O significado do ano solar e o mito das estações do ano

24 de março de 2013 Arquivo, Sem categoria Comentários desativados em O significado do ano solar e o mito das estações do ano

*Por Graziella Marraccini – coordenadora do núcleo social e da regional SP da CNA

No dia 20 de março de 2013, às 08h02min (Hora Oficial do Brasil) iniciou-se o Ano Novo Solar, fato que marca o inicio do Outono no nosso hemisfério e da Primavera no hemisfério norte. Esse momento é chamado de Equinócio pois indica que o Sol se encontra equidistante dos dois hemisférios, exatamente sobre a linha do Equador Celeste. O Novo Ano Solar não coincide com o ano novo do calendário Gregoriano, (que o faz iniciar em 1º de janeiro) mas é baseado no caminho (aparente) que o Sol percorre durante os doze meses do ano ao longo da Esfera Celeste percorrendo as doze Constelações que compõem o zodíaco. Esse movimento do Sol e visto por nos, que moramos no planeta Terra, certo?

Outro fato a considerar é que nem sempre o Ano Solar começa no mesmo dia e na mesma hora. Isso é devido ao fato do Sol não percorrer o seu caminho num tempo que corresponde exatamente aos 365 dias do calendário oficial. Na realidade, o movimento convencional do Sol não acontece sempre com a mesma velocidade (ele passa de um mínimo de 0º 57′ 59” a um máximo de 1º 0′ 51”), de forma que também o ingresso do Sol num determinado signo  – ou seja, o momento em que o Sol inicia sua passagem pelo signo zodiacal encontrando a cúspide do signo – não acontece sempre na mesma data a cada ano. O Sol, de fato, ‘se desloca’ alguns graus para frente a cada ano, modificando portanto o momento em que ingressa em cada signo zodiacal. Esta é a razão pela qual, para levantar o Mapa Natal é necessário conhecer a hora exata do nascimento e também o local, que indica a latitude e a longitude onde ocorre o nascimento. Por exemplo: em 2013, alguém que nasceu no dia 20 de março próximo às 7h30 da madrugada ainda terá o Sol em Peixes. Já uma pessoa que tenha nascido uma hora depois no mesmo dia terá o Sol em Áries.

Para voltarmos ao Ano Solar, o Sol não ingressa, portanto, a 0º de Áries todos os anos no mesmo momento exato do ano anterior. A Astrologia teve sua origem no Hemisfério Norte e portanto o estudo astrológico possui bases e arquétipos baseados naquele hemisfério. O início do Ano Solar marcava o início da Primavera naquele hemisfério, ou seja, anunciava a estação do ano em que a Terra recomeçava a dar sinal de vida, após os longos meses do inverno. Na realidade, quando o Sol abandona o Hemisfério Sul para, em seu caminho na direção do hemisfério norte, seccionar o Equador Celeste, ele leva junto o nosso verão, anunciando para nós o outono. Esses dois Pontos Celestes em que ele corta o Equador (na ida e no retorno do Sol ao Hemisfério Sul) são chamados de Pontos Equinociais. Um acontece a 0º de Áries, (que é também chamado de ponto vernal) e outro a 0º de Libra.

A esse propósito quero lembrar o mito que deu origem às estações do ano. Esse mito era celebrado na Antiga Grécia com as Iniciações de Eleusis. Conta a lenda que Demeter, a Mãe Terra, tinha uma filha, chamada Perséfone (Prosérpina para os romanos). Um dia, a filha colhia flores num campo quando, por uma fenda no chão, surgiu Hades (ou Plutão), Deus do Reino dos Mortos, que a raptou e a levou para o seu mundo subterrâneo. Demeter ficou desesperada com a perda da amada filha, chorou e entristeceu, e a terra secou, não dando mais alimentos para seus filhos. Demeter retirou-se em Eleusis para chorar, enquanto os homens morriam de fome e tudo ficava escuro e frio. Zeus (ou Júpiter), com pena de Demeter, ordenou a Hades que devolvesse a filha amada à sua mãe. Mas Perséfone havia comido uma romã enquanto estava com Hades, e tinha assim, simbolicamente, se ligado assim a ele. Para chegar a um compromisso, Hades e Demeter fizeram então um acordo: Perséfone passaria seis meses na Terra com a mãe, e voltaria ao mundo dos mortos durante os outros seis meses. A volta de Perséfone à Terra marcaria assim o retorno da vida, da estação das flores e do tempo bom e quente, que inicia com a Primavera.

