonias planetárias provoquem essa alteração?<br />
Pensando, novamente, que cada órgão tem uma impedância complexa própria, ele não ressoaria se o aspecto criasse uma onda naquela freqüência?</p>
<p>A figura abaixo, retirada do livro “Freqüência Vibracional” de Penney Peirce, mostra o espectro de radiações eletromagnéticas.</p>
<p>Rádio Microondas Tera Hz InfraVerm Visível Ultra-Vio R-X R &#8211; Gama</p>
<p>O gráfico abaixo, retirado do livro “Eletrodinâmica Clássica” de J. D. Jackson, mostra o espectro de ressonância do nosso planeta entre a camada ionosférica e a superfície.</p>
<p>O pico de ressonância é bem próximo da onda alfa, de repouso do cérebro humano.</p>
<p>Figura do livro Freqüência Vibracional” de Penney Peirce</p>
<p>O Inst. Monroe detectou uma série de níveis de consciência para a vida sobre a Terra:<br />
Os níveis de 01 a 07 pertencem à Consciência do Reino Vegetal.<br />
Os níveis de 08 a 14 pertencem à Consciência do Reino Animal.<br />
Os níveis de 14 a 21 pertencem à Consciência do Reino Humano.<br />
Os níveis de 21 a 28 pertencem a reino além do Humano.</p>
<p>Os níveis de 14 a 21 estão correlacionados aos Chacras: do Raiz ao Coronário.<br />
Os níveis de 15 a 28 descrevem estados alterados de consciência quando estamos num nível além do mecânico (primeira atenção).</p>
<p>Voltando à Trans:</p>
<p>C) A aceitação de vários níveis de realidade.<br />
Dois níveis de realidade são diferentes se, passando de um ao outro, houver ruptura das leis e rupturas de conceitos fundamentais. (Deve-se a este conceito-base uma primeira cisão dentro do movimento transdisciplinar.)</p>
<p>Algumas das contradições dentro da Astrologia creio que poderiam ser resolvidas considerando a Astrologia em vários níveis.<br />
Inicialmente proporia uma divisão em Personalidade e Essência. Considerando a hipótese da permanência da Essência creio que, neste caso, seria mais adequado trabalhar com a Sideral.</p>
<p>D) O uso generalizado do Teorema de Gödel.<br />
Em sua versão original, aplicado à axiomatização da Matemática, este teorema prova a impossibilidade de se provar que um sistema é completo e consistente, dentro do próprio sistema.</p>
<p>Cheguei à conclusão de que a Astrologia é a ponta de um iceberg de um conhecimento muito mais profundo e complexo do que podemos sequer imaginar. E que, sem a união transdisciplinar de todas as formas de conhecimento, não penetraremos na arte, filosofia, espiritualidade e ciência que permeiam nossa insignificante existência em um planeta muito pequeno em face da imensidão do Cosmos. O próprio mapa astral é projeção de uma configuração de mais dimensões.</p>
<p>Sem darmos uma opção para um sistema astrológico cósmico, fica, pela generalização do Teorema de Kurt Gödel, impossível validar a consistência e a completude de qualquer Astrologia .</p>
<p>E) A adoção da complexidade dos fenômenos em detrimento da simplicidade da Mecânica Clássica.<br />
Esta é uma noção cara a Edgar Morin e a outros teóricos modernos. Não existe fenômeno natural simples, o que existe é uma visão simplificada dos fenômenos.</p>
<p>F) O princípio do Terceiro Incluído. Temos aqui uma aplicação da Lógica da Contradição de Stephane Lupasco. ”A realidade da alma é tecida com os fios do sonho. O fenômeno psíquico é a essência mesma da arte.” Lupasco.<br />
Uma conjunção Júpiter e Saturno, por exemplo, combina duas energias contraditórias ou complementares. Sem levarmos em conta os outros planetas, casas, signos, não atingiremos uma conciliação explicativa.</p>
<p>Um pequeno cuidado:<br />
“O resultado de um desenvolvimento matemático deve ser conferido constantemente com a nossa intuição do que constitui um comportamento biológico aceitável. Quando essa conferência revelar discordância, devemos examinar então as seguintes possibilidades:<br />
a- Foi cometido um erro no desenvolvimento matemático formal.<br />
b- Os pressupostos de partida são incorretos e/ou constituem uma simplificação demasiado drástica.<br />
c- Nossa intuição sobre o campo biológico é inadequada.<br />
d- Um penetrante princípio novo foi descoberto.”<br />
HARVEY J. GOLD, Mathematical Modeling of Biological Systems.<br />
Para concluir, acredito que Ciência, Arte, Filosofia e Espiritualidade são igualmente importantes para a Astrologia dentro da visão Transdisciplinar. A Astrologia é uma Arte, é uma Ciência cujos fundamentos científicos não estão ainda estabelecidos no rigor necessário, e segue uma postura Filosófica da busca do significado desta vida e tem pressupostos Espirituais.</p>
<p>Um exemplo final:<br />
Felipe: 09/10/1986, 9:h17; São Paulo</p>
<p>O primeiro mapa é de Felipe, autista, o segundo é de seu irmão gêmeo, que não é autista. Uma pequena mudança no início da vida, uma grande mudança na própria existência.</p>
<p>Onde estão as respostas?</p>
<p>Um pequeno poema que recebi numa aula de Astrologia esotérica. Atribuí a Milarepa, mas pode ser do meu Eu maior.</p>
<p>Busca em ti<br />
toda a verdade que se espalha no universo.<br />
Não temas o desconhecido:<br />
é a porta da sabedoria.<br />
Acredita no que vem do coração<br />
pois ali mora o Atma.<br />
O que queres, oh chela!<br />
A verdade una, o princípio, o todo, o círculo sem fim?<br />
Isto,<br />
é a divindade!<br />
Milarepa</p>
<p>São Paulo, 04/08/2006 16:20h</p>
<p>***************************************************</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Universidade Cândido Mendes dará Curso de Formação em Astrologia</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 17:13:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Divani Mogames Terçarolli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[É com satisfação que todo o meio astrológico recebe a notícia de que a Universidade Cândido Mendes dará início, a partir de 5 de março de 2012, ao 1º Curso de Formação em Astrologia, em ambiente universitário, no Rio de Janeiro. O Sindicato dos Astrólogos do Rio de Janeiro – SINARJ – dá o apoio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-2283" src="http://cnastrologia.org.br/site/wp-content/uploads/2012/01/mapa-antigoP3.jpg" alt="" width="220" height="140" /></p>
<p>É com satisfação que todo o meio astrológico recebe a notícia de que a Universidade Cândido Mendes dará início, a partir de 5 de março de 2012, ao 1º Curso de Formação em Astrologia, em ambiente universitário, no Rio de Janeiro.</p>
<p>O Sindicato dos Astrólogos do Rio de Janeiro – SINARJ – dá o apoio institucional a esta iniciativa da Universidade, por ser este, um importante passo na direção da realização do sonho de desenvolvimento de nossa categoria no Brasil.</p>
<p>A Cândido Mendes está entre as mais importantes instituições de ensino do país e tem reconhecida reputação de seriedade e comprometimento com o ensino que oferece. Desta forma, a fim de garantir a qualidade do que será ministrado, a Universidade convidou os colegas Márcia Mattos e Carlos Hollanda para a coordenação. O curso também oferece disciplinas com professores convidados, nomes de grande expressão e relevância para a Astrologia do Brasil.</p>
