Plutão em Capricórnio

11 de janeiro de 2011 Artigos, Diversos: a partir de janeiro/2010 Comentários desativados em Plutão em Capricórnio

Busquei no mito e na história dos ingressos de Plutão que nos precede, a compreensão do que podemos observar e semear no tempo de Plutão no signo regido por Saturno: o que a vida pede, o que o cosmos oferece , o que podemos tornar mais claro e como podemos melhorar.

O mito

Na versão mitológica de Alice Bailey para o mito de Capricórnio, Hercules, em seu décimo trabalho – enfrentando Cérbero -, fez uso da sua força e sabedoria para resgatar Prometeu no reino profundo e sombrio de Hades, quando lutou com o monstro. Com a ajuda de Atenas (ouvindo a voz prateada da deusa da sabedoria) e Hermes (com suas palavras fortalecedoras), ele dominou o monstro e libertou Prometeu, usando como arma, a vontade firme, possibilitando Bailey afirmar que “a luz brilha agora dentro do mundo da escuridão.”

O que precede

Na retrospectiva histórica, o último ingresso de Plutão em Capricórnio ocorreu em 1762, época em que o Iluminismo era que dava o tom, onde o espírito evoluído era guiado pela luz da razão.

O que acontecia no mundo:

O último ingresso de Plutão em Sagitário ocorreu em janeiro de 1762, conjunção com Mercúrio, quadratura Saturno e Urano em Áries e Nodo Norte em Touro.

Voltaire – questionava/atacava a igreja, ou melhor, submetia a religião à razão.

Rousseau – o judeu (ex-comungado) suíço da região protestante que defendia a liberdade do homem e atacava o excesso de luxo e mundanismo da sociedade. A vida naquela sociedade “era” a causa da corrupção humana.

A Companhia de Jesus (Jesuítas) é proibida na França.

EUA – início do processo de independência.

Revolta dos índios da AMérica do Norte contra os britânicos, conduzida por Pontiac, chefe dos Otawas.

A Revolução Americana de 1776 teve suas raízes com a assinatura do TRatado de Paris que em 1763 finalizou a Guerra dos Sete Anos. Ao final do conflito, o território do Canadá foi incorporado pela Inglaterra.

Inicia-se uma grave crise econômica em Portugal, que se prolonga até 1770.

Mozart fez seu primeiro concerto para a corte aos 7 anos de idade em 1763.

No Brasil ocorreu a transferência da capital da Colônia para a cidade do Rio de Janeiro.

Anos de ingresso de Plutão em Capricórnio

Anos d.C. 0041 0287 0533 0778 1024 1270 1516 1762

Percebe-se que quando Plutão ingressa em Capricórnio, inicia-se um novo tempo social, uma preparação para a mudança na estrutura do pensar e do poder estabelecido, uma semente que se desenvolve com Plutão em Aquário.

Nosso tempo

Em janeiro de 2008, Plutão ingressa em Capricórnio, retrograda em meados de junho e entra definitivamente nesse signo em 27 de novembro do mesmo ano.

O ingresso definitivo de um planeta lento em um signo, por si só, é muito forte. Os trânsitos nos signos cardeais são mais intensos nos dez primeiros graus. Podemos esperar então, uma forte intensidade neste ingresso, mobilizando as questões e os princípios plutonianos e capricornianos.

O que precisamos para compreender e fluir nesse novo tempo? Entendendo o mito e a História, o que precisamos submeter à luz da razão?

Se considerarmos a matriz da Era de Aquário, teremos o ingresso de Plutão em Capricórnio na décima primeira casa e o regente Saturno em Virgem na sétima casa.

A décima primeira casa refere-se à humanidade, comunidade humana, e é a casa natural de Aquário. A sétima casa é conhecida como a que representa o eu diante do outro, as relações, as associações. É a casa natural de Libra. Com o Nodo Norte em Aquário, o caminho é servir à humanidade. Plutão – o senhor das riquezas enterradas, pode regenerar, revelar, e transformar; é um corpo celeste transpessoal que transcende o poder individual, o que alguns denominam força do destino . Saturno – o senhor do tempo, pode ser entendido como o executor da justiça, é quem liberta ou prende, quem limita, é a maturidade; um corpo celeste social que limita e regula a vida em sociedade. Virgo – o nosso trabalho, a administração, os processos, a saúde, o cotidiano, cada um como parte de um todo.

Partindo destas premissas, acredito que é tempo de elucidar quais são nossas responsabilidades individuais, sociais e humanas, selecionar quais os processos da ciência que servem à humanidade e à vida qualitativa. Atrevo-me a acreditar que a energia para regenerar a humanidade é a prudência e a responsabilidade. O propósito para o novo tempo é colocarmos a inteligência a serviço da humanidade, sustentados pelo ato de simplesmente amarmos uns aos outros, respeitar a natureza e “nossas naturezas”. As qualidades que precisamos são a vontade firme, a integridade nas relações com os outros e com a gente mesmo e a esperança. Precisamos fluir no eixo do amor universal.

Segundo o que atribuem a Sócrates – A vida que não passamos em revista, sem reflexão não vale a pena viver.

Uma imagem

No filme Irmão Sol, Irmã Lua, São Francisco de Assis visita o papa em Roma e cita São Mateus. O seu ingresso no Vaticano é a imagem de Plutão em Capricórnio diante de Plutão em Sagitário.

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