Esse mito nos lembra também a promessa da ‘vida após a morte’, do eterno ciclo que faz tudo renascer continuamente, como num eterno carrossel. O Inverno então seria o tempo em que os grãos estão debaixo da terra, em hibernação, em retiro, na espera da nova Primavera para renascer, do mesmo modo que nossas almas que passam um período de ‘inverno’ entre as várias encarnações. Outras analogias podem ser feitas analisando esse mito. Por exemplo, quando existem divergências e nos encontramos entre ‘dois amores’ existe a necessidade de encontrar o compromisso e o acordo, de onde teremos um novo ponto de partida para outro ciclo.

Nós que vivemos no Hemisfério Sul, iniciamos o outono, ou seja, uma estação onde o Sol diminui, as férias acabam e a vida parece voltar ao normal. Podemos lembrar que agora Perséfone está se encaminhando para o outro Hemisfério, e para nós é chegado o momento de recolhimento interior. Com o fim do verão, os raios do Sol tornam-se mais fracos, indicando ser esse o início de um novo tempo em que devemos nos voltar mais ‘para dentro’. É nesse momento que podemos fazer nossa iniciação espiritual, enquanto fazemos uma pausa que irá preparar nosso renascimento futuro. O momento atual é um momento de transição e nos prepara para o inverno, ou seja, para a morte, mas, não para a morte física, mas para a morte simbólica que será necessária para o nosso renascimento. Do mesmo modo que o grão de trigo plantado no outono, após o descanso do inverno, renasce como planta nova na primavera, nos devemos preparar nosso espírito para esse futuro renascimento. Mas por ora, é tempo de transformação, é tempo de reflexão, é tempo de interiorização. Somente assim daremos início a uma nova fase de vida.

Vivemos num mundo em transformação, assistindo diariamente a grandes perturbações políticas, econômicas e sociais. Não podemos portanto deixar de pensar que estamos numa fase de reciclagem em que a humanidade se prepara para um futuro renascimento. Os ciclos (ou as Eras Precessionais) se sucedem umas as outras – cada 24.000,00 aproximadamente.A Era de Peixes está terminando enquanto a Era de Aquário está se iniciando. Neste momento, porém, estamos no limbo, entre dois ciclos. Nem bem um termina e já se anuncia o outro. Os dois ciclos se sobrepõem durante algumas centenas de anos causando perturbações e transformações, e nos incentivando a um alinhamento energético que vira substituir os velhos padrões que já não servem mais. A economia busca novos modelos, a família busca novos modelos, a organização social busca novos modelos, as religiões busca, novos modelos, mas teremos criatividade suficiente para encontrá-los? Teremos determinação suficiente para implantá-los?

Eu sou uma pessoa otimista por natureza e creio firmemente que nossa humanidade está sendo guiada para efetuar um salto de qualidade. E também creio firmemente que aqueles que forem capazes de buscar formas alternativas de vida, enveredando num caminho de espiritualidade, de altruísmo e cooperação mutua, terão a felicidade como destino final.

Vamos considerar esse momento astral como sendo um momento de transição, no qual novos frutos serão colhidos quando o Sol voltar para o nosso hemisfério, no próximo equinócio da Primavera.

O signo de Áries nos incita a tomar iniciativas. O ano novo Solar de 2013 começa com Marte e Urano em conjunção, indicando que devemos romper os velhos padrões de comportamento e ousar enveredar na senda que nos levara ao alvorecer da Nova Era!  Os desafios não serão poucos, mas os esforços serão recompensados. Ousem. Não tenham medo! 

Sobre o Autor

Olá, quer fazer seu mapa astral comigo? Me envia um whatsapp 11 987853926. Sou atual Diretora Financeira da CNA (2015-2018) e Diretora do Astroinvest (www.astroinvest.com.br). Agente 75 da C*I*A (Cosmic Intelligence Agency) e Diretora da Hub Content (www.hubcontent.com.br). Escrevo sobre o ingresso de Vênus nos signos para o site http://agencia.cosmicintelligenceagency.com/ Jornalista e Empresária, é Astróloga há mais de 25 anos, segue a linha da astrologia moderna. Especializou-se na Faculty of Astrological Studies (http://www.astrology.org.uk/) na Inglaterra. Foi Coordenadora do Núcleo Digital e Membro do Núcleo Social da Central Nacional de Astrologia para a gestão 2012-2015. Em 2015, tornou-se Diretora Financeira da CNA. É uma das sócias do Astroinvest, portal focado em astrologia financeira e empresarial. Começou sua carreira na área estudando em São Paulo – SP em 1990 e, em 2001, mudou-se para Londres. Estudou na Faculty of Astrological Studies com Astrólogos Internacionais renomados e experientes, alguns inclusive autores de excelentes livros, tais como Darby Costello, Clare Martin, Kim Farley, Sue Farebrother e Peta High. Participou de seminários com Sue Tompkins e Melanie Reinhart, entre outros. Entre seus autores favoritos estão Howard Sasportas, Liz Greene e Stephen Arroyo.