<p>Com duração completa de três anos, abrange três níveis de profissionalização – básico, intermediário e avançado – que serão oferecidos em módulos independentes.</p>
<p>A grade disciplinar compreende assuntos imprescindíveis para a boa formação e prática do astrólogo e possibilita sua especialização posterior em diversas áreas de nossa atividade.</p>
<p>No final do curso, a Universidade Cândido Mendes fornecerá certificado de conclusão.</p>
<p>Maiores informações através do SINARJ</p>
<p>Tel: (21) 2213-0972</p>
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		<title>6 de janeiro – Dia do Astrólogo</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 22:30:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Divani Mogames Terçarolli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia 6 de janeiro se comemora o Dia dos Astrólogos , pois como se sabe, os três Reis Magos que visitaram o menino Jesus eram astrólogos do Oriente. Para alguns setores religiosos, que condenam a Astrologia, podemos dizer que se ela fosse tão ofensiva a Deus como querem fazer crer, Ele não teria conduzido três [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-2249" src="http://cnastrologia.org.br/site/wp-content/uploads/2012/01/os-magos16.jpg" alt="" width="250" height="174" />Dia 6 de janeiro se comemora o Dia dos Astrólogos , pois como se sabe, os três Reis Magos que visitaram o menino Jesus eram astrólogos do Oriente.<br />
Para alguns setores religiosos, que condenam a Astrologia, podemos dizer que se ela fosse tão ofensiva a Deus como querem fazer crer, Ele não teria conduzido três astrólogos (*) ao local de nascimento de Seu filho. Astrólogos, que sabiam o que procuravam e perguntaram:<br />
- ”Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo.” (Mateus II, 1-2)<br />
Os Santos Reis trouxeram vários presentes &#8211; ouro, para simbolizar a realeza de Cristo; incenso, a Sua divindade, e mirra, o Seu poder curador, regenerador de almas.<br />
Talvez, esses ricos presentes tenham ajudado a Sagrada Família a fugir para o Egito, quando Herodes mandou matar todos os bebês judeus do sexo masculino.<br />
____________________________________________________<br />
Então vamos celebrar!</p>
<p>Convidamos todos vocês para comemorarem nosso dia em grande estilo, em qualquer país do mundo ou em qualquer local onde houver astrólogos. Vamos nos encontrar para comemorar nosso dia!<br />
Combinem reuniões sociais, palestras, conferências, ou apenas  um encontro para tomar um café e festejar.<br />
Mesmo que haja apenas um astrólogo na sua cidade, convide-o e  celebre a Astrologia, nossa querida arte-ciência, ancestral e mestra em transformar e iluminar vidas!<br />
Peça aos seus amigos e conhecidos que têm acesso à mídia, para divulgar esta data.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<br />
(*) Em Mt. II, 2, Bíblia Sagrada, Editora Ave Maria Ltda., SP, 1993, há um asterisco após a palavra magos remetendo à nota de rodapé onde se lê:<br />
Magos: a tradição popular diz que foram reis. Não o sabemos, porém. Deveriam ser sábios, astrônomos ou astrólogos.</p>
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		<title>Os Três Reis Magos – Os astrólogos do Oriente</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 20:57:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia Valente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[dia do astrólogo]]></category>
		<category><![CDATA[reis magos]]></category>

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		<description><![CDATA[Os Três Reis Magos são personagens bíblicos que visitaram Jesus quando do seu nascimento, logo após terem avistado no céu a Estrela de Belém. Essa imagem nos é bastante conhecida e familiar. Ocorre que existem informações astrológicas contidas nesse evento que raramente são mencionadas. O registro mais conhecido sobre os Reis Magos encontra-se na Bíblia, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img width="230" alt="" class="alignleft size-full wp-image-2220" src="http://cnastrologia.org.br/site/wp-content/uploads/2012/01/Os-Magos14P.jpg" height="145" />Os Três Reis Magos são personagens bíblicos que visitaram Jesus quando do seu nascimento, logo após terem avistado no céu a Estrela de Belém. Essa imagem nos é bastante conhecida e familiar. Ocorre que existem informações astrológicas contidas nesse evento que raramente são mencionadas.</p>
<p>O registro mais conhecido sobre os Reis Magos encontra-se na Bíblia, no Evangelho de Mateus 2:1, que os descreve como “homens que estudavam as estrelas”. O texto não menciona seu número, mas foram associados a três por causa dos diferentes tipos de presentes que levaram: ouro, incenso ou olíbano e mirra. Tal concepção surgiu no séc. VII d.C. Já a tradição oriental falava que eram doze.</p>
<p>Quem melhor os descreveu foi S.Beda, o Venerável (673-735 d.C.) em seu tratado “Excerpta et Colletanea”, que disse: “Melquior era um velho de setenta anos, de cabelos e barbas brancas e vinha de Ur, terra dos Caldeus; Baltazar era mouro, tinha quarenta anos e barba cerrada, vinha do Golfo Pérsico; e Gaspar, o mais novo, tinha vinte anos, era robusto e saíra de uma região montanhosa perto do Mar Cáspio”. Com relação aos seus nomes, Gaspar significa “Aquele que vai inspecionar”, Melquior “O Rei é minha luz” e Baltazar “Deus manifesta o Rei”. O termo Reis também foi acrescentado mais tarde. Eles foram nomeados Reis porque antigas profecias diziam que reis prestariam homenagens ao Messias.</p>
<p>O fato relevante é que a palavra mago deriva do latim magus e do grego mágos e significa sábio e sacerdote da Pérsia. Os Mágoi, ou Magos, faziam parte de uma casta sacerdotal detentora de todas as ciências, inclusive as ocultas. Dedicavam-se ao estudo da Astrologia e Astronomia. Tratavam-se de sacerdotes da religião zoroástrica e teriam ligação com Balaão, contemporâneo de Moisés (Números 24:17).</p>
<p>Já a Estrela de Belém foi um evento astronômico com grande significado astrológico que apenas sábios, estudiosos e Astrólogos conheciam e a que essa ocorrência se referia. Mateus chamou-a a Estrela da Palestina.</p>
<p>A Astrologia nesse período tinha um papel muito importante no oriente médio, por isso seria natural associar um evento celeste ao nascimento de Jesus, assim como se associou um eclipse à morte de Herodes e um cometa ao assassinato de Júlio César em 44 a.C. Estrelas em movimento ou cadentes pressagiavam a morte de grandes homens ou nascimento de deuses, como Agni, Buda e Cristo.</p>
<p>Foi Johannes Kepler, Astrólogo, astrônomo e matemático que, em 17 de dezembro de 1603, na cidade de Praga, fez as primeiras associações astronômicas à Estrela de Belém. Ele estava observando em seu simples telescópio a conjunção de Júpiter e Saturno na constelação de Peixes. Essa conjunção fazia com que os dois planetas somassem seus brilhos e se parecessem com uma nova estrela, muito brilhante. Sendo um homem estudioso e postulante a pastor, Kepler lembrou-se do que havia lido num texto do Rab. Abravanel (1437-1508). Os Astrólogos judeus diziam que quando Saturno fizesse conjunção com Júpiter em Peixes o Messias viria. Isto porque sabiam, e os Magos também, que a constelação de Peixes era conhecida como Casa de Israel, era o signo do Messias e sinal do fim dos tempos. Júpiter era a estrela real da casa de Davi e do príncipe do mundo e Saturno, a estrela protetora de Israel, da Palestina no oriente. Assim, eles compreenderam, por meio dos significados astrológicos dos planetas e da constelação envolvidos, que o Senhor do final dos tempos havia nascido.</p>
