Mau tempo na Economia dos EUA

27 de janeiro de 2011 Artigos, Diversos: a partir de janeiro/2010 Comentários desativados em Mau tempo na Economia dos EUA

Há uma espécie de nuvem negra sobre os EUA. O rei George, conhecido como o Imbecil, não apenas jogou a população penhasco abaixo para o mar, como ainda ajudou amarrando pedras nos pés de todos. Os preços da gasolina estão na estratosfera, puxando os preços de praticamente todo o resto, com exceção dos lucros sobre valores excedentes de nossas hipotecas e a nossa carteira de ações, que despenca. A guerra no Iraque é um atoleiro imundo, em que qualquer movimento para nos tirar dele requer a coragem necessária para abrir uma ferida mal fechada. O Afeganistão, por sua vez, parece ter um potencial de buraco de escoamento, não se emendou na hora certa e agora exige um altíssimo preço em sangue e dinheiro. E, acima de tudo isso, paira nosso imenso e sempre crescente débito com a China e nossa debilitante dependência de petróleo importado, que não nos permite esquecer da nossa imensa inabilidade para manifestar os requisitos materiais básicos da independência e da liberdade das quais gostamos tanto de nos gabar.

É no meio desse mingau tóxico que nosso próximo presidente vai começar a comandar o barco do Estado. Se, como esperamos, esse presidente for Barak Obama, ele será capaz de apanhar algumas frutas dos galhos mais baixos facilmente, como por exemplo abrir os cofres para as pesquisas com células-tronco ou para fortalecer o Departamento de Justiça e, assim, dando alguma esperança de que este mundo de ponta-cabeça volte à posição correta. Já os problemas mais graves são bem mais intransigentes e levará anos para consertá-los. Por isso vamos precisar de paciência, tolerância e a crença numa visão de longo prazo que nos permita lidar com as pressões de curto prazo. Infelizmente, é muito provável que a Recessão Bush se intensifique antes de perder a força, restringindo um ar de mudanças em que poderíamos acreditar.

 Nancy Sommers

Com os últimos dias de George Bush, estamos vendo o último suspiro de Plutão em Sagitário. A inabilidade de Bush para viver com qualquer limitação tem sido a marca registrada dessa assinatura planetária de 13 anos, exemplificada por uma presidênciaque acabou com acordos nucleares, borrou (empastelou) os limites entre justiça e política, entre política e religião, entre guerra e deus. Regras e restrições de todos os tipos foram jogadas pela janela sob o expansivo Sagitário, amante da liberdade, e isso levou à crise recente das hipotecas e dos bancos, assim como o novíssimo entusiasmo pela hegemonia global, manifestado na calamitosa guerra do Iraque.

Apesar de já termos sentido um gostinho de Plutão em Capricórnio no início de 2008 e, com ele, um sinal da queda brusca que ocorre quando a exuberância sem freios (Sagitário) encontra a realidade e a necessidade de disciplina (Capricórnio), a verdadeira conta das despesas da farra vai chegar quando Plutão voltar para Capricórnio, no fim de novembro de 2008, e lá ficar até janeiro de 2024. É quase certo que surgirão crescentes restrições e disciplina. Economicamente, isso significará uma maior regulamentação em termos de política e uma restrição a hábitos pessoais de gastança. Politicamente, muitos países poderão assistir a um aumento do autoritarismo em sua liderança. Governos e movimentos populares tentarão restringir, frear o crescente domínio das gigantescas corporações globais, e essa batalha provavelmente passará por muitas etapas, até que Plutão deixe Capricórnio. Com a inclinação plutoniana para os excessos ao ponto da auto-destruição, o domínio corporativo e as intensas restrições provavelmente provocarão uma tensão tão insuportável nos próximos quinze anos que levarão à implosão final – levando ao período de Plutão em Aquário (2024-2043), quando um senso global de comunidade, liderança e organização se tornará o estímulo primordial do mundo que avança para o futuro.

Desde 21 de maio de 2008, Urano em trânsito está em oposição a Netuno no mapa dos EUA (22Virgo25), explodindo nossas ilusões (Netuno) sob a forma de um grande esvaziamento da bolha hipotecária e um despertador (Urano) que faz acordar para as estruturas financeiras construídas sobre sonhos (Netuno). Ainda que seja difícil de imaginar, com o colapso recente de Fannie Mae e Freddie Mac, um certo otimismo pode ressurgir em agosto e setembro, quando Júpiter fará oposição ao Sol dos EUA (13Câncer19). Com Urano quadrando Marte dos EUA no fim de julho e agosto e, ao mesmo tempo, Urano quadrando uma oposição Sol/Júpiter do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke (13/12/1953), algumas novas e inovadoras manobras podem ajudar o clima em geral, pelo menos a curto prazo.

