Educação e Astrologia: Uma Parceria Valiosa

11 de janeiro de 2011 Artigos, Diversos: a partir de janeiro/2010 Comentários desativados em Educação e Astrologia: Uma Parceria Valiosa

UMA VISÃO PARA PAIS E EDUCADORES

A Astrologia oferece à educação valioso instrumental de apoio.

É possível orientar tanto a criança e o jovem quanto o educador sobre um caminho propício para resultados mais satisfatórios, facilitando o desenvolvimento do indivíduo. Problemas de comportamento, dificuldades na aprendizagem, planejamento de atividades, relações e interações complicadas – várias são as áreas nas quais a Astrologia pode ser aplicada de forma a promover a compreensão e a fluidez no trabalho primoroso buscado pelo educador.

Dentre a vasta extensão que a Astrologia abrange, alguns pontos se mostram efetivos no auxílio ao processo formativo e educativo do indivíduo. Podemos citar entre eles:

– a auto-estima – Sol;
– a nutrição emocional – Lua;
– tendência da geração, em uma turma de mesma idade – eixo nodal;
– características específicas de cada idade – ciclos planetários;
– padrões de comportamento originados na história familiar – histórias de infância dos Signos (visão junguiana);
– interação adulto/criança e relacionamentos – sinastria (comparação de mapas);
– planejamento escolar – trânsitos planetários, ciclo lunar e Lua fora-de-curso.

A questão da auto-estima é fundamental, afetando o aluno tanto quanto ao comportamento quanto ao processo de absorção de conteúdo. Reforçar com elogios os talentos naturais da criança engrandece a visão que ela tem de si mesma, aumentando sua autoconfiança e, consequentemente sua auto-estima. Mas quais são realmente os elogios que farão diferença para ela? Dons, todos temos vários, mas apenas aqueles ligados ao self serão os que tocarão o íntimo da pessoa, sendo percebidos como verdadeiramente valiosos. Esses elogios têm a ver com o signo solar, já que este signo representa a vontade do indivíduo, sua auto-realização, sua vitalidade, sua consciência, vocação, entre outras coisas. Os planetas no mapa natal indicam funções da psique específicas, o que facilita a identificação de soluções pertinentes a problemas crônicos ou momentâneos. Quando você diz a um ariano que foi muito boa a maneira como ele organizou seu material escolar, ele não vai dar muita importância, não. Mas já experimentou falar isso para um virginiano? Faz toda a diferença.

Outro exemplo pode ser dado na análise comportamental de turmas. Existem características próprias de cada idade, mas também há características peculiares às crianças nascidas nesse ou naquele ano. O ciclo do eixo nodal indica a tendência geral de uma turma – mais agitada, mais faladora, mais emotiva. Assim, é possível tratar de problemas surgidos em grupo usando a Astrologia, de modo a levar os alunos na direção do aprendizado maior de que eles necessitam como geração.

Além da análise individual, particular de cada pessoa, os ciclos planetários também auxiliam na compreensão das diversas fases do desenvolvimento da criança. A chamada “idade da raiva,” aos dois anos, pode ser melhor entendida quando se sabe que Marte completa seu ciclo nessa idade. Marte indica a expressão e direção do ego, além da força de impulso e iniciativa do indivíduo, podendo ser expressa também na forma de agressão, ou seja, raiva. Irritabilidade, impaciência, sangue à flor da pele são outros indicativos de Marte em ação. Ao analisar o posicionamento desse planeta no mapa natal da criança, o adulto tem a possibilidade de canalizar a energia de auto-afirmação da criança de modo a equilibrá-la mais devidamente.

É verdade que o mapa natal é delineado para o momento do nascimento e que já naquele instante é possível saber muita coisa a respeito do indivíduo. Mas onde fica o livre arbítrio? Imagine uma semente. Uma semente de maçã: ao colocá-la em sua mão, você já sabe que ela pode virar uma árvore frondosa, com farta folhagem, belas flores e frutos saborosos. Mas será que o local onde essa semente cair lhe possibilitará tudo isso? O terreno será argiloso, haverá nutrientes suficientes ou água em abundância? Você pode dizer, somente com a semente na mão, a forma ou o número de seus galhos?

O ambiente de infância e as escolhas feitas pelos responsáveis moldam muitas das características que mais tarde serão reconhecidas como inerentes à personalidade da pessoa. Como ser social, o ser humano depende completamente do ambiente e dos outros seres humanos para formar sua individualidade, ressaltando-se aqui a importância das relações em si. Quando adulto, suas escolhas serão decisivas para delinear seu caminho de vida, incluindo a auto-realização e a auto-satisfação. Mas uma semente de maçã só pode dar macieira, por mais esforço que faça, por mais que deseje ser alface.

Um mapa natal pode mostrar o momento de vida que os pais estavam vivendo, entre si e com o mundo, na época do nascimento da criança. É uma história curiosa, a qual molda as tendências comportamentais da pessoa. Um exemplo? Gêmeos, então. O signo solar é aquele que aparece nas revistas, aquele que quase todo mundo responde ao ser perguntado “qual o seu signo?” Quem nasce sob o signo de Gêmeos, em torno de 21 de maio a 21 de junho, nasce numa fase em que os pais decidem tudo por meio de palavras. Eles estão conversando muito e a criança, inconscientemente, percebe que aquela tal “palavra” é mágica: provoca reações físicas em quem ouve! Que fascinante! A criança tem seu interesse despertado pela palavra, pela informação. E o resultado você conhece: esse grupo curioso ou lê à beça ou fala pelos cotovelos! Aquele geminiano que você sabe que não faz nem uma coisa nem a outra tem, certamente, sérios problemas de auto-estima.

Outra preciosa colaboração que a Astrologia pode fazer é quanto às fases da Lua. Você já reparou nas vezes em que você planeja a aula, faz tudo direitinho, os alunos se envolvem e, no final das contas, parece que ninguém esteve lá porque o conteúdo entrou num ouvido e saiu pelo outro? E depois você tem que recordar o assunto todo com as crianças? Ou aquelas reuniões em que há uma decisão importante a ser tomada, ela é tomada, mas a coisa não sai do papel, não se concretiza? Isso acontece raramente, na maior parte, mas ocorre nas horas em que os astrólogos chamam de Lua fora-de-curso ou Lua vazia. Repetem-se a cada dois dias, mais ou menos, e trazem momentos perdidos no tempo: horas para colocarmos as tarefas rotineiras em dia, para dormir, jogar baralho, dar atenção à burocracia e às atividades que não esperamos que resultem em algo importante, também àquelas que, na verdade, queremos que dêem em nada. Decisões vitais, reuniões importantes, momentos fundamentais na nossa vida deixamos para outra hora, quando a Lua estiver no curso.

A Lua, diminuindo e tornando a aparecer em consonância com o brilho do Sol que ela reflete, ainda tem relação com o público e o humor geral, sinalizando o dia mais propício para a festa com sucesso de presenças, o melhor momento para se descansar e para deixar o colega em paz. Há pessoas e crianças muito suscetíveis à posição lunar e essas, além de maior compreensão alheia, precisam se conscientizar de sua volubilidade e desenvolver atitudes saudáveis e equilibradoras.

O adulto responsável por uma criança pode encontrar na Astrologia uma maneira tranqüila e razoável para a realização de uma das tarefas mais complexas do ser humano: a formação de outro ser humano. Pode utilizar os conhecimentos relativos aos astros de maneira a ter sua vida pessoal e profissional facilitada, descomplicada, simplificada, organizada, obtendo maior satisfação, realização, alegria e paz.

Sobre o Autor

CNA (Central Nacional de Astrologia)