<p>Essa conjunção durou cinco meses durante o ano 7 a.C. – provável ano efetivo de nascimento de Jesus – de 29 de maio a 08 de junho, de 26 de setembro a 6 de outubro e de 05 a 15 de dezembro e pôde ser vista com grande nitidez e claridade na região do Mediterrâneo. Kepler julgou ter encontrado a Estrela de Belém, mas não levou o assunto adiante.</p>
<p>Foi apenas em 1925 que esse tema voltou a ser estudado. O estudioso alemão Paul Schnabel encontrou registros dessa conjunção em tabuinhas de argila datadas da antiga Babilônia e do período neo-babilônico. Essas pequenas tábuas estão em escrita cuneiforme e são registros astrológicos da antiga Escola de Astrologia de Sippar (Zimbir em sumério, Sippar em assírio-babilônio), atual sítio arqueológico de duas antigas cidades da baixa Mesopotâmia e separadas por apenas sete quilômetros na Babilônia, atual Iraque. Escavações realizadas no final do séc. XIX encontraram ainda os restos de um templo e um zigurate dedicado a Shamash – deus solar, Ebabbar – e o antigo escriba da Escola de Astrologia. Atualmente, essa tabuinhas encontram-se no Museu de Berlim, Alemanha.</p>
<p>Enfim, os Magos, Astrólogos que eram, conheciam bastante bem o significado astrológico desse evento celeste conhecido como Estrela de Belém. Foi por isso que levaram como presentes o ouro, que representa a realeza; o incenso ou olíbano, que representa a fé, a oração que chega a Deus como a fumaça sobe aos céus (Salmos 141:2) e a mirra, resina anti-séptica usada em embalsamamentos desde o Egito antigo, remetendo à morte de Jesus.</p>
<p>Na Catedral de Colônia, Alemanha, existem três caixões revestidos de ouro no altar-mór, transladados da Itália no séc. XII. Desde 1164 os restos mortais ali contidos são atribuídos a Gaspar, Melquior e Baltazar.</p>
<p>Em várias partes do mundo os Magos são festejados e celebrados, inclusive aqui no Brasil. Sua festa é conhecida como a Festa de Santos Reis, importante manifestação cultural brasileira e celebrada todo dia 6 de Janeiro. E não por acaso, esse também é o dia em que comemoramos o Dia do Astrólogo!!</p>
<p>Viva 6 de Janeiro! Viva os Reis Magos!</p>
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		<title>Caçadores de Mágoas &#8211; o último texto de Val Benedetti</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 18:47:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Divani Mogames Terçarolli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Mágoa Fragmentos de quimeras Estilhaçam-se no meu peito - Eternamente Rita Sá Hoje despertei sentindo a tristeza me cercar. Como uma nuvem, como uma névoa densa, colando-se ao meu corpo, incômoda, inconveniente, desnecessária para a vida. A água morna do chuveiro não foi suficiente para lavar esse estranho sentimento. Fui colocado involuntariamente na condição de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-2193" href="http://cnastrologia.org.br/site/blog/2011/12/27/cacadores-de-magoas/rosa-g-2/"><img class="alignleft size-full wp-image-2193" src="http://cnastrologia.org.br/site/wp-content/uploads/2011/12/rosa-g1.jpg" alt="" width="270" height="208" /></a><br />
<strong>Mágoa</strong><br />
Fragmentos de quimeras<br />
Estilhaçam-se no meu peito<br />
- Eternamente<br />
Rita Sá</p>
<p>Hoje despertei sentindo a tristeza me cercar. Como uma nuvem, como uma névoa densa, colando-se ao meu corpo, incômoda, inconveniente, desnecessária para a vida. A água morna do chuveiro não foi suficiente para lavar esse estranho sentimento. Fui colocado involuntariamente na condição de ter que pensar no assunto. Bem, tinha mais o que fazer, mas não adianta adiar os apelos do interior. Se soubermos ouvir e reconhecer as necessidades do espírito, estaremos nos poupando de acumular inadequações que, cedo ou tarde se manifestarão através de posturas inadequadas e manifestações sombrias. Enfrentar e respeitar os apelos que vem de dentro é um dos caminhos para irmos em direção à vida saudável e feliz, creio eu.</p>
<p>A palavra mágoa surgiu no écran de minha mente. Piscando como um néon que se destaca nas luzes da cidade e se reflete distorcido em cada poça de água, cada recanto úmido do espaço interior, refletindo a palavra e seu poder implícito. Focalizei minha atenção no luminoso piscante e permiti que a palavra deslizasse através de todos os canais de percepção abertos nesse momento. O ato de refletir se parece um pouco com isso, capturar com o pensamento as luzes que se refletem nas águas internas do ser. E água é a palavra chave para entendermos a tal da mágoa.</p>
<p>A mágoa é um sentimento que fica agarrado à memória. Precisa de lembranças, precisa de um constante recordar do momento e do movimento gerador, o instante exato em que permitimos que o veneno invadisse nosso corpo. Por isso, pela necessidade da memória para que as mágoas se sustentem, a Lua passa a ter a função astrológica de ser um agente, um mantenedor da mágoa, exatamente por representar e significar a função da memória, além de reger o fluxo da água através de nosso ser, as marés que flutuam em nossa vida.</p>
<p>Jean Yves Leloup propõe que &#8220;perdoar é não cristalizar o outro naquilo que ele fez&#8221;. Essa experiência de cristalizar um gesto, uma intenção, uma atitude do outro é totalmente subjetiva e significa uma impressão nos arquivos mnemônicos da pessoa, um tipo de registro aparentemente indelével. Cristalizar o gesto do outro, registrar e permitir que a lembrança permanente desse gesto seja um veneno que contamine aquilo que é naturalmente puro e íntegro dentro de nós, é a mágoa, a má água, e sua expressão mais corrente e comum, o ressentimento, que significa ficar remoendo as experiências, insistir e escolher o sofrimento por aquilo que não achamos justo e correto, pelo mal que supostamente foi feito à nossa pessoa e que feriu nossa sensibilidade.</p>
<p>Quantas mágoas inúteis guardamos, quantos cristais de sal muito amargo se formam dentro de nós, porque? Pensei muito nisso, em cada uma das mágoas que afloraram nessa manhã e que estavam querendo me deixar sombrio e triste, e fui conduzindo meu pensamento até chegar à conclusão que todas as mágoas que eu tinha, tudo aquilo que tinha se transformado no veneno do ressentimento dentro de mim e que estavam gravados na memória como as marcas de ferro em brasa que se faz no gado, enfim, percebi e constatei que a mágoa e seus derivados provêm da mesma fonte: a importância pessoal.</p>