Como eu venho repetindo várias vezes, o mapa do Equinócio da Primavera-2008 para a capital, Washington, aponta para circunstâncias inesperadas, perturbadoras que causarão grande impacto físico nos EUA e seus habitantes de março de 2008 a março de 2009. Isso é indicado por uma quadratura exata de Urano com o Ascendente (16 Sagitário16) do mapa. Já assistimos a enchentes historicamente imensas, além de destruição no Meio Oeste e incêndios devastadores na Califórnia. Preocupante também é o retorno de Urano para o ponto da quadratura exata com o Ascendente do Equinócio da Primavera de 28 de setembro a 28 de outubro de 2008, depois de 27 de novembro de 2008 a 3 de janeiro de 2009. Essa configuração sugere a possibilidade de acontecimentos inesperados, dramáticos e perturbadores que causarão impacto físico nos EUA e seus habitantes que vivem nas áreas afetadas – inclusive a possibilidade de um desastre natural parecido com o furação Katrina ou mesmo um ataque terrorista. Diante do precário estado da economia americana no presente, a quadratura de Saturno com Marte do mapa dos EUA do fim de novembro de 2008 até 20 de janeiro de 2009, e o fato de que este Saturno vai quadrar a oposição Sol/Júpiter de Bem Bernanke, além de fazer quincúncio com a Vênus no mapa do secretário do Tesouro, Henry Paulson (28/03/1946), parece muito provável que as dificuldades deste período vão incluir consideráveis transtornos econômicos. Infelizmente esse difícil cenário será o palco para a próxima administração que assume dia 1º. de janeiro de 2009.

É também em janeiro que Plutão em trânsito fará quadratura com o MC dos EUA (01Libra53), , e oposição a Vênus (3Câncer06), ambos durante 2009, e em 2010 começará a atingir a psique do país. Este poderoso trânsito de Plutão vai assinalar a lenta e profunda transformação da reputação dos EUA (MC), suas alianças e seus esforços diplomáticos (7ª. Casa, Vênus). Plutão em oposição a Vênus também pode intensificar o foco nos temas econômicos e trazer uma tendência a ansiedade e belicosidade à nação.

Todo o peso das desastradas políticas de George Bush, no entanto, só vai ser percebido perto do final de 2009, até setembro de 2012 – uma época de grandes dificuldades econômicas, em que o capital e as aventuras financeiras vão encolher de maneira geral e terão que ser reajustados. Será uma época de necessária disciplina, regulamentação e políticas cautelosas. Passos pequenos e práticos vão funcionar melhor que qualquer esquema enorme, grandioso. O país precisará aprender lições de cooperação, humildade e cinto apertado para poder atravessar esse longo período de Saturno de maneira eficiente. Durante esses dois anos e meio, Saturno vai fazer conjunção com o MC dos EUA, quadrar Vênus, Júpiter, Sol, Mercúrio e Plutão, e fazer um retorno à sua posição original.

Nessa época terá grande importância o movimento de Urano, o planeta de intensas novidades e poderosas rupturas com o passado, por Áries, significando o fim de sua jornada completa pelo zodíaco e o início de um novo ciclo de criatividade (ingenuidade) para a humanidade. Urano é o regente de Aquário e, portanto, regente do Ascendente em Aquário de Obama e da Lua aquariana dos EUA. Assim, um fortíssimo impulso em direção ao novo, às inovações e transformações tomarão conta do país, sendo que começará a ser sentido a partir de agosto de 2010 e, com mais força, em marco de 2011. Ao final de 2010 e, depois, em 2011, com Saturno em conjunção com Saturno dos EUA (14Libra48) e quadratura com o Sol (13Câncer19), três vezes cada trânsito, assim como Urano fará conjunção com IC (1Áries53), haverá muita tensão, distúrbios e dificuldade para estimular esse poderoso impulso de procurar destruir alicerces e soluções não antecipadas.

No final de 2012, os EUA terão passado pelo pior das transformações e tensões para começar a voltar a plantar os pés no chão. Em junho de 2012, no entanto, começará a quadratura Urano-Plutão, provocando impactos na humanidade da metade desse ano até 2015, trazendo transformações profundas, revoluções e um despertar. Esse poderoso aspecto vai provocar profundo impacto nos EUA em 2014 e 2015, quando Urano e Plutão vão fazer, cada um, um aspecto difícil com o Sol do país (13Câncer19) – como estimular o presidente (o Sol) a agir de maneira dramática e transformadora ao lidar com uma provável situação de crise.

Em resumo, parece que agora estamos vendo as primeiras indicações de uma época economicamente muito difícil para os EUA, com uma possível janela de otimismo em agosto e setembro de 2008, seguida por sérios acontecimentos no fim do ano que podem levar a uma recessão profunda. A pior parte pode acontecer na altura do final de 2009, se estendendo até 2012, à medida que o país luta por uma renovação que poderá permitir o surgimento de uma economia robusta.

Nancy Sommers é astróloga especializada em Astrologia mundial.

Sobre o Autor

CNA (Central Nacional de Astrologia)