Lua Nova de Sagitário – Quando a alma é verdadeira

30 de novembro de 2016 Arquivo, Artigos, Ciclos Astrológicos, Lua Nova / Lunação, Mecânica Celeste no comments

 

 

Este é um trecho do filme Na Natureza Selvagem (Into the Wild, 2007), baseado numa história real relatada no livro de Jon Krakauer, que descreve a vida de um jovem americano que abandonou sua família, seu diploma e seu dinheiro para viver uma aventura, livre na natureza, sem regras, numa busca por si mesmo, retomando uma conexão que acredita ter perdido ao se encaixar nos moldes da sociedade.

 

Na Natureza Selvagem (Into The Wild), EUA, 2007. Escrito e dirigido por Sean Penn, a partir do livro de mesmo nome de Jon Krakauer. Com Emile Hirsch, Catherine Keener, Vince Vaughn e William Hurt.

 

Sempre que penso em Sagitário, o jovem Alexander Supretramp (cujo real nome era Christopher McCandless) me vem à mente. Não pela aventura e liberdade características a este signo, mas pelo tom de busca espiritual ligada à história do protagonista. De alguma maneira, onde temos Sagitário no mapa, significa uma área onde não há limites e, por isso, um setor em que podemos nos sentir insatisfeitos, em constante busca de algo. Busca-se compreender aquela área e extrair todo conhecimento e sabedoria possível, pois só assim podemos nos conectar com o divino. Talvez, então, a busca seja pelo próprio divino, a consciência de que existe algo além, a busca pela verdade, não a que julgamos viver, pois esta verdade é limitada, mas a verdade divina, o que está por trás de todas as máscaras.

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A Lunação em Sagitário pode vir apontar exatamente essa questão. Com o que estamos insatisfeitos? O que buscamos? Qual nossa meta? Até que ponto somos capazes de extrapolar os limites da “moral” para conhecermos a verdade? O que é essa verdade, afinal? No filme, Alex Supertramp coloca como meta o Alasca, pois acredita que lá, na Natureza mais crua e intocada pelo homem, possa descobrir essa verdade, se reconectando com o divino e assim despertar o melhor que há em si mesmo.

 

 

 

Não precisamos ser tão extremistas, em largar tudo e sair sem documento pelo mundo. Mas precisamos ser verdadeiros. Chris McCandless encarou sua verdade. Esta expande e liberta. Que verdade está contida em nosso mapa, no setor em que temos Sagitário? Buscando o emprego, a família, a vida financeira ou o relacionamento ideal? Mas até que ponto chega esse ideal? Por não ter limites, de fato, a compensação pode estar justamente em expressar esse setor através do que é verdadeiro.

 

Lunação de Sagitário – 29/11/’2016, 10h18′, Brasília- DF

 

Perceba que essa Lunação faz uma quadratura com Netuno que impõe justamente essa condição da “não visão”, de idealizar demais, viver na expectativa e se decepcionar porque, no fundo, não é o que a alma quer. Mas expectativa e frustração vêm como aprendizado para a consciência se direcionar àquilo que a alma deseja de fato, o qual servirá para o encontro com a nossa essência, para a conexão com o divino, o Deus que habita em nós. Assim, o que precisamos ressignificar em nossas vidas? Quais valores e crenças estão escondidos atrás de um véu, uma máscara que nós mesmos colocamos? Mesmo quando julgamos encontrar nossa verdade, será que é mesmo o caminho a ser seguido? A quadratura a Netuno gera um sentimento de incerteza que nos deixa desorientados, por isso assumir algo como verdade absoluta pode ser perigoso. É prepotência pensar que podemos alcançar todo esse conhecimento divino. Mas isso nos impulsiona a seguir em frente. Chame de fé, de confiança, de otimismo, do que quiser. Neste momento, chamo simplesmente de verdade. Sendo assim, observemos se no setor Sagitário no mapa, ativado com esta lunação, somos verdadeiros. Ele nos expande, nos traz confiança, nos impulsiona a continuar em frente? Se não, então qual verdade não estamos querendo enxergar? Aplique isso também a esta reflexão. Qual verdade tem nessas linhas se não as de minhas limitações? Mas que elas sirvam para expandir a mente acerca de uma questão, pois afinal, esta também é uma qualidade sagitariana.

 

Ao vermos o dispositor desta Lunação, Júpiter, em Libra, quadrado a Plutão e oposto a Urano podemos questionar aqui o quanto somos livres e verdadeiros de fato e o quanto estamos no controle ou sendo controlados. Podemos expandir essa questão para níveis políticos. As leis nos impulsionam ou nos limitam? Podemos ver quantas PECs estão sendo empurradas garganta abaixo e o quanto isso tem causado indignações e reações contrárias. Reage quem não quer viver em uma mentira e a balança da justiça (Libra) fica sob tensão.

 

Lua Cheia de Sagitário – 13/12/’2016, 22h05′, Brasília- DF

 

Por fim, podemos observar a Lua Cheia, a conclusão desta fase, e que personagem entra em cena? Saturno, o limitador.  Mas vejo que o ceifador não entra para acabar com a festa sagitariana, mas para apresentar a realidade como ela é. No fim, a vida são escolhas e você é responsável por elas. Você escolhe viver sua verdade e expansão? Caso contrário, faz todo sentido Saturno estar ali presente, impondo a limitação e o desafio. Lembremos também que Gêmeos e Sagitário representam o eixo do conhecimento. Há bons aspectos com Marte, Júpiter e Urano nesta Lua Cheia, indicando que o conhecimento é libertador, lhe traz força e servirá como impulso construtor e realizador. Mercúrio, dispositor desta Lua, está em Capricórnio, com Plutão.

 

“Conheça-te a ti mesmo”, restabelecemos a conexão com o divino que há em nós, vivemos cada um sua própria verdade. Chris McCandless, neste processo, via prazer na solidão, mas descobriu que “a felicidade só é real quando compartilhada”. Que sabedoria iremos extrair a partir do momento que nos permitirmos viver a plenitude que o setor onde temos Sagitário no mapa carrega?

 

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Sobre o Autor

Astrólogo formado pela Humaniversidade e Gaia - Escola de Astrologia. Atualmente colabora com horóscopo e matérias para o portal da revista Glamour.

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