<p>Esse sentimento chamado de &#8220;importância pessoal&#8221; é um dos condicionamentos mais fortes e prejudiciais de nossa cultura. É semeado desde muito cedo em nossas vidas. É resultado da corujice de nossos pais, que por se acharem muito importantes, acreditam que seu filhos são mais importantes que os filhos das outras pessoas; é um jeito torto de amar atribuindo valores virtuais e absolutamente distorcidos àqueles que amamos, e também uma constante cobrança de que eles sejam como esperamos que sejam para merecer todo nosso amor.</p>
<p>Para corresponder à realidade ou ilusão daqueles que nos amam e para alimentar o amor e a atenção que eles tem por nós, precisamos nos colocar na condição de estarmos à altura desse amor e de sua expectativa de que sejamos grandes, importantes, e para isso desenvolvemos mecanismos de defesa e manutenção desse virtual padrão de importância e passamos a interpretar personagens totalmente artificiais, inflados de auto importância, vazios de sentimentos verdadeiros.</p>
<p>Quando surge em nosso ser um amor verdadeiro, um sentimento puro e real, não sabemos muito bem o que fazer com ele. Não fomos treinados para isso. Procuramos racionalmente encaixar esse sentimento em nossos parâmetros aprendidos de importância pessoal, e assim contaminamos o sentimento com nossos valores artificiais e transformamos algo que poderia ser belo e pleno em mais uma mágoa, mais um ressentimento. Isso acontece porque ao olhar distorcido de quem vive um personagem artificial, composto de julgamentos e preconceitos que nos foram impingidos na fase lunar da formação de nossa personalidade, qualquer coisa, qualquer experiência que venha de fora, qualquer sentimento parece ser alienígena e é reconhecido como algo que não está a altura de nossa presunção, não chega aos pés de nossa importância e da importância que papai e mamãe davam para a gente.</p>
<p>A palavra mágoa provém originalmente do latim, &#8220;macula&#8221;, que quer dizer mancha, nódoa. É a poluição que corrompe e contamina o espírito, que turva a água de nosso ser. O ressentimento é uma resultante da mágoa. É preciso ter sido magoado para poder ficar ressentido. Ambos os sentimentos estão ligados à Lua e seus significados essenciais. Mas não é apenas isso. A gente cresce, a mágoa continua &#8211; se não fizermos algo para limpá-la &#8211; e portanto, outros planetas começam gradativamente a representar a mágoa que nossa auto importância nos fez criar.</p>
<p>Toda pessoa que se expressa com freqüência de forma ressentida e que fica insistindo em sua mágoa, lembrando a traição que o &#8220;outro&#8221; cometeu, remoendo a desilusão e a frustração que as pessoas a quem ela tanto e se dedicou fizeram, dificilmente irá reconhecer que a fonte desse sentimento bem ruim está dentro dela mesma, e raramente percebe que esse eterno remoer de lembranças do que não foi só prejudica a ela mesma.<br />
Estamos falando da Lua. Estamos falando de Vênus. Estamos falando de Netuno, os três grandes indicadores astrológicos da mágoa e do ressentimento, três planos, três oitavas de uma energia que para se manter dependem da memória e do registro na água do corpo &#8211; substância física e emocional.</p>
<p>As três oitavas da mágoa</p>
<p>Lua, morada da mágoa</p>
<p>A Lua simboliza o primeiro grau, o mais completo e o que envolve maiores possibilidades quando se trata de guardar na memória o eterno &#8220;não vivido&#8221; que se converte na amargura da mágoa. Estar magoado e deixar que o ressentimento nos possua sempre implica em alimentar lembranças, em se prender ao já acontecido, ou melhor, àquilo que gostaríamos que tivesse acontecido de um jeito e aconteceu como tinha que acontecer, gerando frustração, se transformando em mágoa, nos deixando ressentidos.</p>
<p>A fase lunar de nossa vida, a primeira infância, é quando desenvolvemos um padrão de importância pessoal, uma auto imagem que passamos a vida toda lutando para manter. Personagem que tem uma expectativa de si mesmo e que pretende atender a expectativa dos outros para sentir-se protegido, aceito, amado, e quando essa expectativa não é atendida, tanto de dentro para fora quanto de fora para dentro, surge a frustração e a conseqüente mágoa como defesa e justificativa por aquilo que parece ser um fracasso da imagem construída.</p>
<p>Existe dentro de nós uma criança, uma parte pura e limpa que conserva a integridade e autenticidade dos seres naturais, e que é devidamente constrangida e reprimida por elementos culturais para que essa parte de nós, aquela que é livre e íntegra, não queira ocupar seu espaço no mundo, não venha transgredir a ordem falida que se apresenta como o que é certo. Essa criança que nos habita, o princípio da pureza possível, para se proteger das cobranças do mundo e não ser massacrada o tempo todo, cria couraças e padrões de comportamento artificiais para ela: o comportamento adulto e responsável que agrada a todos e que faz com que esse aspecto de nosso ser seja aceito sem grandes cobranças.</p>
<p>Astrológicamente esse arquétipo da criança que é tão fundamental para que possamos exercer algum tipo de liberdade, para que possamos aceitar o novo em nossas vidas, é representado pela Lua, a casa que ocupa, o signo, os aspectos envolvidos, a situação de seu planeta regente. Além da liberdade representada pela criança e sua facilidade em aceitar novas situações, está a memória, o arquivo das impressões, dos sentimentos vividos, dos traumas, dos recursos utilizados pelos formadores da personalidade, pais, professores, adultos em geral, para domesticar a criança e torná-la uma pessoa aceitável, um adulto respeitável.</p>
<p>Essa criança tem inúmeros motivos para se sentir magoada, ferida, ofendida por lhe terem usurpado a liberdade e exigido um amadurecimento artificial e forçado, como uma planta de estufa, impedindo seu desenvolvimento natural, impedindo que ela seja ela mesma e passe a ser o que esperam dela. Isso gera mágoa. Isso gera a pessoa que está sempre pronta a aceitar a vida como uma ofensa, uma agressão, um ato hostil que polui, que macula, que gera mágoa e cria o adulto ressentido.</p>
<p>Administrar essa mágoa, libertar-se dela, deixar de ser uma pessoa que carrega um estado de ressentimento constante com toda a realidade que percebe exige uma atitude enérgica: libertar a criança, permitir-se entrar em contato com essa criança e sentir-se livre e relativamente puro novamente. Podemos antever o quanto será criticada e cobrada uma pessoa que permita a manifestação dessa criança interior, e o quanto é difícil conseguir isso, a tal ponto que é mais fácil muitas vezes escolher a mágoa e o ressentimento, pelo menos a gente pode ser visto como um igual entre iguais. Todos ressentidos. Todo carregando no coração e nos ombros toneladas de mágoas infantis. Todos tendo que assumir um comportamento de adolescente que nunca cresceu e que reivindica coisas absurdas de um mundo que ele acredita que não o aceita como é.</p>
<p>Na verdade, enquanto essa criança interior não for confrontada e aceita, a própria pessoa é que não se aceita como ela é. É claro que tem que se sentir magoada, traída por si mesma, traída pela vida.</p>
<p>Vênus, escolhas que geram mágoas</p>
<p>Em outro plano da expressão da personalidade, encontramos Vênus e as expectativas simbolizadas por esse planeta.</p>
<p>As escolhas, todos os tipos de escolha, afetiva ou material, são representadas por Vênus. Quando um átomo de hidrogênio &#8220;escolhe&#8221; átomos de oxigênio para formar a água, essa escolha físico-química é regida por Vênus. Quando um homem escolhe uma mulher para amar e uma mulher escolhe um homem para amar, também o símbolo de Vênus está presente.</p>
<p>Os referenciais de escolha estão contidos na psique humana, são as experiências que se acumulam na memória, são os traumas, é o critério estético e ético que se construiu durante a história da vida. A Lua e seus significados anteriormente descritos está devidamente representada na base desses critérios, e por isso Vênus representa um degrau das qualidades simbolizadas pela Lua, uma &#8220;oitava&#8221;, um outro grau dos significados lunares, que necessariamente serão conteúdos das escolhas e da expressão de Vênus.</p>
<p>Se os critérios de escolha estão maculados por conteúdos da memória, e se existe mágoa nesses conteúdos, é natural que essas escolhas reflitam essa mágoa e sejam, consequentemente, fontes de maiores mágoas e ressentimento.</p>
<p>Existe também, nos critérios de escolha representados por esse planeta, conteúdos infantis não vividos, não elaborados. Expressões e potencialidades que nos foram arrancadas durante uma fase de nossa existência durante a qual não tínhamos defesas adequadas. Aquilo que por acaso tenha sido um impedimento do desenvolvimento natural de critérios, junto com o desenvolvimento natural e espontâneo dessa criança interior, vai acontecer em nossas vidas através de escolhas inadequadas e geradoras de transtornos, particularmente escolhas afetivas que nos trarão infelicidade e mais frustração.</p>
<p>A defesa natural que nossa auto importância nos impõe ao resultado de escolhas tortas e desajustadas na vida é atribuir aos outros, aos objetos de nossa escolha, a responsabilidade pelo fracasso resultante dessas mesmas escolhas, e a forma mais comum disso acontecer é nos sentirmos traídos e magoados por aqueles que obtusamente escolhemos. A culpa tende a ser sempre do &#8220;outro&#8221;, é mais tolerável assim.</p>
<p>O que nos resta, diante dessa circunstância, senão vivermos carregando ressentimentos de cada contato, de cada relação que experimentamos, especialmente porque a referencia, a premissa que sustentou a escolha e o principiar de cada relação é a de um olhar carregado de mágoa, carregado de dor e frustração por não ter podido nunca entrar em contato consigo mesmo, com sua verdadeira essência?</p>
<p>Existe a cura para essa mágoa, e essa cura consiste em escolher com o coração limpo, com o instinto e a intuição, com uma expectativa baseada na necessidade mais natural de trocar energia vital, em vez de eleger o objeto onde focalizar nossa afetividade tendo como parâmetros nossas dores e frustrações acumuladas desde a mais tenra idade, desde o momento em que abrimos mão de coisas essenciais para nos sentirmos aceitos e iguais a todo mundo. Precisamos aprender a escolher as coisas que podemos amar com os olhos límpidos da criança que nos habita, aquela que ainda pode ser livre e natural, aquela que sabe que o importante é viver e ser inteiro, em vez de achar que o importante é ser aceito por fazer o jogo dos outros.</p>
<p>A criança assustada e contida escolhe apenas coisas pequenas, que não a ameacem, que não afetem em nada o complicado equilíbrio emocional que a mantém atada aos valores afetivos que lhe foram impostos como certos. Essa criança escolhe dentro desses critérios que contrariam a natureza da existência que é sempre crescer e se expandir, causando uma insatisfação interna constante, e essa insatisfação se transforma facilmente em mágoa contra aquilo que eu mesmo escolho e que me impede de crescer, e assim se origina um circulo vicioso que mantém e alimenta o comportamento ressentido e o fracasso nos relacionamentos humanos.</p>
<p>Creio que isso pode ser mudado simplesmente se conectando com essa criança, esse lado essencial da gente, deixando que a criança se rebele e assuma sua condição natural, seja ela mesma, ou melhor, que seja uma bela referencia do que podemos ser nós mesmos. Basta ousar, basta correr o risco de não ser aceito por aqueles que precisam da gente condicionado e bem comportado dentro de seus critérios do que é certo ou errado e assim, estaremos caminhando para nos tornarmos pessoas livres de mágoa, pessoas sãs.</p>
<p>Netuno, mágoas além do pensamento</p>
<p>Netuno é a oitava mais fina desse trio de planetas que simbolizam nossa capacidade de sentir e se integrar à realidade. Está vinculado ao aspecto transpessoal da realidade e dos sentimentos.</p>
<p>Muitos autores afirmam que Netuno representa a compaixão, que corresponde a um estado de amor universal, de identificação com a espécie, com a condição humana como um todo. Bem, pode ser, mas é muito comum que essa palavra seja confundida com piedade, pena do sofrimento dos outros, empatia com quem está inferiorizado por alguma circunstância existencial, e nesse caso, a palavra compaixão perde seu sentido maior e se transforma em exercício de poder, em presunção e arrogância daqueles que se acham melhores que os outros. Mais uma vez a importância pessoal se faz presente.</p>
<p>O planeta Netuno simboliza a identificação, em níveis mais elevados ou transpessoais, além dos limites da razão, além da observação lógica, em sintonia com o sentimento e o instinto em sua expressão mais refinada e delicada. Exatamente por isso o reconhecimento dos sentimentos despertados no plano de Netuno e a redução desses sentimentos a um discurso lógico e formal se torna bastante complexa. Vivemos a experiência no plano de Netuno, nem sempre compreendendo sua origem ou como ela se processa, e por isso tantas vezes a ela é atribuída uma origem divina.</p>
<p>A identificação com o sofrimento da humanidade como um todo, origem e princípio do surgimento de tantos mártires e profetas durante a história do mundo, pode representar o aparecimento da mágoa em seu nível mais sofisticado e não administrável. Mágoa pela traição divina, pelo abandono de Deus, pela expulsão do paraíso e por conclusões semelhantes às quais nossa mente pode nos conduzir na tentativa de reduzir esse sentimento de identificação tão amplo a mínimos denominadores comuns.</p>
<p>Netuno pode representar o canal através do qual nosso ser se conecta com o inconsciente coletivo. Pode significar também nosso potencial de elevar nosso espírito a níveis muito além da razão e do discurso formal, colocando-nos em contato com linhas de força que percorrem o universo, meridianos de energia divina, que constituem uma realidade invisível, algo que só pode ser percebido pelo sentimento.</p>
<p>Nossa conexão ferrenha com a realidade material, com as necessidades do corpo e da mente, muitas delas criadas e artificiais, faz com que tenhamos a tendência de traduzir as energias representadas por Netuno para lugares comuns, empobrecendo seus significados, reprimindo suas possibilidades maiores e transformando essas possibilidades em distorções mentais, máculas, mágoa&#8230;</p>
<p>É um tipo de mágoa incontrolável, imensa, inacessível, por mais que tentemos transforma-la em sentimentos comuns. A sensibilidade netuniana contida e não vivenciada se transforma em angústia, em um poderoso sentimento de solidão infinita, cósmica, além da solidão social, além na necessidade de companhia humana, além do desejo.</p>
<p>O poeta Augusto dos Anjos, com seu estilo peculiar de registrar sentimentos e traduzir conteúdos da psique coletiva, escreveu a respeito da mágoa o pequeno poema que segue:</p>
<p>ETERNA MÁGOA</p>
<p>O homem por sobre quem caiu a praga</p>
<p>Da tristeza do Mundo, o homem que é triste</p>
<p>Para todos os séculos existe</p>
<p>E nunca mais o seu pesar se apaga!</p>
<p>Não crê em nada, pois, nada há que traga</p>
<p>Consolo à Mágoa, a que só ele assiste.</p>
<p>Quer resistir, e quanto mais resiste</p>
<p>Mais se lhe aumenta e se lhe afunda a chaga.</p>
<p>Sabe que sofre, mas o que não sabe</p>
<p>É que essa mágoa infinda assim, não cabe</p>
<p>Na sua vida, é que essa mágoa infinda</p>
<p>Transpõe a vida do seu corpo inerme;</p>
<p>E quando esse homem se transforma em verme</p>
<p>É essa mágoa que o acompanha ainda!</p>
<p>Augusto dos anjos</p>
<p>O que podemos fazer diante de sentimentos tão poderosos?</p>
<p>Como lidar com essas três dimensões apresentadas a respeito da mágoa e do ressentimento?</p>
<p>Podemos começar entendendo que, como o princípio gerador da mágoa está registrado na memória, representada pela Lua, se manifesta mentalmente através da expressão de Vênus e se torna um sentimento que parece estar além da própria pessoa, além do corpo físico e do gesto, através da manifestação em nós de Netuno, a solução para todos os representantes da mágoa e do ressentimento é praticamente a mesma, por serem todos esses símbolos níveis diferentes de uma mesma vibração, oitavas distintas de uma mesma nota.</p>
<p>Precisamos resgatar a criança que nos habita e que está ferida, machucada pelas exigências tantas vezes absurdas que a vida lhe impôs, com todos os sentidos sensibilizados como órgãos inflamados, e portanto, vulnerável à mágoa, presa à recordações dolorosas das quais não consegue se desvincular, tendo que incorporar comportamentos ressentidos para se resguardar de sua dor tão profunda.</p>
<p>Precisamos libertar essa criança, deixar ela escolher, deixar ela optar por ser quem ela quer e pode ser, deixar ela se rebelar e dizer não a tantas imposições morais e comportamentais que não lhe dizem respeito, permitir que sua afetividade seja expressa sem medo de ser ridicularizada ou rejeitada. É necessário apresentarmos a essa parte de nosso ser, a mais pura, a mais inocente, a mais limpa, a possibilidade de fazer novas escolhas, o fato de que ela não tem que ser mais ou menos importante que nada ou ninguém para ser aceita e amada, ela apenas precisa ser ela mesma para que nós possamos ser nós mesmos e nos libertemos da mágoa.</p>
<p>Precisamos também mostrar a essa criança interna que tudo é infinito, que tudo é uma única serpente cósmica de energia encadeada e cada parte dessa energia está intimamente ligada a todas as outras partes, cada manifestação da energia divina, cada ser que surge e se manifesta nesse plano, está conectado a todas as outras partes, a todos os outros seres, e que, exatamente por isso, ninguém está realmente só, ninguém está separado da totalidade do universo, e cada parte tem seu papel, tem sua tarefa, tem sua função estabelecida harmoniosamente e integrada à totalidade do infinito.</p>
<p>Por isso não estamos sós, por isso não somos nem mais nem menos que nada, por isso estamos equipados e prontos para sermos felizes, sem mágoa e sem ressentimento e por isso, não há nada de fato a perdoar. O perdão não é a solução para a mágoa. A solução é o amor e a compreensão e principalmente, a consciência de que não somos mais importantes que nada. Cada ser nesse planeta é a diferença em si mesmo e, portanto, não tem que sofrer por se sentir inferiorizado ou traído pela vida.</p>
<p>Estamos apenas aprendendo, e se tivermos a humildade e a paciência de agirmos a partir dessa premissa, de que estamos aqui para aprender, todos nós, todos os viventes, a vida será mais fácil, todas as mágoas perderão o sentido, todos os ressentimentos se tornarão tolos reflexos da vaidade e então, poderemos amar sem medo, poderemos nos entregar sem medo, exatamente como uma criança faz, exatamente como a criança que está dentro de nós pode fazer.</p>
<p>Bem, fazendo todas essas reflexões, permitindo que o pensamento fluísse, me dispondo a buscar dentro de mim as respostas ao sentimento que me invadiu nessa manhã, aconteceu algo delicioso: a tristeza foi embora, como surgiu se foi, se diluiu como uma nuvem no sopro do vento.</p>
<p>Já posso prosseguir, mais leve e com o sentimento de que as mágoas não precisam ser alimentadas, com a constatação de que, como diz a música de Milton Nascimento :</p>
<p>&#8220;há um menino, há um moleque, que mora dentro do meu coração, cada vez que o adulto fraqueja, ele vem pra me dar a mão&#8230;&#8221;</p>
<p>Valdenir Benedetti</p>
<p>Dezembro/2001</p>
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		<title>Astrologia: você acredita?</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 18:17:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Divani Mogames Terçarolli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Numa simples pergunta já se percebe o preconceito contra a Astrologia. Saiba o por quê.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cnastrologia.org.br/site/blog/2011/12/27/astrologia-voce-acredita/astrologiepq-2/" rel="attachment wp-att-2187"><img src="http://cnastrologia.org.br/site/wp-content/uploads/2011/12/astrologiePq1.jpg" alt="" width="250" height="166" class="alignleft size-full wp-image-2187" /></a><br />
<em></em></p>
<p><em>“O ser humano é uma parte do todo que chamamos Universo;</em></p>
<p>uma parte limitada no Tempo e no Espaço“.  Albert Einstein</p>
<p>A pergunta costuma aparecer, de tempos em tempos, em revistas e programas de TV:</p>
<p>– Você acredita em Astrologia? A resposta, contida na matéria jornalística, seja contra ou a favor, sempre consegue causar polêmica. Na simples formulação da pergunta já está embutido o preconceito, pois  ninguém  pergunta se você acredita em Geografia, ou em Matemática.</p>
<p>Convenhamos: Astrologia não é algo em que se deva “acreditar”, simplesmente porque ela não é uma crença ou religião. Ela também não é ciência, pelo menos não do jeito que hoje se entende essa palavra. Na verdade ela é “pré-científica” porque, antigamente, todo  o conjunto de conhecimento era chamado de filosofia. Depois, o conhecimento das coisas da natureza passou a chamar-se Ciência, e a busca do sentido da vida, Filosofia.</p>
<p>Antes dessa separação, a visão de mundo, ou  paradigma,  que dominava  era chamado de organicista, pois entendia o mundo como um organismo vivo,  dotado de alma e  de sentido, e governado por uma inteligência infinita. Essa Inteligência, esse Ser Supremo não era separado do mundo, mas  estava presente em  todos os processos e ciclos da natureza .</p>
<p>Após o século XVII, o  paradigma mecanicista passou a impor sua visão de mundo baseada apenas na experiência ou empirismo: só o que pudesse ser verificado pelos sentidos era tido como verdadeiro; o universo era fruto de forças cegas, agindo ao acaso, desprovido de alma e de sentido. Essa mudança de paradigma provocou o descrédito da Astrologia.</p>
<p>Para a Astrologia, tudo no universo refletia aquela inteligência infinita, as estrelas e os planetas eram expressões das funções desse organismo vivo, assim como os diversos órgãos do corpo humano são expressões e instrumentos de suas funções. Cada coisa era parte de um todo maior, sendo ao mesmo tempo um todo também, com suas próprias partes subordinadas. Esse conceito, é conhecido como Microcosmo e Macrocosmo. A parte está contida no Todo como a onda está contida no oceano.  A essência desse ensinamento está presente na máxima hermética, “o que está em cima, é como o que está embaixo”. Dessa forma, o  Homem reflete o Cosmos.</p>
<p>Portanto, o saber astrológico é vertical, acausal, ou seja,  não se baseia no principio de causa-efeito, mas sim, na lei de correspondência, é subjetivo.</p>
<p>O saber científico é horizontal, causal, ou seja, baseia-se na lei de causa-efeito, na quantificação de forças, é objetivo.</p>
<p>Os dois saberes são antagônicos, fruto de visões de mundo completamente diferentes. Por isso os cientistas não entendem que, os planetas não causam eventos, assim como o relógio não cria o Tempo, apenas os refletem simbolicamente. Não existem forças envolvidas nesse processo, apenas analogia.</p>
<p>Astrologia é uma linguagem humana de base simbólica. Ela estuda as correspondências entre fenômenos celestes e terrestres, mais especificamente,  trata de estabelecer a relação simbólica entre um certo arranjo de planetas, num dado momento do tempo e do espaço,   e o caráter do indivíduo nascido naquele momento.</p>
<p>Tem por objetivo acompanhar o individuo no processo de realização, tão plena quanto possível, do potencial com que nasceu, e aumentar a harmonia, tolerância e a compreensão entre as pessoas.</p>
<p>Atualmente, parece que o paradigma mecanicista está com os dias contados. O moderno conceito de Holismo retoma a idéia de que tudo está interligado no Universo, que o mundo é uma vasta rede ou teia, e que tudo que afeta a um dos componentes desta rede, afeta o Todo. Físicos como David Bohn, com sua teoria holográfica e Fritjof Capra, com suas obras “O Tao da Física” e “O Ponto de Mutação”, entre muitos outros cientistas, afirmam que cada parte do universo é um testemunho da estrutura e do processo do todo, ou seja, o todo está contido nas partes. O mais interessante é que esses novos desenvolvimentos da ciência estão, justamente, confirmando os princípios sobre os quais a Astrologia se assenta.</p>
<p>Será que não está na hora de revermos nossos velhos preconceitos?</p>
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		<title>Parábola</title>
		<link>http://cnastrologia.org.br/site/blog/2011/12/26/parabola/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Dec 2011 16:56:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Araês Caldas Farias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>
		<category><![CDATA[parábola]]></category>
		<category><![CDATA[Religiosidade]]></category>
		<category><![CDATA[Rodrigo Araes]]></category>

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		<description><![CDATA[Rodrigo Araes nos brinda com esse maravilhoso texto para reflexão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cnastrologia.org.br/site/blog/2011/12/26/parabola/pomba1/" rel="attachment wp-att-2167"><img src="http://cnastrologia.org.br/site/wp-content/uploads/2011/12/pomba1.jpg" alt="" width="220" height="165" class="alignleft size-full wp-image-2167" /></a>Um dia ganhei um sonho, presente das estrelas de meu céu particular. Era um sonho divertido, original, criativo, mas fui me acostumando a ele pensando que o entendia, quando na realidade estava apenas incomodado com sua presença. Sonhos são seres sensíveis, se retraem e somem quando não damos a devida atenção. Pouco a pouco minha vida ficou novamente opaca, sem brilho, e nos raros momentos de lucidez não entendia o que havia acontecido com ela. Alguma coisa estava faltando, alguma conta do meu colar de pérolas e brilhantes tinha desaparecido. Achava que a vida estava normal e não percebia que ela não era mais plena.</p>
<p>Deixei de sonhar. Preso ao fascínio do mundo caminhava mecanicamente sobre meus passos acreditando que estava tudo como deveria estar. Que a falta que sentia era normal, coisa que todos sentem e não dão o braço a torcer achando que melhor que isso não pode ser. Até que um dia ouvi uma história:<br />
“Havia um lugar onde existiam dois países; o país da dor, da amargura, e o país da benção, da alegria. O primeiro era quase desértico e o segundo era verde e lindo. Entre os dois países corria um rio caudaloso, perigoso. Muitas pessoas do país da dor ficavam curiosas com o pouco que enxergavam do outro país e sonhavam com o que poderia ter do outro lado. Vários tentaram atravessar o rio, a maioria morria na tentativa e os que conseguiam atravessar não voltavam para dizer como era o outro lado.</p>
<p>“Um dia um homem bondoso, que morava no país da dor, resolveu ajudar na passagem de um lado ao outro ou morrer tentando. Era um homem muito forte e dotado de uma tremenda força de vontade. Amarrou um cabo muito comprido, resistente e flexível, numa árvore à beira do rio, amarrou-se à outra ponta e mergulhou na água. Quando estava muito próximo da outra margem foi visto por caçadores que o flecharam por confundi-lo com um animal estranho. Reunindo suas forças restantes alcançou a outra margem, conseguiu amarrar o cabo numa árvore grandiosa do país das bênçãos e morreu.</p>
<p>“Os que estavam assistindo a epopéia ficaram contristados. Aquele homem era um santo que havia tentado salvá-los do país miserável em que viviam. Choraram, cultuaram seu nome e começaram a recordar tudo que ele havia feito e falado. Inventaram histórias a respeito dele, fizeram biografias, levantaram estátuas e mais do que isso fizeram altares para louvar seu nome. Acabaram erguendo templos e alguns se sentindo mais capazes tomaram conta desses templos e ficaram como intermediários entre aquele santo homem e os demais seres humanos.</p>
<p>“O cabo continuou onde estava e as pessoas se esqueceram dele. Trepadeiras cobriram a ponta do cabo que foi ficando escondido como se nunca tivesse existido. E a obra máxima daquele homem, a única coisa que realmente importava, está lá perdida, abandonada. De vez em quando alguém resolve investigar e descobre o cabo. Uns mais preparados conseguem até usar o cabo e passar para o outro país. Como existe caminho de volta eles voltam e tentam avisar seus irmãos que sorriem e pensam: endoidou.<br />
“E o contador da história concluiu: Deturparam tudo que fiz. O homem não era importante, o importante era a ponte!</p>
<p>A história calou fundo em mim. Lembrei do meu sonho e chorei amargamente o sonho perdido. Depois fiquei alegre, o sonho não estava perdido, estava dentro de mim. Está dentro de todos nós, pois cada um de nós tem um cabo; nós somos o cabo. Nós somos o caminho, a verdade e a vida e só através de nós podemos chegar ao Pai!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Princesa Leah – Aquela que veio.</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 22:17:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Araês Caldas Farias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Caros confrades, Quinta-feira da semana passada uma pessoa amiga pediu que ‘levantasse’ o mapa natal de uma menina que está fazendo uma comoção na internet: especificamente, no Facebook. Segundo o que me disseram, &#8212;  e depois confirmei no Facebook (quem quiser entrar, deve acessar o próprio, e procurar ‘May the Force be with the Princess [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caros confrades,</p>
<p>Quinta-feira da semana passada uma pessoa amiga pediu que ‘levantasse’ o mapa natal de uma menina que está fazendo uma comoção na internet: especificamente, no Facebook.</p>
<p>Segundo o que me disseram, &#8212;  e depois confirmei no Facebook (quem quiser entrar, deve acessar o próprio, e procurar ‘<strong>May the Force be with the Princess Leah</strong>’) , essa menina está, ou estava, em coma há vários meses, devido a uma doença do sistema nervoso que os médicos não conseguiram identificar. Como ela tem o nome de Leah, foi o suficiente para muitos internautas fissurados com a série “StarWars” tomarem para si a doença dessa criança e transformarem sua cura em uma cruzada. Não é difícil que isso aconteça num mundo onde carecemos de nossa própria cura. A comoção que vemos expressa em algumas mensagens é muito forte, e acabamos ficando em dúvida sobre quem deseja curar quem.  Em outras épocas, seria caso de beatificação, mas os tempos são outros e espero, como muitos, apenas que ela se cure e seja ‘a alegria dos pais’.</p>
<p>Os dados do nascimento foram publicados – pelo menos essa amiga me forneceu os mesmos  –  e disse que alguns astrólogos estavam estudando esse mapa natal. Os dados são os seguintes: Leah, 17/02/2011, 4:18 AM, PST +8:00, Los Angeles, CA. Não investiguei o sobrenome, mas isso seria fácil. Tenho pudores de analisar mapa de desconhecidos sem uma finalidade altruísta, mas creio que pelo menos nesse caso um pensamento de cura pode ser facilitado pela leitura do dito cujo.</p>
<p><img style="vertical-align: baseline;" src="http://cnastrologia.org.br/site/wp-content/uploads/2011/12/mapa_leah.png" alt="mapa-leah" width="426" height="319" /></p>
<p>Ela nasceu durante a conjunção separativa de Sol-Netuno aos 28 graus de Aquário. Isso é um cenário de fundo, pois milhares de crianças nasceram, durante um período com essa conjunção, seja nas horas anteriores, conjunção aplicativa, seja nas horas seguintes. A diferença é de 5 minutos, o que em direção secundária retrógrada para o Sol daria um ponto crítico em dois meses. Direções simbólicas para Netuno, por arco Solar dariam a mesma coisa. Insisto nesse ponto porque o símbolo do grau (29 de Aquário) é “Borboleta emergindo de uma crisálida”. Símbolo apropriado para sair de um coma.</p>
<p>Ao longo das eras observamos que os seres humanos encarnam em grupos. Creio inclusive que o mapa individual cairá em desuso. Às vezes acho lamentável a insistência do pequeno ego em querer que o astrólogo diga o que irá acontecer apenas para justificar a falta de controle em sua vida pelo abandono do chamado “livre-arbítrio”. Se nossa vida fosse um jogo de cartas completamente marcadas não creio que valeria a pena ser vivida. O fato é que a primeira reação que tive ao ver o mapa foi “essa menina não é um único ser”.</p>
<p>Há muitos anos uma senhora, de mais de 50 anos, pediu para que eu desse uma olhada no mapa dela. Mostrou o desenho e não pude deixar de dizer: “Esse mapa não é seu. Essa criança morreu com menos de cinco anos, só que não foi embora e está aí do seu lado, meio adormecida.”  Hoje em dia chamamos esse fenômeno como um tipo de transmigração, O “Walk-in” é algo do tipo. A senhora chorou e me disse que ela sempre falou que tinha uma criança grudada nela e que por isso fez inúmeros tratamentos apropriados para doentes mentais. Caso muito mais grave é relatado por Max Freedom Long, em “Milagres da Ciência Secreta”, de dois seres que se alternavam na ocupação de um único corpo.</p>
<p>Como comenta Long, a “ciência” médica não aceitava esse tipo de explicação. Na época, anos 40, era mais simples dar eletro choque ou choque químico, do que especular a respeito de uma solução fora das limitações comuns de um conhecimento focado na neurologia ou neuropsiquiatria contemporânea.</p>
<p>Essas assertivas, próprias de Mercúrio em Peixes, no meu caso, nem sempre são palatáveis. Lembro que quando vi de relance o mapa de uma falecida amiga, na casa de uma astróloga, disse: “Um caso de amor impossível” Ela retrucou: “Impossível como?”. Disse eu: “trinta anos para resolver”. Desesperançada, falou: “Mas já tem dezoito anos”. Só pude dizer: “Espere mais doze”. Doze anos depois o amante enviuvou e casou com outra. Ela morreu de tristeza, acho.</p>
<p>Acredito, como comentei na palestra “Astrologia, Caos e Transdiciplinaridade”,no Simpósio do SINARJ, que está mais do que na hora de abrirmos nossos corações e mentes em relação às limitações do conhecimento.  A nova humanidade nascente, a infância e juventude já presentes, não têm as limitações científicas que fomos inculcados e forçados a aceitar como verdades absolutas. A descrença no modelo vigente é um fato consumado Não precisamos esperar 2012: o mundo antigo já acabou!</p>
<p>Voltando ao mapa. Capricórnio, o Ascendente, é o signo dos Avatares, dos dirigentes, condutores de homens. Vênus no Ascendente justifica o fato de ela ser chamada de <em>Princesa</em> pelos internautas. Na Astrologia por onde comecei, Vênus é o regente hierárquico de Capricórnio e um dos símbolos do nosso Eu interno. Vênus é a Estrela da Manhã, ou Lúcifer, o anjo caído, que acho análogo a Prometeu. Saturno, outro anjo importante (pois é o que testa as almas), quadra com o Ascendente e com a própria Vênus, da qual é o dispositor. Lua e Vênus estão em quincúncio, aspecto tão caro ao Marco Aurélio, e que no caso leva à popularidade, ainda mais numa pessoa do sexo feminino.</p>
<p>Transformada numa atração pública, perdendo uma identidade que ainda não possui, essa “Princesa” canaliza as aspirações de muita gente. Temos aqui um sacrifício como de tantas figuras públicas, que de certa forma ajudam a redimir a humanidade. Não importa se as outras figuras não tenham a pureza de Leah, o fato é que o sacrifício delas ocasiona comoção nacional e às vezes mundial.</p>
<p>Acredito que, independentemente do resultado de sua trajetória futura, existe aqui uma grande alma (Mahatma), que está já fazendo justiça ao seu nascimento. Espero sinceramente que se cure e que possa colaborar para um mundo novo: sem sofrimento, miséria, disputas e cobiças.</p>
<p>Abraços a todos,</p>
<p>Rodrigo Araês</p>
]]></content:encoded>
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